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Assunção da Virgem Maria - visões de Maria Valtorta |
A
ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA
A Assunção da Virgem - Juan Martin Cabezarello (Museu do Prado, Madri) Baseada
nas visões concedidas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Maria Valtorta “O
Poema do Homem-Deus” Vol.
5, #646, pp. 934-938.
Publicado pelo Centro Éditoriale Valtortiano, 1990, Distribuído pelas
Livrarias Edições Paulinas 250, 250, boul. Saint-François
Nord, Sherbrooke, Québec, Canada J1E 2B9. Telephone
(819) 569-5535, Fax 565-5474. I.
Sobre
a Autora 1.
Pe.
Gabriel M. Roschini, Professor da Universidade Pontifical Laterana de
Roma, Filósofo e Teólogo, um Mariologista de renome, declarou que
“Maria Valtorta (1897 - 1961) de Viareggio, Itália é uma das 18
maiores personagens místicas de todos os tempos.” 2. Monsenhor Ugo Latanzi, Diácono da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifical Laterana, escreveu em 1951: “A autora... não poderia ter escrito tais materiais abundantes... sem estar sob influência do poder sobrenatural”. 3. Monsenhor Alfonso Carinci, Secretário da Congregação dos Ritos Sagrados, afirmou em 1946: “Não há nada nela contrária ao Evangelho. Pelo contrário, este trabalho é um bom complemento do Evangelho, contribui para o melhor entendimento do seu significado... Os discursos do Nosso Senhor não contêm nada que seja contrária ao seu espírito.” 4.
O
Papa Pio XII afirmou numa audiência particular em 1948: “Publique este
trabalho como está... Quem o ler compreenderá.” (Osservatore
Romano, 26 de Fev., 1948). Na visão a seguir, S. João, Apóstolo e Evangelista, testemunha a Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, em corpo e alma, para o Céu. S. João deve ter recontado o que viu ao S. Pedro, o Apóstolo Chefe, e aos outros Apóstolos. Esta revelação a S. João tornou-se parte da Sagrada Tradição da Igreja. Quando o Papa Pio XII proclarou o Dogma da Assunção da Nossa Senhora em 1955, apenas confirmou o que a Igreja Católica creu nos últimos 2000 anos. Nada é novidade. De fato, todos os Dogmas da Igreja Católica são baseados nas revelações públicas divinas que terminaram com os Apóstolos do Nosso Senhor. II. Visão da Maria Valtorta 8
de dezembro (Data da visão de Maria Valtorta) Quantos
dias se passaram? É difícil precisar. Se alguém julgasse pelas flores
que formam a coroa em volta do corpo inerte, diria que se passaram apenas
algumas horas. Porém se julgasse pelos ramos de oliveira sobre os quais
as flores repousam, os ramos com as folhas já secas e por outras flores
secas caídas como relíquias sobre a cobertura do esquife, poderia se
concluir que alguns dias se passaram. Porém
o corpo de Maria é exatamente o mesmo como se tivesse acabado de dar o último
suspiro. Não há traço de morte na Sua face ou nas Suas pequeninas mãos.
