EXORCISMOS
GRITOS DAS TREVAS - Parte 1
Nesta seqüência de doze trabalhos, trago aos leitores, em tópicos, o resumo de um livro muito especial para mim. Se eu disser aos leitores, que aprendi mais com este livro, do que com a maioria de todos os outros que já li na vida, o leitor poderá ficar chocado, quando souber do que se trata. Avisos do Além é um livro relatando sete exorcismos realizados por uma equipe de sacerdotes, com a autorização da Igreja, respeitadas as normas e as fórmulas consagradas. Como o livro é muito difícil até de ser encontrado, porque o inferno faz de tudo para que as pessoas não tomem conhecimento dele, resolvemos trazê-lo a público, até porque não se encontra restrição à sua divulgação nele impresso. Ademais, como faremos apenas colagens, manteremos o original, apenas resumido.
Entre os motivos que nos levam a publicar estes textos, alguns poderemos destacar. O primeiro deles é trazer ao público não somente o grito das trevas em sim, mas um grito contra as trevas, que rapidamente espalham no mundo suas heresias. Assim, as pessoas de boa fé poderão estar preparadas, para o terrível momento em que trevas completas caírem sobre este mundo mau que criamos. O segundo motivo, é levar a todos aqueles incautos, em especial aos nossos irmãos separados, um aviso singular, para que não brinquem de exorcismo, porque seus atos servem apenas para brincar com os demônios. Eles não receberam este poder de Deus, porque não usam a estola – não receberam o Sacramento da Ordem. Ademais, aqui na terra, é em geral, somente diante do Santíssimo Sacramento, da Eucaristia, é que os demônios capitulam. E isso eles não têm! O resto é blefe!
O exorcismo é algo de muito sério, e somente aos padres ordenados, munidos de estola, fonte de poder por força de Deus, ou a aqueles aos quais Deus der este poder – e disso estão fora todos os pastores – é que efetivamente podem expulsar aos demônios em definitivo. E isso a custa de muita oração, e somente – porque Deus quer assim – pela invocação da Virgem Maria, o terror dos demônios. Por isso, todos os evangélicos estão fora disso, seus exorcismos são embustes. Jamais aconteceu um verdadeiro exorcismo entre eles, e quando toparam com um caso realmente verídico, sério, ele sempre isso acabou parando nas mãos de um sacerdote católico.
Para se ter uma idéia, um padre exorcista revelou que, dos 400 casos que lhe foram apresentados, apenas 10 eram verdadeiros. Os outros eram apenas ilusão de pessoas, manipuladas pelo maligno, mas não possessas. São estes que os evangélicos usam, a fim de iludir aos incautos, querendo fazer crer que têm poder. Por fim, serve para que ninguém tente, nem mesmo os católicos que se acham preparados, enfrentar as trevas sozinho, num exorcismo, sem uma proteção especial, sem uma autorização da Igreja, e sem a presença de um sacerdote exorcista. O demônio facilmente os derrotará a todos, sem exceção!
Nesta primeira parte, apresentamos os preparativos, exatamente como está nos originais, para que as pessoas se cientifiquem de que se trata de coisa muito séria, que foi tratada pelos sacerdotes exorcistas, com extremo cuidado. O que aconteceu de extraordinário neste caso, foi que, ao serem expulsos os quatro espíritos maus, em sete sessões, eles foram obrigados por Nossa Senhora a falar a verdade sobre tudo que acontece, especialmente na Igreja, fazendo revelações que estarrecerão ao leitor. O fato, essencial hoje, é que passados 28 anos daqueles trabalhos tudo está acontecendo milimetricamente conforme as revelações previram, de modo que, NEGAR tal evidência, é atirar na cabeça da própria estupidez. Estas manobras, o leitor perceberá, procedem dos adversários de Deus, encastelados dentro da própria Igreja. Eles combatem tenazmente a todos os que lutam contra o diabo.
Sabemos que certos setores da Igreja são tremendamente contrários à esta revelação, em especial aqueles que são atingidos diretamente pelas farpas que os demônios lançam, ao revelarem suas más atitudes, mas isso não nos assusta. Também aqueles que trabalham para satanás, não querem que isso venha a público, por isso a grande dificuldade de encontrar o livro, pois nenhum editor se anima a imprimi-lo. Importa então esclarecer. Importa alertar contra o inferno, e isso o faremos até quando força tivermos. Outras explicações daremos no início de cada texto. Peço aos leitores paciência, até que consigamos colocar todos os textos no ar, porque também aqui o amaldiçoado trabalha contra. Vamos ao livro!
Nota: As nossas colocações ficarão sempre neste tipo de letra: Verdana
DEPOSITO LEGAL Nº 12425/88
DIFUSÃO CATÓLICA
CONFISSÕES DO INFERNO AO MUNDO CONTEMPORÂNEO
RELATO TEXTUAL DE SETE EXORCISMOS
GUARDA
1 9 8 7
A REALIDADE DO MALIGNO
(Nota à edição portuguesa)
Este livro que agora se publica, doze anos depois dos acontecimentos, é um grito de alarme aos suficientes que tudo explicam por causas naturais. Revela uma realidade hedionda, um mundo em permanente trabalho de destruição, que quer aprisionar as almas nas trevas e conseguir a sua condenação. Esses agentes do reino negro em expansão, falam do que estão a fazer, do que fizeram e do que planejam
Tudo se passa no tempo do Papa Paulo VI, um homem de dores, e muito do que se diz refere-se àquela circunstância. No entanto, por cima disso, desfila um horizonte de destruição e negrura, uma aposta de demolição e uma raiva sem fim contra a humanidade e o Criador. O livro não perdeu atualidade: antes a ganhou, dado o sentimento do mundo que proclama abertamente a morte de Deus e do diabo. Na realidade, nem o Criador se apagou, nem a má criatura desapareceu: antes trabalha para a perdição da Igreja e dos homens, com uma inteligência e uma eficácia inquietantes.
Os documentos, no princípio e no fim desta obra, servem para mostrar que não se trata de uma história fabricada por alucinados na Suíça. É uma história real, verificável, inquietante, misteriosa, que nos lembra as terríveis palavras de Nossa Senhora de Fátima: «Vão muitas almas para o inferno, porque não têm quem reze por elas.» Esse sítio existe e desse poço infernal espalha-se um mal que invade as mentes, as instituições e a Terra. Leiamos com atenção e, como diz São Paulo referindo-se aos carismas, retenhamos o que é útil, o que é bom, o que é salvífico e nos pode ajudar na nossa vida de todos os dias.
Não nos fixemos nos pormenores, nas pequenas coisas; consideremos antes as grandes linhas e o sofrimento desta alma. Sofrimento real, terrível, medonho. Pensemos no nosso próprio sofrimento, tantas vezes exagerado para inglês ver. E se tivéssemos uma coisa assim? Elevemos o nosso espírito a Deus, numa oração profunda e verdadeira, peçamos por todos, invoquemos o Espírito Santo, e ... assim, com esta disposição, de entendimento aberto, comecemos a leitura.
Nota: Os textos destes Exorcismos, bem como os múltiplos comentários, foram publicados em alemão pela editora Martanisches Schriftanwerk (Trimbach-Suíça), a cargo do Dr. Buonaventur Meyer, e depois vertidos em francês e publicados pela Associação Tout Restaurer dans le Chrisi, dirigida pelo Dr. Jean Marty, já falecido. A edição portuguesa, mais simplificada e reduzida ao essencial, foi autorizada pela casa Editora Suíça. A ela e ao seu diretor os nossos agradecimentos
PREFÁCIO
A MINHA EXPERIÊNCIA
(Testemunho do editor Buonaventur Meyer)
A par do grande número de casos de possessão, que chegaram até nós pela Sagrada Escritura, são muitos os textos literários que através dos séculos dão testemunho de tais fatos. O holandês W. C. Van Dam, na sua obra modelar Demônios e Possessos (Pahloch Editora, 1970) cita mais de duzentos livros diferentes, que dão testemunho desta realidade.
No ano de 1947 tomei conhecimento de um caso de possessão e pude verificar como da mesma pessoa se emitiam vozes estranhas e como a aspersão com água benta provocava uma imediata reação de repulsa.
Em 1975 assisti a um exorcismo de sete pessoas possessas, numa Igreja em Itália. Presenciei as reações dos pobres possessos durante o exorcismo. Além disso, vi o seu comportamento durante a recepção dos Sacramentos, a sua oposição e, finalmente, a sua capitulação perante o Santíssimo Sacramento. As pessoas assim atormentadas tinham vindo, por sua livre vontade, para serem exorcizadas por um Padre piedoso, «porque procuravam um alívio, que ninguém mais lhes poderia dar», como elas próprias me confiaram.
Uma das possessas, que fora dos exorcismos se comporta como qualquer outra pessoa, mostrou-me cicatrizes nos seus braços, e explicou-me que durante 25 anos consultara médicos e professores de Medicina, mas ninguém tinha conseguido aliviá-la, a não ser aquele Padre, homem Santo, que na Igreja recitara um exorcismo. Esse Padre, homem piedoso e de alma fervorosa, proibiu-me de revelar o seu nome, dado que o Episcopado, por causa do ataque da imprensa atualmente generalizado em quase todo o mundo, não autoriza o Grande Exorcismo com que se expulsam os demônios e, além disso, impõe ao exorcista o maior silêncio para que nada seja tornado público.
Apesar da Bíblia referir cerca de 70 vezes o inferno e mais vezes ainda o demônio, encontramos na Igreja atual Bispos competentes, professores de Teologia tolerantes, que negam a existência pessoal do demônio, e com ela, a existência do inferno e também a existência de todo o mundo Angélico.
SOBRE A POSSESSA
A propósito da possessa que este livro refere, chegou-se há pouco, mais uma vez, à conclusão de que no caso desta mulher e mãe, se trata de uma alma reparadora, que desde os 14 anos é atormentada por pavorosos estados de angústias e períodos de insônia total. Foi tratada pelos métodos mais modernos da Medicina e da Psiquiatria durante as suas oito permanências em clínicas. Quando, depois do mais rigoroso tratamento, lhe deram alta, considerando-a como um caso inexplicável, um exorcista conhecido comprovou casualmente a possessão de um modo inequívoco. Após um exorcismo, que contou com a colaboração de vários Sacerdotes, realizado num lugar de Aparições da Virgem (Fontanelli – Montichiari, em Itália), tanto os demônios (anjos caídos) como almas danadas, (pessoas condenadas) foram obrigados, por ordem da Santíssima Virgem, a fazer importantes revelações dirigidas à Igreja atual.
Tendo convidado vários Bispos e representantes da Psiquiatria e Medicina para assistirem a um exorcismo, realizado em 26 de abril de 1978, dia da Festa de Nossa Senhora do Bom Conselho, estiveram em minha casa, para a realização do exorcismo, seis Sacerdotes e também o psiquiatra francês Dr. M. G. Mouret, diretor clínico do hospital psiquiátrico de Limoux (França) possuidor de grande experiência em tais fenômenos.
Depois do exorcismo de três horas, com muitas revelações saídas da boca da possessa antes e após o exorcismo, o Dr. Mouret deixou por escrito o seu testemunho, afirmando que no caso presente não se tratava nem de esquizofrenia, nem de histeria, mas sim do controle da pessoa por uma força exterior, que a Igreja Católica apelida – possessão.
Esta mulher, possessa e mãe de quatro filhos e é continuamente atormentada até ao limite das suas forças. Apesar disso, procura cumprir o melhor possível os seus deveres familiares. O fardo monstruoso, os tormentos causados pelos demônios que lhe perturbam o sono noturno, as continuas revelações feitas pelos espíritos, significam um martírio permanente. O seu único alívio vem daqueles Sacerdotes que, contrariando as tendências atuais, se compadecem do seu estado, lhe ministram os Sacramentos e recitam o Exorcismo.
* * *
Mas já em 25 de abril de 1977, por disposição da Divina Providencia, tinha visitado a possessa e assistido a um exorcismo, acompanhado pelo prelado Professor Dr. Georg Siegmund, de Fulda. Como docente, formara gerações de Sacerdotes e como também teólogo, filósofo e biólogo, publicara já um grande número de trabalhos científicos, de tal modo que o físico de renome mundial, o cristão evangélico Pascal Jordan, o qualificou como um dos filósofos e teólogos mais importantes da atualidade.
Sem tomar posição relativamente ao conteúdo das revelações demoníacas, o Prof. Siegmund atesta no epílogo: «Relativamente à pessoa, estou convencido de que não se trata, nem de uma histérica, nem de uma psicopata ou de uma doente psíquica, o que aliás já foi também confirmado por médicos especialistas. Os seus fenômenos de possessão, como eu próprio pude observar, dão a impressão de se tratar de possessão autêntica. Ela e também a sua família sofrem, pois que a autoridade competente, impede uma verdadeira assistência espiritual, por receios, aliás, compreensíveis, numa época em que reina a negação do espiritual.»
No seu testemunho, o Prof. Siegmund refere-se ao número sempre crescente de pessoas, mesmo nas escolas superiores de Teologia, que negam a existência de satanás e dos Anjos. Á esta atitude segue-se a destronização do Altíssimo.
Buonaventur Meyer
A VIDA POSSESSA
Embora a senhora em causa, devido ao seu estado de saúde e à grande distância e isolamento da sua aldeia natal só tivesse freqüentado a escola primária, possui inteligência acima da média, compreensão rápida e boa memória. Da sua biografia, que ela própria escreveu à máquina, extraímos as seguintes passagens (por motivos compreensíveis omitimos nomes e lugares e, por questões de espaço, abreviamos as descrições).
« Os meus pais viviam numa pequena quinta. O lugar é muito isolado. Nasci na Suíça alemã, em 1937, no Domingo do Santo Escapulário, dia em que a admissão das crianças na Congregação do Escapulário era solenemente festejada. Fui batizada na terça-feira seguinte. Diz a minha mãe que eu, em bebê, chorava imenso e dormia excepcionalmente pouco. Pensavam, no entanto, que isso era devido a problemas intestinais, mas nunca foi possível fundamentar essas conjecturas dum modo satisfatório.
Na primavera de 1944, comecei a freqüentar a escola. Era uma criança tímida e muito calma. Aprendia com facilidade. A leitura, a escrita e as contas, não apresentavam qualquer dificuldade para mim.
