Como tudo Começou - Profeta Cláudio Heckert
A
primeira Capela
A
seguir trago o relato do Cláudio sobre como começou o carisma dele e a forma
como foi transformada a pequena sala de confecção deles, numa capelinha. Eis a
história:
Em
15 de Junho de 1997, iniciamos Norma e eu, as Quinze Orações de Santa Brígida,
em favor das almas do purgatório, conforme nos foram passadas por uma grande
amiga – Marlene. Palmira já havia iniciado em 04 de Junho, tão logo
recebera, mas Norma e eu iniciamos agora.
Norma
não conseguia chegar ao término das orações, pois um mal estar se apossava
dela: tremia, se angustiava, a pressão arterial subia e descia descontrolada,
chegando até a causar convulsão! Ouvia gargalhadas que diziam: “Não adianta
rezar porque está tudo perdido”. Parávamos a oração e caminhávamos pelas
ruas, ou pela praia, muitas vezes de madrugada, fazíamos exercícios, e isto
levava uma hora ou mais, até que Norma voltasse ao normal, o que acontecia com
muito custo.
Depois
dormíamos, e no dia seguinte tudo se repetia.
Num
certo dia, Norma viu as Imagens de Jesus e da Virgem Maria se transformarem,
contorcendo-se, deixando-a com muito medo, a ponto de não querer mais continuar
as orações. Percebíamos que “alguém” ou “alguma coisa” não
nos queria deixar rezar.
E
paramos realmente de rezar as Quinze Orações.
Isto,
porém, durou alguns dias, pois lembramos: Estas orações são fortes demais,
e, por isso, causam furor aos inimigos. Se elas são fortes, são eficazes e se
desagradam aos demônios, agradam a Deus! Os sintomas indicam que são ataques
dos inimigos que não querem que salvemos almas!
Resolvemos
então lutar contra eles, rezando agora, de dia! E, com muito esforço de Norma,
reiniciamos e recuperamos o atraso. O demônio cessou de atacá-la e passou a me
atacar: meus ouvidos pareciam crescer, minha cabeça ferver... E eu ouvia vozes:
Não rezem! Não adianta rezar pelos mortos. Os pecadores não se salvam depois
da morte! Os que não cumpriram a Lei de Deus são todos meus! ( ? )
Rosnavam
furiosamente, ruídos ensurdecedores, gritos lancinantes me feriam ferozmente.
Seriam as almas? Mas “alguém” me sussurrou aos ouvidos:
“Almas
do inferno, não descem aqui!”
Esta
voz foi nítida!
“Sou
São Miguel!”
Os
demônios se faziam passar por almas e diziam não ser preciso rezar por elas,
mas o Céu nos garantia: “Almas do inferno não descem aqui!”
Então
são os demônios que nos atormentam e não as almas!
Este primeiro ensinamento nos deu forças para continuar, pois percebemos que as almas são muito importantes para Deus! E pedi à Norma e Palmira: se preciso for, me amarrem aos pés da cama ou da mesa, mas não interrompamos as orações. Precisamos vencer!
A
partir deste dia, São Miguel me acompanhava sempre, ensinando-me sobre o purgatório
e a necessidade de rezar por ele.
E
definitivamente, o Carisma foi colocado em mim... em minha vida!
Percebemos,
então, que este carisma deveria acontecer com Norma, pois a ela o Céu abordara
antes, mas ela, com muito medo renunciara, pedindo a Jesus que afastasse dela,
tais ataques dos inimigos e, assim, foi atendida, pois Deus não obriga a ninguém
a qualquer missão. Contudo, recebeu outros carismas...
Em
23 de Março de 1998, Nossa Senhora se manifesta, pela primeira vez, com uma
mensagem ditada a mim, e entre outras coisas, pedia a construção de uma
capela.
Foi-nos
muito difícil entendermos isto, pois estávamos cheios de dívidas: luz, água
com contas atrasadas, prestação na loja de material de construção, já que
construíamos uma casa... Meu salário de aposentado...
