DOM
BOSCO
Muitas vezes temos citado, em nossos artigos,
as profecias de São João Bosco, ou Dom Bosco. Este santo teve em vida alguns
“sonhos proféticos”, que deixou registrados em apontamentos e em relatos registrados
por diversas pessoas que o conheciam. Em muitos lugares pesquisei, mas não consegui
achar muitas destas descrições, das visões que ele teve, de acontecimentos futuros,
mas algumas delas vou relatar abaixo. Faço isso, não somente porque acredito
nelas, mas porque tais revelações batem em muito com outras visões que temos
divulgado. Em especial, as que mais nos interessam são as que versam sobre a
Igreja Católica e o Santo Padre. Vamos a alguns destes sonhos!
Uma
de suas profecias é a dos plenilúnios. Diz a profecia: “Quatrocentos dias
após o mês das flores que terá duas luas cheias, a revolução será
proclamada na Itália. Duzentos dias depois, o Papa será obrigado a deixar Roma
e andará errante durante cem dias, depois do que regressará à sua capital e
cantará em São Pedro o Te Deum de Salvação”.
Dom
Bosco escreveu que, em 1870, se encontrou como que numa ‘realidade
sobrenatural’, e ouviu uma voz que lhe informou fatos futuros. Eis algumas
partes do que ouviu: “Agora a voz do céu é para o Pastor dos Pastores:
‘Tu estás na grande conferência, com os teus assessores, mas o inimigo do
bem não fica quieto um instante. Ele estuda e pratica todas as artes contra ti.
Semeará a discórdia entre os teus assessores, criará inimigos entre os meus
filhos. As potências do século vomitarão fogo e
gostariam que as palavras fossem sufocadas na garganta dos guardiões da minha
lei. Isso não acontecerá”.
... Que farei? Baterei nos pastores,
dispensarei o rebanho, para que os sentados na cadeira de Moisés procurem bons
pastos, e o rebanho, docilmente, ouça e se alimente. Mas
sobre o rebanho e sobre os pastores pesará minha mão. A carestia e a peste farão
com que as mães chorem o sangue dos filhos e dos maridos mortos em terra
inimiga.
E de ti, Roma, que será? Roma ingrata, Roma
efeminada, Roma soberba. Tu chegaste a tal ponto que não procuras outra coisa,
nem nada mais admiras em teu soberano senão o luxo, esquecendo que sua glória
verdadeira está sobre o monte Gólgota. ... Roma!
... Eu irei a ti quatro vezes. Na primeira golpearei as tuas terras e os seus
habitantes. Na segunda, levarei a destruição e o extermínio até os teus
muros. Não abres ainda os olhos?
Virei a terceira vez e derrubarei as defesas e os
defensores, e ao comando do Pai seguirá o reino do terror, do medo e da desolação.
Mas os meus sábios fogem. A minha lei continua sendo pisada. Por isso farei a
quarta visita. A guerra, a peste e a fome são flagelos com os quais serão
castigadas a soberba e a malícia dos homens...
Comentando: Este sonho tem o mesmo sentido das visões do inferno que apresentamos em tópico à parte. O inimigo não dorme, alias parece ressurgir mais forte a cada dia. É seu tempo agora e ainda não está no fim. Ele luta desesperado para sufocar a voz do Papa e da Igreja verdadeira, substituindo-a pela cantilena dos modernistas, balada surda que conduz ao abismo. Dispersar as ovelhas está predito em Zacarias 13, “fere o pastor, para que as ovelhas sejam dispersas. Voltarei a Minha mão até mesmo contra os pequeninos”. Roma efeminada é a Roma das paradas gays, e também a Roma dos falsos que aprovam tais coisas e as querem introduzir na Igreja como norma diabólica. Esta Roma será para sempre sepultada, nos abismos infinitos, as visões e as profecias assim anunciam. Quem viu os mapas passados ao Cláudio entenderá o que falo. Outra coisa: verifiquem a perfeita identidade desta “reunião” dos inimigos que o Santo declara ter visto, com aquelas das visões do inferno como já divulgamos. Tudo bate perfeitamente!