O meu lugar preferido era à beira do ribeiro, na erva e junto das flores. Muitas vezes juntava-me com outras crianças e gostávamos de agitar as pernas dentro da água. As nossas conversas eram iguais às de qualquer criança desta idade. Também falávamos, às vezes, de assuntos de caráter religioso, do Céu, do inferno, do Purgatório.
Fiz a primeira Comunhão em 1946. Levei esse ato muito a sério e preparei-me o melhor que pude. Dum modo geral, posso dizer que o tempo escolar passou sem incidentes dignos de nota. Desde muito nova acompanhava os meus pais ao campo, onde procurava ser útil. Os meus irmãozinhos exigiam muito tempo e trabalho.
Depois da minha primeira Comunhão passei a ir quase diariamente à Missa e à Sagrada Comunhão. Tinha, então, a sensação, quando lia o meu Missal negligentemente ou rezava menos, de que as graças eram menos abundantes. Aos treze anos, tive que agüentar ataques mais ou menos duros de outras crianças. Cochichavam que eu era uma "beata" e que queria ir para freira. Senti-me profundamente envergonhada, mas, referindo-se ao fato, a minha avó disse-me: «Ora, não dês ouvidos às outras crianças. Elas não sabem o que dizem. O que importa, é que Deus esteja contente contigo.
Gostava muito de ir à Igreja e, quando na Missa solene, o coro entoava cânticos, os altares estavam ornados de flores e o cheiro do incenso se espalhava, tinha a impressão de que todos se encontravam muito próximo do Céu.
A NOITE CAI
Algum tempo depois da morte da minha avó, em 1951, tive de enfrentar um período de duras provas. Apoderaram-se, bruscamente, da minha alma, angústias e escrúpulos que jamais experimentara anteriormente.
O sofrimento prolongou-se de modo inquietante. Eu já não era a mesma! É claro que os meus princípios e a minha atitude para com Deus se mantinham na mesma, mas todo o meu universo mental se pôs a vacilar e eu fui tomada de uma confusão profunda. Sentia uma enorme apatia e, interiormente, uma total falta de interesse. A doença e os sofrimentos atingiram uma intensidade tal, que às vezes me sentia despedaçada. Os pensamentos iam e vinham.
Fosse qual fosse o assunto das minhas reflexões, jamais encontrava uma luz. E o pior é que não conseguia libertar-me desses pensamentos. Era como se tudo estivesse gasto e apagado.
Uma ocasião, eu penso que no dia de Todos os Santos, em 1952, (tinha, portanto quinze anos), no meio de grande perturbação, disse à minha mãe: "Mãe, sinto-me num estado de grande atordoamento". Ela disse-me algumas palavras de confiança e acrescentou que tudo havia de voltar ao normal.
Só era preciso que eu o quisesse verdadeiramente e procurasse a alegria perdida. Mas aí é que estava a dificuldade: não consegui encontrá-la, embora a tivesse procurado com todas as minhas forças. E, quanto à vontade, o que não teria feito e dado, para readquirir a minha antiga liberdade! Mas isso não estava nas minhas mãos. As minhas angústias aumentavam e eu já nem sequer conseguia dormir sozinha no meu quarto. O meu pai mudou de quarto e, assim, pude ir para junto da minha mãe. Embora ela estivesse junto de mim, o medo e a angústia estrangulavam-me a garganta.
As pancadas do meu coração ressoavam até o pescoço. Sentia-me assaltada de um terror imenso que me impedia até de falar. A angústia e o terror penetravam-me a tal ponto que uma hora parecia-me quase uma eternidade! Independentemente disto, tinha a consciência de que Deus queria que eu aceitasse estes sofrimentos pela salvação das almas. Esforcei-me por aceitar tudo. Nesta noite, também aconteceu algo de extraordinário, que me impelia a aceitar este sofrimento. (Quando digo aceitar, gostaria quase de acentuar que isto aconteceu na noite em que dei o sim).
ACEITAR A VONTADE DE DEUS
Era o começo da insônia total e, o mais simples era aceitar a vontade de Deus. Mais tarde compreendi que me envolvia e revolvia nesta cruel obscuridade, sem encontrar uma saída. Este tormento era o meu quinhão, dia e noite, e ninguém podia ajudar-me. A minha madrinha acompanhou-me ao médico, que ficava muito distante. Ele disse que eu tinha apanhado uma inflamação nos rins e na bexiga, e que isso atacara o sistema nervoso. Receitou-me medicamentos, mas continuei a piorar e algum tempo depois, o médico mandou-me para o hospital.
Deste modo, esta pobre criança foi submetida, desde os catorze anos, ao mais duro dos martírios. Passou os anos seguintes ajudando nos trabalhos domésticos, sendo essa atividade apenas interrompida pelos tratamentos médicos e por curtas estadias no hospital. Como se esses sofrimentos não bastassem, teve que mandar arrancar os dentes porque um médico pensou que eles eram a causa dos seus sofrimentos. Isto, porém, não levou a nenhuma mudança no seu estado; foi apenas, para a pobre, um sofrimento suplementar.
A Divina Providência deu-lhe então um homem sem fortuna, mas honesto. Casou com ele em 1962, embora a princípio a família a tivesse dissuadido de o fazer. Esta mulher e mãe, na casa dos quarenta anos, deu à luz quatro encantadoras crianças. Durante a gravidez e os partos não experimentou quaisquer melhoras nos seus inexplicáveis sofrimentos. Pelo contrário. Mais enfraquecida que nunca, ela foi levada para clínicas e casas de repouso, mas por fim os especialistas de uma clínica de grande nomeada, mandaram-na para casa, como uma pessoa mentalmente sã, mas considerando-a um caso inexplicável.
Injeções, eletrochoques e outros tratamentos, ocasionaram-lhe maiores e insuportáveis sofrimentos, interrompidos apenas por fugidios raios de luz. Por volta de 1972, (então com 35 anos), registrou ligeiras melhoras. Ela escreveu a este propósito:
« Descobriu-se, por acaso, que sofria duma falta total de fósforo. Tomei umas cápsulas e, de fato registraram-se melhoras, no meu estado geral. Até que ponto era fósforo, até que ponto era a vontade de Deus que me dava finalmente alívio? Não sei! Consegui dormir, se é que se pode chamar dormir a um mero passar pelo sono ou, quando tudo ia pelo melhor, dormitar. Os estados de angústia eram cada vez mais raros, sentia de novo vontade de rir e podia já fazer normalmente os meus trabalhos caseiros. O meu marido andava radiante, mas não havia ninguém que se sentisse mais aliviado do que eu. Podia ter novamente dois filhos comigo, o que me dava uma enorme alegria. Louvei e glorifiquei o Senhor por ter sido finalmente liberta, mas nem por isso deixei de compreender que o sofrimento, por maior e mais esmagador que seja, pode ser sempre uma graça. Por isso, pensava muitas vezes que Ele sabia a razão de me ter conduzido através desta noite.
EXORCISMOS E REVELAÇÕES
Em 1974, sobreveio uma grave recaída. « A minha irmã levou-me à casa de um bom homem que já tinha prestado ajuda à muitas pessoas. Na sua presença, senti bruscamente uma sacudidela no braço, sem que eu o tivesse movimentado. O homem disse de repente: ‘Penso que a senhora está possessa.’ Em seguida, fui ter com um Sacerdote, que se mostrou muito séptico, mas que apesar disso, fez um exorcismo. Então, ele declarou-me que todos os sinais indicavam que se tratava de possessão. »
Finalmente, depois de difíceis exorcismos e de muitas orações, um exorcista experimentado conseguiu romper a barreira. Depois de vários exorcismos, os demônios e as almas condenadas, com certos intervalos, foram-se revelando. Conseguiu-se mesmo uma libertação temporária, mas todos os demônios voltaram. Pediu-se a um Bispo para dar autorização a um exorcismo oficial e para tomar a responsabilidade.
No dia 8 de Dezembro de 1975, cinco exorcistas obtiveram autorização para o Grande Exorcismo. Seguiram-se outros, de caráter mais limitado, em que estiveram presentes no máximo, três Padres. As revelações feitas no decurso destes exorcismos pelos demônios, sob as ordens da Santíssima Virgem, são as que se encontram na presente obra.
SITUAÇÃO PRESENTE
Os pais confirmaram, em algumas frases escassas e sucintas, certas datas da vida da sua filha. Tanto eles como ela ignoram até 1974 a origem dos seus indizíveis sofrimentos. Tudo tentaram, quer através da Medicina, quer da Psiquiatria, para que a filha pudesse ter alívio e curar-se. Tudo em vão. Restou-lhes unicamente o caminho da oração.
O que mais impressiona na casa paterna é a simplicidade e o horror a qualquer idéia de maravilhoso e espetacular. A origem dos sofrimentos da filha é para eles inexplicável e se entregam confiantemente à oração, numa submissão total à vontade de Deus. Os numerosos documentos, como cartas, registros gravados e fotografias tiradas durante os exorcismos, estão à disposição da Igreja, para uma investigação canônica.
A Divina Providência nem sequer permitia que os seus amigos ou vizinhos se interessassem pelo que estava a passar. A sua possessão só se manifesta na sua vida interior e, embora seja cruelmente atormentada durante noites inteiras, pode durante o dia desempenhar as suas tarefas domésticas.
Desde 1975 que não freqüenta a Igreja é horrivelmente assediada pelos demônios, em diversas partes da Santa Missa, à benção ou quando se encontra em contacto com relíquias ou objetos benzidos. Sempre que possível, é semanalmente visitada por um Sacerdote que lhe ministra os Sacramentos.
OS PLANOS DE DEUS
Os sofrimentos expiatórios que esta mulher aceita com tanta generosidade, a miséria interior que suporta e o total abandono em que vive, particularmente nos dias que se seguem aos exorcismos, em união com os sofrimentos de Cristo, com a sua agonia e abandono, decerto muito contribuirão para a salvação das almas. A grande preocupação desta alma reparadora é a de não entravar, por sua culpa, as revelações feitas ao nosso tempo, pelos demônios, sob as ordens da Rainha do Céu e da Terra, e não permitir assim que, por negligência e descuido, muitas almas, que poderiam salvar-se, sejam condenadas para sempre.
Pedimos a todos os leitores destas linhas uma oração muito especial por intenção desta alma tão sacrificada.
TESTEMUNHOS
TESTEMUNHO DO REV.º PADRE RENZ *
Devido ao empenhamento de um irmão espiritual da companhia de Jesus, o Padre Rodewyk SJ, acedi a um convite para me deslocar à Suíça onde, juntamente com outros Padres, fiz cinco exorcismos, seguindo o método de S.S. Leão XIII, de 10 de Junho à 13 de Julho de 1997, à possessa.
De acordo com a minha experiência nestes assuntos estou convencido de que, no presente caso, se trata de possessão e que as revelações feitas pelos demônios resultam do comando e da coação evidente de um poder superior. Isso não impede que os demônios resistam continuamente à essa imposição. O calvário extremamente doloroso da possessa, desde há vinte e quatro anos, a sua aceitação dos sofrimentos enviados por Deus, as muitas orações de um grande número de pessoas e o conteúdo das revelações feitas, são garantias de que elas são queridas por Deus e por Maria, Mãe da Igreja.
Naturalmente que todas as comunicações sobre a verdadeira doutrina da Igreja e a sua situação atual, têm que ser examinadas. A oposição levantada contra as revelações presentes denuncia a vontade destruidora dos demônios. O conteúdo do livro tem como objetivo uma sólida renovação da Igreja. Aliás, não é a primeira vez que Deus e a Santíssima Virgem se manifestam à Igreja através dos demônios, como o prova a conhecida obra Sermões do demônio, de Niklaus Wolf von Rippertschwand (13 de Junho de 1977).
* O Padre Arnold Renz, SDS, nasceu em 1911 e foi ordenado Sacerdote em Passau, em 1938, como membro da Ordem dos Salvatorianos. De 1938 até 1953 trabalhou como missionário em Fuklen (China). De 1954 a 1963 foi pároco e director espiritual de várias paróquias e institutos religiosos. A partir de 1965 a até 1976 foi pároco em Rueck-Schippach St. Pius (em Spessart, Diocese de Wurzburg). O Bispo Stangl, de Wurzburg, encarregou-o do caso de possessão de Anneliese Michel, em Klingenberg. Em seguida, voltou para a paróquia.
TESTEMUNHO DE DENKINGER, JOVEM TEÓLOGO
Testemunho de um jovem teólogo, que analisou directamente o texto do livro, antes da impressão definitiva.
« Depois duma leitura crítica da presente obra, depois de ouvir algumas das gravações, depois de uma visita à mulher em questão, só me resta declarar o seguinte: - Estou absolutamente convencido da autenticidade Divina das revelações aqui publicadas. Eu e a minha teologia moderna temos de nos render perante uma humildade tão grande, como a que se ressalta dos textos. »
Johannes Denknger (Teólogo diplomado, Olten)
ALGUMAS OBSERVAÇÕES E ESCLARECIMENTOS
Os demônios são forçados pelo Céu a falar, contra vontade, sobre a Igreja e a sua situação actual, de tal modo que as suas declarações contrariam o seu reino e favorecem o Reino de Cristo. No seu ódio, os espíritos infernais evitam, na maior parte das vezes, pronunciar o nome de Maria, da Bem-Aventurada, da Virgem ou de Mãe de Deus. Referem-se à Virgem Santíssima como : «Ela lá em cima.» Também não dizem: «Maria assim o quer», mas, «Ela quere-o», «Ela força-nos», «Ela manda dizer.» Do mesmo modo rodeiam, de diversas maneiras, o nome de Jesus e da Santíssima Trindade. Muitas vezes sublinham as suas palavras com um gesto do dedo da possessa, apontando para cima ou para baixo.
Quando os demônios exigem orações, por exemplo, quando dizem que é necessário recitar uma oração, ou orações, antes de falarem, é claro que este pedido não resulta de um desejo do inferno, mas do Céu, que o exprime por intermédio dos demônios. Durante as revelações feitas por sua boca, a possessa foi violentamente atormentada por dificuldade em respirar, convulsões, perturbações cardíacas e crises de sufocação. Daí o carácter muitas vezes irregular das frases. Como estes exorcismos contrariavam o inferno, os demônios recusaram-se muitas vezes em continuar a falar. Além disso, punham objeções diversas, rosnavam, gritavam, troçavam e cinqüenta por cento destes apartes foram omitido por questões de brevidade e simplificação, mas, no conjunto, a luta foi muito mais dura e prolongada do que o leitor poderá imaginar. É preciso ter isto bem presente para não cometer o erro de pensar que estas graves revelações foram obtidas facilmente.
