EUA confirmam teste nuclear da Coréia do Norte

16 de outubro de 2006

Amostras de ar analisadas pelos Estados Unidos confirmaram que a Coréia do Norte detonou uma bomba atômica em 9 de outubro, segundo informaram oficiais da inteligência americana nesta segunda-feira.

»China toma medidas em sua fronteira com a Coréia do Norte

"Análises de amostras de ar coletadas em 11 de outubro de 2006 detectaram resíduos radioativos que confirmam que a Coréia do Norte conduziu uma explosã nuclear subterrânea perto de P'unggye em 9 de outubro de 2006", assinala um comunicado do diretor de Inteligência Nacional. "A explosão foi de menos de um quiloton", acrescenta o texto.

A afirmação dos EUA confirmou informação dada pela TV estatal do Japão NHK e inicialmente não confirmada pelos EUA e Coréia do Sul. Na oportunidade, a emissora anunciou que fontes do governo japonês tinham detectado um novo tremor de terra na Coréia do Norte, indício de que um novo teste nuclear teria sido realizado.

 

Washington confirma teste nuclear norte-coreano

16 de outubro de 2006

Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira, graças à análise de amostras recolhidas na atmosfera, que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear no dia 9 de outubro e destacou que este teste foi inferior a um quiloton.

"A análise das amostras recolhidas na atmosfera no dia 11 de outubro detectou partículas radioativas que confirmam que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo nos arredores de P''unggye no dia 9 de outubro", declararam os serviços de inteligência americanos. "A potência da explosão era inferior a um quiloton", destaca um comunicado publicado em Washington.

O teste realizado "foi mesmo um teste nuclear", também afirmou a Casa Branca.

Os serviços de inteligência americanos não especificaram se este teste foi considerado um sucesso.

A fraca potência da explosão, avaliada ao equivalente de 200 toneladas de TNT pelos serviços de inteligência americanos, levantou dúvidas sobre o sucesso reivindicado por Pyongyang.

A Coréia do Norte teria avisado a China antes do teste, e informado que detonaria uma bomba de quatro quilotons.

Especialistas não descartaram que a explosão tenha sido abafada pelas características geológicas do local do teste.

Outra possibilidade é que a Coréia do Norte tenha experimentado deliberadamente uma arma inferior a um quiloton.

Na sexta-feira, responsáveis americanos que não quiseram se identificar haviam dado informações contraditórias sobre os resultados da análise premilinar das amostras recolhidas na atmosfera em 10 de outubro por um avião militar americano WC-135.

Um representante do Pentágono declarou então à AFP que esta análise preliminar não havia permitido descobrir partículas radioativas. Porém, algumas horas mais tarde, um alto funcionário do governo de George W. Bush disse o contrário à AFP, destacando, no entanto, que outras análises seriam realizadas durante o fim de semana.

A confirmação veio de amostras recolhidas na atmosfera dois dias depois do teste nuclear.

Um responsável americano que não quis se identificar declarou nesta segunda-feira que a presença de gás xenon era um dos indicadores de uma explosão nuclear.

Segundo especialistas, as explosões nucleares emitem gases xénon e crípton.

De acordo com o responsável americano, a hipótese dos serviços de inteligência é de que a Coréia do Norte realizou um teste nuclear que não aconteceu da forma planejada.

Segundo ele, os norte-coreanos poderiam realizar um novo teste em breve.

Para Robert Norris, um perito em armas nucleares no Conselho de defesa sobre os recursos naturais, uma explosão de fraca potência poderia ser conseqüência de um problema na detonação dos explosivos destinados a deflagrar a bomba de plutônio.

O mecanismo consiste em detonar 32 ou 64 cargas explosivas no mesmo instante para exercer uma pressão sobre o coração de plutônio, explicou Norris à AFP.

O especialista também considera possível que os norte-coreanos realizem um novo teste "para corrigir os problemas encontrados no último".

 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1193481-EI294,00.html