Outro
sonho profético de Dom Bosco: Era uma noite escura. Os homens não podiam
mais discernir qual fosse o caminho para retornar a suas aldeias, quando
apareceu no céu uma luz esplendorosíssima que esclarecia os passos dos
viajantes como se fosse meio-dia. Naquele
momento, foi vista uma multidão de homens, de mulheres, de velhos, de crianças,
de monges, freiras e sacerdotes, tendo à frente o Pontífice, sair do Vaticano
enfileirando-se em forma de procissão. Mas eis um furioso temporal escurecendo,
um tanto, àquela luz. Parecia engajar-se uma batalha entre a luz e as trevas.
Chegou-se
a uma pequena praça coberta de mortos e de feridos, dos quais vários pediam
conforto em altas vozes. As fileiras da procissão se tornaram bastante ralas.
Depois de ter caminhado por um espaço de duzentos levantar do sol, cada um
percebeu que não estava mais em Roma.
O espanto invadiu os ânimos
de todos, e cada um se recolheu em torno do Pontífice para guardar a sua pessoa
e assisti-lo em suas necessidades. Naquele momento, foram vistos dois anjos
que portavam um estandarte e o foram apresentar ao Pontífice dizendo: “Recebe
o auxílio d'Aquela que combate e dispersa os mais fortes exércitos da
terra.
Os teus inimigos desapareceram, os teus filhos, com lágrimas e com suspiros
invocam o teu retorno”.
Levantando, depois, o olhar
para o estandarte, se via escrito nele, de um lado:
'Regina sine labe originale concepta '(Rainha
concebida sem pecado original) e do outro lado: 'Auxillium Christianorum'
(Auxílio dos cristãos). O Pontífice tomou o estandarte com alegria, mas
tornando a olhar o pequeno número daqueles que haviam permanecido em torno de
si, ficou aflitíssimo.
Os dois anjos acrescentaram: 'Vai
depressa consolar os teus filhos. Escreve a teus irmãos dispersos nas várias
partes do mundo que é preciso uma reforma nos costumes e nos homens. Isto só
se poderá obter repartindo aos povos o pão da Divina Palavra. Catequizai as
crianças, pregai o desapego das coisas da terra.' 'Chegou o tempo',
concluíram os dois anjos, 'que os pobres serão os evangelizadores dos povos.
Os Levitas serão buscados entre a enxada, a pá e o martelo, a fim de que se
cumpram as palavras de Davi: Deus levantou o pobre da terra para colocá-lo
sobre o trono dos príncipes do teu povo.
'Ouvindo isto, o Pontífice
se moveu e as filas da procissão começaram a engrossar-se. Quando, afinal, ele
colocou o pé na cidade santa, começou a chorar por causa da desolação em que
estavam os cidadãos, dos quais muitos não existiam mais. Reentrado, enfim, em
São Pedro, ele entoou o Te Deum, que foi respondido por um coro de
anjos, cantando: 'Gloria in excelsis Deo, et pax in terris hominibus bonae
voluntatis'.
Terminado
o canto, cessou de fato toda escuridão e se manifestou um sol fulgidíssimo. As
cidades, as aldeias, os campos tinham a população muito diminuída, a terra
estava pisada como por um furacão, por um temporal e pelo granizo, e as pessoas
iam umas para as outras dizendo com ânimo comovido: 'Há um Deus em Israel'.
Do começo do exílio até o canto do Te Deum, o sol se levantou duzentas
vezes. Todo o tempo que transcorreu para se cumprirem estas coisas corresponde a
quatrocentos levantar de sol".
Com:
Cada texto deste bate com muitas profecias atuais e também com passagens bíblicas.
O centro está no prenuncio do afastamento de um Papa futuro, que se verá por
algum motivo obrigado a sair de Roma, de onde ficará distante por 200 dias.