ÁTRIO
OS EXORCISTAS
Os Sacerdotes, cujos nomes se seguem, declaram que, baseando-se no seu conhecimento pessoal do caso de possessão, estão absolutamente convencidos da autenticidade das revelações feitas pelos demônios, sob a ordem da Santíssima Virgem.
Padre Albert d’Arx, Niederbuchsiten
Padre Arnold Egli, Ramiswil
Padre Ernest Fischer, Missionário, Gossau
Padre Pius Gervasi, OSB, Disentis
Padre Karl Holdener, retirado, Ried
Padre Gregor Meyer, Trimbach
Padre Robert Rindere CPPS, Aww
Padre Louis Veillard, retirado, Cesneux-Péquignot
Os Sacerdotes são todos de nacionalidade Suíça, exceto o Padre Fischer, que é alemão. Todos participaram nos exorcismos, salvo o Padre Gregor Meyer, que durante algum tempo foi o diretor espiritual da senhora atacada e que a conhece, muito bem. Dois outros Padres, de nacionalidade francesa, participaram também nos exorcismos.
NOTE BEM: Apesar do testemunho dos Sacerdotes envolvidos e de outros peritos, desejamos declarar, de acordo com o decreto do Papa Urbano VIII, que a este documento só se pode dar uma fé humana. Submetemos a totalidade do texto ao juízo supremo da Santa Igreja.
Mas nós acrescentamos: Eles deveriam ser muito idiotas ou masoquistas a ponto de envolverem seus nomes em uma revelação tão terrível, mal sabendo que seriam tão perseguidos como de fato o foram e continuam sendo ainda hoje. Nos dois artigos finais desta série, passaremos alguns comentários e uma entrevista na íntegra com o Padre Amorth, talvez o mais célebre exorcista em atividade. Esta entrevista não consta do livro, mas tem relação íntima com ele.
Assim, temos a base das revelações que virão a seguir. Estas coisas são importantes, para que o leitor se familiarize com o tema, e não tenha medo de seguir adiante. Tudo foi feito pela nossa Igreja Católica, dentro das regras da Igreja Católica, de modos que não há o que temer. Sempre digo a mesma coisa para a questão do medo: Quem tem a alma limpa, quem tem a consciência absolutamente tranqüila, não teme, pois Deus está com Ele.
Esperamos que todos possam aprender, nos detalhes das revelações, tanto quanto eu. Para mim, foi uma verdadeira escola de vida. Sobre este livro eu chorei, e destas revelações do além, adquiri ainda uma força maior para seguir avante na minha missão. Até o último trabalho desta série, o leitor terá lido 95 páginas de muitas revelações.
Que a Santíssima Trindade nos ajude neste trabalho.
Nas mãos de Jesus e Maria
Arnaldo
GRITOS DAS TREVAS - Parte 2
Em toda a minha vida, sempre tive muito pavor do inferno. Já desde pequenino, de um modo especial da parte de minha querida vovó materna, Gertrudes, ouvi muitos alertas contra as trevas, e disso eu guardei um enorme receio. Depois, como já falei em outro artigo, a cada meio ano, mais ou menos, eu tinha um pavoroso pesadelo com os demônios, que me fazia tremer por horas seguidas. Disso resultou hoje, não um medo – porque estou nas mãos da divina Providência e isto me basta – mas um respeito e um conhecimento de causa, que me fez tornar em adversário encarniçado das trevas. Porque, estando nas mãos deste nosso Deus, tão poderoso e bom, nada temo, e por isso vou continuar alertando, contra o inferno e contra os demônios, a todos aqueles que assim o desejarem. Afinal ele é nosso único grande inimigo, ao qual devemos temer, pois é justo aquele que, além de nos matar no corpo, pode também nos roubar a alma, conforme disse Jesus.
O trabalho a que agora sigo, exige que o leitor tenha paciência de me acompanhar por mais dez textos além deste, com o mesmo título, porque não posso colocar tudo em um trabalho só. Ontem à noite, quando eu procurava um texto específico, entre as centenas de arquivos que já tenho, topei com o livro dos Sete Exorcismos, denominado Avisos do Além, e bruscamente entrei nele. Não consigo me lembrar que alguma vez tivesse recebido isso via internet, somente em xerox, que já consultei. E à medida que mergulhava naquela leitura, percebi o quão rica fonte de alerta ela ainda continua sendo, para que se possa mostrar ao leitor o estado interno da Igreja – em especial – e também da humanidade, que hoje mergulha à alta velocidade rumo aos braços do maligno. E daí me surgiu a idéia de preparar a matéria em textos mais curtos, facilitando a leitura e dando dinâmica ao texto. Como vou fazer cortes e colagens, vou me ater o quanto possível apenas ao original.Digo antes, que o livro destas revelações, já teve em si muitos cortes para facilitar a leitura, por causa dos uivos, berros, gemidos, imprecações e maldições que os espíritos infernais emitiam, ao serem exorcizados. Mas nós vamos retirar ainda mais coisas, para que permaneça apenas o cerne das revelações. É que, pela força da Santíssima Trindade, pela força do Império de Rainha, de Nossa Senhora, esta Mãe carinhosa, sempre tão preocupada com nossa salvação, obrigou os demônios, contra a sua vontade, mesmo em grande desespero de ódio, a terem que falar a verdade, sobre suas ações, sobre os seus projetos, sobre suas conquistas, exatamente para alertar os homens sobre seu poder.
E assim, usando as mais diferentes potestades do céu, por ordem da Virgem Maria, o padre ia conjurando os maus espíritos a falarem a verdade, sempre e somente a verdade, para desespero do inferno, que não quer ver estas coisas reveladas. Até mesmo este livro, para chegar ao prelo, levou mais de 15 anos, tamanha a luta do maldito para que tais coisas não viessem a público. E hoje, ainda, é enorme a pressão que o inferno exerce, especialmente sobre os sacerdotes, para que eles não coloquem os olhos nestes escritos. Pessoalmente, por uma certeza íntima e forte de meu coração, considero-os da mais alta confiabilidade, tanto que me exponho a fazer esta divulgação sem medo. Com certeza servirá para que mais gente se ponha a rezar, porque o estado interior da Igreja, é de verdadeira podridão, pelo que se verá.
Mais algumas considerações, antes de entrar no tema: Sempre os demônios evitam o nome de Maria e por isso, usando o dedo da possessa, apontam para cima e dizem (Aquela lá de cima), ou a chamam de A Grande Senhora. Quando se referem ao Céu, apontam para cima. Quando se referem ao inferno, apontam para baixo. Tudo isso permanecerá no texto, saindo fora apenas as incitações e as invocações do exorcista. Também cortarei alguns pequenos textos que são menos esclarecedores ou que causarão dúvida. Enfim, eu poderia até tentar resumir cada tópico, com a minha linguagem, mas creio que assim ficará melhor, porque se eu explicasse, seria a palavra apenas de quem imagina, mas a dos demônios, é a palavra de quem sabe, que, além disso, é bem mais inteligente. Vamos a eles:
1º EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975
Contra: Akabor, demônio do Coro dos Tronos (Identificado pela letra - A)
Allida, demônio do Coro dos Arcanjos (Identificado pelas letras - AL)
Nota: Em todos os exorcismos, os preparativos eram intensos e compreendiam orações especiais do ritual Romano, consagrações, Salmos prescritos, o Rosário, Ladainhas, Exorcismos, etc... Os Sacerdotes exorcizam demônios previamente identificados.
Exorcista (E) – Demônio Akabor, nós, Sacerdotes, representantes de Cristo, ordenamos-te, em nome da Santa Cruz, do Preciosíssimo Sangue, das Cincos Chagas, das catorze estações da Via Sacra, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição, de Lurdes, de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Nossa Senhora do Monte Carmelo, de Nossa Senhora da Grande Vitória de Wigratzbal, das Sete Dores de Maria, de São Miguel Arcanjo, dos nove Coros Angélicos, do Anjo da Guarda desta mulher, de São José terror dos espíritos malignos; dos Santos Padroeiros desta mulher, de todos os Santos Anjos de Guarda e Anjos dos Sacerdotes, de todos os Santos do Céu, especialmente de todos os Santos Exorcistas, do Santo Cura d’Ars, de São Bento, dos servos e servas de Deus, Padre Pio, Teresa de Konnersreuth, Catarina Emmerich, de todas as Almas do Purgatório, e em nome do Papa Paulo VI, – ordenamos-te, então, Akabor, como Sacerdotes de Deus, em nome de todos os Santos que acabamos de invocar, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, volta para o inferno.
O INFERNO É HORRÍVEL
A – Tenho ainda que falar...
E – Diz a verdade e só a verdade, em nome da Santíssima Trindade, da Santíssima Virgem Maria da Imaculada Conceição(...).
A – Sim, em seu nome, e em nome dos Tronos de onde venho, tenho ainda que falar. Eu estava nos Tronos. Eu, Akabor, tenho que dizer (respira ofegantemente e grita com uma voz horrível) como o inferno é horrível. É muito mais horrível do que se pensa. A Justiça de Deus é terrível; terrível é a Justiça de Deus! (grita e geme).
(...) O inferno é bem pior do que à primeira vista e superficialmente poderíeis pensar; a justiça... mas é preciso muita confiança, é preciso rezar muito, é necessária a confissão, tudo é necessário. Não se deve condescender facilmente com os modernismos. O Papa é que diz a verdade.
A JUVENTUDE É ENGANADA
A – Os lobos estão agora... (...). Os lobos estão agora no meio de vós, mesmo no meio dos bons. (...). Como já disse, tomam a forma de Bispos e Cardeais. (...). Digo isto bem contra a minha vontade. Tudo o que digo é contra a minha vontade. Mesmo a juventude... a juventude é enganada. Pensa que poderá com algumas... Com algumas obras caritativas alcançar o Céu (1), mas não pode, não! Nunca! Os jovens devem, – embora me custe muito tenho que dizer...
(1) Infelizmente, em especial no Brasil e na América Latina, não são só os jovens pensam que com algumas caridades apenas, ganham o céu. Também bispos e cardeais pensam a mesma coisa. Enquanto as almas morrem por falta do conhecimento e da instrução, sobre as coisas mais elementares da sua fé, eles organizam filas de cestas básicas, quando não, mandam pegar em foices e facões para os exigir a força. Que esperem então a hora da retribuição e da cobrança. Se não se converterem, podem desde já aprender a gritar.
COMUNHÃO NA BOCA*
A – Devem receber convenientemente os sacramentos... fazer uma confissão verdadeira e não apenas participar nas cerimônias penitenciais e na Comunhão. A Comunhão, o celebrante deve dizer três vezes "Senhor eu não sou digno", e não uma vez só. Devem receber a Comunhão na boca, e não na mão.
Nós trabalhamos durante muito tempo, lá em baixo (aponta para baixo) até conseguirmos que a Comunhão na mão fosse posta em prática. A comunhão na mão é muito boa para nós, no inferno; acreditai! Ela (aponta para cima) quer que eu diga...(...)
Ela quer que eu diga... que se Ela, a grande Senhora, ainda tivesse, recebida a Comunhão na boca, mas de joelhos, e haveria de se inclinar profundamente assim (mostra como procederia a Santíssima Virgem).
Tenho que dizer que não se deve receber a Comunhão na mão. O próprio Papa, dá a Comunhão na boca. Não é da sua vontade que se dê a Comunhão na mão. Isso vem dos seus Cardeais.
Deles passou aos Bispos, e depois os Bispos pensaram que era matéria de obediência, que deviam obedecer aos Cardeais. Daí, a idéia passou aos Sacerdotes e também eles pensaram que tinham de se submeter, porque a obediência se escreve com maiúsculas.
Não se é obrigado a obedecer nos maus. É ao Papa, a Jesus Cristo e à Santíssima Virgem, que é preciso obedecer. A Comunhão na mão não é de modo algum querida por Deus.
* Sobre a comunhão na boca, exatamente por causa destas revelações, perguntamos à Nossa Senhora, através do Cláudio e ela disse: Esta é apenas uma opinião dele, Akabor, mas não é a opinião de Jesus, nem a minha. Ela explicou, porém, que Akabor não mentia, porque ele, de fato, achava que fosse assim. Entretanto, se a norma canônica assim o permite, certamente que nem Akabor tem algo a dizer, quanto nem o Céu irá pregar contra uma norma válida. Na verdade, a Eucaristia é mais forte que uma simples norma, ou fórmula, que pertence a Igreja e a mais ninguém. O que importa é apenas o coração, para o qual ela é administrada. Quem não está em estado de graça para receber Jesus, mesmo que o receba de joelhos sangrando estará a cometer um sacrilégio. E para estes, lembro que escolher filas, evitar ministras, tudo isso é falta grave. É julgamento! (Aarão)
O CULTO À SANTÍSSIMA VIRGEM.
A – Os jovens devem habituar-se a fazer peregrinações. Devem voltar-se, cada vez mais, para a Santíssima Virgem; não devem bani-La. Devem... devem reconhecer a Santíssima Virgem e não viver segundo o espírito dos inovadores. Não devem aceitar absolutamente nada deles (grita cheio de fúria). Eles é que são lobos. A esses, já os temos, já os temos bem seguros.
Os jovens, atualmente, crêem que realizam coisas maravilhosas quando fazem algumas obras caritativas e se reúnem uns com os outros. Mas isso não é muito. É até fácil, quando simpatizam uns com os outros, mas só isso não é nada. É preciso que os jovens façam sacrifícios, que adquiram espírito de renúncia, é preciso que rezem. Devem freqüentar os Sacramentos, devem freqüentá-los ao menos uma vez por mês*. Mas a oração e o sofrimento são também importantes. Antes de tudo isto eu tenho ainda que dizer...
* Lembramos que a participação na Santa Missa é semanal, e não mensal. O que aqui ele quis dizer, é que a maioria dos jovens, nem mais uma vez por mais vai à Missa. Ou seja, já seria um pouco bom, se fossem pelo menos esta uma vez por mês.
