Fé, relativismo e ecumenismo
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Após
o Concílio Vaticano II, espalhou-se entre os fiéis católicos a tese
contrária à Fé, de que se poderia alcançar a salvação eterna em
qualquer religião. Todas as religiões, quaisquer fossem suas crenças,
poderiam proporcionar o céu.
Isso
contradiz o dogma proclamado pelo IV Concílio de Latrão de que fora da
Igreja não há salvação:
“E
uma só é a Igreja universal dos fiéis, fora da qual ninguém
absolutamente se salva”(IV Concílio de Latrão,
Denzinger, n* 430
Conseqüentemente,
tanto faria ser católico, budista, protestante ou macumbeiro. Todas as
religiões se igualariam. Por isso, não tinha cabimento fazer apostolado,
ou partir para as missões longínquas, para converter alguém e “salvar
as almas”, como se dizia antes do Concílio.
Foi
o triunfo do indiferentismo religioso.
Do
Vaticano II nasceu o ecumenismo: se todas as religiões salvam, quaisquer
que sejam as suas crenças, para que discutir qual seria a religião
verdadeira? Acima do credo estaria o “amor”, acima da Fé e dos dogmas
estaria a caridade. Não tinha mais cabimento entrar em polêmica, e a
apologética foi aposentada.
O
Vaticano II proclamou, na Declaração Dignitatis Humanae:
“Faz-se
injúria, portanto, à pessoa humana e à mesma ordem estabelecida por
Deus em favor dos homens, ao negar ao homem a livre prática da religião
na sociedade, sempre que esteja a salvo a ordem pública” (Dignitatis
Humanae, 3).
Assim,
reconhecia-se o “direito” de espalhar o erro.
Reconheceu-se
também, no Concílio Vaticano II, o “pluralismo teológico”:
“Resguardando
a unidade nas coisas necessárias, todos na Igreja, segundo o múnus dado
a cada um, conservem a devida liberdade, tanto nas varias formas de vida
espiritual e de disciplina, quanto na diversidade de ritos litúrgicos -- [Mas
isto não valeu para Dom Lefebvre] -- e até mesmo
na elaboração teológica da verdade revelada” (Decreto
Unitatis Redintegratio, 4. destaques nossos).
Deram-se
vivas ao pluralismo religioso.
Em
Assis, João Paulo II, em 1986, realizou uma jornada internacional das
religiões, tal como fora condenada por Pio XI, na encíclica Mortalium
Animos, a fim de se rezar pela paz. Colocou-se um Buda sobre o
sacrário numa igreja de Assis.
Entrou-se
na era do diálogo. Todos dialogavam. Ninguém se entendia. Sobretudo
ninguém tinha mais certeza de nada
O
ecumenismo abalou toda a Fé e esvaziou as igrejas.
Todas
as religiões sendo válidas, o valor delas seria relativo. Não haveria
uma religião verdadeira. Não haveria religião que pudesse se apresentar
como possuidora exclusiva da verdade. E se nenhuma região era a
verdadeira, desapareceram todas as certezas.
Cristo
e Buda, a Santíssima Trindade e Allah, a Eucaristia e um galo preto morto
num terreiro para Xangô, teriam igual valor.
Tudo
ficou relativo.
Nas
igrejas, realizaram-se cultos “pluralísticos”. Hereges e feiticeiros
entraram na missa. As igrejas, os conventos e os seminários se
esvaziaram...Os Colégios católicos se fecharam. ou, pior ainda, ficaram
abertos, a tudo...
Milhares
de padres abandonaram a batina.
A
fumaça de satanás entrou no templo de Deus – como confessou Paulo VI
— e tudo ficou incerto. Tudo ficou obscuro. Deu-se uma verdadeira e
misteriosa auto demolição da Igreja. Deu-se uma espécie de suicídio da
Teologia católica.
Compreende-se, então, porque Nossa Senhora de Fátima, em 1917, no seu Terceiro Segredo, agora praticamente desvelado, preveniu ao Papa que não convocasse um Concílio e não mudasse a Missa de sempre, que isso significaria um suicídio, e uma apostasia.
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Fonte: montfort.org.br |
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