Durante este tempo haverá muitas perseguições e um número incrível de fiéis
dará sua vida pela Igreja. Entre estes haverá milhares de sacerdotes, bispos e
cardeais, alguns deles inclusive que foram responsáveis pelo fato de o mundo, e
a própria Igreja haver chegado a esta situação desesperadora, que derramarão
seu sangue por ela. Eis porque tanto Nossa Senhora nos pede para rezarmos pelos
sacerdotes. Eles serão os primeiros a cair, porque o inferno os odeia, pelo
fato de consagrarem e confessarem. A Eucaristia será o alvo primeiro do
maldito, e matando os padres ele poderá fácil derrubar os sacrários.
Outra profecia : Guerras entre os príncipes e súditos, entre o dogma e o erro, a luz e as trevas, o pobre e o rico. - Um grandioso acontecimento se está preparando no céu, para fazer pasmar a gente. - Far-se-á uma grande reforma entre todas as nações, e o mundo irá misturar-se como um oceano ... Russos, alemães, prussianos, cossacos, persas, polacos, franceses e italianos farão uma mistura, e lá na China e na Índia findará a rebeldia. ... Nunca o grande marulho se aferventou tão forte, nunca se viu um lobo desta espécie. ... A Rússia e a Inglaterra tornar-se-ão católicas. A Itália será pacificada, e o turco cairá por terra. Conquistarão os lugares da Santa Palestina, e no alto das cúpulas erguer-se-á a Cruz Latina. - Depois, paz universal”.
Com: Naturalmente, este sonho trata de duas realidades, uma antes da tribulação e outra depois dela. No princípio uma grande batalha entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, entre a riqueza e a pobreza. Aliás, isto já está acontecendo e em larga escala. O comunismo ateu continua vivo e ainda provocará imensos estragos até seu estertor final. Tudo isso porque a Rússia não foi consagrada ao Coração Imaculado de Maria, conforme o pedido de Nossa Senhora em Fátima. Esta consagração aliás, é combatida furiosamente pelos inimigos da Igreja, inclusive os de dentro dela, porque eles sabem que isso inviabilizará o projeto inimigo de plantar a bandeira vermelha no topo da cúpula de São Pedro. A batalha pela destruição dos dogmas sagrados da Igreja Católica também tem curso feroz e as trevas descem e adentram o templo santo de Deus. Os russos e chineses se aliarão a outros povos massacrados pelo Ocidente arrogante e haverá um caos sem precedentes, isto a partir do momento em que um papa que não for Pedro estiver a frente do Vaticano, pois, como já vimos, um Pedro verdadeiro estará em fuga pelo mundo.
Claro, que haverá no fim a paz, mas somente depois que a Rússia estiver reduzida a um deserto de vida e de homens, assim a China, assim a Índia e assim todas as nações islâmicas em especial. Ou seja: todos os povos, religiões e ideologias que hoje tentam sufocar a Igreja. É sim, profético, que a Rússia implantará sua bandeira vermelha sobre a cúpula do Vaticano, mas é profético sim e também, que no final o Rosário será posto no pináculo do Kremlin. Tudo isso acontecerá, mas depois de muita dor e de muito sangue derramado. O mundo realmente será lavado no próprio sangue, este o preço que satanás exige para se retirar daqui para sempre.