IMITAÇÃO DE CRISTO
A – ...antes disto tenho que dizer que o mundo de hoje, mesmo o mundo católico, esqueceu por completo esta verdade: é preciso sofrer pelos outros. Caiu no esquecimento que todos vós formais o Corpo Místico de Cristo e que deveis, todos, sofrer uns pelos outros (chora como um miserável e geme como um cão). Cristo não realizou tudo na Cruz. Abriu-vos a porta do Céu, mas os homens devem reparar uns pelos outros. As seitas bem dizem que Cristo fez tudo, mas isso não corresponde à verdade. A Paixão de Cristo continua; em Seu Nome, ela continuará até ao fim do mundo (resmunga).
SENTIDO DO SOFRIMENTO
A – É preciso que ela (a Paixão de Cristo) continue. Tem que sofrer uns pelos outros e oferecer os sofrimentos em união com a Cruz e os sofrimentos de Cristo. Deve-se sofrer em união com a Santíssima Virgem e com todas as renúncias que Ela suportou durante a Sua vida, unir os próprios sofrimentos, nos horríveis sofrimentos de Cristo na Cruz e na Sua Agonia, no Jardim das Oliveiras.
Esses sofrimentos foram mais terríveis do que aquilo que os homens poderão pensar. Cristo, no Jardim das Oliveiras, não sofreu apenas como podereis talvez pensar. Ele foi esmagado pela Justiça de Deus, como se Ele próprio tivesse sido o maior dos pecadores, como se estivesse condenado ao inferno. Teve que sofrer por vós, homens; do contrário, não teríeis sido salvos. Teve de suportar os mais terríveis sofrimentos a ponto de pensar que iria para o inferno.
Os sofrimentos foram então tão fortes que Ele se sentiu completamente abandonado pelo Pai Celeste, Suou Sangue, porque se sentiu totalmente perdido para o Pai e abandonado por Ele. Sentiu-se esmagado como se fosse um dos maiores pecadores. Eis o que Ele fez por vós, e vós deveis imitá-Lo.
Estes sofrimentos têm um valor imenso. Esses sofrimentos, esses momentos obscuros, esses terríveis abandonos, quando se está convencido de que tudo está perdido, e que o melhor é pôr termo à vida.... Eu não quero dizer mais, não...(respira com grande dificuldade).
E precisamente quando se sofre assim, quando tudo parece estar perdido, quando a pessoa se julga totalmente abandonada por Deus, quando crê ser a mais miserável das criaturas, é então que Deus pode meter a Sua Mão no jogo. Estes sofrimentos, estes horríveis e tenebrosos sofrimentos, são os mais valiosos (lança gritos e uivos terríveis) que existem. Mas é precisamente que a juventude desconhece a isso. A maioria dos jovens ignoram-no e é aí que reside o nosso triunfo.
ACEITAÇÃO DO SOFRIMENTO
A – Muitos, a maioria, suicidam-se quando se crêem abandonados por Deus e pensam ser as criaturas mais miseráveis. Por mais escura que seja a noite, Deus está próximo deles, embora eles já não O sintam! Deus está então como se já não estivesse. De fato, momentaneamente, a sua presença deixa de lhes ser perceptível, mas apesar disso devem imitar os sofrimentos de Cristo, sobretudo os que Ele chamou a sofrer muito.
Há muitos que, então, pensam que já não são normais – a maior parte o é – e então capitulam, capitulam muito mais facilmente. Pensam então que têm que se suicidar, porque já ninguém os compreende. É o nosso triunfo. A maioria vai para o Céu, mas apesar disso, é o nosso triunfo, porque... Não cumpriram a sua missão, deveriam ter continuado a viver.
No mundo de hoje há cruzes extremamente pesadas. É Ela que o manda dizer (aponta para cima). Essas cruzes são muitas vezes mal suportadas. Cruzes visíveis, como o cancro, defeitos físicos ou outras enfermidades, são muitas vezes mais fáceis de suportar que as angústias ou noites do espírito, que muitas pessoas têm de agüentar atualmente.
Ela, lá em cima (aponta para cima), manda dizer o que já uma vez transmitiu através duma alma privilegiada: «Eu enviarei aos meus filhos sofrimentos tão grandes e profundos como o mar.»*. Esses (as pessoas), a quem foram destinadas cruzes tão pesadas – alguns são escolhidos de há muito – não devem desesperar.
Estas cruzes que acabo de referir, são cruzes que parecem inúteis e absurdas. Podem levar ao desespero. Muitas vezes, parecem impossíveis de suportar, mas são essas as mais preciosas.
Eu, Akabor, quero ainda acrescentar: Ela (aponta para o alto) quer gritar a todos esses que carregam uma Cruz: «Coragem! Não desanimeis!» Na Cruz está a salvação, na Cruz está a vitória. A Cruz é mais forte que a guerra.
* Trata-se aqui da mensagem de Marienfried, dada na Alemanha em 1945. Cfr. o livro «A Paz de Maria» das edições ACTIC, que apresenta essas Mensagens.
O MODERNISMO
A – O modernismo é falso. É preciso virar as costas ao modernismo. É obra nossa, vem do inferno. Mesmo os Sacerdotes que difundem o modernismo nem sequer estão de acordo entre si. Ninguém está de acordo (1). Só este sinal vos deveria bastar.
O Papa é atormentado pelos seus Cardeais, pelos seus próprios Cardeais... está rodeado de lobos.
Se não fosse assim, poderia dizer mais, mas ele está como que paralisado. Já não pode fazer muito; agora, já não pode fazer muito. Deveis rezar muito ao Espírito Santo, rezar agora e sempre ao Espírito Santo. Então, compreendereis no mais profundo de vós mesmos o que é preciso fazer. Aconteça o que acontecer, não vacileis na vossa antiga fé. Devo dizer que este Segundo Concílio do Vaticano não foi tão bom como se pensa. Em parte, foi obra do inferno.
(1) Deus criou uma Igreja única. Ele dever antão, também, andar na unidade. Ora quando não há unidade de sentimentos, porque não na unidade de Doutrina, certo é que o Espírito Santo também não está ali, porque Ele não é Espírito de confusão. O que você dirá então da ala direita e a da ala esquerda da Igreja no Brasil? Desde há quanto tempo você imagina que o Espírito Santo não assiste mais a uma reunião de nossos Bispos, que se dirigem apenas por sentimentos e idéias racionais, e humanas? Quantos deles ainda buscam com exclusividade as questões da alma, da vida eterna e da salvação? Talvez nenhum!
A SANTA MISSA: POR MUITOS
A – Sem dúvida, que havia certas coisas que precisavam ser mudadas, mas a maior parte, não. Acreditai-me! Na Liturgia não havia praticamente nada que necessitasse de ser mudado. Mesmo as leituras e o próprio Evangelho não deviam ser lidos em línguas nacionais. Era bem melhor que a Santa Missa fosse celebrada em latim.
Considerai por exemplo, a Consagração; basta a Consagração, é típico. Na Consagração empregam-se as palavras: «Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós.» e, em seguida, diz-se «Este é o Meu Sangue que será derramado por vós e por muitos.» Foram estas as palavras de Cristo.
E – Não é correto dizer «por todos?» Diz a verdade, em nome (...)
Claro que não! As traduções nem sempre são exatas e esse é, sobretudo o caso de «por todos.» Não se deve e não se pode dizer «por todos»; deve dizer-se «por muitos.» Se o texto não está correto, já não encerra a plenitude de graças. Claro que a Santa Missa continua a ser válida, mas o canal de graças corre agora parcimoniosamente. E a Consagração já não acarreta tantas graças como quando o Sacerdote a pronunciava convenientemente, de acordo com a Tradição Antiga e com a vontade de Deus. É preciso dizer-se «por vós e por muitos»,* tal como Cristo disse. Não! Ele bem desejou derramá-lO por todos, mas de fato ele não foi derramado por todos.
E – Por que muitos O recusaram? Diz a verdade, em nome (...)
A – Exatamente. Assim, Ele não derramou o Seu Sangue por todos, pois não O derramou por nós, os do inferno.** O novo ordinário da Missa – os Bispos mudaram a Missa Tridentina – a nova Missa, não corresponde exatamente à vontade d’Eles, lá em cima (aponta para cima). É a melhor que existe, é a Missa-tipo, a verdadeira e a boa Missa (geme).***
Tudo o que disse foi contra a minha vontade, mas a isso fui obrigado. Foi Ela, lá em cima (aponta para cima) que me forçou (rosna).
* Na Missa de Paulo VI, em Latim conservou-se a fórmula correta. De fato, aí se diz: « Pro multi », ou seja por muitos. As traduções, inclusivamente a portuguesa, atraiçoaram o texto e puseram uma palavra inexistente: « por todos.»
** De certo Cristo teria resgatado os demônios, se isso tivesse sido possível. Não sendo esse o caso, é evidente que o Seu Sangue não foi derramado pelos demônios. Em principio, a Redenção de Cristo destinava-se a todos os homens, mas na prática estava limitada pela sua liberdade de recusa. Assim o Sangue de Cristo não aproveitou àqueles que O recusaram, deste modo e por sua culpa, foram condenados no inferno, onde partilham do destino irrevogável dos demônios.
*** A celebração desta Missa de São Pio V foi autorizada pela Santa Sé num documento assinado por João Paulo II.
OBS: No Evangelho de Mateus, em 26,28 está: Por muitos homens... Eis o ardil do demônio: Se dissermos que Jesus NÃO MORREU por TODOS, então eles dirão que Ele faliu em sua missão. Se dissermos que morreu por todos, então podem dizer que TODOS se salvarão, embora em vida sejam verdadeiros demônios, e até os próprios se poderiam salvar, o que seria um absurdo. Ou seja, querem apenas justificar a própria malícia. Na verdade, Jesus morreu apenas por aqueles que livremente quiserem se aproveitar dos Méritos infinitos de Sua Paixão Redentora. E estes são, sim, MUITOS, mas não todos. Judas, por exemplo, não quis se salvar, por isso está onde está! Ora, uma simples gota do Sangue de Jesus – tão precioso é – seria suficiente para salvar a todos. Mas que diriam os adversários de Deus, se nem com TODO o sangue derramado ainda não aceitam? Até quando o homem fará pouco caso de Deus?
O ECUMENISMO
A – Na época que atravessamos não se deve obedecer a Bispos modernistas. Vivemos na época a que Cristo se referiu, dizendo: « Surgirão muitos falsos cristos e falsos profetas » (Mc 13-22). São eles os falsos profetas! Já não se pode acreditar neles; em breve, já ninguém os poderá acreditar, porque ele... porque eles... aceitaram excessivas novidades. Nós estamos neles, nós, os lá de baixo (aponta para baixo), é que os incitamos. Muito tempo nós passamos em deliberações, para ver como destruir a Missa Católica.
Já Catarina Emmerich (1), há mais de cem anos, dizia: « Foi em Roma...» Numa visão, ela viu Roma, o Vaticano. Viu o Vaticano rodeado por um fosso profundíssimo, e do outro lado do fosso estavam os descrentes. No centro de Roma, no Vaticano, encontravam-se os Católicos. Estes atiravam para esse fosso profundo os seus altares, as suas imagens, as suas relíquias, quase tudo, até o fosso ficar quase cheio. Essa situação... esses tempos, vivemo-los agora (grita com uma voz medonha).
Então, quando o fosso ficou cheio, os membros das outras religiões puderam realmente atravessá-lo. Atravessaram-no, olharam para dentro do Vaticano, e viram como os católicos, os católicos de hoje, a Missa moderna, pouco tinha para lhes oferecer. Abanaram a cabeça, voltaram as costas e foram-se. E muitos de entre vós, católicos, são suficientemente estúpidos para ir ao encontro deles. Mas eles não dão um passo na vossa direção.
Quero ainda acrescentar mais qualquer coisa.
(1) Sobre este livro, falaremos nos capítulos seguintes.
A LITURGIA
A – Na Missa Tridentina fazia-se o Sinal da Cruz trinta e três vezes, mas agora faz-se muito menos vezes: duas, três, quando tudo vai pelo melhor. E na última, na benção final, já não é necessário ajoelhar (grita e chora desespero). Podereis imaginar como nós ajoelharíamos, como nós cairíamos de joelhos se porventura pudéssemos? (geme e chora).
E – É correto fazer o Sinal da Cruz, trinta e três vezes, durante a Santa Missa? Diz a verdade, em nome (...).
A – Não é só correto, como também obrigatório. É que assim nós não conseguiríamos ficar, pois seríamos obrigados a fugir da Igreja. Mas, assim, ficamos. Devia também se restabelecer a cerimônia da aspersão. A aspersão com água benta obriga-nos a fugir e o mesmo se passa com o incenso. Era também preciso voltar a queimar-se incenso. Era bom que depois da Santa Missa se recitasse a Oração a S. Miguel Arcanjo, três Ave-Marias e a Salve Rainha.
Os leigos não devem dar a Sagrada Comunhão (1) (dá gritos horríveis), de modo nenhum!! Nem sequer as religiosas. Nunca! Pensais que Cristo teria confiado essa missão aos Apóstolos, se as mulheres e os leigos também o pudessem fazer (geme)? Sou obrigado a dizer isto! Allida, ouviste Allida, ouviste o que me obrigaram a dizer? Allida, tu também podes falar! (O outro responde encolerizado: Fala tu!)
E – Já acabaste Akabor, em nome (...) disseste tudo, disseste toda verdade?
A – Ela, lá em cima (aponta para o alto), não permite que eu seja atormentado pelo velho (lúcifer), porque eu sou obrigado à estas coisas por vós e pela Igreja. Ela não o permite... e ainda bem! Mas isto não é bom para os lá debaixo (aponta para baixo), não é bom para nós (grita e geme).
E – Em nome da Santíssima Virgem, continua. Tens ainda alguma coisa a dizer? Pelo poder dos Santos Tronos, teus antigos companheiros, tens alguma coisa a acrescentar?
(Após sete horas de oração e seis horas de exorcismo, sem beber nem comer, algumas das pessoas presentes sentem-se fatigadas).