Norma
tinha uma pequena confecção de roupas e aqui atendia a muitos clientes e isto
fazia equilibrar nossas contas. Mas Nossa Senhora disse:
“Norma
deve deixar de trabalhar. Devem fazer a Capela para poderem atender às pessoas
que precisam de ajuda e orações.”
Fazíamos
orações nas famílias, quase diariamente, e muitas pessoas começaram a nos
procurar em casa e preferiam que os encontros fossem aqui. E, na sala de confecção,
eram afastadas as máquinas e feito um altar improvisado no centro. No entanto,
Nossa Senhora insistia:
“Devem
fazer a Capela!”
E
disse como:
“Deve
ser pequena, simples, aconchegante, nas cores branca e azul...”
Parar
de trabalhar, com dívidas e ainda construir uma capela! Isto nos parecia grande
demais e até impossível... E levou alguns meses até aceitarmos o insistente
pedido da Mãe de Deus! Resolvemos fazer a Capela.
Norma
mandou suas máquinas para Blumenau - doou-as para as filhas- e decorou a sala
com cortinas, véus, flores, e assim, o local foi usado como Capela por muito
tempo.
Mas
Norma tratou logo de preparar a construção, como Nossa Senhora pedia, e assim,
comprou “fiado” nas lojas de materiais e, ela mesma, deu início às obras:
foi pedreira, carpinteira, pintora, colocadora de pisos, etc.
Muitas
vezes, embora suados e empoeirados, as pessoas nos procuravam para orações e
então largávamos tudo e as atendíamos com carinho. E muitas destas pessoas
voltaram mais tarde, desejando retribuir de alguma forma as graças alcançadas,
como foi o caso do pintor, trazido aqui por amigos, quase desmaiado de dor e que
teria de ser operado de uma úlcera gástrica. Agora, curado, quis retribuir e
se ofereceu para pintar toda a capela. E assim, à medida que a construção
caminhava, as pessoas se apresentavam querendo ajudar. De fato, Nossa Senhora
nos havia dito:
“Deus
enviará corações generosos...”
Após
vários dias de muitas chuvas, a entrada da Capela se encontrava cheia de lama,
dificultando a passagem das pessoas, e comentávamos Norma e eu, da necessidade
de serem colocadas britas, porém, já estávamos com muitas dívidas pelos
materiais de construção, forro, bancos e ainda teríamos de comprar alimentos
para as pessoas que viriam de longe para a inauguração. Além disso, Norma
havia prometido aos fornecedores que os pagariam no dia 13, embora ela
mesma não compreendesse como poderia falar isto, já que
não havia recursos e não tínhamos de onde tirá-los.
Neste
mesmo dia, este fato aconteceu: Uma senhora, que não quer ser identificada,
fazia suas orações diante do Santíssimo na Matriz de Porto Belo e indagava a
Jesus sobre a veracidade ou não, das mensagens de nosso livro Salvai Almas,
quando ouviu de Jesus, em seu coração:
“Você
não só deve ler o livro, como deve ajudar na obra!”
Esta
senhora procurou Norma, ficou sabendo de nosso trabalho e perguntou no que
poderia ajudar. Norma apontou o terreno cheio de lama, e disse da necessidade de
ser colocada brita ali...
-
Cem reais dá?
E
com cem reais foram compradas as britas...e estas se multiplicavam cobrindo então,
não somente o acesso, mas todo o terreno em torno da casa, onde precisávamos
caminhar.... Louvado seja Deus que multiplicou estas pedras! E no dia da
inauguração, as pessoas puderam passar a pé enxuto... Nota-se que, aqui, na
praia há terrenos chamados mangues... e este é um deles. Mas as pedras
corrigiram isto, e ficou muito bonito todo o local.
A
Capela mede 4 x 8. São 32 m2. Portanto, pequena, porém bonita, aconchegante,
simples, como Nossa Senhora havia pedido.
A
inauguração se deu no dia 12 de Fevereiro de 1999, com a presença de muitas
pessoas, vinda de diversos lugares do Brasil, que aqui chegaram desde as
primeiras horas da manhã, e assim, durante todo o dia, Norma, eu, Palmira,
Arnaldo, Marlene, atendíamos a todos, que se dividiam em pequenos grupos, e até
às 3 horas da manhã do dia 13, recebemos pessoas que se hospedaram em nossa
casa.