Dom Bosco tinha também sonhos e visões que não se referiam a batalha espiritual, mas também a assuntos econômicos. Ele via as entranhas das montanhas e o interior da terra e ali lhe eram mostradas as riquezas. Damos um exemplo: Em 1883, Dom Bosco teve outro sonho profético, devidamente registrado em suas anotações. Neste, ele viajava por toda a América do Sul, inclusive o Brasil, onde esteve em visita aos colégios e aos centros salesianos dos quais ele era o superior Geral. O principal desta profecia é o que seria referente ao planalto central brasileiro:
... Eu enxergava nas vísceras
das montanhas e nas profundas da planície. Tinha, sob os olhos, as riquezas
incomparáveis dessas regiões, as quais, um dia, serão descobertas. Eu via
numerosos minérios de metais preciosos, jazidas inesgotáveis de carvão de
pedra, de depósitos de petróleo tão abundantes, como jamais se acharam
noutros lugares. Mas não era tudo. Entre os graus 15 e 20, existia um seio de
terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. E
então uma voz me disse, repetidamente: ‘Quando vierem escavar os minerais
ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de
leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.
Com: Aqui ele previu, com antecedência
de 77 anos, a fundação da cidade de Brasília que fica nesta posição geográfica
indicada. O petróleo abundante ainda não foi achado aqui, ou quem sabe
escondem isso em virtude de diabólicas manobras comerciais. De fato, estranha
que em toda a região limítrofe do Brasil, desde as Guianas e Venezuela até a
Argentina, todos os países tenham riquíssimas jazidas deste mineral, enquanto
nosso país tenha que buscar seus suprimentos nas plataformas marinhas, a altíssimo
custo.
Dom
Bosco teve este outro sonho em 1862, portanto antes da realização do Concílio
Vaticano I, em 1870. Damos aqui a versão do sonho tal qual se acha na famosa
obra de Lemoyne: Memórias Autobiográficas de Dom Bosco, vol VII, pp.
169 a 171. Dom
Bosco, no dia 26 de maio, havia prometido aos jovens que lhes contaria alguma
coisa bonita no último ou no penúltimo dia do mês. No dia 30 de maio, pois,
contou, à noite, uma parábola ou semelhança, como ele quis chamá-la. (Vamos
numerar para explicar abaixo)
'Quero contar-lhes um sonho.
É verdade que quem sonha não raciocina, todavia, eu, que lhes contaria até
mesmo os meus pecados, se não tivesse medo de fazer que vocês todos fugissem e
fazer cair a casa, lhes conto isso para utilidade espiritual de vocês. O sonho,
eu o tive há alguns dias.
Imaginem
vocês de estar comigo numa praia do mar, ou antes, sobre um escolho isolado, e
de não ver outro espaço de terra a não ser aquele que lhes está sob os pés.
Em toda aquela vasta superfície das águas se via uma multidão inumerável de
navios (1) em ordem de batalha, cujas proas eram terminadas por um agudo esporão
de ferro em forma de lança, que, onde era dirigido, feria e traspassava
qualquer coisa. Estes navios estavam armados com canhões, carregados com fuzis,
com outras armas de todo gênero, com matérias incendiárias, e também com
livros, e avançavam contra um navio muito maior e mais alto que todos eles,
tentando chocar-se com ele por meio do esporão, incendiá-lo, ou então lhe
causar todo o dano possível.
Aquela nave majestosa,
perfeitamente guarnecida, era escoltada por muitas navezinhas que recebiam dela
os sinais de comando e executavam manobras para se defender das frotas adversárias.
O vento lhes era desfavorável e o mar agitado parecia favorecer os inimigos.(2)
No
meio da imensa extensão do mar elevavam-se acima das ondas duas robustas
colunas, altíssimas, pouco distantes uma da outra. Sobre uma delas havia a estátua
da Virgem Imaculada, a cujos pés pendia um longo cartaz com esta inscrição: Auxilium
Christianorum; sobre a outra, que era muito mais alta e mais grossa, havia
uma Hóstia de grandeza proporcional à coluna, e sobre um outro cartaz, com as
palavras: Salus Credentium (salvação
dos que crêem).(3)
O comandante supremo da
grande nau, que era o Romano Pontífice, vendo o furor dos inimigos e o mau
partido em que se achavam os seus fiéis, pensa convocar para junto de si os
pilotos dos navios secundários, para ter um conselho e decidir o que se deveria
fazer.