A – Podeis ir-vos embora. Ficaremos contentes, se vos fordes. Ficaremos contentes. Ide-vos! Porque disse tudo isso, porque fui obrigado a dizê-lo. Ela concede-me ainda uns momentos. Tens que recitar três vezes: « Santo, Santo, Santo...». (As pessoas presentes recitam a oração).
E – Em nome da Rosa Mística..., Akabor, diz o que a Santíssima Virgem te encarregou de dizer!
A – Ela encarregou-me de dizer o que eu fui obrigado a dizer e o que disse. Tudo o que revelei, foi contra a minha vontade (chora despeitado).
E – Em nome..., disseste tudo?
A – Sim!
(1) Novamente aqui, se trata apenas de opinião dele, embora não minta se assim disser. Primeiro, os leigos podem sim, distribuir a Eucaristia, quando não há padres em número suficiente, para distribuir a comunhão para todos, num tempo sensato. A Igreja tem sim o poder de instituir ministros e ministras da Eucaristia. Enquanto existir Igreja na terra, ela terá este poder, de ligar e desligar. Pode ser até que o Céu não goste destas coisas, mas jamais pregaria contra elas abertamente, porque seria um Reino dividido contra si mesmo conforme disse Jesus. Uma coisa é alertar contra uma situação grave de desmando na Igreja, outra muito diferente é pregar contra a autoridade constituída. A primeira é obrigação de todos nós, a segunda é pecado grave. O desmando e o erro, só se corrigem através de um Concílio, a rebeldia, somente é sanada no confessionário.
EXPULSÃO DE AKABOR
E – Nós te ordenamos agora, Akabor, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, da Santíssima Virgem Maria, do Coração Imaculado de Maria, dos Santos Arcanjos, dos Coros Angélicos, que digas se nos revelastes tudo o que o Céu te tinha mandado dizer! Diz a verdade em nome do Preciosíssimo Sangue!
A – Se ele tivesse sido também derramado por nós, teríamos sido homens. Mas nós não éramos homens. Se fossemos homens, não teríamos sido tão estúpidos. No fundo, ainda tendes mais sorte que nós... Isso não é possível...!
E – Akabor, vai-te em nome (...)! O teu discurso acabou, a tua missão está cumprida. Grita o teu nome e volta para o inferno!
A – Não sou obrigado a ir já. Ela ainda me permite um certo tempo.
E – Tem que sair outro demônio contigo?
A – Não! Eu, Akabor, tenho de ir primeiro, mas tendes que rezar ainda sete Ave-Marias em honra das 7 Dores de Maria. É sob as suas ordens (aponta para o alto) que eu as vou dizer:
– A primeira, pela sua dor na profecia de Simeão: «Uma espada de dor te trespassará o coração.»
– Depois, a fuga para o Egito, considerando as lágrimas e os tormentos que Ela então sofreu.
– Perda do Menino Jesus no Templo: imaginemos a angústia que Ela padeceu, pois que Ele era o Filho de Deus.
- Ela encontra Jesus no caminho do Calvário: a humilhação em que Ela viu o Seu Filho.
– A horrível, a mais horrível dor: na Crucificação e morte na Cruz. Quanto Ela não padeceu: lágrimas, angústias, desânimo.
– A descida da Cruz: Aquele Corpo horrivelmente desfigurado, que em conjunto levaram para o túmulo. Em que estado de espírito não terá Ela assistido a tudo isto.
– Finalmente, a deposição no túmulo: A Sua Dor imensa, a sua tristeza. Ela sofreu horrivelmente. (Terminadas as orações, grita com uma voz cheia de ódio):
A – Agora, três vezes: « Santo, Santo, Santo,...». (as pessoas presentes recitam-no).
E – Em nome da Santíssima Trindade (...), em seu nome, deves agora voltar para sempre para o inferno, Akabor!
A – (geme e grita com uma voz terrível): Sim...!
E – Em nome (...) grita o teu nome e vai-te para o inferno! Vai-te em nome dos teus antigos companheiros, os Santos Tronos que servem a Deus. Tu nunca serviste a Deus!
A – (gemendo): Eu bem queria servir a Deus, mas Lúcifer não o quis.
E – Tens que te ir agora. Nós, Sacerdotes, te ordenamos em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Tens de te ir embora, em nome do Coração de Maria e em nome das Sete Dores de Maria.
A – (grita como louco, cheio de desespero).
E – Em nome (...) vai para o inferno! Grita o teu nome!
A – A-KA-BOR (grita o nome chorando). A-KA.BOR!!E – Vai para o inferno e não voltes mais, nunca mais, em nome (...).
AL – Agora, é Allida quem fala.
E – Em nome da Santíssima Trindade, nós te ordenamos, que nos diga Allida, se Akabor partiu.
AL – Ele cá já não está. Partiu. Lúcifer e a sua pandilha vieram buscá-lo
Vejam, que impressionantes e terríveis revelações. Nenhum coração humano ficará de todo insensível diante de um terror destes. Também não poderá ficar desligado, depois de tantos erros que se cometem, de tantas vitórias do inferno, e de tanta insensatez do homem. É preciso, agora, mais do que nunca, centrar nosso esforço na oração. A oração pode muito! A oração move o coração de Deus. A oração pode tudo, se for rezada por todos!
Mas, é certo, infelizmente são poucos os que rezam, e parecem ser a cada dia menos. E justo por isso teremos logo a explosão final desta batalha com as trevas. Eles estão sedentos de sangue e armados até os dentes. Eles ocupam a maioria dos pontos chave do mundo, e até da Igreja. Falta-lhes apenas expulsar João Paulo II. E o caos reinará no mundo.
Rezemos o Rosário de Maria, verdadeiro terror dos demônios
GRITOS DAS TREVAS - Parte 3
Continuamos então nosso roteiro de esclarecimento contra o poder das trevas. O segundo exorcismo, que apresentamos aqui, é certamente para mim um dos mais terríveis e pavorosos. Não só pelo teor das revelações, mas também por se tratar de uma alma que foi condenada, ou seja, alguém que viveu na terra, mais especificamente Judas Iscariotes, o traidor de Jesus. Antes, eu sequer imaginava que também as almas caídas assumissem tal condição, mas vejo agora o quanto isso é importante, porque se trata de alguém que viveu na carne as nossas realidades. Pior, alguém que conviveu com o próprio Jesus, que não era apenas sacerdote, mas sim bispo.
Realmente, é preciso ter uma certa fortaleza interior para conseguir ler estes textos, sem emocionar-se profundamente e sem chorar. Também sem sentir medo, pavor! Mas é preciso que se tenha forças, para isso, para rezarmos mais, e lutarmos, com todas as nossas forças pela nossa Igreja, e para que nenhuma alma caia nos abismos infernais. Sei que salvar a todos é impossível, mas bastaria uma só, que já valeria a pena. Bastaria que apenas um só padre ou bispo, lesse estes textos, que se desse conta do quanto o demônio é mau. Ai a gente teria mais um a alertar contra o poder das trevas.
Antes de começar, seria até bom o leitor fazer uma oração ao Espírito Santo, e rezar o pequeno Exorcismo de São Miguel. Isso será de muita valia!
EXORCISMO DE 14 DE AGOSTO DE 1975
Contra: Judas Iscariotes (O Traidor: alma condenada)
J – Se eu a tivesse então escutado!(1) (aponta para cima). Ela estava perto de mim (geme com uma voz horrível). Ela, lá de cima (aponta para cima), mas eu repeli-A.
E – Continua, Judas, diz o que tens a dizer em nome da Santíssima Virgem! Diz a verdade e só a verdade!
J – Eu sou o mais desesperado de todos (geme).
(1) Judas inicia com um triste e pavoroso lamento, pelo fato de haver rejeitado os avisos e os conselhos de Nossa Senhora, que lhe tinha um carinho especial. Mas vejam a maldade dele: Justo porque Nossa senhora o tratava de forma especial, melhor que aos outros, ai mesmo é que ele a odiava. E a Jesus, ele de fato odiava, por achar que Jesus tinha todos os dons, e as qualidades de líder, capaz de ser aquele rei guerreiro que ele imaginava e sonhava. Ele chegou a sugerir que Jesus tomasse a frente de um levante contra Roma, como era seu pensamento. Na verdade, ao que parece, o grande sonho de Judas era ser o tesoureiro do reino. Era ele quem carregava a bolsa das ofertas e pagava as despesas.
DESCIDA DE JESUS AOS INFERNOS
E – Judas, agora tens de ir-te!
J – Não! (geme). É preciso que recitem todos os Mistérios Dolorosos e o Credo. (quando rezávamos) E desceu aos infernos, Judas exclamou: Ele desceu... lá abaixo, Ele foi!
E – Cristo foi ao Limbo? Diz a verdade, em nome (...).
J – Ele desceu até ao inferno e não apenas até ao Limbo, onde as almas esperavam.
E – Por que é que Ele foi ao inferno? Diz a verdade, em nome (...).
J – Para mostrar que também morreu por nós.* isso foi terrível para nós. Ele foi ao reino da morte, mas foi também ao inferno... realmente ao inferno. Foi preciso que Miguel e os Anjos nos encandeassem para impedir que nos precipitássemos sobre Ele (aponta para o alto e resmunga).
Eu não gosto de falar nisto, nem sequer de o ouvir, fui culpado da traição a Cristo. É necessário que canteis: « Vejo-te Jesus, silencioso...» e: «Como me arrependo dos meus pecados.» estas duas estrofes e em seguida uma estrofe do cântico Stabat Mater: « A Mãe de Cristo, de pé, junto a Cruz.» (1)
(As pessoas presentes entoam os cânticos).
J – (Durante os cânticos, solta gritos horríveis de desespero): Se me tivesse arrependido! Se me tivesse arrependido!
* Jesus morreu por todos os homens. É Judas, uma alma condenada, que está a falar e não um demônio, como no caso anterior de Akabor.
(1) É preciso entender que é com extremo e furioso ódio que os demônios se obrigam a revelar estas coisas e também a mandar rezar – por ordem do céu - ou cantar algum canto de Maria. Creio que eles prefeririam estar naquele momento no seu lugar fundo do inferno a serem obrigados a fazer estas revelações. Isso nos mostra, também, o quanto o Céu é poderoso, e o quanto os demônios rastejam!
LUTA CONTRA JUDAS.
E – Judas Iscariotes, nós, Sacerdotes, ordenamos-te, em nome da Santíssima Trindade, que voltes para o inferno!
J – Não..., não quero ir (geme). Estou muito bem nesta mulher. Em grande parte, ela é obrigada a participar do meu desespero. (...). Mas eu não quero.
E – Sai Judas Iscariotes, em nome da Mãe de Deus!
J – Ela (aponta para cima), ainda agora teria piedade de mim, se pudesse. Ela amou-me, ela amou-me! Sabeis o que isso significa? (geme angustiado). Eu sei que Ela me amou (murmura penosamente).
E – Tu não quiseste, tu não lhe obedeceste. Ela queria salvar-te para a eternidade, para o Céu. Ela desejou o melhor para ti. Agora vai-te, em nome de Nossa Senhora de Fátima!
J – Não! (Grita cheio de desespero).
E – Judas Iscariotes, grita o teu nome e vai-te. Vai-te agora, para o inferno, em nome do Salvador Crucificado, que tu traíste, em nome dos seus sofrimentos, em nome da sua Agonia no Jardim das Oliveiras.
J – É preciso recitar três vezes: « Santo, Santo, Santo...».
(As pessoas presentes recitam-no e cantam: Abençoa à Maria!) Enquanto isso, Judas grita com uma voz terrível: «Não!Não!»
E – Nós te ordenamos em nome da Santíssima Trindade (...)!
(Judas, pelas mãos da possessa, arranca a estola do Padre).
J – Não! (com uma voz terrível).
E – Em nome da Santa Padroeira desta mulher, vai-te agora, Judas Iscariotes!
J – Tendes que pôr todas as relíquias «na mesa». Ninguém me obriga a ir-me tão facilmente! Eu sou o ... (solta um gemido terrível) Eu não quero ir-me embora, não quero! Deixai-me; deixai-me (horríveis uivos).
Se eu a tivesse escutado! Isso não serve de nada (grunhe com uma voz cavernosa).
J – Se eu não tivesse perdido a esperança! O inferno é horrível! Se eu não tivesse perdido a esperança! ( solta gritos de desespero, que metem medo). Deixai-me ficar mais uns momentos nesta mulher!
Não quero. Não. Não... (berra com uma voz cheia de ódio)..., mas eles chegarão em breve (refere-se aos espíritos infernais). (os seus gritos prolongados comovem): Não, não!... (geme com voz terrível e emite sons de desespero).
Mas eu não quero, não quero! (berra horrivelmente).
(Com voz arrastada e lastimosa): Não! (O seu grito é horrível e desesperado). Não, não! Eles também não me querem no inferno. (De repente, Judas grita com desespero): Lúcifer socorro! (os Sacerdotes recitam um novo exorcismo e duas ladainhas).
J - Ó espíritos infernais ajudai-me! Ajudai-me para que eu não seja obrigado a ir-me embora! Despacha-te, Akabor! Ajuda-me ... Oh, oh, despachai-vos! (geme queixoso). Lúcifer, tu é que me mandaste, tens portanto que me ajudar! (grita desesperado):
Eles vêm... vão chegar em breve... Sabeis como os temo, sabeis? (refere-se a lúcifer e aos seus ajudantes).
(Nesta altura os Sacerdotes recitam três vezes: «Santo, Santo, Santo...» e o Glória ao Pai. Neste momento, Judas, pela boca da possessa, fala com voz de homem).
J – Não! Oh, oh (geme)... Se nós a pudéssemos matar já! Como gostaríamos de o fazer. Já há muito que decidimos que ela devia ser morta (refere-se à possessa).
Eu... eles aí vêm! Eu... Judas... Iscariotes!... Eu... Judas Iscariotes, tenho que ir, tenho que ir! Tenho que ir... tenho, tenho, tenho!... Eles aí vêm... Eles aí estão! (uiva e grita com uma voz medonha). Estão aqui os espíritos malignos! (chora)... Lúcifer, lúcifer! Vai-te embora lúcifer!... Tenho medo de ti, vai-te embora! (grita com uma voz horrível).
J – Ele vem... ele vem...! Eles aí vem... Eles aí estão... (grita e geme horrivelmente). Tenho que ir! Eles recebem-me!
E – Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, grita o teu nome e parte!
