FOGO DO CÉU
Alguém que quer ficar anônimo me mandou esta visão e vou relatar. Eu
acabara de acordar pela manhã, e de repente me vejo, em mente, a formalizar
uma espécie de visão. Não era por sonho, nem acontecia por vontade minha, mas
sim por um estado de torpor, de impotência, que me tolhia a vontade e o pensamento.
Eu me achava encostado em uma cerca divisória, como num campo, e ela fazia um
ângulo de 120º. Eu estava bem no canto da cerca, de costas. O lance que se estendia
para frente, estava pela minha direita.
Voltado sempre com a cabeça pela direita – não importava o lado para
o qual eu estivesse voltado ali deitado no travesseiro – eu era obrigado a
olhar por sobre aquela cerca, e vi aparecer duas listas, como dois rolos de
pergaminho, que se desenrolavam, cada um, em frente de cada uma de minhas
vistas, um na esquerda, outro na direita.
Neste momento vejo que começa uma longa discussão entre as duas listas,
e um estado de torpor tomou conta de mim. Não escutava o que elas diziam, sei
apenas que brigavam. Também não via o que estava escrito, só sei que havia inúmeros
itens em cada pauta, e eram doutrinas, ou pontos de atrito. Deitei para a
esquerda, depois de costas, não importava o lado sempre eu parecia estar
olhando para a minha direita, por sobre o lance da cerca, e tinha que observar a
discussão das duas listas. A visão continuava.
Por longo tempo – uns dez minutos – foi assim e percebi que na
realidade as listas simbolizavam duas igrejas católicas, a da esquerda
– antiga – e a da direita - moderna. Cada uma das listas, apresentava uma
longa série de “vantagens”, como pautas de reivindicações, com os itens
colocados não em ordem, mas lado a lado, separados por um traço. Na realidade,
como a visão era frontal, a lista da esquerda simbolizava para mim a Igreja da
Direita, e verdadeira, enquanto a outra, uma falsa igreja ecumênica e moderna.
Depois de muito tempo assim, percebi que a lista da esquerda, da boa
Igreja, que na realidade simbolizava a que na minha frente estava à direita,
começou a ficar cada vez menor, pois algo passava em cima das letras de cada
item da pauta, e à medida que os itens desapareciam, também o papel ficava
menor, até que, desaparecido o último item, também desapareceu a lista que
estava diante da minha vista esquerda. Penso aqui, que isso significava que,
tudo aquilo que é verdade, da Santa Igreja, estava sendo riscado, apagado,
sufocado para dar alugar ao falso movimento modernista, arrogante. Porque, a
lista da direita continuava inteira, apenas um item foi riscado, entretanto ela
continuava querendo ainda discutir. Maldita igreja que somente se reúne e
discute, e não reza!
Quando se apagou totalmente a lista da esquerda, vejo-me agora a olhar
bem à frente. Nisso, passando da vista direita para a esquerda, vejo passar
alguém, que começou a dizer assim: eu sou o mais bonito! Eu sou o mais
bonito! Eu sou o mais bonito. E pude ver, de relance, um jovem branco,
de uns 17 anos, que se postou bem alto, aliás enorme, bem ao meu lado esquerdo
– eu na verdade não podia ver as pernas dele, pois parecia não estar
plantado no chão, não tinha base e como flutuava. E num relance ele como que
desapareceu, dando lugar a uma torre altíssima e pontiaguda, desafiadora, que
quase tocava aos céus.
Tinha, esta falsa igreja, em cada lado, uma torre menor, também
elas pontiagudas. E ele me simbolizava a Igreja da direita – e o jovem “mais
bonito”, os maus seminários – desta nova e modernista igreja, tão diabólica
quanto ecumênica, tão relativista quanto herege, tão arrogante como satânica,
e tão teológica como desafiadora a Deus, aquela que continuava a discutir sem
parar. E continua! O pai deste jovem parecia estar junto com ele, e concordava
com o que ele dizia.