Todos
os pilotos sobem e se reúnem em torno do Papa. Mantêm uma reunião, mas,
enfurecendo-se cada vez mais o vento e a tempestade, eles são mandados de volta
para dirigir seus próprios navios.
Ocorrendo um pouco de
calmaria, o Papa reúne os pilotos de novo, pela segunda vez em torno de si (4),
enquanto a nau capitania segue o seu curso. Mas a borrasca volta espantosa. O
Papa permanece no timão, e todos os seus esforços são dirigidos a levar a nau
para o meio daquelas duas colunas, de cujo cimo pendem, em toda a volta delas,
muitas âncoras e grossos ganchos presos a correntes.
Os navios inimigos se
movem todos a assaltá-la, e tentam de todo modo detê-la e fazê-la afundar.
Algumas com escritos, com livros, com matérias incendiárias de que estão
cheias, e que buscam lançá-las a bordo; as demais com os canhões, com os
fuzis, e com os esporões; o combate se torna cada vez mais encarniçado. As
proas inimigas a chocam violentamente, mas seus esforços e seu ímpeto se
revelam inúteis. Em vão tentam de novo o ataque e desperdiçam toda a sua
fadiga e munições: a grande nau prossegue seguramente e livre em seu caminho
(5). Ocorre por vezes que, atingida por golpes formidáveis, apresenta em seus
flancos largas e profundas brechas, mas apenas acontece o dano, sopra um vento
proveniente das duas colunas e as brechas se fecham e os furos se obturam.
E explodem os canhões dos
assaltantes, despedaçam-se os fuzis, e todas as outras armas e os esporões;
destroem-se muitos navios e se afundam no mar. Então, os inimigos, furibundos,
começam a combater com armas curtas; e com as mãos, com os punhos, com blasfêmias
e com maldições.
Quando eis que o Papa,
ferido gravemente, cai, imediatamente, aqueles que estão junto com ele correm a
ajudá-lo e o levantam. O Papa é ferido a segunda vez, cai de novo e morre.
(6)
Um grito de vitória
e de alegria ressoa entre os inimigos; sobre os seus navios se dá um indizível
tripudio. Eis que apenas morto o Pontífice, um outro Papa o substitui em seu
posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte
do Papa chegou com a notícia da eleição do sucessor. Os adversários começam
a perder a coragem.
O novo Papa (7),
dispersando e superando todo obstáculo, guia o navio até as duas colunas e,
chegando junto a elas, o ata com uma pequena corrente que pendia da proa a uma
âncora da coluna sobre a qual estava a Hóstia; e com uma outra pequena
corrente que pendia da popa o prende do lado oposto a uma outra âncora, que
pendia da coluna sobre a qual estava colocada a Virgem Imaculada.
Então, aconteceu uma
grande reviravolta. Todos os navios que até aquele ponto tinham combatido a nau
sobre a qual governava o Papa fogem, se dispersam, se chocam e se destroçam
mutuamente. Uns naufragam e procuram afundar os outros (8). Outras navezinhas
que tinham combatido valorosamente com o Papa são as primeiras a virem a
atar-se àquelas colunas. Muitas outras naus que, tendo-se retirado por temor da
batalha. acham-se em grande distância, ficam prudentemente observando, até
que, desaparecidos nos abismos do mar os restos de todos os navios destroçadas,
com grande vigor vogam em direção daquelas duas colunas, onde, chegando, se
prendem aos ganchos pendentes das mesmas colunas, e aí ficam tranqüilas e
seguras, junto com a nau principal, sobre a qual está o Papa.
No mar reina uma
grande calma.'
Dom Bosco, neste ponto,
interrogou Dom Rua: 'Que pensa você deste relato?'
Dom Rua
respondeu: 'Parece-me que a nau do Papa seja a Igreja, da qual ele é o
chefe: os navios, os homens, o mar são este mundo. Aqueles que defendem o
grande navio são os bons afeiçoados à Santa Sé, os outros são os seus
inimigos que com toda sorte de armas tentam aniquilá-la. As duas colunas de
salvação me parece que sejam a devoção a Maria Santíssima e ao Santíssimo
Sacramento da Eucaristia.'