J – Já o gritei. Eu, Judas Iscariotes, tenho... de ir-me embora. «Judas Iscariotes!» (ouvem-se quinze gritos prolongados, horríveis, capazes de fender a alma)... Não, não, não... Não quero ir embora!
O INFERNO É MAIS HORRÍVEL DO QUE SE PENSA
J – Oh, este desespero! Este desespero horrível! É horrível! Não podeis imaginar como o inferno é cruel. Não fazeis a mínima idéia de como é medonho lá embaixo! Não sabeis como é! (grita e suspira)
Tenho um lugar horrível! Um canto horrível, lá embaixo. Oh ... oh! Dizei a todos que tenho um canto horrível!...
Vivei honestamente! Vivei honestamente!... É pavoroso!... Por amor ao Céu fazei tudo para alcançar o Céu, mesmo que para isso seja preciso ser torturado por instrumentos de suplício durante mil anos (grita).
Escutai, devo dizer ainda isto: se tivésseis que passar mil anos de suplício, agüentai, agüentai! O inferno é terrível, é terrível! Ninguém sabe como o inferno é horrível. É muito mais atroz do que pensais... é medonho!... é pavoroso! (Judas pronuncia todas estas palavras com uma voz que faz tremer, entrecortada, de um desespero indescritível).
Tenho ainda que acrescentar uma coisa, mas prefiriria não o fazer: há tantas pessoas... que já não crêem no inferno... mas... mas... (ameaçador)... ele existe! O inferno existe. É horrível!
Oh... ele existe... o inferno! É medonho! Tenho que me ir em breve, mas tenho que dizer ainda isto (grita e gane como um animal).
O inferno é muito mais medonho do que se pensa... O inferno é muito mais horrível do que se pensa...! O inferno é muito mais horrível do que se pensa...! (os seus gritos são de ensurdecer).
(Grita e geme): Oh!... se eu pudesse ainda voltar atrás... se eu pudesse ainda voltar atrás!... Oh... Oh! (chora dum modo inexprimível).
Oh! Eu não quero ir lá para baixo. Tende piedade...
Deixai-me continuar nesta mulher! (geme): estava bem melhor nela. É que assim ela teria que carregar com grande parte do meu desespero.
Deixai-me ainda ficar nesta mulher... É horrível para mim. Para mim é horrível estar no inferno (geme com voz ofegante).
Oh! Deixai-me ficar ainda nesta mulher! Ela ainda pode agüentar-me (com um imenso desespero). Ela pode muito bem agüentar-me.
Que pensais!... Lá em baixo é muito mais horrível!... Oh! Oh!! (geme). Dizei isto... dizei isto a todos os jovens, a todos os heréticos, absolutamente a todos: o inferno existe.
(a voz é penetrante, capaz de causar calafrios).
Oh! (grita), é «lixadamente» horrível! Se eu tivesse escutado a Santíssima Virgem e não tivesse passado a corda à volta do pescoço! Se tivesse mantido a esperança. Se não a tivesse perdido (fala com uma voz desesperada...) Mas todos dizem isso, todos os condenados dizem o mesmo quando chegam lá abaixo. Mas, então, já é demasiado tarde. Só acreditam quando já é demasiado tarde.
E – Vai-te, em nome da Santíssima Trindade, em nome de todos os Santos Anjos e Arcanjos e do Arcanjo S. Miguel!
J – E Miguel é terrível para nós. Miguel é terrível! (grita com uma voz odiosa).
E – Vai-te, em nome do Santo Cura d’Ars, em nome de todos os Santos exorcistas e em nome da Igreja Católica!
J – (grita): JU-DAS IS-CA-RI-O-TES! Tenho que partir! (solta rugido terrível).
E – Agora, vai-te Judas Iscariotes, em nome da Santíssima Trindade, volta para o inferno para sempre, volta para a condenação eterna!
J – Eles aí vêm, aí vêm (geme e chora cheio de desespero). Eles aí estão... Adeus, adeus, felizes homens... Felizes! Vou-me embora... porque a isso me obrigam. (chora e lança rugidos de fender a alma).
(ruge desesperado como um leão): Vou! JU-DAS IS-CA-RI-O-TES! (lança gritos penetrantes, ofegantes, desesperados, de repente, aponta para cima com o dedo, e diz): Ela ainda me concede um curto espaço de tempo. A sua missão (da possessa) ainda não está acabada.
E assim, temos a segunda sessão de exorcismo, onde se tentou expulsar definitivamente a Judas Iscariotes daquela alma. Entretanto, será preciso ainda uma nova sessão para se consumar a expulsão definitiva. Neste texto acima, deixamos ainda algumas invocações e comandos dos exorcistas, o que dificulta um pouco a leitura, entretanto, nos próximos, ficará bem melhor de acompanhar.
Como o leitor percebeu, não existe linguagem humana para expressar o que significa o inferno. Seria preciso aliar a dor física, ao esmagamento total e simultâneo da alma, e transformar isso em palavras. O uivo infinito da eternidade, a troar feroz nos ouvidos dos condenados – nunca mais – anunciando que aquele tormento nunca terá fim, deve ser a causa de uma dor indizível. De um sofrimento atroz. Um tormento infinito! Saber que se afastou de Deus livremente, bestamente e por orgulho, que nunca mais se poderá ver a santa face de Deus, é a dor suprema dos condenados. A isso se chamam, trevas eternas. Fugir de Deus, que é Luz, para sempre.
Sim, você sente pena de uma criatura como Judas. Como não ter? Mas vejam: Ele rejeitou todas as chances de conversão, centenas, milhares delas. Ele foi alertado por Jesus, inúmeras vezes – nem tudo está no Evangelho – também os apóstolos tentaram fazer-lhe ver seus erros. Nada disso adiantou, pois ele se obstinou e se fechou de tal forma, que sua alma já vivia em trevas. Mas foi, sobretudo, Nossa Senhora, quem mais lutou por ele.
Falei em sentir pena dos demônios. Saibam que eles não têm nenhuma pena de nós, muito pelo contrário. Eles lutam desesperados, dia e noite, para nos fazer perder a todos. E, verdade, eles têm um grande ódio das pessoas que ficam com dó deles. Na verdade, os malditos – os anjos caídos, é claro – nos acham tão desprezíveis, tão miseráveis, que o fato de criaturas assim sentirem pena deles é como uma ofensa. Na verdade, estas criaturas não devem ser tratadas, com pena, mas com respeitosa distância. Nosso objetivo maior deve ser sempre estar nos braços de Nossa Senhora, no colo de Deus, porque ali estamos em refúgio seguro. Afinal, de nada adiantará ter pena dos caídos, isso não os salvará, porque eles não querem a salvação. Mas, também, ódio, não é coisa dos filhos de Deus.
Na verdade, pelo dom da clarividência, Nossa Senhora sabia que Judas escolheria o inferno, embora tudo o que Ela e Jesus fizeram por ele. Embora o amasse até mais que aos outros. E justo por isso Ela o alertava para os riscos que corria. Vejam, então, o que pode acontecer com uma pessoa teimosa, e tão malignamente obstinada no erro. Já falamos sobre isso. Nós devemos combater tenazmente em nós a teimosia, este maldito desejo de ter sempre a última palavra, de se achar sempre certo e dono da verdade, de ser único, e maior, e mais perfeito, e mais forte, e mais poderoso, e mais santo, mesmo sendo – todos somos – verdadeiros sacos de esterco. Felizmente, mesmo assim Deus nos ama!
De fato, é impressionante que mesmo assim Deus nos ame e nos queira perto de Si. E sabendo disso, também nos impressiona saber que os demônios e as almas caídas, sabendo deste poder de Deus, sabendo o que significa ser amado por Deus, mesmo assim o rejeitem. Talvez o leitor não saiba, mas vou lhes dizer uma coisa que me chocou. Acreditem, mesmo que Judas diga assim: Há se eu pudesse voltar atrás! Ou: Há se Jesus também tivesse morrido por nós! Mesmo assim, se Deus lhes desse a chance de pedirem perdão, ainda por uma última vez, NENHUM dos milhões de espíritos caídos aceitaria pedir perdão. E não se converteriam, nem que Deus pedisse perdão a eles, tamanho é o seu orgulho. Entendem? Eles continuariam sendo apenas demônios pela eternidade!
O inferno é dos teimosos! Judas foi um teimoso do maior quilate. Ele realizou milagres em nome de Jesus, ele curou em nome de Jesus, ele sabia que Jesus não era um rei guerreiro, mas um manso e imaculado Cordeiro, que veio apenas para tirar os pecados do mundo e no livrar da condenação eterna. Justo o que ele escolheu! E por isso se perdeu para sempre.
Judas, nunca mais sairá daquele lugar escuro e odioso.
Sim, porque lá é o lugar dos que odeiam!
Todos os que dizem que o inferno não existe, seguem no mesmo caminho, infelizmente
GRITOS DAS TREVAS - Parte 4
Novamente voltamos com a segunda luta contra Judas. Devemos dizer que alguns exorcismos podem levar meses, até anos de luta, porque as trevas não desistem muito fácil das prerrogativas que conquistam. Todas estas coisas acontecem somente porque Deus o permite, e neste caso especial, justo para que milhares de pessoas, em toda a terra, tomem o conhecimento da realidade pavorosa do inferno, conheçam as suas patranhas, e saibam o motivo pelo qual mergulhamos – falo especialmente da Igreja – neste caos onde hoje nos encontramos.
Serve, também, para que os leitores consigam entender melhor, os fatos terríveis que virão em breve, tudo fruto da teimosia do homem, do seu abandono a Deus, da sua ligação com as trevas, da qual insiste em fazer pouco caso. Já alertamos, diversas vezes, que os demônios não mostram aos homens a sua cara real, nem seus objetivos reais. O que nos é mostrada, é uma face intermediária, um objetivo até insuspeito, quem sabe até "bom" tanto que ao correr dos séculos – especialmente nas últimas décadas – os homens passaram a imaginar que o demônio é inofensivo, que não é tão mau assim, e, pasmem, até que ele é injustiçado. E é com este artifício, que o demônio passou a fazer crer que ele não existe, que isso é coisa de alguns padres malucos, passando assim a agir com toda a liberdade, e transformando esta terra inteira em seu caldeirão assombrado.
Vamos então à nova sessão de oração e exorcismo. Lembramos que sempre, cada uma destas sessões, é iniciada com muitas orações. Ele exige dos exorcistas o estado de graça, e exige de todos a plena união com Deus, única fonte de Poder, à qual não só o Céu e a terra obedecem, mas também o Universo inteiro. Como não obedeceriam então os demônios?
E – Quando é que sais? Fala Judas! Fala agora, em nome da Santíssima Trindade, do Pai, do Filho, do Espírito Santo!
J – Eu era Apóstolo (fala com uma voz sombria, rouca, como voz de homem). Fui um traidor. Hoje, também há traidores entre os Bispos, com uma única diferença: eu traí abertamente e eles podem camuflar-se. (...)! Não! Pensas que digo isto de boa vontade?
E – Obrigaram-te a dizê-lo? Em nome (...), diz a verdade!
J – Sim.
E – Em nome de quem?
J – No d’Ele, nesse maldito (1) (aponta para cima)... Infelizmente! Tenho ainda algumas coisas a revelar. Entre os Bispos de hoje há quem seja tão traidor como eu. Se não são... Nem todos, mas muitos. É mais fácil cair nas suas malhas do que nas minhas.
(1) Observem que, em todos os textos, os demônios podem até ofender a Deus, com palavras blasfemas e palavrões odiosos, mas jamais lhes é permitido manchar o nome de Nossa Senhora. Eis porque ela é o terror dos demônios! Sua boca blasfema, literalmente "trava", quando precisam se referir à Maria Santíssima.
J – Devo dizer que, atualmente, há muitos Bispos que já não se encontram no bom caminho. A esses não é necessário obedecer. A obediência tem muita importância. Mesmo no Céu, a obediência está escrita em maiúsculas. Mas agora, chegou o tempo dos lobos devoradores. Qual é o cordeiro que se atira para as goelas do lobo? Não se deve obedecer a lobos.
Qualquer homem foge quando o lobo chega. Agora, é o tempo dos lobos! Muitos Bispos transformaram-se em lobos devoradores, que já nem sabem o que dizem; a esses, não se deve obedecer. O próprio Céu já não exige obediência nestes casos. Só se deve confiar no Papa. O Papa Paulo VI, não pode mandar publicar os seus documentos, porque serão desmentidos e falsificados. Deve rezar-se diariamente ao Espírito Santo, de contrário corre-se o perigo de cair no fosso ou nas goelas dos lobos. Pensas que direi outras coisas! Pensas que me agrada revelar isto?
J – Ecône triunfará. Após um longo combate, Ecône triunfará. Ecône encontra-se no único bom caminho. Ao referir que está no bom caminho, isso não significa que não haja mais ninguém no bom caminho; mas o caminho que Ecône segue é o único bom. É isso que queremos dizer: não há muitos caminhos que sejam bons, mas há muitas pessoas que estão no bom caminho. Ecône está no caminho certo, e muitas pessoas que não conhecem Ecône, mas que procuram a verdade, também o estão. Monsenhor Lefébvre terá ainda de sofrer, mas ele é bom. A Liturgia que ele segue é a única boa. É a pura verdade. Não! É a pura verdade.
E – Donde é que ela vem? Quem te ordenou que dissesses isto?
J – Foi Ela (aponta para cima) que o disse: São Eles, lá em cima, que o dizem. A verdade vem do alto. Eles, lá em cima, não gostam da nova Liturgia. Não era preciso modificar o antigo Missal... Digo isto bem contra minha vontade (geme e grita). Nos dias de hoje já não há a obrigação de obedecer a todos os Bispos. Ainda há Bispos a quem se pode obedecer, mas não a todos! Akabor já falou desse assunto (geme e quase não consegue respirar).
Aqui, em tese, termina o terceiro dia do exorcismo, conforme está no livro. Entretanto, como Judas entrou no tema da Missa Tridentina, achamos por bem colocar os textos sobre este assunto, que virão nos próximos exorcismos, a fim de concentrar toda a matéria melhor, e para que o leitor compreenda as coisas terríveis que se trama contra a Santa Missa.