Olhando novamente para frente, vejo surgir, na vista direita, uma pequena
e bem antiga igreja de pedra, que me pareceu com aquela igrejinha de um filme de
São Francisco, que há muitos anos assisti, que me voltou perfeita, à mente.
Era uma pequena igreja, bem escura, com pedras negras, e sem pintura. Ela estava
posta no chão e bem fundamentada. As fugas das pedras eram brancas o telhado
era de cor escura, toda envelhecida
pelo tempo, e uma pequena Cruz encimava um diminuto campanário. Tudo era
humildade!
Neste momento, vejo sair, como de dentro da Igreja de pedra, um menino
negro, de uns quatro ou cinco anos de idade, e à medida que ele apareceu a
igrejinha desapareceu da minha visão, como se ele a representasse. Então, o
menino negro, ao tempo em que o outro insistia em se oferecer e dizer que ele era
o mais bonito, esticou o pescocinho para o lado, como a procura de seu pai,
um senhor negro, que estava agora bem ao meu lado e disse assim: Deus,
bom pra tu, pai! Como se dissesse: Deus é bom para ti, pai!
Esta frase me emocionou de tal forma, que um jorro de lágrimas me saiu
dos olhos. Havia uma ternura imensa ali, um carinho, um sentimento de humildade
tal, que não havia como não se emocionar, até porque parecia uma elevada
teologia, imprópria de alguém com aquela idade. Então peguei o menino no
colo, olhei para ele e vi que, na realidade, tinha um rostinho de muito
sofrimento, e me parecia envelhecido, cansado, com lágrimas nos olhos e com
cabelos já grisalhos, como se fosse pequeno no tamanho, mas velho na idade.
Então, tomeis este pequenino no colo e disse a ele assim: Menino,
Deus te ama muito. Você vai se tornar um santo... Você deve ir para o seminário
dos franciscanos. Disse isso, porque depois que o peguei no colo, vi-o
vestido de hábito marrom franciscano e formar-se o capucho às suas cosas.
Ao ouvir isso, a criança – velhinho – se emocionou sobremaneira e voltou-se para seu pai como se pedisse autorização para ir ao seminário e o velho pai, com os olhos em lágrimas de alegria assentiu com a cabeça sem dizer nada. Ambos não disseram uma só palavra, mas se entenderam. Nisso tomei este menino negro, pelas axilas, e o coloquei para o outro lado da cerca, que agora me parecia um divisor vermelho, incandescente, ou como um raio luminoso que separasse a mentira, da verdade. Quando o menino chegou ao chão, vi que ficou ali, não ele, mas a igrejinha de pedra. Ou seja, esta Igreja boa e antiga, passou por aquele jato de fogo, e não se queimou, mas ficou plantada firme no chão.
Restava a Igreja alta, vistosa, que agora estava a esquerda. Entretanto,
a pauta dela continuava como acusadora, sempre em minha vista direita, com
apenas aquele um item apagado e ainda discutindo e parecendo falar sozinha.
Teria vencido? Não sabendo que fazer, eu peguei – assim como fiz com o menino
– para a minha esquerda e vi nas minhas mãos não o jovem de 17 anos, mas
esta igreja nova, pintada de branco e com muitos afrescos, sendo as colunas de
cor cinza. E ao tentar coloca-la também para o outro lado da cerca
incandescente – que representava o limiar da verdade – ainda uma última vez
se me mostrou a sua lista, e tristemente vi que continha muitas heresias. Então
senti que ela não merecia ir para o outro lado, mas mesmo assim, em
sinal de respeito por representar, também, a Igreja Católica, a tentei
colocar no chão, do outro lado da cerca.
Nisso, estando a Igreja ainda dentro de minhas mãos, vi que desceu dos céus
um fogo estranho, como aquelas ondas de labaredas expelidas pelo sol, e a tal
igreja começou a pegar fogo, ainda no ar, sem cair no chão, e se incandescia e
soltava chispas, como uma folha leve queimava pelos ares, dentro de uma
fogueira. Vi neste instante uma imensa cruz luminosa, estender os braços para o
céu e como que sair, fugir, de dentro dela, como se sua alma tivesse saído
do corpo. Foi isto que senti! Saiu a vida, ficou a simples rocha!