Dom Rua não disse nada sobre
o Papa caído e morto, e Dom Bosco calou-se também sobre isso. Somente
acrescentou: 'Disseste bem. É preciso somente corrigir uma expressão. As
naus dos inimigos são as perseguições [à Igreja]. Preparam-se gravíssimos
sofrimentos para a Igreja. O que até agora aconteceu é quase nada comparado
com aquilo que deve acontecer. Os seus inimigos são figurados pelos navios que
tentam afundar, se o pudessem, a nau capitania. Só restam dois meios para
salvar-se entre tantas desordens: a devoção a Maria Santíssima e a freqüência
à Comunhão, empregando todos os meios e fazendo de nossa melhor maneira
para praticá-los e os fazer praticar, em toda parte, e por todos. Boa noite!'
Vamos dar uma explicação
que nos parece plausível para os números indicados acima, que, entretanto,
podem sugerir muitas explicações, porque o sonho no indica um Papa específico
e nominal, mas pode se referir a diversos deles, um sucedendo a outro.
1
> Estes “navios e barcos” que circundam a atacam o grande navio da
Igreja, na verdade não são grandes nem aterrorizantes. São antes aquelas
“pranchas” que Nossa Senhora explica na mensagem ao Cláudio, que não têm
segurança alguma, eis porque navegam apenas próximo à praia, onde o mar não
é profundo. Trata-se dos milhares de seitas que derivaram da Igreja Católica,
são pequenas canoas que se aventuraram sair sozinhas para fora do grande barco
de Deus. Também são as outras religiões, que embora pareçam enormes por
fora, na verdade são balões cheios de vento, aos quais a primeira investida
contra os escolhos porá a naufrágio. Estas “pranchas” não se aventuram
para o mar profundo, porque pertencem à terra, e não são destinadas à pátria
celeste. Só um barco chegará ao porto pois timoneiro só existe um: Jesus!
2
> No mar agitado de hoje, falo do mar espiritual, onde existem e se
desenrolam imensas tempestades, parece não mais haver espaço para a salvação.
Aparentemente a arrogante besta toma conta de tudo, ocupa todos os espaços e
ameaçadora, faz gritar aos homens: “quem é semelhante à fera?”
(Ap) Quem pode com ela? Nada mais enganoso e o tempo irá nos dar razão. Eles
todos se desfarão em pedaços, afogados no próprio orgulho!
3
> As colunas citadas são “Eucaristia” e “Maria”. Eis porque os evangélicos
e religiões estranhas estão fora do ancoradouro. Só os barcos que tiverem
estes selo e esta marca, conseguirão se atar às duas colunas salvadoras. Fora
disso não há salvação para qualquer barco. Aliás, depois da morte de João
Paulo II, têm acontecido muitos retornos de evangélicos e muitos milagres
Nossa Senhora tem feito entre eles. Não pode ser que todos sejam tão cegos a
ponto de consumarem sua loucura até no final. O grande risco que eles correm é
deixar o tempo da graça passar – falo do agora, já – esperando que rebente
a tempestade final. É que durante uma tempestade o resgate é sempre mais difícil,
sofrido e poderá provocar inúmeras mortes!
4
> Como Dom Bosco fala sempre no Papa e não menciona o nome, não se sabe
quantos papas estão nesta visão, nem qual o primeiro. Infelizmente penso que
este Papa, que primeiro é ferido e cai, depois mais adiante é morto, se refere
ao Papa atual. Para isto basta que se confirmem os sete meses de batalha,
conforme foi passado ao Cláudio, contados desde a eleição dele. Também o 3º
Segredo de Fátima, na parte revelada, fala de um Papa que é morto aos pés de
uma Cruz tosca, fincada sobre uma montanha. Esta passagem parece referir-se ao
Calvário e aquela Missa onde se realizará o milagre do Cálice. Igualmente
para Irmã Aiello foi mostrado um Papa sendo assassinado junto com muitos
padres, bispos e cardeais. Então, se a profecia de São Malaquias for mesmo
verdadeira, não sobra outro a não ser este atual. Deus, porém, é que sabe de
tudo!