OS RITOS LITÚRGICOS
J – Em 14 de Agosto, Akabor, teve que falar do Asperges-me, que deveria ser re-introduzido no princípio da Missa. É verdade, é verdade! Assim somos obrigados a fugir da Igreja. Se não se fizer, permaneceremos lá dentro. O Sacerdote deveria, como era uso antigamente, aspergir os fiéis com o hissope, de uma ponta a outra da Igreja, e isso obrigar-nos-ia a fugir, a fugir também do povo, das pessoas.
Nós também procuramos perturbar as pessoas. Quando o Sacerdote, com o hissope, Asperges-me de uma ponta a outra da Igreja, então as pessoas podem rezar melhor. Este rito expulsa também as idéias e os poderes da magia negra.
A cerimônia do Asperges-me, os trinta e três Sinais da Cruz, a Tripla fórmula «Senhor eu não sou digno», e, no fim da Missa, a oração a São Miguel Arcanjo (1), as três Ave-Marias e a Salve Rainha, deveriam ser restabelecidos. A sua supressão foi obra nossa e, em certa medida, obra daqueles que estão em nosso poder.
(1) Numa revelação particular, Jesus falou que, naquela época – 1967 - eram rezadas 500 mil missas por dia. Ou seja, depois que foram abolidas, aquelas orações de exorcismo deixaram de ser rezadas 500 mil vezes por dia. Foi dali que a Igreja começou a cair.
J – Além disso, Eles lá em cima, (aponta para cima) gostam mais da Missa Tridentina que da Missa em alemão e da nova Missa, porque nem tudo pode ser traduzido dum modo absolutamente exato.
Os textos são difíceis de traduzir em alemão.* É assim que aparecem essas palavras inexatas, que tiram muitas graças à Missa. Tudo o que não é exatamente pronunciado como Cristo o quer, obtém menos graças. Especialmente no que se refere à Consagração. As palavras da Consagração têm que ser pronunciadas duma maneira perfeitamente exata. Não se pode mudar uma sílaba. É preciso que tudo seja de uma extrema exatidão e rigor. Sabeis como lá em baixo está tudo perfeitamente regulado? Nem sequer na Igreja Católica, agora, se consegue ter uma regulamentação como a nossa.
J – Já falei bastante, já falei bastante! O que eu disse foi o principal. As pessoas deviam agrupar-se e, apesar de todas as perseguições, Ecône há de triunfar. Esse maldito Ecône triunfará! (rosna). Apesar de tudo, triunfará! Que é que pensais? De onde é que vêm tantos adeptos? Quiçá, algures do inferno? Esses adeptos vêem nitidamente onde está o bem e como se deve caminhar. Sentem claramente que a Imitação de Cristo e o verdadeiro sacerdócio residem unicamente na renúncia, no sacrifício e no caminho da Cruz. Eles bem o sabem, e por isso é que tem tantos candidatos ao sacerdócio. Tem muito mais que os outros, que ainda gostariam de se vangloriar do que tem... mas que em breve perderão a bazófia...
Os modernistas bem vêem que o seu jogo está no fim e que o Ecône é superior (1). É por isso mesmo que o combatem (geme). No fundo, somos nós que estamos naqueles que combatem Ecône. Eles próprios nos ajudam como bons instrumentos. São boas ferramentas, boas e úteis, que não gostaríamos de atirar já fora. As suas teorias são-nos úteis no inferno. Nós também temos que dizer estas coisas. Tínhamos que referir isto para que se ficasse com uma visão de conjunto. É preciso assinalar bem o encadeamento das coisas, para que todos possam compreender... Mas agora não quero, não quero falar mais!
(1) Pelas revelações ao Cláudio, o Cardeal Lefebvre, tão combatido pelos cardeais, se encontra já no céu. Ele foi libertado numa caminhada de oração do nosso grupo, no dia em que foi ao céu "um nobre", conforme disse o Arcanjo São Miguel. Este nobre era ele. Enquanto isso, alguns de seus opositores mais ferrenhos, provavelmente não tiveram a mesma sorte de um purgatório. Ai o leitor já sabe para onde foram. (ver comentário abaixo)
J – Se os trinta e três Sinais da Cruz voltassem, que, aliás, estão relacionados com a vinda de Jesus Cristo! Tudo foi previsto, foi Jesus quem preparou tudo assim, por intermédio do Espírito Santo. Se tudo isso fosse restabelecido, desde a "aspersão" até a oração a S. Miguel Arcanjo, e se voltasse a celebrar a Missa como Cristo quis, então... Não quero dizer mais nada.
...Então, milhares de almas que se perdem, que sofrem a condenação eterna, seriam salvas! O erro está na Missa, principalmente na Missa. Uma torrente infinda de graças decorria da Missa, quando ainda era convenientemente celebrada. A Missa é o fator principal. A Missa e a Comunhão são o que há de maior, para vós, católicos. Todos os místicos, todas as Aparições da Santíssima Virgem, têm de se apagar perante esta realidade.
A Santa Missa tem um valor infinito, incalculável. É o próprio Cristo que sobe ao altar com toda a sua plenitude de graças, que nós tanto odiamos. Numa Missa devidamente celebrada somos obrigados a fugir. Fugimos logo ao Asperges-me. Servindo-nos de uma imagem, podemos dizer que nos limitamos a espreitar receosos por uma fenda. Pelo contrário, na Missa moderna, podemos dançar à volta, até... nem quero dizê-lo.
(1) Vimos assim uma surpreendente revelação do inferno, a respeito da Santa Missa. Judas, aqui, obrigado a falar pela Virgem Maria, revela algo de assombroso, sobre o efeito da antiga Missa em latim, a Missa Tridentina. O que nos surpreende neste caso, é a previsão que o céu faz, pela boca de Judas, de que esta missa triunfará. Eis que agora mesmo, o Papa João Paulo II, com a colaboração do Cardeal Arinze, prepara um documento restabelecendo a celebração da Missa Antiga, justamente para coibir uma série inumerável de abusos, de absurdos e até de verdadeiras blasfêmias que alguns padres têm cometido nas suas celebrações. Danças, risos, abraços, palmas contínuas, tudo que só faz desviar a atenção, quebrar a concentração e evitar que as graças aconteçam.
Ora, talvez o leitor não conheça o caso do Cardeal francês, Marcel Lefébvre, que após o Concílio se insurgiu contra a Nova Missa, iniciada após o Concílio Vaticano II, continuando a celebrar apenas no rito antigo. O caso dele foi polêmico, ele foi execrado por todo mundo, entretanto permaneceu firme até morrer em seu sentimento. Posteriormente ele foi inclusive reabilitado – embora post mortem – pelo papa João Paulo II, talvez até como um primeiro passo para a re-introdução do Rito Latino, na Santa Missa. Isso, com toda a certeza é como um tapa na cara de milhares de "modernistas", destes nefandos que querem sempre novidades, novas experiências, como se Deus fosse mutante e a palavra Dele fosse como pena ao vento. Mas os modernistas que aguardem a manifestação de Deus. E isso será previsto pelos próprios demônios exorcizados, nos textos que seguem. Eles serão varridos da face da terra, e esmagados pelo próprio Deus ainda em vida, e depois irão servir de repasto aos demônios na eternidade se não se converterem a tempo.
NOTA: Os textos que seguem, foram extraídos na verdade do quarto exorcismo, mas para nós preferimos separar por matérias, por dois motivos. Primeiro porque se trata ainda da mesma luta contra Judas Iscariotes. Segundo, porque assim equilibramos o tamanho dos textos, e até mesmo o assunto dos tópicos. Ficamos neste, mais com a Santa Missa e os Padres, e no outro mostraremos a questão da Igreja, das suas coisas, e a intervenção direta de Deus para acabar com todas estas profanações. Seguindo!
OS SACERDOTES E A GRAÇA
J – Se ao menos eu não fosse obrigado a dizer isto! Eu não queria dizê-lo!
E – Continua em nome (...) toda a verdade!
J – De fato, preferiria não continuar a falar. É bem certo o provérbio (alemão) que diz: «só aquele que nada contra a corrente é que apanha água fresca.» Muitos Sacerdotes encontrar-se-ão em breve num pântano pestilento, fétido e sujo, e nem sequer se aperceberão disso. Deixam que este pântano rodeie os seus corpos, e o que é ainda muito pior, o seu espírito, e acabarão por afundar-se nele. É certo que é muito difícil nadar contra a corrente, mas pelo menos se recebe água fresca. Essa água fresca representa as graças, e é isto que Eles lá em cima querem que receba.
Com essa imagem, quer-se sobre tudo significar as almas. Obtêm-se mais graças pela Missa Tridentina ou pela Missa Latina, do que por aqueles Sacerdotes que já não celebram convenientemente a Missa, pois assim já não há tantas graças. Já não há uma plenitude de bênçãos nestas Igrejas porque estamos lá nós. Dançaremos nelas à vontade e estaremos em breve lá em maior número que as pessoas.
Em breve seremos mais numerosos, a dançar no interior dessas Igrejas, do que as pessoas que essas Igrejas podem conter (ri sarcástico e com uma alegria malvada). Para cada pessoa podemos mobilizar dois ou três demônios, ou mesmo mais, quando se trata duma alma mais piedosa (ri com malvadeza).
J – E a leitura voltada à assembléia? É-nos extremamente vantajosa, mas é-o ainda mais quando é feita por mulheres (ri com maldade). Então, quando as mulheres se colocam à frente, até as pessoas piedosas, homens ou mulheres – que desejariam concentrar-se na oração, não deixam de pensar: «Que vestido é que ela traz hoje? Como lhe fica o chapéu? Foi recentemente ao cabeleireiro?... (ri com satisfação maldosa).
E – Diz a verdade, em nome da Santíssima Trindade!
J – Os seus sapatos estão na moda? Estes sapatos são 3 ou 5 centímetros mais altos que os antigos? Usa meias escuras ou claras? (ri a bandeiras despregadas). Não se vê um pouco da sua combinação? (ri sarcástico) De certo modo fui obrigado a dizê-lo. Tive que o dizer, como complemento. No fundo é mesmo assim. É assim que as pessoas pensam e, antes de qualquer outra coisa, reparam na sua figura. Isso é evidente. Antigamente as mulheres usavam véu, mas há muito que se deixaram disso. Mas, mesmo que já não usem véu, o seu lugar não é na capela-mor. O Papa e os Céus (aponta para cima) não querem isso.
Mas o pior é quando as mulheres são encarregadas de distribuir a Sagrada Comunhão. Então, já, não há mais graças e bênçãos. É que as suas mãos não são consagradas, são mãos de mulheres. Não quero dizer que o mal esteja no fato de serem mãos de mulheres, mas sim, no fato de não serem consagradas. Cristo escolheu só e unicamente os homens para o Sacerdócio e não as mulheres. Mas é o orgulho, o orgulho, o pecado original dos anjos, a razão disto.*
No fundo estas mulheres sentem-se orgulhosas por poderem dar nas vistas a atuar lá à frente. Acreditai! Os Sacerdotes, mesmo os modernos que dentro em breve verão tudo atirado para o caixote do lixo, acabarão por compreender que, com todas as suas teorias e brilhantes inovações, não vão a lado algum. Contudo, não querem voltar atrás, no caminho que tomaram. Por outro lado, também não sabem bem como arranjar as coisas de molde a agradarem às pessoas. E é assim que muitos Sacerdotes chamam uma mulher para a capela-mor. Pensam que é mais um motivo para atrair as pessoas (ri sarcástico), pois as suas Igrejas são ocupadas até um terço da sua real capacidade!
Estão cada vez mais próximos do protestantismo; quer dizer, o protestantismo é, em certa medida, melhor que a Igreja Católica moderna. O protestantismo! Eles não sabem mais nada; eles não sabem mais nada desde que as coisas ficaram assim, mas os católicos!
Os protestantes estarão em breve mais próximos de Deus que o catolicismo moderno: Eles não sabem mais, como já disse, mas de certa maneira podem vir, a saber. Os homens inteligentes reconhecem que a Igreja Católica – a boa, bem entendido – é a verdadeira Igreja. Muitos converter-se-iam. Mas, na situação em que a Igreja se encontra atualmente, eu diria, – ou melhor, nós os do inferno diríamos – que o protestantismo em breve se encontrará numa melhor posição.
E quanto à pregação! Há lugares onde as homilias são feitas por mulheres. Ele, lá em cima, (aponta para cima), não quer isso. Deus quer que a homilia seja feita por um homem consagrado, porque assim a pregação tem maior efeito sobre os fiéis. Uma mulher não consagrada está longe de ter a mesma eficácia, abstraindo mesmo do fato das pessoas não se concentrarem nas suas palavras.
Uma mulher que prega não pode ser boa, não pode pregar com seriedade, pois se tivesse um espírito sério e fosse boa, não se dedicaria à pregações. A Imitação de Cristo, as virtudes à Cruz e os Santos, são assuntos atualmente pouco abordados na Missa ou nas homilias. Mesmo os Sacerdotes consagrados já não se lhes referem a maior parte das vezes.
Se esta mulher não aprofundar ao máximo o tema da sua pregação, como poderão as pessoas tirar algum proveito dela? (1) Quando, muito, poderão acorrer-lhes pensamentos estranhos. Nem sempre isso acontece, mas dum modo geral pode dizer-se que uma pregação dessas é tempo perdido.
* Belzebu no Exorcismo de 7 de Novembro de 1977 acrescentaria isto: « O mundo de hoje quer ser aprovado. Quer pôr as mulheres na capela-mor, no altar, mulheres espampanantes e metediças. E isto apesar da Mãe de Deus nunca ter tido uma função na Igreja, apesar de Cristo não querer que a mulher entre no Santo dos santos, como castigo, porque o pecado original vem de Eva e foi ela que caiu em primeiro lugar, Cristo disse isto um pouco antes de Sua Paixão...». É preciso lembrar que o ato de dar a Comunhão é em si mesmo um ato de sacerdócio e é por isso que compete normalmente ao Sacerdote.
