Profecias de DOM BOSCO - Parte 2                   

    O texto que segue é parte de um que já está no site, com as visões de DOM BOSCO. Por sugestão e a pedido de nosso amigo André, de Blumenau, nós resolvemos colocar em frente como face do site a montagem que ele fez bem bonita e sugestiva, dando uma idéia real daquilo que acontecerá em breve, não somente com o Vaticano, mas com a Igreja. A imagem é vigorosa, e mostra a milhares de barcas, de canos a furadas, as outras religiões e seitas, não acostumadas a águas profundas, e que serão arrasadas em breve. A visão impressiona, pela imensa onda que vem.

    Das outras religiões, não reatará sequer vestígio, porque há um só navio e um só porto. A entrada do Céu não tem dupla porta, e somente quem estiver no navio, na barca de Pedro, terá condições de descer ao cais da eternidade. A tsunami virá em breve, sobre toda a terra – não somente sobre a Igreja – porque a Igreja realmente é o alvo dos inimigos de Deus, que a querem destruir. Jesus já lhes deu um recado antecipado, porém satanás e seus filhos sempre insistem em derruba-la, porque ela é única, e é coluna da verdade. Quem quiser aportar em segurança, procure-a agora, porque durante a tempestade, será em meio à escuridão, o pânico, o terror. Agora ainda é fácil, amanhã, quase impossível.

    Não, nós não colocamos isto como afronta a outros credos, apenas como aviso e sinal. Como alerta ao grito de João Batista: O Reino de Deus está próximo! Convertei-vos! Ou como já antes dele clamava Sofonias: Convertei-vos! Gente sem pudor! Antes que nasça a sentença, antes que o dia passe como a palha! Não adianta dar-nos coices e murros, ou fazer-nos mudar a cabeça para a rebeldia protestante. Isso não mudaria em nada a sorte da Igreja, nem faria com que Deus mudasse de planos. Deus quer a unidade, e ela irá se fazer em breve, nem que seja na tempestade. Haverá um só rebanho, e um só pastor!

     Espero que pelos menos isso todos entendam. Abaixo então a visão de Dom Bosco.

Dom Bosco teve este outro sonho em 1862, portanto antes da realização do Concílio Vaticano I, em 1870. Damos aqui a versão do sonho tal qual se acha na famosa obra de Lemoyne: Memórias Autobiográficas de Dom Bosco, vol VII, pp. 169 a 171. Dom Bosco, no dia 26 de maio, havia prometido aos jovens que lhes contaria alguma coisa bonita no último ou no penúltimo dia do mês. No dia 30 de maio, pois, contou, à noite, uma parábola ou semelhança, como ele quis chamá-la. (Vamos numerar para explicar abaixo)

     'Quero contar-lhes um sonho. É verdade que quem sonha não raciocina, todavia, eu, que lhes contaria até mesmo os meus pecados, se não tivesse medo de fazer que vocês todos fugissem e fazer cair a casa, lhes conto isso para utilidade espiritual de vocês. O sonho, eu o tive há alguns dias.

     Imaginem vocês de estar comigo numa praia do mar, ou antes, sobre um escolho isolado, e de não ver outro espaço de terra a não ser aquele que lhes está sob os pés. Em toda aquela vasta superfície das águas se via uma multidão inumerável de navios (1) em ordem de batalha, cujas proas eram terminadas por um agudo esporão de ferro em forma de lança, que, onde era dirigido, feria e traspassava qualquer coisa. Estes navios estavam armados com canhões, carregados com fuzis, com outras armas de todo gênero, com matérias incendiárias, e também com livros, e avançavam contra um navio muito maior e mais alto que todos eles, tentando chocar-se com ele por meio do esporão, incendiá-lo, ou então lhe causar todo o dano possível.

    Aquela nave majestosa, perfeitamente guarnecida, era escoltada por muitas navezinhas que recebiam dela os sinais de comando e executavam manobras para se defender das frotas adversárias. O vento lhes era desfavorável e o mar agitado parecia favorecer os inimigos.(2) No meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium Christianorum; sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e sobre um outro cartaz, com as palavras: Salus Credentium (salvação dos que crêem).(3)

      O comandante supremo da grande nau, que era o Romano Pontífice, vendo o furor dos inimigos e o mau partido em que se achavam os seus fiéis, pensa convocar para junto de si os pilotos dos navios secundários, para ter um conselho e decidir o que se deveria fazer. Todos os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião, mas, enfurecendo-se cada vez mais o vento e a tempestade, eles são mandados de volta para dirigir seus próprios navios.

