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JEAN, MENSAGEIRO DA LUZ. |
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Mensagens
de Jean, ensinamentos e orações
Traduzido para o português no Brasil, pelo Movimento Salvai
Almas, com autorização e o desejo do gentil casal Yvette e Robert
Carayon, pais de Jean. A pedido também e com a autorização de Nossa
Senhora, através do Cláudio, segue, pela graça de Deus. PRÓLOGO
DA EDIÇÃO BRASILEIRA
Há poucos dias atrás, instados por dona Isabel Koscianky, do
Paraná, fomos contatados pelo casal francês Robert e Yvette que
procuravam editor no Brasil, para o livro de mensagens recebidas por
eles – os pais de Jean – em locução interior. Na França e em
diversos países, também no Céu, ele é conhecido como: Jean de
Entretanto, as coisas não são tão simples assim, porque tudo
requer programação e atrai custos. Além disso, nosso Movimento não dá
um passo sequer sem a ordem ou a autorização de Nossa Senhora.
Assim, tendo já recebido os originais do primeiro livro via
internet e também por CD, a primeira coisa que fiz foi deixar isso em
oração junto ao Cláudio. E interessante: ele já sabia que isso iria
acontecer, tanto que, mal lhe mencionei o nome, imediatamente São
Miguel lhe explicou tratar-se de Jean, Mensager de
E a ordem para trabalhar o livro veio de imediato, coisa que nos
pegou até de surpresa porque não somos tradutores oficiais, embora
tenhamos recebido os originais do mesmo em espanhol, o que torna mais fácil.
Bem, para encurtar, numa semana estava pronto, com a graça inefável de
nosso Bom Deus.
De que trata o livro? Em síntese, do início ao fim o sentido
principal é explicar a Comunhão dos Santos, uma das verdades básicas
de nossa fé que mencionamos no nosso Credo: creio na Comunhão dos
Santos... creio na Vida Eterna! Amém! No geral, o incentivo constante
de rezar pelas almas do Purgatório, e também corrigir a própria vida,
para que não se precise ir para lá. Aqui, sofrer é fácil, lá um
horror!
Eu diria que o livro não é somente bom, mas fantástico, porque
aborda detalhes de nossa vida, sobre o sentido do sofrimento, e de como
devemos fazer para ganhar o céu, coisas que nunca sequer eu havia
imaginado. Além disso, descreve imagens da realidade do Céu, que nos
fascinam e nos fazem arder de desejo de ir para lá.
Na realidade trata-se de uma coletânea de mensagens,
agrupadas por assunto, mas todas ligadas ao fulcro principal: o imenso,
o indescritível, o fabuloso e o fantástico intercâmbio de graças e bênçãos,
que acontece entre as almas: entre a Igreja Padecente do Purgatório, a
Igreja Glorificada que está no Céu e a Igreja Militante, nós, os que
ainda labutamos neste vale de lágrimas.
Maravilhosa e extraordinária esta arquitetura de salvação
que aqui vem muito bem explicado. Na realidade ela complementa – de
certa forma – toda a mensagem sobre as almas do purgatório, passadas
ao Cláudio aqui no Brasil. Também a resume, mas acima de tudo a
reafirma, mostrando que também em outros locais, Deus age em favor dos
padecentes através de seus profetas.
Dos telefonemas que recebemos do simpático casal
francês e dos e-mails que trocamos se pode notar neles um amoroso coração,
totalmente voltado para Deus. Eles aprenderam a serem assim com seu
filho Jean, já no Céu, que pela graça de Deus veio a lhes falar por
meio de locução interior. Isso está sucintamente explicado abaixo.
Temos certeza de que este livro servirá para o crescimento
espiritual de muita gente. Cada parágrafo é uma verdadeira escola de
vida, tudo no sentido doce, mas obstinado, de levar as almas para Deus.
Encaminhar os vivos para a vida eterna, remir as almas que se encontram
penando, embora às portas do Céu. Sem dúvida, o leitor gostará do
livro.
