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O Cardeal Ratzinger (Papa Bento XVI) ,
Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé no Vaticano, disse em
novembro de 1984, na entrevista a Revista "Gesú", a respeito do
3º Segredo de Fátima: "Os fatos contidos neste terceiro
segredo, correspondem ao que anuncia o Capítulo 24 de Isaías, e estão
confirmados por muitas outras aparições Marianas."
ALGUNS PENSAMENTOS para AGOSTO, 2005
por D. Richard Williamson da FSSPX
vide: www.fsspx.org
Na edição de Maio-Junho deste ano da
revista francesa bimestral “Sous la Bannière”, na página 7, há uma
interessante citação atribuída ao Cardeal Ratzinger, agora Papa Bento
XVI. Lê-se o seguinte:
“Uma fonte na Áustria, que prefere ficar anônima, nos assegura que o
Cardeal Ratzinger recentemente admitiu a seguinte frase a um bispo austríaco
seu amigo:
‘Eu tenho dois problemas em minha consciência: D.Lefebvre e
Fátima. Quanto ao último (fátima), minha mão foi
forçada. Quanto ao primeiro, eu falhei.”
Com certeza se a “fonte na Áustria” prefere ficar anônima nós não
temos como verificar se o Cardeal verdadeiramente disse essas coisas sobre
D.Lefebvre e Fátima, mas a citação é pelo menos verossímil, portanto
vale a pena falar sobre isso um pouco. Quanto ao que o Cardeal diz sobre Fátima,
nós suspeitamos em Junho de 2000, quando o Vaticano – com o Cardeal na
liderança – supostamente publicou o terceiro Segredo, que haveria
alguma trapaça acontecendo. Ou Roma ainda estava escondendo o verdadeiro
Segredo, aquele mantido em seu quarto por Pio XII mas nunca lido, ou Roma
estava revelando o verdadeiro segredo mas distorcendo sua interpretação.
De qualquer modo, nos dissemos naquele tempo, Roma estava querendo por um
fim em Fátima, e nós vimos o Cardeal Ratzinger representando um papel
importante na manobra. Agora chega a citação da Áustria confirmando que
o Cardeal estava realmente participando na manobra. Quem “forçou sua mão”?*
Foi João Paulo II? Algum poder oculto por trás do Papa e do Cardeal? Só
Deus sabe. Quanto ao que a citação diz sobre D. Lefebvre, aqui também
se a citação não é verdadeira, é bem verossímil. Em Maio de 1988
quando D. Lefebvre estava ameaçando consagrar bispos para a Fraternidade
São Pio X, com ou sem a permissão de Roma, foi o Cardeal Ratzinger que
representou a Santa Sé nas negociações que pretendiam impedir a
“ruptura” que tais consagrações implicariam. Nós lembramos que o
Cardeal quase obteve “sucesso” em 6 de Maio, quando D. Lefebvre
assinou o rascunho de um acordo, mas o Cardeal “falhou” quando o
Arcebispo, depois de passar a
noite em claro, retirou sua assinatura no dia seguinte. E agora chega a
citação da Áustria confirmando que o Cardeal ainda vê a finalização
daquelas negociações como uma “falha”.
*O site e outros que estudam fim dos
tempos acreditamos que foi a franco-maçonaria que esta há muito
infiltrada no clero.
Até na imprensa como na revista Veja já comentou que o segredo de fatima
não esta todo revelado.
Malachy Martin
Malachy Martin foi um padre jesuíta, que
viveu alguns anos no Vaticano, exercendo então o cargo de secretário do
muito modernista Cardeal Bea, um antigo confessor do conservador Pio XII
(Papas conservadores arranjam cada confessor herege!).
Disse Malachy Martin, nesse mesmo livro - The Keys of this Blood New York:
Simon & Schuster, 1990, p. 630).– que:
“O verdadeiro conteúdo desse
“Terceiro Segredo” permaneceu por um longo tempo secreto até o
Pontificado de João Paulo II. Nessa época, o conteúdo dele foi revelado
para um suficiente número de pessoas em base privada, e ambos, João
Paulo II e Joseph Ratzinger falaram com suficiente franqueza acerca do
conteúdo de tal modo que afinal o essencial da mensagem podia ser
seguramente esboçado” (Malachy Martin, The Keys of this Blood)
Será que Malachy Martin, nesse tempo em que trabalhava na Cúria Romana,
leu o texto do famoso Terceiro Segredo de Fátima?
É bem possível que sim.
E que dizia o verdadeiro texto do Terceiro Segredo?
O Vaticano só publicou, — de repente — apenas a visão desse Terceiro
Segredo e não o texto que acompanhava e explicava a visão dos três
pastorezinhos...
Não se sabe porquê, talvez desgostoso com o que via acontecer no
Vaticano, Malachy Martin deixou a Cúria, quis ser reduzido ao estado
leigo, mas com o direito de rezar Missa em casa.
Desde então escreveu ele uma série de livros, nos quais desvelava muitas
coisas que aconteciam no Vaticano.
De repente, ele foi encontrado morto em Nova York.
É um perigo saber muita coisa.
Morreu por tanto saber...
Que pensar então desse decreto papal “profético” — decreto de
romance — publicado em 1990, e que tanto coincide com os boatos atuais?
O mistério é grande demais para ser entendido por quem, como eu, sabe tão
pouco dos bastidores romanos, e que só aguarda, rezando, para que o Papa
Bento XVI vença os lobos que uivam na noite do século XXI.
Rezemos pela alma de Malachy Martin, que sabia demais.
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