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Furacões podem jogar o mar contra cidades no futuro |
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9 de agosto de 2006 Os furacões mais intensos previstos para as próximas décadas podem inundar cidades como Miami e Nova Orleans, disseram cientistas na quarta-feira. Ressacas com ondas de até 9 metros provocadas pelos furacões podem representar uma ameaça maior para as áreas litorâneas do que a elevação do nível do mar provocada pelo aquecimento global, segundo o grupo Defesa Ambiental. Furacões mais intensos - alguns tão fortes quanto o devastador Katrina, de 2005¿ são prováveis no futuro, segundo os cientistas, porque as alterações no clima global devem aquecer as superfícies marinhas, o que alimenta a formação de furacões. "Falou-se muito sobre a ameaça às áreas costeiras da elevação do nível do mar, e esta é uma questão muitíssimo real, mas que vai se desenrolar num período de décadas, se não em um século", disse Bill Chameides, cientista-chefe do Defesa Ambiental, em entrevista coletiva por telefone. "O que consideramos um risco mais imediato às áreas costeiras é a ameaça de ressacas, o que na verdade é exacerbado por um aumento do nível do mar devido a essas tempestades de crescente intensidade", acrescentou Chameides. Usando dados do governo dos EUA, os cientistas simularam o risco de inundações para furacões das categorias 3, 4 e 5 em três pontos da Costa Sudeste dos EUA. Um furacão da categoria 3, com uma ressaca de 2,7 a 3,7 metros acima do normal, colocaria em risco Miami Beach e grande parte do centro de Miami. Já na categoria 5, o mar ameaçaria toda a região, inclusive áreas afastadas da praia. Os mapas e outras informações estão disponíveis no site http://www.environmentaldefense.org/go/hurricanes/. Não foi feita previsão para Nova Orleans, mas os cientistas usaram dados oficiais mostrando até onde foram as águas da inundação que se seguiu ao Katrina. "Como os furacões Katrina e Rita mostraram, os 24,7 mil quilômetros quadrados de terra perto do nível do mar (na Louisiana) são especialmente vulneráveis a ressacas ¿destrutivas cristas de água que se movem e freqüentemente causam o grosso dos danos em uma tempestade de categoria alta", escreveram os cientistas no site. Chameides está entre os cientistas que atribuem fatores humanos à maior intensidade dos furacões nos próximos anos, mas outros acham que isso se deve a ciclos naturais. Os meteorologistas do governo dos EUA reviram suas previsões para 2006 e anunciaram na terça-feira que esta temporada de furacões será menos intensa que a de 2005 ¿e menos ativa do que a previsão feita em maio. Deve haver 12 a 15 tempestades dignas de nome, das quais três ou quatro serão classificadas como furacões "importantes". No ano passado houve 28 tempestades tropicais batizadas, sendo 15 furacões, dos quais quatro "importantes". O mais grave deles, o Katrina, devastou Nova Orleans, matou 1.300 pessoas e provocou 80 bilhões de dólares em prejuízos.
Reuters
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Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,17561,OI1092691-EI314,00.html |
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