Foi um lindo dia: 6 horas, a Oração do Ângelus; 9 horas, as Quinze Orações;
Meio dia, o Angelus; 15 horas a Via Sacra; 18 horas, o Angelus; 19 horas, a
Santa Missa na Igreja Matriz Bom Jesus dos Aflitos, de Porto Belo, concelebrada
pelos Padres Alfredo e Ozenildo, de São Paulo e Curitiba, respectivamente. Após
a Santa Missa, a carreata com a Imagem de Nossa Senhora Rosa Mística, até a
Capelinha, que recebeu o nome dado pela própria Nossa Senhora: Capela do
Pequeno Cenáculo Nossa Senhora Rosa Mística.
Vale aqui relatar um verdadeiro milagre acontecido neste dia: um senhor pediu à Norma, uma caixa de livros, porém esta percebeu que havia apenas 20 livros e os deu a ele. Desejando pagar, Norma disse que “aqui na Capela não vendemos... não cobramos, por isso, o senhor pode levá-los.” Mas o homem retrucou: de graça não posso levá-los, pois os livros custam caro. Então Norma o orientou para pagá-los ao Arnaldo, pois ele custeia todos os livros. Mas o Arnaldo aconselhou a doar então o valor para a capelinha, já que houve despesas com este evento, inclusive para a alimentação. Então o tal senhor colocou um cheque no meu bolso sem que eu percebesse.
No
dia seguinte, após as orações da manhã, eu perguntei a Norma se havia
dinheiro suficiente para saldar as dívidas, conforme ela havia prometido aos
fornecedores: que os pagaria no dia 13. Ela respondeu: se eu tiver 3 reais é
muito! E, com olhar brincalhão, olhou para mim, e sorrindo perguntou: Acaso você
tem? Respondi que se eu tivesse 5 reais seria muito, mas quando me preparava
para tomar banho, percebi no bolso da camisa, junto aos bilhetes de pedidos de
orações das pessoas, um cheque cujo valor me deixou pasmo, e o apresentei à
Norma.
-Meu
Deus – ela disse – este é justamente o valor que preciso para pagar as
contas dos bancos, do forro e dos alimentos!
O
milagre se complementa: - como trocar um cheque de tão alto valor, do Rio
Grande do Sul, já que aqui somos pouco conhecidos? E Norma apresenta o cheque
no Supermercado para pagar a conta, alegando precisar do troco em dinheiro. A
Gerente, olhando-a, falou: Está bem!
Considerando
que ninguém age desta forma, viu-se ali, a Mão de Deus agindo, através desta
pessoa.
Com
o troco, Norma conseguiu pagar as outras contas: os bancos e o forro. Saindo
dali, dirigiu-se à loja de Materiais de Construção, a fim de pedir que
aguardassem até a data de meu pagamento, quando deixaria de lado os talões de
água, luz, prestação da casa... Ficou espantada quando disseram: a conta já
está paga! Está tudo pago! Como poderia isto acontecer, já que somente Norma
e eu sabíamos desta conta?
Hoje
temos outra capela, mas a Capelinha é procurada por muitos, pois realmente fez
guardar na lembrança a paz que irradia e gravou no coração de cada um, a
certeza da presença de Nossa Senhora e do Amor que Ela tem e os faz sentir.
Uma
pequena Capela que já testemunhou grandes conversões!
Uma
Capela simples, como Nossa Senhora pediu, porque, como Ela diz:
“Deus
é simples!”
-A
Capela é pequena, Mãe. A Senhora pediu uma Capela muito pequena!
“Aqui
só virão pessoas que Eu trouxer! Um dia virá um engenheiro e fará uma capela
maior!”
Muitas
graças já aconteceram aqui. Pessoas de muitos lugares do Brasil e de alguns países
vizinhos, aqui receberam curas, conversões, tiveram suas vidas transformadas,
tanto espiritual como fisicamente. E muitas encontram as graças que procuram...
e os remédios para seus males.
Louvado
seja Deus. Amém!
Fonte: www.recados.aarao.nom.br