E ali diante de meus olhos, vi que tudo foi consumido por aqueles jorros
de fogo caído dos céus, que batiam nas pedras e se expandiam, num calor
assombroso, tal que as próprias pedras se pulverizavam diante daquele fogo
impetuoso, e assim desapareceu da minha vista, num último milímetro de pedra
que se esvaiu. Nisso eu saio daquele torpor, e me vejo invadido por uma náusea
profunda, agora bem acordado e bem consciente, algo que me repugnava, como se
isso se devesse a aquela igreja vistosa que acabara de ser queimada pelo fogo do
Céu. Esta foi a visão, sei lá o que!
Raciocinando sobre estas coisas, me pareceu entender tudo: isso
acontecerá um dia. Temos hoje a ala direita e esquerda da Igreja. Não há
como dizer diferente, a divisão é entre tradicionais e modernistas. Os
modernistas são uma maioria arrogante e vistosa, que quase atinge aos céus e
desafia a Deus. Os padres tradicionais e santos, a Igreja de sempre, está cada
vez menor e mais acuada. Suas teses são sempre rejeitadas em detrimento da
doutrina modernista que sufoca tudo. Ela é a mais vistosa, a mais lida por
fora, mas por dentro é podridão.
Aarão fala: Virá o momento da Justiça e então esta Igreja moderna,
arrogante, voltada para o mundo, será queimada, pois não duvido que caia fogo
do Céu sobre ela. Aliás, as
profecias falam exatamente isto. Não dividem de que este fogo venha a consumir
a maioria das igrejas de hoje – falo sim e até dos templos físicos, igrejas
e catedrais – que rejeitarem o Santíssimo. Delas não ficará pedra sobre
pedra, aliás, não restará nem pedra, se vier aquele fogo. Então porque
duvidar que Deus fará mesmo cair sobre esta falsa igreja vistosa e voltada para
o mundo? No fim ficará a humilde Igreja de Jesus, assim como Ele a fundou e
sempre a quis.
A realidade é que estamos confusos. A qual doutrina seguir? A qual das
igrejas: A Direita ou a da esquerda? Naquela outra visão que apresentamos,
sempre era pedido para nós tomarmos o caminho da direita, da Igreja antiga, da
Tradição, não esta moderna e falsa de esquerda que nos querem impingir. Já
diversos textos eu escrevi sobre este assunto, mas devo sempre voltar. Nós
estamos na hora da decisão, e sinto que a maioria das nossas pessoas de fé,
está atribulada. Elas gostariam de seguir ao seu pároco, mas como seguir a
ele, se depois vem o vigário paroquial e diz tudo diferente? Bem à propósito
chegou nesta manhã uma carta, nos seguintes termos:
Nestes dias minha cunhada assistindo um programa de televisão no
canal 11, um tal padre dizia que o inferno e o purgatório não existem,
que são coisas de nossa imaginação, existia sim um lugar aonde a alma
iria para pagar as suas penas. Ela me disse não sabe mais para onde caminhar!
Eu lhe disse procure na Bíblia, que ali encontraria resposta para tudo. Pois
bem: hoje na Missa o padre deu quase uma hora de sermão e nos implorou, que a
gente não se preocupasse muito com coisas mundanas e sim com a salvação de
nossa alma, pois o inferno existia sim, e que não era história em
quadrinhos como todos pensam.
Disse também que existia sim a perda eterna da alma, que a gente
lutasse para que isso não acontecesse conosco; no final da Missa tornou a
falar. Falou da apostasia na Igreja, da grande desolação em que
a Igreja está. Você imagina, ele que é padre que vive dentro da fé, nos diz
isso da nossa madre Igreja, ele também está sentindo a pressão. Eu pensei que
ele fosse chorar, tanto que era a agonia nas palavras dele. Finalizou dizendo
que aquela missa em latim, era um presente que São Paulo ganhou, e
poucos sabiam das graças que viriam para nossa cidade.
Foi isto!