Não há nenhum odor desagradável no quarto. Ao contrário, um aroma
indefinível como incenso, lírio, rosa, lírios do vale, ou ervas da
montanha, se misturam e estão suspensos no ar. João,
que não se sabe por quantos dias se manteve acordado, caiu no sono,
vencido pelo cansaço, sentado num banquinho, seus ombros recostados à
parede próxima a uma porta aberta que dá para o terraço. A luz da
lamparina, que, do chão, ilumina-o, permite ver a sua face cansada, e
também muito pálida, exceto a sombra avermelhada ao redor dos seus
olhos, de tanto chorar. Já
deve ser aurora, pois a luz pálida ilumina o terraço, e as oliveiras em
volta da casa já são visíveis; uma luz que se torna cada vez mais forte
e, penetrando pela porta, torna mais nítidos também os objetos do
quarto, que, estando longe da lamparina, eram antes impossíveis de se
visualizar. De
repente, uma luz intensa enche o quarto, uma luz prateada com contorno
azulado, quase fosfórica, se torna cada vez mais forte, fazendo
desaparecer a aurora e a lamparina. Uma luz como aquela que inundou a
Gruta em Belém, no momento da divina Natividade. Então, nesta luz
paradisíaca, criaturas angelicais surgem, ainda mais brilhante, na luz já
intensa que inundou o quarto. Como já acontecera quando os anjos
apareceram para os pastores, uma dança de clarões de todas as matizes
saem das suas asas e se movem suavemente, emitindo murmúrios harmoniosos,
tão doces como se fossem tocados por uma harpa. As
criaturas angelicais se posicionam em volta da pequena cama, se curvam
diante dela, levantam o corpo imóvel e, batendo as asas mais
vigorosamente, acentuando o som já existente, abrem uma passagem
milagrosamente no teto, como abrira milagrosamente o Sepulcro de Jesus, e
se elevam, levando o corpo da sua Rainha, o Santíssimo Corpo, é verdade,
porém, ainda não glorificado, e, portanto, sujeito às leis da matéria,
para as quais Cristo não era sujeito, pois Ele já estava glorificado
quando ressuscitou dos mortos. O som produzido pelas asas angelicais
aumenta, e agora é tão potente quanto o som de um órgão. João,
que, embora ainda adormecido, moveu-se duas ou três vezes sobre o seu
banco, como se tivesse sido perturbado pela luz forte e pelo som das asas
angelicais, desperta completamente por causa do som poderoso, e, também,
por causa da forte corrente de ar que, descendo da abertura do teto e
atravessando a porta aberta, forma um turbilhão que agita a colcha da
cama, agora vazia, e a vestimenta de João, apagando a lamparina e
fechando a porta com uma batida forte. O
Apóstolo olha em volta, ainda meio sonolento, para reparar o que está
acontecendo. Nota que a cama está vazia e que o teto está aberto.
Entende que um acontecimento maravilhoso teve lugar. Sai para o terraço,
e, como pelo instinto espiritual, ou por uma chamada celestial, levanta a
sua cabeça, fazendo sombra com as mãos sobre os olhos, evitando o sol, a
fim de ver, sem no entanto ser impedido de olhar para o sol nascente. E
ele vê. Vê o corpo de Maria, ainda sem vida, como que adormecido,
ascendendo cada vez mais alto, sustentado pelo grupo angelical. Como último
gesto de adeus, as bainhas da manta e do véu são agitadas, provavelmente
pelo vento causado pela rápida assunção e pelo movimento das asas
angelicais; e algumas flores, aquelas que João colocou e renovou em volta
do corpo de Maria, e que com certeza permaneceram entre as dobras do seu
vestido, chovem sobre o terraço e sobre o chão do Getsêmani, enquanto a
hosana potente do grupo angelical se move cada vez mais longe e se torna tênue. João
continua a fitar aquele corpo que se eleva em direção ao Céu e, através,
certamente, de um prodígio concedido a ele por Deus, para confortá-lo e
compensá-lo por seu amor à sua Mãe adotiva, vê distintamente Maria,
envolta agora pelos raios do sol já bem alto, aparecer da êxtase que
separou a Sua alma do Seu corpo, e ressuscitar, colocar-se em pé, à
medida que agora goza também dos dons típicos dos corpos já
glorificados. João
olha e vê. O milagre concedido a ele por Deus permite-lhe, contra todas
as leis naturais, ver Maria como Ela é agora, enquanto ascende
