O FUTURO
Uma
das coisas que talvez mais fascina ao ser humano, desde os tempos imemoriais,
tem sido a busca de entender ou descobrir o futuro. Que acontecerá adiante,
amanhã, daqui a um ano, um século, um milênio? Que acontecerá com a Igreja
Católica, nossa preocupação atual e maior, agora que assume um novo Papa? O
que Deus nos reserva adiante? Na verdade, tudo ainda é como um cofre lacrado,
secreto, oculto e é preciso aguardar que os dias passem, que as primeiras
determinações surjam, para que então, devagarzinho se possa melhor traçar um
panorama do futuro.
É preciso, porém, muita oração e fé. Somente os filhos da luz verão
a diferença entre a mentira vistosa e ofuscante e a verdade pura e cristalina,
tal como somente aqueles que buscam a conversão de verdade perceberão e
aceitarão os sinais de Deus. Os outros, os que estão aqui apenas para
achar um motivo de não se converterem, para, como sempre, deixar para depois a
mudança de vida, estes continuarão também cegos. E tudo irá assim, até que
apenas um pequeníssimo rebanho esteja sobrando: o daqueles que ainda conseguem
ver a luz, e perceber a diferença entre o falso brilho do mundo – a doutrina
dos homens – e a Luz perene da verdade única em Deus – a sã doutrina da
Igreja Católica. Distinguir entre a falsa doutrina daqueles que se dizem
igreja, mas não são, e sim uma sinagoga de satã, e a Igreja do grande pastor
e agora santo do Céu, Karol Wojtyla, e dos que o seguem. Ele partiu e Deus
acolheu seu sacrifício! Em seu lugar ficou outro homem, com outro
nome, mas com a mesmíssima missão. Que acontecerá?
Na verdade, nossa preocupação não é outra senão com a Doutrina, que queremos ver seguindo, na mesma linha de João Paulo II; nada de abertura para novidades, nada de mudanças bruscas, nenhuma contemporização com as heresias, nem com os hereges, nem com o pecado, e seja pelo motivo que for. Já se disse, porém, que muitos cardeais, depois de eleitos papa, mudaram drasticamente suas atitudes, uns para pior outros para melhor, porque uma coisa é comandar uma diocese, e até uma Conferência Episcopal, outra, muito diferente é comandar os 1,2 bilhões de católicos da terra. A primeira é semear ventos, outra é segurar tempestades. O que existe lá no Vaticano, não são brisas nem flores perfumadas, mas vendavais aterrorizantes e veneno mortal para a Igreja.
É isso que Bento XVI deverá encontrar: não paz, não tranqüilidade, mas trevas agindo por trás dele. Forçando a barra e exigindo mudanças radicais. Ele terá, por trás, atuando as trevas, mesmo que na aparência e diante das câmeras ele sorria. Talvez ele não tenha outra saída, mas o simples fato de manter certas feras no cargo, já é mau presságio. Recentemente o atual papa Bento XVI alertou sobre a "sujeira" que existe no interior da Igreja, e chegou a defini-la como "um barco que está preste a afundar”. Sinal de que ele sabe do perigo. Dizem que as palavras que ele proferiu na Missa dos funerais do Papa João Paulo II apavoraram alguns cardeais quando ele alertou para os “perigos do relativismo e das novas ideologias e doutrinas”. Ele sabe com certeza que não precisa ir longe, para achar tais coisas, mas que elas estão plantadas lá dentro da casa onde ele agora é o chefe. Já falamos nisso no outro artigo, e penso que não há necessidade de as repetir. Teologias, heresias, ideologias, todas visando derrubar a verdade e a Igreja.
E será uma missão difícil para ele, porque com certeza, Bento XVI
conhecia bem o seu gabinete em Roma, mas não os outros. Antes, ele cuidava
apenas do seu, agora terá de ver o que é feito nos outros. O papa manda pouco,
porque os grandes cargos estão nas mãos de pessoas que não lhe obedecem. E se
não obedeciam a João Paulo II, não irão obedecer a este. Na mensagem 306
Jesus disse: “O
Trono será colocado de mão em mão por muito tempo – não, porém,
por tempo desgastante – e nenhum destes que acenarão o cetro, terão
o poder nas mãos, pois o verdadeiro poder vem das trevas...”.