Ora, as pessoas gostariam de seguir a Igreja verdadeira. Mas vejam, um
sacerdote diz que inferno e purgatório são coisas da imaginação das pessoas,
outro que eles existem, e avisa sobre a perda eterna de uma alma. De posse
destas duas doutrinas, os amantes da porta larga – aquela que leva à perdição
– irão colher de bom grado a doutrina falsa, de que tais coisas não existem,
porque isso lhes convém. Mas aqueles que conhecem o Catecismo da Igreja
e o verdadeiro Deus, sabem que inferno e purgatório estão lá bem definidos e
são dogmas de nossa fé. Portanto, quem os negue, é um herege, e já
está excomungado da Igreja.
Quando uma tal coisa acontecer, deve-se dar ciência ao Bispo, para que
ele tome uma medida cabível. Este padre herege, ou qualquer leigo que negue as
verdades da nossa fé, deve ser chamado atenção, e deve retratar-se
publicamente, admitindo o erro. Mas onde se viu isto? A teologia da libertação,
que já levou tantas almas para o inferno – que eles não acreditam que exista
– já foi condenada há décadas pelo papa, entretanto continua a todo vapor a
apresentar sua doutrina de maldição diante dos olhos incautos. Não
adianta o Papa condenar, muitos a continuam seguindo. Como fica o povo no meio
disso?
Hoje mesmo, uma notícia assombrosa me fez pensar e estarrecer, quando
vejo que o Papa recebeu em audiência a Kiko Arguelo, o fundador do
neocatecumenato, movimento falso, que se diz Igreja, mas visa a dessacralização
da Igreja. Que seria da Igreja, se este movimento herético – embora já
vicejando em tantos países – fosse acolhido pelo Papa? Fará ele uma condenação
pública deste movimento das sombras? Dificilmente e é disso que se aproveitam
os modernistas, para incendiar o mundo com suas heresias. Claro, nós bem
sabemos que o Papa deve receber com carinho a todas as pessoas que marcam e
conseguem audiências com ele, entretanto este é um expediente amaldiçoado que
muitos hereges usam, tentando ligar a imagem falsa de seus fundadores, ao papa,
para com isso dar veracidade a sua doutrina diabólica. Cuidem com esta doutrina
falsa, e não se liguem ao Opus Dei, este era um dia bom, hoje não mais. Eles
que rezem e muito por Dom Escrivá, antes de querem faze-lo santo e ouçam no
processo a religiosa, secretária dele!
Nós temos um Catecismo em nossa Igreja Católica, editado sob João
Paulo II, e ele além de continuar válido, deve ser seguido. Não
precisamos, pois, das apostilas e da doutrina do caminho neo-catecumenal. Isso
é coisa de seita! Qualquer vento de doutrina perniciosa, que venha afirmar ao
contrário do que está definido no Catecismo, deve ser rejeitado, não importa
qual eminência parda o tenha afirmado, nem mesmo um Papa. Compete então, a
cada fiel, que queira se manter firme na verdade, que tenha em casa este
Catecismo e nele se ancore. Sempre que a dúvida bater em sua porta, ali estará
a resposta. Digo isso, porque virá o dia em que as comunicações não permitirão
consultas e então cada pessoa deverá estar preparada, sozinha.
Pecará, alguém, se não acreditar em seu pároco que diz que o purgatório
não existe? Óbvio que não! Pecado ele cometerá se aceitar esta falsa tese,
em nome da obediência! Os comandos de Hitler também alegaram obediência para
se livrarem da condenação, quando julgados por seus crimes de guerra. Não
adianta depois então, querer alegar diante de Deus que foi enganado pelo padre,
ou por um teólogo. Estes terão certamente sua conta de loucura a pagar também,
mas se o discípulo aceita a doutrina do mestre sabendo que ela fere a Doutrina
e a Tradição da Igreja, ele é também réu de culpa. Pior é se a aceita,
porque isso lhe convém!