rapidamente ao Céu, cercada, porém agora não mais auxiliada pelos anjos
que cantam hosanas. E João está extasiado pela visão da beleza que
nenhuma pena do homem, a palavra humana, ou trabalho de artista poderá
ser capaz de descrever ou reproduzir, porque é de uma beleza indescritível. João,
ainda recostado contra a parede baixa do terraço, continua a fitar aquela
forma brilhante e esplêndida de Deus - porque Maria pode realmente ser
dita assim, formada de uma maneira única por Deus, Que desejou-A
imaculada, para que Ela pudesse formar o Verbo Encarnado - enquanto
ascende cada vez mais alto. E DDeus-Amor permite-lhe um último prodígio
supremo para o Seu perfeito discípulo amoroso: ver o encontro da Mãe
Santíssima com o Seu Filho Santíssimo, Que também esplêndido e
reluzente, indescritivelmente belo, desce rapidamente do Céu, alcança a
Sua Mãe, aperta-A no Seu coração e, juntos, mais brilhantes que dois
astros do céu, dirigem-Se ao Céu de onde Ele veio. A
visão de João terminou. Ele abaixa a sua cabeça. Sobre a sua face
cansada, estão visíveis tanto a sua dor da perda de Maria quanto a sua
alegria pelo Seu glorioso destino. Porém, agora a alegria excede a dor. Ele
exclama: “Obrigado, Meu Deus! Obrigado! Eu previ que tudo isto ia
acontecer. E queria estar acordado, a fim de não perder nenhum momento da
Sua Assunção. Porém já não dormia há três dias! Sono, cansaço,
junto com a dor, sobrevieram e derrotaram-me justamente quando a Sua Assunção
era iminente... Porém, talvez Vós quisestes assim, ó Deus; para que eu
não me afligisse naquele momento, nem que sofresse mais... Sim, Vós
certamente assim desejáveis e agora, quisestes que eu visse aquilo que
sem o Vosso milagre, não poderia ver. Permitistes vê-La novamente,
embora já tão longe, já glorificada e gloriosa, porém, como se Ela
estivesse perto de mim. E ver Jesus novamente! Oh! Visão felicíssima,
inesperada e não aguardada! Ó dom dos dons de Deus-Jesus para com seu
discípulo João! Graça Suprema! Ver Meu Mestre e Senhor novamente! Vê-Lo
próximo à Sua Mãe! Ele como o sol, Ela como a lua, astros
esplendorosos, pois estavam gloriosos e felizes por se reunirem para
sempre! O que o Paraíso será agora que Vós brilhais nele, Seus maiores
astros da Jerusalém celeste? Qual o júbilo dos coros angelicais e dos
santos? É tal a alegria que a visão da Mãe com Seu Filho me concedeu,
algo que cancela toda a dor Dele, todas as dores de Ambos, e mais, também
a minha, e a paz me domina. Dos três milagres que pedi a Deus, dois se
realizaram. Vi a vida retornar à Maria, e sinto a paz voltar para mim.
Toda a minha angústia termina porque presenciei-Vos reunidos na glória.
Obrigado por tudo isto, ó Deus. E obrigado por terdes feito tudo isto
para que eu veja, mesmo para uma criatura santíssima, todavia ainda
humana, aquilo que cabe aos santos, aquilo que acontecerá após o último
julgamento, a ressurreição do corpo, a sua reincorporação, sua fusão
com o seu espírito, que ascende ao Céu no momento da sua morte. Eu não
precisava ver para crer. Pois sempre acreditei firmemente cada palavra do
Mestre. Porém muitos duvidarão disto, após eras e milhares de anos, e a
carne, que se tornará pó, é permitido tornar-se um corpo vivo. Serei
capaz de dizer-lhes, jurando pelas coisas mais sublimes, que não apenas
Cristo ressuscitou, pelo seu próprio poder divino, assim também a Sua Mãe,
três dias após a Sua morte, se de morte isto pode ser chamado,
ressuscitou, e com a Sua carne juntando-se à Sua alma, elevou-Se para a
abóbada eterna do Céu, ao lado do Seu Filho. Serei capaz de dizer:
“Creiam, ó Cristãos, nos corpos ressuscitados, no fim do tempo, e na
vida eterna de almas e corpos, uma vida bem-aventurada de santos, e terrível
para as pessoas culpadas, impiedosas e sem arrependimento. Creiam e vivam
como santos, como viveram Jesus e Maria, a fim de adquirir o que Eles
obtiveram. Vi Seus corpos ascenderem ao Céu. Posso testemunhá-los. Vivam
como justos, para que um dia possam estar no mundo eterno, em corpo e
alma, próximo ao Sol-Jesus, e Maria a Estrela de todas as estrelas.”