Numa das outras profecias
acima, é dito que o último papa será escolhido entre as pessoas simples, será
uma pessoa bem simples, para uma Igreja pobre nos moldes da manjedoura de Jesus.
Noutro dia vi este homem em um sonho, e passei isso ao Cláudio. Mas por hora é
segredo, somente no momento oportuno se poderá explicar isto. Claro que se
trata de algo assombroso e extraordinário, porque Deus mudará o mundo de cabeça
para baixo para salvar os seus e a Sua Igreja. Com certeza o último Pedro,
aquele que irá entregar as chaves da Igreja a Jesus será um homem simples, um
agricultor, quem sabe um pescador... de almas. Será que o leitor entendeu que
será ele?
5
> Qualquer pessoa vê, com seus próprios olhos a inundação de livros
blasfemos que atacam a Igreja Católica, a nossa fé e o nosso Deus. São os
rios de águas lançados pelo Dragão para atingir a Igreja, conforme está
no Apocalipse 12, 15. Eles pensarão vencer. Virá um momento de euforia em que
os inimigos de Deus pensarão ter vencido finalmente (Ap 11,10), curto tempo,
porém. Não nos devemos assustar com esta possibilidade, porque os bons sempre
serão amparados por Deus e haverá muitos arrebatamentos.
6
> Este ferir e matar o Papa, será sim motivo de euforia para o inferno. Mas
tal como houve uma eleição fulminante em relação ao Papa Bento XVI, assim
também acontecerá com aquele verdadeiro que o suceder. Os bons cardeais
decidirão imediatamente e o Céu estará presente nesta “eleição”, um dia
o leitor entenderá. Será incrível! Sim, se for como eu imagino e quem eu
imagino. Deus é fantástico! Óbvio que se tal fato se consumar, com toda
certeza o inferno cairá em desespero, ele com seus sequazes terrenos!
7
> Este será o último Pedro, aquele que, depois de aportar a nave da Igreja
no último porto, da derradeira tempestade, entregará as chaves da Igreja a
Jesus! Isso nos dá uma grande alegria sim, agora, mas acreditem, o inferno
inteiro ainda se derramará sobre a terra até que tudo isto se cumpra. Só quem
estiver em oração e ligado em Deus e for por ele arrebatado, conseguirá
passar pela imensa tempestade que vem.
8
> O combate final será terrível! Todos os que atacam a Igreja Católica,
que não se converterem, sucumbirão. Isso é Bíblico pois o inferno não
triunfará! Todas a naves que atiravam – inutilmente – contra ela, serão
reduzidas a estilhaços. Seitas, religiões que adoram ídolos, adoradores do
inferno, espíritas, seitas secretas, nada disso ficará de pé, nem restará pó
ou vestígio. Porque está dito: nunca mais se ouvirá falar da raça dos ímpios!
Concluindo: também está
dito “Eis que os olhos do Senhor Javé estão fixos no reino do pecador: eu
o farei desaparecer da face da terra, mas não destruirei completamente a casa
de Jacó (Am 9, 8)”. E ainda: “Então sabereis que estou no meio de
Israel, que sou o Senhor, vosso Deus, e que não há outro (Jl 2, 27)”.
Sendo assim, porque temer então?
A Igreja Católica reviverá
e Pedro será vencedor. E haverá um só rebanho e um só Pastor. Promessa de
Jesus, eis por estamos nas mãos dele. Para vencer com Ele!
Que
Deus vos abençoe
Arnaldo
Fonte:
www.recados.aarao.nom.br