Vejam: as mensagens são dirigidas aos pais, ora um, ora outro,
mas isso não importa. O que sugerimos ao leitor, é que se coloque a si mesmo – cada um – no lugar dos
pais, e imagine que este Jean seja um ente querido seu, já falecido, ou
seu pai, sua mãe, seu amigo, e que do Céu lhe traga estas maravilhosas
instruções. Com qual deles, que já partiu, você gostaria de falar?
Imagine-se assim... e participe ativamente! Bom proveito!
Vale lembrar que o carisma de Jean, e do Cláudio começaram ao
mesmo tempo, no segundo semestre de 1997. O caso dele é acompanhado por
três bispos amigos, também por diretor espiritual, na pessoa de um
abade. Inclusive temos uma carta dele, confirmando o carisma do Cláudio.
Já um padre português traduz suas mensagens para a língua francesa.
Ou seja, de lá também acompanham nosso trabalho. Afinal, a causa é a
mesma: a Libertação do Purgatório e a instauração do Novo Reino!
Tenho plena certeza que, agindo assim o leitor se sentirá como
parte da história, uma extraordinária escola de vida, uma fantástica
e bem elaborada instrução de ganhar o Céu.
Para si e para os seus amados.
E quando terminar o livro, eu tenho certeza plena de que pensará
diferente, será outra pessoa. Amará mais a Deus, amará mais aos irmãos,
e amará mais às almas do Purgatório. Que o Espírito Santo o ilumine! Arnaldo Haas
Em 10 de janeiro de 1983, em mensagem à vidente Mirjana, em
Medjugorge, a Santa Virgem falava assim sobre o purgatório:
“Existem diferentes níveis, os mais baixos estão próximos do
inferno e os mais altos se acercam gradualmente do Céu. Não é no dia
de Finados, mas sim no Natal, quando em maior número as almas saem do
Purgatório. No Purgatório as almas rezam a Deus ardentemente, porque não
têm, nenhum parente ou amigo, que reze por elas na terra! Então Deus
lhes permite beneficiar-se das orações de outras pessoas”.
“Ocorre também que Deus lhes permite manifestar-se em
diferentes formas aos homens aqui na terra, para lhes recordar da existência
do Purgatório e solicitar a eles suas orações diante de Deus, que é
Justo e Bom”. “A maior parte dos seres humanos vai ao purgatório
antes, alguns vão ao inferno, e poucos diretamente ao Céu”.
Extrato de uma mensagem do saudoso Papa João Paulo II ao
Monsenhor Séguy, Bispo de Autun, Chalon e Macon, abade de Cluny, por
ocasião da celebração do milênio da comemoração aos fiéis
defuntos instituída por Santo Odilon, quinto abade de Cluny: “O
Senhor se enternece com as súplicas de seus filhos, pois é um Deus dos
vivos. Insisto, portanto, a todos os católicos que rezem fervorosamente
pelos falecidos, pelos membros de suas famílias e pelos irmãos e irmãos
falecidos, para que obtenham o perdão de seus pecados e possam escutar
o chamado do Senhor”
“Estendo, com muito prazer, minha bênção a
todos aqueles que, no correr deste ano do milênio, rezem na intenção
das almas do Purgatório, que participem da Eucaristia e que ofereçam
sacrifícios pelas almas benditas” Vaticano, 2 de junho de 1998.
PRÓLOGO DA EDIÇÃO FRANCESA
Este livro contém passagens e as mensagens – reagrupadas de
acordo com o tema – com que foram brindados a partir do Céu por Jean,
seus pais, Robert e Yvette.
O desaparecimento brutal de seu filho tão amado deixou os pais
em uma enorme aflição, que suportavam
É necessário sublinhar que não foram, nem Robert, nem Yvette
que expressaram este desejo inicialmente, mas que foi o próprio Jean
– por intermédio de uma de suas amigas, a senhora Colette – quem
mais insistiu nesta solicitação do Céu.