Como uma pessoa, em sã consciência, poderá negar a existência do demônio
se Jesus afirmou que ele existe? Como é que, vendo a podridão se espalhar pela
terra com essa materialização de todas as pestilências, alguém poderá dizer
que tudo vai bem, que é assim mesmo, e que adiante as coisas se irão acertar
por si só? Tudo seria ainda inteligível, se pelo menos na Igreja Católica a
unidade se mantivesse! Se houvesse unicidade de Doutrina! Se houvesse um
seguimento de santa obediência! Se pudéssemos ter confiança nos ensinamentos
do padre, pois ele estaria livre de ventos modernistas, na realidade fumaça do
inferno! Se os padres viessem de bons seminários! Enfim, os bons estão
confusos. E nesta confusão, os ventos de mudanças, provocam muitos desastres.
Maldito este sentimento de querer mudar, e mudar sempre, espírito de
rebeldia que não se mantém na simplicidade do verdadeiro e exige sempre a
doutrina do precipício. As pessoas vivem à procura de mestres bons para seus
ouvidos, doutrinas boas para os seus caprichos, e porta larga para viver neste
mundo. Nada que pregue sacrifício e salvação, nada que pregue a busca da
felicidade no Céu, nada que trate das almas imortais tem atraído estas
maiorias incautas e ensandecidas. Como se o coro dos hereges, porque são
maioria, passe a ditar doutrina, e a criar dogma. Satã também tem por dogma
supremo destruir a Igreja de Cristo e levar as almas para o inferno! E como faz
isso? Suscitando os hereges, as heresias, as falsas doutrinas, a falsa igreja
que exige modernidade. Herética igreja que tem pruridos nos ouvidos quando se
fala em obediência, em fidelidade ao Papa, em combater o pecado, e que devemos
rezar para a salvação de todos.
Mas hoje, os próprios templos, nossos locais de oração, estão sendo
transformados em palcos de abominação. E muitos lugares, a título de reforma
da igreja, os sacrários que durante séculos estiveram sempre no centro das
igrejas, são colocados nas laterais. E nós já mostramos com números que
menos de 10% dos que antes vinham, na nave principal, adorar o Santíssimo,
depois O vão buscar nos lugares ocultos. Os padres sabem disso e pagarão caro
cada visita a Jesus que deixar de ser feita. Também as imagens estão sendo
postas de lado, sob pretexto de arte moderna, e para não atrapalhar o
ecumenismo.
Pois bem, Buda, Confúcio, Maomé e Zaratustra, confraternizam nas
trevas. O ensino deles é maldito – Salmo diz: os deuses das outras
religiões são demônios – e não deve ser trazido para dentro da
Igreja Católica, nem de brincadeira. Uma coisa é manter uma política de boa
vizinhança, sem ataques mútuos, outra mudar os conceitos para acatar o erro.
Porque querem tirar o divino e o sagrado dos nossos locais de adoração e devoção?
Para ali introduzir o profano, o herético, o abominável que vem destes entes
malditos. Para converter as nossas igrejas e capelas em pistas de dança para os
demônios. Como se poderão confraternizar, num mesmo espaço e nível, o Deus
Altíssimo, com os partidários de Belzebu? Este ecumenismo moderno é então
satânico, como a falsa igreja que o prega.
Há tempos atrás lembrei disso em um artigo. Certa catedral que conheci,
é toda feita com motivos satânicos. Até mesmo os “anjos” que recepcionam
na entrada do templo, são dois morcegos diabólicos, esqueléticos, negros, com
asas de vampiro. Acreditem, a maioria das pessoas não consegue ver ali os demônios.
Mas quando se mostra e elas fixam o olhar, então sim, percebem o demônio ali.
Eles acham tudo normal, e o amaldiçoado os cega de tal forma, que na
ingenuidade pensam ser coisa boa. Anjos, com asas de morcego e cascos? Com
garras em vez de dedos? Esta a arte de satã!
Pois lembro agora que aquela igreja moderna, da visão acima, era
exatamente assim: um minarete triangular agudíssimo, a apontar para o Céu em
desafio. Eu disse naquela ocasião que, quando Jesus voltar, certamente esta
catedral irá parar no fundo dos oceanos, ou mergulhar quilômetros terra
adentro. Pois agora, com a visão do fogo descendo dos céus, e queimando aquela
falsa igreja sem fundamento divino, acredito que todo aquele concreto será também
pulverizado pelas chamas da Ira do Altíssimo. Dela não restará nem pó. E de
todas as outras iguais, nada restará. Quem viver, verá!
