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Anneliese Michel - A verdadeira Emily Rose |
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Anneliese
Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi
criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am
Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe deram uma
educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família
trabalhando em uma serraria. Em
1968, com apenas dezesseis anos, Anneliese começou a apresentar sintomas
e comportamentos que foram diagnosticados a princípio como epilepsia
aliada a um quadro aparente de esquizofrenia, após vários exames na Clínica
Psiquiátrica de Würzburg.
No
verão de 1973, os pais de Anneliese foram até a paróquia local
solicitando aos religiosos que submetessem a sua filha ao ritual de
exorcismo. A princípio, o pedido foi negado, uma vez que a doutrina da
Igreja Católica com respeito a essas práticas é muito restrita. Segundo
a Igreja, dentre outras coisas, os possuídos devem ser capazes de falar línguas
que nunca tenham estudado, manifestar poderes sobrenaturais e mostrar
grande aversão aos símbolos religiosos cristãos.
Após
efetuar uma exata verificação da possessão (Infestatio) em setembro de
1975, o Bispo de Würzburg, Josef Stangl, autorizou os padres Ernest Alt e
Arnold Renz a realizarem os rituais do Grande Exorcismo, cuja base é o
Rituale Romanum, que ainda era, à época, uma lei canônica válida desde
o século XVII. Durante
o período em que esteve submetida ao exorcismo, onde continuava tomando
os medicamentos, Anneliese relatou um sonho, onde teria se encontrado com
a Virgem Maria, e que ela lhe teria proposto duas escolhas para a sua
condição: ou ser liberada logo do jugo dos demônios ou continuar o seu
martírio para que todos soubessem que o mundo espiritual e ação dos demônios
no mundo existem de fato. Anneliese teria escolhido a segunda opção. Em
1 de julho de 1976, no dia Logo
após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz
fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente,
abriram inquérito e procederam às investigações preliminares. Em
uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios
discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de
Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda convicção de que ela
estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo
exorcismo, um pouco antes da sua morte. Antes
do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades
locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. Eles
fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de
uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A
freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo
de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto e que esta seria a prova
definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial
que foi dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada
às pressas em um sarcófago precário. o legado de anneliese michel
Fonte:
wikipédia
Fotos
de Anneliese Michel:
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Este é o caso
que originou o filme O Exorcismo de Emily Rose Os padres
Ernest Alt e Arnold Renz tinham uma dolorosa e necessária missão
a cumprir. Talvez a simples fé no Cristo não fosse suficiente
para levar a cabo a empreitada. Os padres sabiam muito bem que
teriam de ser fortes. E extremamente corajosos. Doravante, era o inimigo
do Altíssimo que teriam de enfrentar e combater. Anneliese
Michel tinha visões assustadoras de faces demoníacas enquanto,
ajoelhada, dedicava uma prece ao Senhor. Vozes invadiam os seus
ouvidos com promessas terríveis: a jovem, distante de qualquer
possibilidade de Salvação em Crsisto, queimaria eternamente no
Inferno. Crises de depressões sucediam-se, já que Anneliese,
embora profundamente católica, via crescer em si uma insuportável
intolerância a locais e objetos sagrados. O que era uma
simples conjectura tornou-se, para os pais daquela jovem de apenas vinte
e três anos, uma convicção inabalável: a filha estava possuída por
forças sobrenaturais malignas. Foto
de Anneliese Michel antes da possessão Anneliese
nascera em 1952, na Baviera, recanto alemão de arraigada tradição católica.
Por volta dos dezesseis anos, desencadeou-se em
Anneliese uma torrente de sintomas que, ao menos na aparência,
sugeriam problemas mentais. A Clínica Psiquiátrica de Würzburg
chegou a um diagnóstico: Anneliese padecia de epilepsia associada
à esquizofrenia. Inciou-se um tratamento intensivo, que durou um
ano. Supostamente recuperada, Anneliese completou o
segundo grau. Posteriormente, ingressou na Universidade de Würzburg,
iniciando o curso de Pedagogia. Mas
os estudos foram interrompidos. As vozes e visões demoníacas se
tornaram cada vez mais constantes e opressoras. Anneliese assumira
um comportamento agressivo. Consta que a moça “insultava,
espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre
no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria
urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa,
enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava
rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação,
tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência” (1).
Frustrado
o tratamento psiquiátrico, os pais de Anneliese buscaram o auxílio da
Igreja. O padre Ernest Alt acompanhou o caso. Em 1974, ele chegou
à conclusão de que havia indícios veementes de possessão demoníaca,
o que requereria a realização de exorcismo. Mas somente em
setembro do ano seguinte o bispo de Wüzburg autorizou o ritual,
conforme os procedimentos previstos no Rituale Romano. Ao
longo de 67 seções, que se prolongaram por longos nove meses,
realizadas uma ou duas vezes por semana, os padres Ernest e Arnold
pelejaram contra entidades que assumiam a identidade de Lúcifer,
Caim, Judas, Nero, Adolf Hitler e Fleischmann, um bruxo do século XVI.