Novamente obrigado ó Deus! Agora deixai-me juntar o que resta Dela. As
flores caídas dos seus vestidos, os ramos da oliveira deixados na cama, e
deixai-me preservá-los. Eles servirão... Sim, eles servirão para ajudar
a confortar os meus irmãos, que tenho esperado em vão. Cedo ou tarde os
encontrarei...” Ele
recolhe as pétalas das flores que caíram do céu, volta ao quarto,
segurando-as envoltas na sua túnica. Então olha mais cuidadosamente à
abertura do teto e exclama: “Outro milagre! E outra proporção
maravilhosa nos prodígios das vidas de Jesus e Maria! Ele, Deus, ascendeu
por Si, e por Sua vontade deslocou a pedra da Sua Sepultura, e apenas com
o seu próprio poder, ascendeu ao Céu. Por Si. Maria, a Mãe Santíssima,
porém, filha de um homem, por meio do auxílio angelical, teve a sua
passagem aberta para a Sua assunção para o Céu, e sempre através de
auxílio angelical, foi assunta. No Cristo o espírito voltou a animar o
Seu Corpo enquanto estava ainda na Terra, porque tinha de ser assim, para
silenciar os Seus inimigos e para confirmar
todos os Seus seguidores na Sua Fé. Em Maria o espírito voltou ao Seu
Santíssimo Corpo quando estava nos domínios do Paraíso, pois não havia
outra necessidade para Ela. Poder perfeito da Sabedoria Infinita de
Deus!...” João
agora recolhe numa peça de pano, as flores e ramos que estavam ainda na
pequena cama, ele adiciona a estes, o que havia recolhido fora, e
coloca-os sobre a tampa do esquife. Então, abre-o e guarda o pequeno
travesseiro de Maria e a colcha da pequena cama nela; desce à cozinha,
junta outros utensílios usados por Ela - as agulhas, a roca para fiar, e
os Seus utensílios da cozinha - e os acrescenta às outras coisas. Fecha
o esquife e senta-se no banquinho exclamando: “Agora tudo está
consumado para mim também! Posso ir livremente onde quer que o Espírito
de Deus me leve. Posso ir! E
semear a Palavra Divina que o Mestre me deu para que possa transmiti-la
aos homens. E ensinar o Amor. Ensiná-lo para que eles possam crer no Amor
e no seu poder. Fazê-los conhecer o que o Deus-Amor tem feito para os
homens. O Seu Sacrifício e o Seu Sacramento e o Rito perpétuo, por meio
do qual, até o fim dos tempos, seremos capazes de estarmos unidos ao
Jesus Cristo na Eucaristia e renovar o Rito e o Sacrifício que Ele nos
ordenou a levar adiante. Todos os dons do Amor perfeito! Fazê-los amar o
Amor para que possam crer Nele, como nós verdadeira e sinceramente
cremos. Semear o Amor para que a colheita seja abundante para o Senhor . O
Amor alcança tudo, Maria disse-me na Sua última conversa comigo, aquele
que Ela definiu justamente , no Colégio Apostólico como aquele que ama,
aquele amoroso preeminente, o antítese de Iscariotes, que era ódio, como
Pedro era impetuoso, e André brandura, os filhos de Alfeu, santidade e
sabedoria combinadas à nobreza de caráter, e assim por diante. Eu, o
discípulo que ama, agora que já não tenho nem o Mestre e nem a Mãe
para amar na terra, sairei para espalhar o amor entre as nações. O Amor
será a minha arma e a minha doutrina. E por meio dele derrotarei o demônio,
o paganismo e conquistarei muitas almas. Assim continuarei o trabalho de
Jesus e Maria Que eram o amor perfeito sobre a Terra.” |
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Fonte: http://br.geocities.com/petitpinscher/ |
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