As mensagens recebidas por locução interior, se intensificaram,
na medida em que também Jean foi evoluindo no caminho do Céu, pois
tudo começou quando ele ainda estava no Purgatório. Nelas Jean
convidava os pais a escreverem um livro, por meio do qual dariam
testemunho, por todos os lugares onde fossem chamados.
Na realidade, as nossas vidas estão demasiado centradas sobre as
preocupações terrenas, e por isso nos esquecemos da presença ativa
das almas dos falecidos. E dentro deste contexto, Deus, desgraçadamente
é um grande ausente.
Jean afirma que nossos falecidos têm grande necessidade das
nossas orações, para apressarem sua entrada no Céu, e que, como
reconhecimento, nós atrairemos para nós uma vida melhor, com fé mais
sincera, em conformidade com as exigências de nosso batismo.
Jean era um bom cristão, e explica que ficou neste “átrio do
Céu” – o Purgatório – durante um ano, antes de entrar no Paraíso
no Natal de 1997.
Quando rezamos, estamos falando com Deus e igualmente poderíamos
falar também com nossos falecidos, com nossos entes queridos, para
pedir-lhes perdão quanto ao que fizemos de mal a eles em vida, e
confiar-lhes as nossas
preocupações.
Quando nossos amigos vivos manifestam sua tristeza pelos que
partiram, poderíamos fazer-lhes participar de nossa intimidade com os
seres que vivem mais Além, e convidá-los a rezar conosco por todas as
almas, e assim apressar sua chegada na Glória do Senhor.
Porque privar-nos da alegria de sermos recebidos por Deus,
Eles que antes eram cristãos “comuns & correntes”, a
partir de então tomaram consciência de que haviam recebido uma missão
produtiva dentro do marco da comunhão dos santos. Em vez de se ocultar,
aceitaram a missão com responsabilidade e destemor.
O que Jean dirá a seus pais, é o que em outros lugares as almas
falam também a outros profetas. Jean é apenas seu interprete, e nos
indica como podemos sentir nossos falecidos perto de nós, como devemos
ter mais dedicação e como devemos rezar por eles, livrando-os das
penas dos seus pecados.
Dirá que devemos converter-nos e fazermos penitência para
abreviar nosso tempo de Purgatório. Esta convicção nos encherá de
alegria e nos dará força de vontade para nos movermos através do
amor, maravilhados com esta manifestação da misericórdia de Deus.
Dirá enfim, que Deus nos criou por amor, para uma vida de
santidade. Que Jesus, Filho de Deus, que nos salvou graças a grandes
sofrimentos, e que o Espírito Santo que reza e ama dentro de nós, com
a intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nos dêem a graça
de escutar o chamado de nossos irmãos que já entraram na eternidade
bem-aventurada. Com apoio de um sacerdote e diretor espiritual Robert
e Yvette.
Um
sacerdote, diretor espiritual de Robert e Ivette INTRODUÇÃO
Como
tudo começou?
“Robert, o que fazes está certo: tu deves dar exemplo.
Com tua esposa deverão rezar o Rosário todos os dias. Isso tu te
imporás. Seja tolerante com teus filhos, que meu Filho se encarrega
deles. Sobretudo, dá exemplo e suporta a angústia que habita nas
pessoas. Este é teu dever”
Estas quatro frases, Robert, o pai de Jean as escutou no dia 26
de junho de 1996. Eram 10:30h da manhã, em uma igreja do rito sírio-grego,
situada próximo de Medjugorie, na Bósnia-Herzegovina, onde acontecem
as aparições de Nossa Senhora, há quase 25 anos.
A igreja estava totalmente cheia e o Padre Jozo celebrava a Santa
Missa, com grande fervor, neste santuário. Ele falava em italiano, com
sua voz quente e penetrante. Um intérprete o ajudava a transmitir suas
palavras.