Durante as sessões, Anneliese, muitas vezes, “tinha que
ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões,
acorrentada” (2). Argumenta-se que ela “lesionou seriamente os
joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o
exorcismo, aproximadamente quatrocentas em cada sessão” (3). Anneliese
teria relatado um sonho místico no qual dialogara com
a Virgem Maria. A mãe de Jesus teria proposto, à jovem, a
seguinte escolha: liberar-se, em proveito próprio, do terrível
jugo demoníaco, ou continuar imersa no dolososo martírio, mas em
nome da fé cristã. A segunda alternativa seduziu a jovem
estudante: ela seria um público exemplo de que os demônios existem e
de que exercem os seus nefandos poderes no plano terrestre.
Argumenta-se que “Anneliese optou pelo martírio voluntário,
alegando que seu exemplo enquanto possessa serviria de aviso a toda a
humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que
trabalhar pela própria salvação deve ser uma meta sempre presente.
Ela afirmava que muitas pessoas diziam que Deus está morto, que haviam
perdido a fé, então ela, com seu exemplo, lhes mostraria que o demônio
age, e independe da fé das pessoas para isso. (4)” Anneliese
predissera quando se daria a sua libertação: 1 de julho de 1976.
Consta que, à meia-noite, os demônios finamente abandonaram o corpo da
estudante, deixando-a em paz e livre das convulsões impingidas durante
tantos anos. Exausta, Anneliese adormeceu. E teve, em seqüência,
uma morte tranqüila. Era o fim de um insuportável suplício.
“A autópsia considerou o seu estado avançado de desnutrição e
desidratação como a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos.
Nesse dia o seu corpo pesava pouco mais de trinta quilos. (5)” Segundo
Elbson do Carmo, após a morte de Anneliese, “seus pais
foram indiciados por homicídio culposo e omissão de socorro, e os dois
padres exorcistas Ernst Alt e Arnold Renz sofreram as mesmas acusações.
Os dois padres foram condenados a seis meses de prisão.” (6)
Registra o mesmo autor que esse fato “chocou a opinião pública alemã,
gerando uma enorme polêmica em toda a Europa, que incluiu a Igreja, os
meios acadêmicos e a justiça em torno da mesma discussão” (7).
A história de Anneliese deu origem a dois filmes, “Requien” –
produção alemã – e “O Exorcismo de Emily Rose” – produção
norte-americana dirigida por Scott Derrickson. Anneliese
Michel é, certamente, um dos mais bem documentados casos de distúrbios
de comportamento ao qual se atribui a ação opressora
e letal de forças malignas incidente sobre a frágil psique
humana. E, a considerar o incontestável rigor que antecede
a qualquer autorização da Igreja Católica para a prática do
Rituale Romano, não se pode pôr em dúvida a materialidade do excêntrico
e destrutivo calvário, ou as implicações místicas que
acompanharam o longo sofrimento da estudante de Wüzburg. Mas se,
de fato, possessão houve, isto compõe uma insondável silhueta
que, por se situar no campo metafísico, escapa a qualquer
possibilidade de juízo conclusivo. NOTAS: |
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O Exorcismo de Emily Rose (The
Exorcism of Emily Rose)- O FILME
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Elenco: Laura Linney, Tom Wilkinson, Shohreh Aghdashloo, Campbell Scott, Jennifer Carpenter, Joshua Close, Colm Feore. |
| Direção: Scott Derrickson |
| Gênero: Drama |
| Distribuidora: Columbia Pictures |
| Estréia: 02 de Dezembro de 2005 |
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Sinopse: "O Exorcismo de Emily Rose", inspirado em história real, conta o drama vivido por uma jovem de 19 anos possuída pelo demônio em um dos raros casos do tipo reconhecido oficialmente pela Igreja. No filme, a protagonista Laura Linney interpreta o papel de uma advogada que defende um padre (Tom Wilkinson) acusado por uma sessão de exorcismo realizada em uma adolescente chamada Emily Rose que, segundo ele, havia sido possuída pelo demônio. |
| Curiosidades: » Baseado na história real de Anneliese Michel, jovem germânica que sofreu as mesmas consequências que a personagem do filme, nos anos 70. LEIA MAIS: * OS EXORCISMOS DE ANNELIESE MICHEL - CLIQUE AQUI * COMENTÁRIO SOBRE O FILME - CLIQUE AQUI |
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