     Ocorrendo um pouco de calmaria, o Papa reúne os pilotos de novo, pela segunda vez em torno de si (4), enquanto a nau capitania segue o seu curso. Mas a borrasca volta espantosa. O Papa permanece no timão, e todos os seus esforços são dirigidos a levar a nau para o meio daquelas duas colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas, muitas âncoras e grossos ganchos presos a correntes.

     Os navios inimigos se movem todos a assaltá-la, e tentam de todo modo detê-la e fazê-la afundar. Algumas com escritos, com livros, com matérias incendiárias de que estão cheias, e que buscam lançá-las a bordo; as demais com os canhões, com os fuzis, e com os esporões; o combate se torna cada vez mais encarniçado. As proas inimigas a chocam violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto se revelam inúteis. Em vão tentam de novo o ataque e desperdiçam toda a sua fadiga e munições: a grande nau prossegue seguramente e livre em seu caminho (5). Ocorre por vezes que, atingida por golpes formidáveis, apresenta em seus flancos largas e profundas brechas, mas apenas acontece o dano, sopra um vento proveniente das duas colunas e as brechas se fecham e os furos se obturam.

     E explodem os canhões dos assaltantes, despedaçam-se os fuzis, e todas as outras armas e os esporões; destroem-se muitos navios e se afundam no mar. Então, os inimigos, furibundos, começam a combater com armas curtas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias e com maldições.

     Quando eis que o Papa, ferido gravemente, cai, imediatamente, aqueles que estão junto com ele correm a ajudá-lo e o levantam. O Papa é ferido a segunda vez, cai de novo e morre. (6) Um grito de vitória e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre os seus navios se dá um indizível tripudio. Eis que apenas morto o Pontífice, um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte do Papa chegou com a notícia da eleição do sucessor. Os adversários começam a perder a coragem.

     O novo Papa (7), dispersando e superando todo obstáculo, guia o navio até as duas colunas e, chegando junto a elas, o ata com uma pequena corrente que pendia da proa a uma âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia; e com uma outra pequena corrente que pendia da popa o prende do lado oposto a uma outra âncora, que pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.

     Então, aconteceu uma grande reviravolta. Todos os navios que até aquele ponto tinham combatido a nau sobre a qual governava o Papa fogem, se dispersam, se chocam e se destroçam mutuamente. Uns naufragam e procuram afundar os outros (8). Outras navezinhas que tinham combatido valorosamente com o Papa são as primeiras a virem a atar-se àquelas colunas. Muitas outras naus que, tendo-se retirado por temor da batalha. acham-se em grande distância, ficam prudentemente observando, até que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios destroçadas, com grande vigor vogam em direção daquelas duas colunas, onde, chegando, se prendem aos ganchos pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e seguras, junto com a nau principal, sobre a qual está o Papa. No mar reina uma grande calma.'

      Dom Bosco, neste ponto, interrogou Dom Rua: 'Que pensa você deste relato?' Dom Rua respondeu: 'Parece-me que a nau do Papa seja a Igreja, da qual ele é o chefe: os navios, os homens, o mar são este mundo. Aqueles que defendem o grande navio são os bons afeiçoados à Santa Sé, os outros são os seus inimigos que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la. As duas colunas de salvação me parece que sejam a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.'

     Dom Rua não disse nada sobre o Papa caído e morto, e Dom Bosco calou-se também sobre isso. Somente acrescentou: 'Disseste bem. É preciso somente corrigir uma expressão. As naus dos inimigos são as perseguições [à Igreja]. Preparam-se gravíssimos sofrimentos para a Igreja. O que até agora aconteceu é quase nada comparado com aquilo que deve acontecer. Os seus inimigos são figurados pelos navios que tentam afundar, se o pudessem, a nau capitania. Só restam dois meios para salvar-se entre tantas desordens: a devoção a Maria Santíssima e a freqüência à Comunhão, empregando todos os meios e fazendo de nossa melhor maneira para praticá-los e os fazer praticar, em toda parte, e por todos. Boa noite!'

     Que Deus vos abençoe a todos! Ele vem, para restaurar todas as coisas na unidade!

Fonte: www.recados.aarao.nom.br