Ao escutar esta voz feminina, que o chamava pelo nome, sem
nenhuma presença visível, Robert se surpreendeu a tal ponto que saiu
para o fundo da igreja. Muito comovido, experimentou um enorme prazer
De imediato Robert falou com sua esposa, porém com a firme intenção
de não falar nada sobre isso com os outros peregrinos, nem sequer aos
sacerdotes.
No caminho de regresso, porém, cada um dava seu testemunho. Um
peregrino inclusive pôs em dúvida a autenticidade das aparições o
que muito entristeceu a Robert.
Para surpresa de todos e com grande paixão, Robert deu seu
testemunho com a finalidade de reduzir a nada o mau testemunho do outro
peregrino. Maria e Jesus haviam decidido que Robert devia brindá-los
com seu testemunho.
SOBRE JEAN Jean
era ainda solteiro, aos quarenta e três anos de idade. Através de
orações e com a imposição de mãos ele realizava curas. Vivia
pobremente, e tinha boas relações com o padre da paróquia. Depois
de uma hemorragia interna, morreu tragicamente no dia 13 de dezembro
de 1996. Uma
enfermeira – a quem Jean havia curado de câncer – recebeu no dia
23 de fevereiro de 1997 uma locução interior da parte de Jean, que
lhe pedia para consolar e tranqüilizar seus pais, e lhes propunha
receber certas mensagens que ele lhes enviaria.
E Jean lhe
afirmava: Sim, a mensagem vinha de Maria: era preciso que seus pais se
preparassem para sua partida; e a Santa Virgem queria fazer-lhes saber
isso, pois elege a aqueles que a amam.
AS MENSAGENS Estou
no Amor e em toda a felicidade do Céu, e a ti Colette, te agradeceria
se fosses tu, a mensageira das minhas palavras aos meus pais, e a
aqueles que têm me amado. Eu sou Jean, estou presente e te falo. Tu
também vives na alegria da fé e tens sido eleita por Jesus. É
permitido a certas almas se comunicarem com o Além, porém é necessário
estar preparado para fazê-lo. Deve-se ter uma grande fé, e um grande
amor a Deus e a Maria. Eu estou aqui para ajudá-los, e por amá-los
muito. Confuso,
e surpreso, o pai sentiu muita dificuldade em comprometer-se com este
tipo de comunicação. Mas Jean insistiu muito com ele e finalmente
consentiram: primeiro sua mãe, depois seu pai. (10.04.97)
(1) Papai, por que tenho te encorajado a escrever? Entendes bem o
porquê esta ação é primordial na terra? Se
um escreve, se um fala com as almas do purgatório, as pessoas se darão
conta de que o além está muito perto deles, e desta maneira poderão
se salvar.
Teu espírito rechaçava instintivamente a idéia de
receber as mensagens, não obstante, esta ser a única forma com a
qual nós poderemos realizar a comunhão dos santos. Esta união é necessária para dar mais
rapidamente, um lugar privilegiado a todas aquelas almas que, no
purgatório, esperam subir ao paraíso. Então,
todas as manhãs tu deves dedicar-me uma hora e meia do teu tempo e
através da escrita direta, terei a oportunidade de ditar-te as instruções
do Altíssimo.
(1) (Esta data indicará sempre o dia em que a mensagem foi
recebida, ou pelo pai, ou pela mãe de Jean. Mas isso não importa e
sim o conteúdo) (09.03.98)
Sim, neste momento irás compreender tu mesmo que eu sou o instrumento
que te trás esta carta do Céu, para a qual sou autorizado, e pela
qual posso expressar-te todo meu amor.
Não se trata somente de minha vontade e sim da vontade de
todos os irmãos do Céu. Somos uma legião e estamos às tuas ordens
para indicar o caminho que os homens da terra devem tomar. (11.04.97)
Faça um esforço e oferece teus sofrimentos! Reconhece que a
felicidade do Céu é muito mais grandiosa que todas as tuas penas na
terra. Todos os santos estão conosco para levar-te a Maria e a Jesus,
e para levar-te diante do Pai Neste
final de século, por razões bem mais comerciais do que espirituais,
devem florescer os bons livros. Porém o teu será de uma importância
enorme, que te tranqüilizará e indicará o caminho a seguir.
