DOZULÉ

 

Embora este livro se proponha apresentar apenas as profecias marianas relativas aos tempos finais, abrimos aqui urna exceção, inserindo um caso em que o profeta é o próprio Cristo.

O palco dos acontecimentos é Dozulé, urna aldeia da Normandia, 25 quilômetros de Lisieux e 250 de Paris. Aqui Jesus se manifestou 49 vezes, sendo 36 no sacrário ou na custódia, geralmente na presença de religiosas, do pároco e, em certas ocasiões, de muitos fiéis.

A vidente Madalena Aumont é uma simples mãe de família, esposa de um operário. Grau de cultura: primário.  

Não era muito dada a coisas religiosas. Fazia quatro anos que não pisava na igreja. Um dia, mais para consolar a mãe paralítica de 81 anos, resolveu fazer a "desobriga pascal". Depois de urna corajosa confissão, comungou no domingo de Páscoa de 1970 e no seguinte. Com a comunhão deste segundo domingo - conta ela - "alguma coisa se produziu em mim, que não sei explicar... senti como que um desfalecimento... estava ébria de alegria e de felicidade. Parecia-me ter descoberto um outro mundo". A partir dali tudo mudou em sua vida. "Antes - diz ela - eu duvidava da existência de Deus, a minha vida não tinha qualquer interesse, era lúgubre, com cinco filhos a educar e falta de dinheiro. Mas depois desse 12 de abril, para mim foi a ressurreição do meu espírito. Os cuidados materiais se desvaneceram... uma alegria interior tomou conta de mim... agora eu sentia uma presença que não era deste mundo... a presença de Jesus, do Espírito Santo... uma presença doce... o mundo já não existia, o meu corpo já não existia, só ficavam Deus em mim e eu em Deus".

Em "estilo apurado"

Assim as coisas foram evoluindo até 28 de março de 1972, quando, às 4:35 da manhã, abriu a janela e teve o primeiro sinal do Céu: uma imponente cruz luminosa ia surgindo no horizonte. Segundos depois, ouviu estas três palavras proferidas em voz tão sonora que pareciam dirigidas ao mundo inteiro: Ecce Crucem Domini. Depois, em francês e já num tom mais suave, lhe falou:    "Chegou o tempo de salvar a todos estes seres pecadores que não amam Jesus".

As aparições continuariam até 6 de agosto de 1982, num total, como dissemos, de 49.

Um aspecto curioso no caso de Madalena é que Jesus lhe falava muitas vezes em latim. Um latim "em estilo apurado", conforme os beneditinos de uma abadia da Bretanha, que analisaram as mensagens, nas quais encontraram 120 citações bíblicas e 17 da liturgia, todas naquele idioma.

Como ela desconhecia totalmente o latim, escrevia em linguagem fonética o que ouvia. Assim a frase: Audivi vocem de caelo di­centem mihi (Trad.: Ouvi uma voz do céu me dizendo.) aparece em seu caderno grafada desta maneira: "O divi vocem de chelo dicentem mii", e Ecce Crucein ... "etse Crucem".

Estejam preparados

A partir de 1973, Jesus começa a lhe falar dos eventos futuros, mas ao mesmo tempo insiste que continuemos alegres e confiantes:

"Vivam alegres e não se queixem do cataclismo geral que virá, porque tudo isto deverá acontecer... Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Eis que agora deve cumprir-se o tempo das nações. Todos baterão no peito. Depois virá a evangelização do mundo, quando eu voltarei na glória"(05/1O/1973).

"Vocês estão vivendo no tempo do supremo esforço do Mal contra Cristo. Satanás se encontra solto da sua prisão. Ele tomou conta de toda a face da terra... Gog e Magog(Gog e Magog são os símbolos dos povos pagãos que castigarão a humanidade com a guerra (Ez 38 e Ap 20,8).), o seu número é incalculável. Aconteça o que acontecer, não se aflijam. Todos serão lançados no fogo pelos séculos dos séculos. Feliz daquele que só se deixou seduzir pelo Deus Supremo"(02/11/1973).

À Igreja cabe reunir toda a humanidade em torno de Jesus, na mais pura e única doutrina. Madalena deve transmitir sua mensagem à Igreja, pedindo ao Papa e a todos os padres e religiosos que informem os fiéis de todas as religiões do mundo sobre a iminência da grande tribulação, já anunciada no Evangelho, a fim de que nossa geração, antes do fim deste século, esteja informada sobre o aparecimento do sinal do Filho do Homem (a cruz) no céu, logo depois da grande tribulação.

Em 1° de março de 1974, Jesus a incumbe de dizer

"à Igreja que renove sua mensagem de paz ao mundo, porque a hora é grave. Satanás dirige o mundo e seduz os espíritos, tornando-os capazes de destruir a humanidade em poucos minuto (As mesmas palavras de Nossa Senhora na "cópia diplomática" da terceira parte do segredo de Fátima, feita redigir pelo papa Paulo VI para enviar aos três principais mandantes daquele' temo). Se o homem não se opuser, o deixarei agir e será a catástrofe, uma catástrofe tal como jamais se viu desde o dilúvio, e isto acontecerá antes do fim do século. Todos os que se arrependerem serão salvos. Satanás será destruído, e então haverá paz e alegria".

Em 1° de novembro do mesmo ano, volta ao assunto:

 "Dicite in nationibus (Trad.: Digam às nações. (I Cron 16.24; SI 95.3)) que Deus falou pela boca de sua serva, revelando-lhe que a grande tribulação está próxima... Eu lhes digo, chegou o tempo para o mundo se arrepender, pois uma mudança universal está prestes a acontecer, algo nunca visto desde o princípio do mundo até essa data e que não se verá nunca mais".

Essa tribulação virá de surpresa:

"Nos dias que precederam o dilúvio, as pessoas não esperavam coisa alguma, até que chegou a inundação e tudo arrasou. Mas vocês receberam advertências, estão vivendo os tempos sobre os quais lhes falei: 'Nesta terra haverá desastres de toda sorte; a iniqüidade é a causa da miséria e da fome, as nações sentir-se-ão desoladas, haverá portentos e fenômenos no céu e na terra'. De maneira- que devem manter-se preparados, porque a grande tribulação está próxima. Esta geração não passará sem que estas coisas aconteçam. Antes do castigo, porém, seremos testemunhas do aparecimento de uma grande cruz no céu.    Não temam, eis no céu o Sinal do Filho do Homem. A vocês, lideres da Igreja, eu digo que é por esta cruz posta sobre o mundo que as nações se salvarão. Meu Pai me enviou para salvar, e chegou o momento de derramar a minha misericórdia em cada coração".

 

Fonte: A Profetisa dos Tempos Finais - Olivo Cesca