(1) Nas mensagens ao Cláudio, Nossa Senhora e Jesus têm dito que Deus suscitou muitas mulheres para ministérios especiais que ultimamente elas têm sido convocadas pela Igreja, para o ministério extraordinário da Eucaristia. E Jesus diz que, se Maria serviu o altar da última ceia, porque as mulheres não podem fazer o mesmo hoje. Deus nunca excluiu a mulher, pelo contrário. Entretanto, na questão da pregação, creio que aqui Judas tem razão. Tudo o que observei, nestes últimos anos, é que a mulher, por algum motivo que desconheço, não consegue emplacar a sua pregação. Existe um entrave natural, que bloqueia a ação do Espírito Santo, e ela não chega perfeita ao ouvinte: Eis que São Paulo diz em I Tim 2,12: Não é permitido à mulher que ensine nem se arrogue autoridade sobre o homem, mas permaneça em silêncio. Ou seja, mais ou menos naquela outra frase de Paulo: Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém! Deus sabe o que faz. A nós compete obedecer.
J – O Padre voltado para os fiéis também não é bom, sobretudo para as mulheres. Passa-se o mesmo que com as mulheres na capela-mor. Agora, são as mulheres que se interrogam: como são seus cabelos? Está bem penteado? Terá ido ao barbeiro? Repara, agora tem o cabelo frisado e antigamente, não. Que belos dentes tem! (ri irônico).
Os paramentos ficam-lhe bem, ele é ainda tão jovem... pena que seja Padre (ri jocoso)... etc... Mas se ele celebrasse voltado para o altar, estes pensamentos não ocorreriam às mulheres: Quando ele se virasse, depois delas terem rezado, já nada disso teria importância. Deus bem sabe porque é que a Missa deve ser celebrada, de costas viradas para o público (1).
(1) O principal motivo é certamente a distração do sacerdote. Se ele estiver voltado para o altar, concentrar-se-á apenas na celebração do sublime mistério da Cruz. Ou isso lhe evitará distrações maiores. Entretanto, olhando para o público, certamente irá ter diante de sus olhos um desfile de pernas de mulheres, de decotes, de detalhes de peças íntimas, além de outros detalhes de vestimenta, masculina e feminina. Digo isso com toda a certeza, como ministro da Eucaristia: JAMAIS é igual, assistir a Santa Missa, lá, junto com o público, do que lá na frente, olhando para todos. Aquilo é uma loucura. E não me incriminem, se digo que é possível dali ver calcinhas de algumas mulheres despudoradas e descaradas.
J – O Sacrário devia estar no centro. Que significado tem, ao entrar-se numa Igreja moderna, ser-se primeiro obrigado a procurar o Sacrário? Não se sabe se está à frente, se atrás ou de lado. Em muitas Igrejas constroem-se mesmo Sacrários que não se sabe se são tocas de raposa (ri com malvadez)... J – ...se cofres-fortes (mal pode conter o riso).
Agora há também muitos que fazem Sacrários de qualquer maneira, em ferro. Claro que também poderiam ser utilizados carris do caminho de ferro (ri maldoso).
Um Tabernáculo – estais a ouvir-me? – deve ser dourado. Isto é: nem o ouro, nem as pedras mais preciosas, seriam dignas de encerrar o que ele encerra. Estariam bem longe de ser merecedoras do que ele abriga. É uma vergonha – mesmo nós lá em baixo, temos de o reconhecer – é uma vergonha ver as Igrejas e Tabernáculos que os homens constroem.
J – E que dizer das Igrejas onde se celebram Missas à tarde ou mesmo de manhã e onde em seguida se realizam bailes! Devo falar de sexo, e não apenas de dança, porque na maior parte dos casos em que há dança, há erotismo. Poderia dizer-se que não há um único baile onde não se cometam pecados, quer corporais, quer espirituais, ou onde não se dê ensejo a que se cometam mais tarde. A dança é invenção nossa. Mas agora são os próprios Sacerdotes católicos a promover estas festas (1) e estas danças. Para que as pessoas ainda vão as suas casas, têm que lhes oferecer estes divertimentos. Então, a palavra de ordem é: cerveja a jorros, dança e música (ri novamente cheio de satisfação).
Chegaremos ao ponto, ou melhor, chegamos a ponto de certos Padres que ainda se dizem católicos, mas que já há muito não o são, chamarem às suas Igrejas adeptos de certas seitas, digamos, da missão pentecostista etç..., para que eles dêem testemunho das suas patranhas. Se não é o Espírito Santo que se reina, somos nós (e em certa medida é a magia negra) que reina. E as pessoas estão tão cegas que já não sabem para onde fica o Leste ou o Oeste. Claro que para nós, isto é como «um campo ceifado.» São assim os Sacerdotes que temos atualmente.
(1) FESTAS: está ai uma das maiores causas de maldição na Igreja Católica. A questão das festas de padroeiros, regadas a cerveja e outras bebidas, além frangos e churrascos, quando o dinheiro deveria provir apenas do dízimo. Este dinheiro é maldito. E na falta, isso leva os padres a aceitar o dinheiro maçônico, que antes é consagrado a satanás, para que seja aplicado nas obras das Igrejas. Vou dizer uma coisa: Todas as Igrejas da terra, ou obras, que tenham sido executadas com estes dinheiros, serão soterradas no fundo da terra, ou se desfarão a pó. Nenhuma ficará de pé quando Jesus vier!
O SACERDOTE COMO PREGADOR
E O SEU AUDITÓRIO
J – Em muitos, o que falta é a humildade. Em muitos Sacerdotes de hoje, o que falta é a humildade, porque se fossem humildes não seriam tão covardes. Então, teriam a coragem de proceder bem, de cumprir os seus deveres, mesmo com risco de serem humilhados, é por aí que nós temos domínio sobre eles. Muitas coisas dependem dessa virtude.
Atualmente, a humildade é escrita com letras extremamente pequenas, tão pequenas que mal se podem ler. Está ainda escrita em poucos, mas só em muitos poucos é que está gravada com letras maiúsculas.
É claro que se esta virtude já não figura nas pregações, como é que quereis que as pessoas a pratiquem ou pratiquem outras virtudes? Onde é que poderá ir buscar a matéria, a inspiração, o bom espírito que deve reinar, a não ser às homilias?
Não foi um grande Santo que disse: "Quando o demônio quer apoderar-se duma alma, não a deixa ir aos sermões". Mas às homilias que agora se fazem, pode o demônio, tranqüilamente, deixar ir as pessoas (ri com uma satisfação).
Porque são, sobretudo anedotas ou elucubrações sobre o Concílio, fazendo o pregador mais o papel de conferencista que de pregador (dá gargalhadas). Apesar disso, as pessoas estão suspensas das suas palavras. Mas por quanto tempo ainda?
Bebem as suas palavras e crêem sem hesitar em tudo o que ele diz, porque é Sacerdote e recebeu do Bispo a sua missão. Ele fala assim, lê aquilo todos os Domingos – não do púlpito – cá de baixo naturalmente, porque as pessoas... isso também tem que se lhe diga... (volta a rir alto).
Um Padre tem... eu não quero falar disso.
E – Fora daqui lúcifer! Tu não podes fazer mal, tu não podes impedir Judas de falar! Judas, diz a verdade, em nome (...)!
J – Um Padre tem maior eficácia quando fala do alto do púlpito, do que em baixo, em frente do microfone. Antigamente, quando os Padres falavam do púlpito, com a sua voz natural, as suas palavras eram muito mais eficazes do que agora, cá em baixo, em frente de cinqüenta alto-falantes (1).
É assim, e aí é que reside toda a nossa astúcia. Quando as pessoas eram obrigadas a olhar para o púlpito – e de certo modo, é lógico que se olhe para quem fala – não se distraiam a reparar em todos os chapéus, penteados, casacos ou gravatas. Eram obrigados a olhar para a boca, quando muito para a cabeça do pregador. Mas agora as coisas não se passam assim. Olham para frente e são distraídos pelos outros.
E a astúcia de tudo isto reside no fato de se terem organizado as coisas de forma a que os Padres já não falem do púlpito. Isso é um fato capital, e representa para nós uma grande vantagem. A idéia de falarem à frente foi engendrada por nós. Fomos também nós que o quisemos. E nós conseguimos, nós conseguimos tudo! Sim, obtemos tudo o que queremos (ri triunfante).
Nós até conseguiremos, aliás, já o conseguimos, que as mulheres e sei lá quem mais, possam ir à Missa com vestidos impróprios, sem que os Sacerdotes as mandem embora. Pelo contrário, há alguns que dizem que é preciso praticar o amor ao próximo...
Dizem que é preciso praticar o amor ao próximo, que não se pode julgar uma pessoa pela maneira como anda vestida, bem ou impropriamente, mas que o que é preciso é olhar para os sentimentos do coração (ri com uma satisfação maldosa).
Antigamente era diferente. Uma pessoa dessas, ou melhor, dizendo, uma "descarada", (2) era expulsa da Igreja pelo Sacerdote. Antigamente havia ordem, mas agora já qualquer "descarada" pode entrar (ri atrevido). O que depois se passa, quando estas pessoas estão na Igreja, é absolutamente normal (interrompe-se).
Quando algumas pessoas desse gênero estão na Igreja, as cabeças andam num rodopio. Viram-se para a direita, para a esquerda, para frente, para trás, esticam-se e voltam-se na direção do que desejam ver (ri alto). Com tudo isso, a oração não tarda também a desaparecer (ri maldoso).
Então a oração fica suspensa num prego ou presa num mata-moscas (ri irônico). E assim, a oração já nem sequer se pode libertar do mata-moscas; quando muito contorcer-se na rede do sexo (interrompe-se).
(1) Mais uma vitória do maldito: retirar os púlpitos nas Igrejas, muitas vezes obrigando o sacerdote a ficar em uma posição mais baixa que os ouvintes. O que aqui se diz, é que o pregador deve estar bem alto, para que toda a assembléia se volte para o alto, evitando assim as distrações, que fazem a pregação perder efeito.
(2) Já falamos sobre a moda feminina, no artigo "Mulher" que está no site. E voltamos a repetir: Toda mulher, que vai receber Jesus, com roupas indecentes, até mesmo com uma calça colante, está indo em falta grave. Não adianta se desculpar comigo. Digam isso para Jesus, se discordam. Os homens cometem bilhões de pecados em todo o mundo, por causa destas roupas diabólicas. De fato, o jeans colante, foi inventado pela franco-maçonaria, exclusivamente para que as mulheres católicas fossem receber a Eucaristia trajando tais coisas escandalosas. E se elas não acham escândalo, perguntem se Nossa Senhora já vestiu uma desgraça destas!
J – Era bom que os Sacerdotes voltassem a usar sotaina preta. Nós já fomos obrigados a dizê-lo, as almas danadas já o disseram (*). Quando um Padre se apresenta à paisana (1) – em camisa com gravata espampanante (nem é preciso sê-lo) – ninguém sabe se é repórter ou... (ri irônico).... um diplomata, um diretor (ri a bandeiras despregadas) ou mesmo um conferencista, que... ...que... (ri sarcástico)... ou qualquer outro "burro" à pesca de bombas eróticas.
Tudo está relacionado, tudo está relacionado! (continua a rir com malvadez). É precisamente isto...! (resmunga).
E – Fala em nome de Jesus!
J – Não quero!
E – Tens que dizer a verdade! Fala, Judas Iscariotes!
J – Foi o que eu fiz.
Quando um Padre se apresenta em camisa desportiva, mesmo elegante, o resultado é que qualquer "galinha choca" pode pensar que ele a deseja. Será este exemplo digno dum Padre? Que exemplo é que dá um Padre nestas condições? Quantos erros não se verificaram nos últimos anos por causa disto? Quanto mal não se poderia ter evitado se os Padres ainda se apresentassem vestidos com o seu verdadeiro, primitivo, antigo, bom e tradicional... (resmunga). ... não apenas bom... (geme)... mas conveniente traje ou...
... na sua sotaina (*) sacerdotal, no seu traje... ou nem sei como dizê-lo. Tomemos, como exemplo, os beneditinos. A muitos Padres ficaria muito melhor o hábito de S. Bento do que um fato à civil, desmazelado, que jamais poderá representar o que deve. Olhemos o hábito de S. Francisco com o capuz.
A quantos leigos, a simples vista deste hábito, mesmo ao longe, não sugeriria pensamentos melhores! Nem era preciso estar junto dele. Quantas vezes não se jogou num instante destes a salvação duma alma! Dá-se também o caso de haver pessoas que pensam que se ainda há padres, apesar de tudo, Deus tem de existir, pois do contrário, esses homens não usariam hábito.
E a pessoa pensa para consigo: Se é verdade que Deus existe, algo tem de mudar em mim. Que devo fazer? E toda a noite esse pensamento vai ganhando força na sua alma; por fim, essa pessoa decidir-se-á pelo caminho que a conduzirá a um religioso de hábito, a um homem de sotaina negra, ou a um Padre de hábito beneditino... sei lá como é que eles se chamam. Isto só vos traria benefícios, a vós e ao mundo inteiro. Seria imensamente vantajoso para as almas. Só por isto, milhares e milhares de almas seriam salvas. Quer nos comboios, nos lugares públicos, em toda a parte, onde se encontrasse um Padre assim, quantas mulheres, quantas pessoas, não se comportariam melhor, menos negligentemente, ou seja, de outra maneira (interrompe-se).
Quantos raios salutares não penetrariam, então, na alma dessas pessoas, com este pensamento: "Ele é Padre, representa a benção Divina, o Santíssimo Sacramento, tem todo o poder. Deus é o seu sustentáculo; nós já nada podemos fazer, todos temos de morrer..."As coisas poderiam muito bem passar-se assim, como eu acabo de contar. Repeti-lo mais uma vez ainda, porque...porque é horrível quando uma mulher em mini-saia se senta em frente dum Padre a paisana, sem saber que ele é Padre.
De fato, ela verifica, quer pelo seu olhar, quer pelo seu comportamento, que ele tem algo de mais elevado. Ela sente-o de certa maneira e isso leva-a a tentar aproximar-se ainda mais dele. Nada disso aconteceria se ele usasse o traje ou hábito religioso. Casos como este, levaram muitos Padres a desviar-se do bom caminho, a casarem e, conseqüentemente, a abdicarem das suas funções sacerdotais. A Igreja Católica está numa situação difícil. Atingiu o ponto zero.
(Só se percebem sons guturais indefiníveis e uma sensação de estrangulamento).
(*) Tudo indica que a batina perturba terrivelmente o Diabo. Daí a grande resistência em dizer o valor do traje.
(*) Num Exorcismo anterior, que não se encontra publicado nesta obra.