(10.02.98) Simplesmente, com toda a sensatez, faça-te a
seguinte pergunta: que proveitos me trazem, todas estas comunicações
matinais? Papai, é pelos frutos que se conhece a árvore! Isso te dará
uma grande serenidade, uma vida de orações, uma vida de bom cristão,
mediante o estudo da Bíblia e também te dará uma abertura
espiritual mais elevada. Acaso
tinhas idéia de manter este contato comigo? Não! Jamais o pensaste!
Este contato é vontade de Deus. A pessoa que me abriu esta
possibilidade foi a senhora Colette. Tanto na terra, como no Céu, ela
esteve e está muito perto de mim, e isso explica suas mensagens. Foi
ela quem melhor me compreendeu. (04.03.98)
Antes de minha morte vocês eram muito tíbios em sua fé. Porém,
todas as desditas que vocês têm sofrido enquanto eu vivia e,
sobretudo, depois de minha morte e também com o fato de receber as
minhas comunicações interiores, guiados pelo Espírito Santo, lhes têm
feito descobrir o incomensurável amor de Deus e de Maria. Vocês
têm sido obedientes, pelo que me foi permitido, como a vocês,
responder às demandas do Céu. Para
chegar à santidade, não é suficiente seguir os conselhos generosos
que são válidos para todos: é necessário discernir o que Deus nos
pede
***
Nesta ação do Céu, pelas almas do Purgatório,
tanto um sacerdote como um monge beneditino, têm dado aos pais de
Jean, um apoio incondicional.
***
Jean, com suas comunicações, pede com muita insistência a
edição de um livro, partindo dos testemunhos e da criação de um
grupo de oração. Tudo para instar aos seres humanos a rezar em favor
das almas do Purgatório e para sensibilizá-los contra a influência
do demônio, particularmente hoje, nestes tempos tão revoltos.
Todos nós somos obra de Deus. Sempre somos Sua obra. E
compreender que somos a obra de Deus é muito fácil. Sem dúvida, a
crucificação de um Deus foi obra nossa, e isso sim, é realmente
incompreensível. O
santo cura d’ Ars Capítulo 1 QUEM
É JEAN?
Jean nasceu em 1953 e teve uma infância e uma juventude feliz, sempre ao
redor dos padres de sua vila, que fica nos arredores de Tolousse, na
França. Freqüentou uma escola católica e seus estudos foram bastante
breves. Não obstante, ele foi considerado um aluno estudioso,
particularmente no ensino religioso.
Na idade de 12 anos, depois de sua Primeira Comunhão, mui
solene, participou de um retiro em uma abadia, a de Santa Maria do
Deserto. Dado ao seu bom comportamento, comparado com o dos outros, e ao
seu misticismo, o sacerdote encarregado sugeriu aos seus pais que o
inscrevessem em um pequeno seminário. Por
diversas razões, seus pais não julgaram útil dar seguimento a esta
sugestão. Aos 17 anos ele contraiu uma hepatite viral, que o deixou com
uma série de seqüelas, que o perseguiram por toda sua vida, com
grandes sofrimentos, tanto físicos como morais.
Começou seu caminho de curas – ele tinha este dom – com a
cura de seu chefe de serviço. Fora de seu trabalho, fazia curas
gratuitamente e tratava de ser paciente e constante, atravessando por
todo tipo de provas, tanto interiores como exteriores, espirituais e
corporais.
Tudo isso ele aceitava como proveniente de Deus, e se punha ao
serviço dos demais, por amá-los, para consolá-los e curá-los. Obteve
então, da empresa que o empregava, a permissão para estar disponível
a todas as pessoas que o requisitavam, as quais se tornaram cada vez
mais numerosas.