Acreditem, restará apenas uma Igreja pobre e simples. Há catedrais
revestidas de ouro e prata? Se nelas não houver adoração, ou não houver o
Santíssimo, o fogo dos Céus as irá devorar. Existem obras de arte que valem
bilhões de dólares? Pergunte se elas servem para o culto a Deus ou para
extasiar turistas? Neste caso, nem as fotos que eles tiraram ficarão para
mostrar, pois “das coisas passadas não mais terão lembranças”.
Apostem naquelas pequenas eradas do interior, nas pequenas vilas e povoados
escondidos entre os montes – fujam para as montanhas – ali, onde
houver adoração, o fogo será proibido. Onde o Santíssimo permanecer, ali
permanecerá a igreja da Rocha de Pedro!
Sim, uma vez o anjo vingador verificava as portas e batentes para ver as
marcas de sangue do cordeiro, e passava adiante nas casas marcadas. Agora a
presença viva do próprio Cordeiro será a marca, o sinal que evitará a
espada do anjo da morte. Onde houver uma pequenina Igreja, com uma lâmpada
acesa, junto a um sacrário, ali a morte passará adiante, o fogo não a atingirá.
Ali também, os ferozes exércitos do anticristo não encontrarão para seus
estragos e perseguições. Nestas vilas, ou nestas humildes casas, milhões de
anjos e almas as guardarão, até que passe o tempo da ira e venha a Paz.
E dou um exemplo disso: Conta-se que na guerra, dois pilotos foram
enviados para bombardear a cidade de Pietralcina, onde estava frei Pio, e não a
conseguiram achar. Ao voltarem sem cumprir a missão, foram fuzilados por
desobediência. Então mandaram outros que não a conseguiram achar também e
miraculosamente ele foi preservada. Pois assim também acontecerá no futuro com
os locais escolhidos por Deus, não somente as capelas onde estiver o Santíssimo,
mas também as casas de família onde a adoração se mantiver. Estes locais
privilegiados não serão achados pelos destruidores.
Ficará, como vimos naquela visão e firmemente plantada, apenas a
Igrejinha de Assis, - e todas as poucas iguais a ela – aquela humilde construção
de pedra e fugas brancas, para uma posteridade que pode ser eterna. Virá o dia
do Senhor, contra as torres elevadas, e as montanhas de orgulho. Serão
inteiramente arrasadas, e suas portas, altas como são, incendiadas.
Assim, de nada valeram os sofrimentos dos povos, e em proveito do fogo
esgotaram-se as nações (Jr 51, 58). Que adianta levar 600 anos para
construir uma soberba Igreja, se de dentro dela se expulsou a Deus Altíssimo?
Eis o grito do profeta Amos: Porei
fogo aos muros de Gaza... Porei fogo aos muros de Tiro...Porei fogo em Temã...Porei
fogo aos muros de Rabát... Porei fogo a Moab... Porei fogo a Judá...
Acaso, se o fogo da Divina Ira atingir a todas estas cidades rebeldes, haverá
de poupar as paredes e até os fundamentos desta casa “onde meu nome foi
invocado”?. Se foi, já não é mais. Se não é mais local de adoração
e culto ao verdadeiro Deus, então que as chamas as consumam e para sempre.
Na Nova terra, não precisaremos destes templos de turismo, fotos e
artes. O demônio é que gosta de arte moderna, torta como ele, feia como ele,
burra como ele... Ó sim, se ele fosse inteligente, adoraria a Deus. Há muitos
não inteligentes o seguindo no mesmo erro: Os que pregam esta falsa igreja
moderna, que o fogo dos Céus há de consumir em breve. Rezemos pelo Papa Bento
XVI, ele precisará de muitas orações.
Aarão
Fonte: www.recados.aarao.nom.br