Evidentemente que todas as suas curas eram gratuitas; se alguém
lhe dava alguma soma em dinheiro, ele aproveitava para dá-la a uma
pessoa necessitada. Sua vida foi de oração. Rezava pelos seus amigos,
aconselhando-os a recorrer aos sacerdotes
Não viveu mais que 43 anos. Passou rapidamente por esta vida,
sempre fazendo o bem, de uma maneira desinteressada e deixando assim,
muitos amigos atrás de si. Dentro de sua missão de curas, ele evitava,
sobretudo, que os amigos o venerassem. Foi todo amor, a serviço do próximo.
TESTEMUNHO DE UMA AMIGA
Uma de suas amigas, fala de Jean:
Por muitos anos e até sua morte, conheci muito bem a Jean Cara.
A mão de Deus estava ali, no dia em que o fui ver, por recomendação
de uma pessoa. Eu tinha câncer em um seio e não sabia disso.
Sem problemas o senhor Jean – assim o chamava – já o sabia,
e seus primeiros socorros pararam já esta cruel enfermidade, fato que
alguns meses mais tarde foi reconhecido pelos médicos.
Depois da operação e do tratamento o senhor Jean me foi curando
sem parar, devolvendo-me a saúde, sobretudo a esperança, e dando-me
uma grande força moral. Esta força moral resultou do amor de Deus e de
Maria, que ele me comunicava sem cessar, tanto através de suas
palavras, como dos seus atos. Seu carisma era mui intenso e minha alma
se elevava sempre mais ao Senhor, nosso Mestre.
Deus estava presente nele e este amor que ele compartilhava com
os outros, provinha de um resplendor interior muito profundo. Deus havia
lhe conferido estes dons, e aqueles que dele se acercavam recebiam assim
os favores e os benefícios de sua obra.
Era humilde, discreto, falava pouco, porém sempre estava atento
e consciente dos problemas dos demais. Não escolhia hora para curar o
corpo e a alma de seu próximo. Trabalhava de dia e de noite, dormindo
poucas horas. Muitas pessoas vinham vê-lo, tanto para aliviar-lhes a
alma como o corpo.
Meu respeito, reconhecimento e amizade por ele foram um todo,
enquanto convivi com ele. Que a boa semente plantada com a ajuda de Deus
aqui na terra, brinde com uma colheita frutuosa cada um de nós. ***
Marcos 16, 17-18: 17Estes milagres acompanharão os que crerem:
expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, 18manusearão serpentes e, se beberem algum veneno
mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão
curados. ***
E nosso filho, ele mesmo, confirma o que era na terra: Curava,
impunha as mãos rezando a Deus, Jesus e Maria, com todo meu coração.
Assim, não era nada mais que um simples intermediário, o que me
permitia dar igualmente conselhos sobre o que deviam fazer as pessoas
que me procuravam. Comumente elas estavam cheias de dúvidas; algumas
sofriam inclusive a influência de espíritos malignos.
É por este motivo que, para livrá-los do mal, eu passava horas
inteiras incluindo dias inteiros rezando. Depois, orientava-os a
procurar um sacerdote, em particular o Padre B.
(07.0.98) Depois de minha partida, que foi que encontraram entre
meus bens? Somente orações e livros religiosos!
Não chorem mais! Ser-lhes-ei mais útil depois de minha morte e
poderei ajudá-los mais eficazmente que quando estava viva.
Santa Teresa de Lisieux
Qualquer obra, por pequena que seja, se realiza em segredo, e
com o desejo de que permaneça desconhecida. Isso é mais agradável a
Deus que mil obras que se faz, com o desejo de que elas sejam
conhecidas dos homens... E Deus, não deixará de corresponder aos
mesmos serviços, com a mesma alegria e pureza de amor. Sor Juana Inés de
Capítulo 2
COMO SE CHEGA À
ETERNIDADE A chegada ao Céu:
2 Corintios 4, 16É
por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte
nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. 17A
nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um
peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas
que se vêem, mas sim as que não se vêem. Pois as coisas que se vêem
são temporais e as que não se vêem são eternas.
Sabedoria 3, 1 Mas
as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará.
2Aparentemente estão mortos aos olhos dos insensatos: seu
desenlace é julgado como uma desgraça. 3E sua morte como
uma destruição, quando na verdade estão na paz! ***
(06.09.97)
É preciso partir do princípio de que a morte é na
realidade a mais bela graça de Deus, posto que somente isso nos
permite voltar a encontrar a verdadeira vida.
(19. 07.97) Quando uma pessoa deixa a terra, tudo é tão
surpreendente que ela mesma nem se pergunta o que acontece; eu tampouco
me dei conta quando parti deste mundo. Quando a alma abandona o corpo não
se dá conta de que já está no além
(17.03.98) Depois de haver deixado este mundo, no instante exato
de minha partida, se pronunciou o julgamento de Deus. Poderia dizer que a alma recebe o julgamento, posto que de imediato vê
desfilar diante de si toda sua vida terrena.
Desta forma, como se fosse um filme, se poderá ver como em um
espelho, tudo claramente como nunca visto: tudo o que se fez, tanto de
bem como de mal, todo sofrimento que se provocou nos outros, mesmo sem
se ter dado conta disso, às vezes por simples palavras.
Todo este conjunto, do bem e do mal, dura na medida da estada no
Purgatório para assim lavar tudo aquilo que fizemos de negativo. Para
podermos nos apresentar diante de Deus, ante o Senhor e Nosso Pai, é
indispensável que a alma seja totalmente limpa.
(19.07.97) Eu já não estava com vocês, entretanto pude
presenciar claramente meu enterro. É muito triste assistir as próprias
exéquias, e ver toda a família constatar que o corpo está em um ataúde.
E observar o próprio funeral é muito triste, sobretudo quando
se vê tanta gente a chorar e particularmente minha mãezinha e meu pai,
que estavam totalmente infelizes.
Nossa Mãe do Céu, tão doce e amável, depois de nosso exame de
consciência, nos brinda com indulgências e cuidados. Ela me ama muito,
e também, graças aos Rosários diários, me encontro já nas portas do
Céu. Os santos são os que me ajudam em minhas orações para minha
purificação, e me têm encarregado da missão de ajudar as almas.
(26.04.97) Maria não recebe a todas as almas: somente as que têm
alcançado um grau bastante elevado. Os anjos e santos estão lá para
fazê-lo.
(21.03.97) Depois de haver deixado meu corpo, minha alma se
sentiu atraída por uma luz muito forte, e eu estava desfrutando de uma
profunda alegria. Trata-se de um canto e felicidade. Sentia um amor
ardente, mil vezes mais forte que o da terra. Não existem palavras
suficientes para explicar tudo isso. Tudo é tão belo...
(21.04.97) Passamos em seguida por um túnel e encontramos uma
grande luz, flores, e anjos que nos acompanhavam. Tivemos uma imensa
alegria – e grande felicidade igualmente – de sermos recebidos por
todos os membros de nossa família. Alguns de nós nos reconhecemos como
os que nos acompanhavam na terra, mas outros, de gerações anteriores,
eram inumeráveis.
Todos cantavam e bailavam com os anjos, nos fizeram uma festa,
como a celebração de umas bodas. Estavam felizes porque nos podiam
ajudar a subir até à grande Luz.
Depois da festa, um grande número deles se uniu às pequenas
luzes – situadas na entrada da porta do Céu – e isso é sumamente
triste para eles.
(16. 04.97) Minha maior recompensa foi ter encontrado todos os
membros de minha família. Isso é maravilhoso. Libertos dos vínculos
da matéria e do pecado, nós não tínhamos porque nos preocupar como
mais nada e isso nos dava uma maior liberdade.
(05.07.97) Sobre a terra, vocês se utilizam as coisas que Deus
lhes põe à disposição, entretanto, no Além nós mesmos criamos o
nosso entorno, que é real. Pode-se dizer que reagimos unicamente com o
pensamento.
(13.12.97) Faz um ano que meus despojos, para dizer, minha
vestimenta terrena, se uniram aos elementos da terra, enquanto minha
alma voava em busca da verdadeira
vida, a vida que toda alma é chamada a
conhecer.
(22.07.98) As almas nem sempre fazem o que teriam de fazer na
terra e esta é a razão pela qual são tão abandonadas (1). É-nos
pedido sustentá-las, ajudá-las a rezar, sobretudo se seus familiares
na terra às têm esquecido. De acordo com seus pecados e segundo sua
vida espiritual na terra, seu tempo de purgatório pode ser muito
grande.
Na realidade, evoluímos na medida em que os guias eclesiásticos
nos instruem, para penetrar sempre mais na Luz de Deus. Como já havia
dito, mãezinha, sou “guia da luz” e estou muito contente de poder
ajudar e formar outras almas, destinadas a converter-se em guias
espirituais.
Faço-te lembrar que fomos escolhidos por Deus, e isso é um
grande favor. Estou muito feliz de ter a possibilidade de poder
cumular-te de amor, com todos os seus perfumes celestiais. Não podes
compreender, porquanto estás na terra. Mas tu o entenderás, mais
tarde, minha querida mamãe a quem tanto amo.
Evoluímos rapidamente. Nosso espírito se desprende da matéria
e nos permite compreender tudo, com maior alegria do que quando estávamos
na terra.
Nossa alma é liberta e nosso corpo espiritual é rápido como
uma mariposa. Desta forma, vivemos na glória de Deus, em permanente
comunhão com Jesus e Maria, com todos os santos e anjos.
Tudo é de uma beleza celestial, mãezinha. Queria que visses
este amor celestial que temos entre nós, os irmãos do Céu.
No Céu nada se perde e, portanto, temos possibilidade de nos
instruirmos, e aqui nos damos conta do que não podíamos fazer na
terra. Amiúde se diz na terra: Tenho desperdiçado minha vida!
Isso é falso, nada se perde, a vida continua no Céu.
(1) Notem a gentileza com que ele se refere às almas do
Purgatório, evitando fazer qualquer tipo de acusação, ou julgamento,
sequer mencionando que cometeram pecados.
(25.07.98) Pois está escrito: Presta a atenção à tua
conduta e aos teus ensinamentos; e neles persevera. Ao agir assim, obterás
tua própria salvação e a salvação daqueles que te escutam.
Mãezinha: eu estou muito perto de ti. Há pouco falavas com
papai sobre a minha missão como guia
da luz. No
presente eu me instruo, para poder ensinar aos outros guias, que estão
no Purgatório, e que ajudam as almas que sofrem dificuldades.
Minha ação
consiste igualmente, em ajudar as pessoas na terra, que rezam e que
curam por intermédio da oração. Sim, para ser guia da luz, é preciso
que se tenha evoluído no campo espiritual. Sempre tratei de entender
melhor as Santas Escrituras, e isso tem contado a meu favor, desde o
momento em que deixei a terra.
(24.08.98) No Céu, continuamos o que fazíamos na terra. Eu
ajudava, aconselhava, de quando em vez compreendia, porém isso tudo
fazia para levar as pessoas ao bom caminho. Não era missão fácil,
posto que o maligno tratava de neutralizar minhas ações. Volta e meia
ele me arrojava no chão, e custava muito me levantar; mas era então
quando eu continuava combatendo-o com maior determinação.
Como na terra, de alguma forma, eu fui um guia; eu continuo
sendo-o no Céu. Por este motivo tenho muitas atividades, porém, estas
são segredos do Céu, que por múltiplas razões não deves ainda
conhecer. Toda
alma deve estar persuadida de que, se Deus não acolhe imediatamente
suas orações, socorrendo-a em suas necessidades, não deixará de
socorrê-la no momento oportuno, contanto que não deixe de invocá-lO. (Sor Juana Inês da Cruz)
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