E disse ainda: “João Paulo II cairá! Seu trono não será mais o mesmo,
pois se multiplicará, já que a ganância falará mais alto e até
será a causa do desacerto inimigo...”.
Abrem-se aqui diversas perspectivas. O que levando são possibilidades
e alternativas, não se vá pensar que sejam irrefutáveis. Estou apenas
pensando alto. Já vimos que nós pouco entendemos do Plano de Deus e que Ele
pode mudar tudo, dependendo da resposta dos homens. O fato de o trono mudar de mão
em mão, nos parece dizer, primeiro, que teremos mais de um papa além
deste. Mas nenhum dos que tiverem o cetro na mão, doravante terá poder de
mando, porque o verdadeiro poder virá das trevas, dos outros gabinetes que não
são nomeados pelo Papa como, aliás, acontecia antes. E já com este será
assim, pois parece que permanecerão nos cargos todos os que já os ocupavam
antes. Mau sinal! Ele estará completamente amarrado, e o povo católico não
sabe disso!
O trono se multiplicará, nos parece dizer que num dado momento
teremos dois papas ao mesmo tempo, um real, que deixará Roma no tempo de Deus,
e outro falso, que ocupará o trono de forma fraudulenta, isso já aconteceu
antes na Igreja. Ou seja, tanto este Papa agora eleito, quanto o outro que vem,
poderão cumprir a parte do plano destinado antes a João Paulo II, porque tudo
aquilo que está dito sobre ele, tanto a parte da fuga pelo mundo, quanto o
Plano geral do Cálice, continuam de pé. Tudo aquilo visa à conversão do povo
judeu, um plano estupendo, milimétrico e impossível de ser bolado por mente
humana, e sim e somente pela Eterna Sabedoria. Ele continua, portanto!
Mas veja: Nós sabemos que muito do que a mídia põe no ar são fofocas
e são intrigas, e são especialmente mentiras plantadas ali de propósito, que
têm o intuito de enganar a opinião pública, ou de colocar em discussão um
tema que é do interesse da besta. Este é, afinal, um dos passos que ela usa
para condicionar as pessoas, como já mostramos antes. Por qual motivo não
se discutem temas de continuidade e sim de polêmica? Por aí o leitor já tira
suas conclusões! O desejo deles é trocar o certo pelo errado. É fazer do
pecado um bem! Naturalmente que escolhem temas de pressão, que envolvem
milhares de pessoas interessadas, e a estes incitam a atacar as regras milenares
da Igreja.
E nesta linha já dois temas estão em voga: Dizem que o Papa Bento XVI,
para ser votado pela maioria teve que aceitar discutir a questão da maior autonomia
dos bispos em matéria de fé! Para isso, usam a insatisfação de alguns
maus bispos, porque bons obedecem ao Papa e nada exigem! E ontem saiu outra, de
que ele se obrigou a aceitar também discutir a questão da Comunhão aos
divorciados. Usam para isso a pressão dos milhares de católicos que estão
nesta difícil situação. O interesse maior, não é ajudar a ambos: é sim,
destruir a Igreja! São estas as sombras para as quais João Paulo II
vinha tentando avisar. São para estas mesmas sombras que Bento XVI começa
avisando!
Em primeiro lugar acredito, com toda força de meu coração, que, se
para ser papa tivesse que aceitar condições prévias, ele jamais teria
aceitado. Aliás, esta seria uma das provas mais seguras que teríamos, de
que esta eleição não havia sido conduzida por Deus, não fora obra do Espírito
Santo. Porque, sem dúvida, o fato de antes da eleição já haver um favorito tão
escancarado e depois isso se confirmar com tanta facilidade deixa entrever
sombras no conclave. Esta coisa de pedir voto antecipado – embora ele jamais
houvesse pedido – de confabular antes, entre risos e abraços, como se fosse a
eleição de um presidente de país, jamais deveria acontecer dentro deste
conclave na Igreja, pois vai contra todas as regras. Mas alguns dos cardeais já
falavam como se já fossem eleitos, até ditando o que o Papa deve fazer,
tripudiando alegremente, ainda diante de um cadáver.
Mas deixemos isso de lado, porque um Papa está eleito, Deus seja
louvado, pois se trata de um homem de Deus. Eu continuo a apostar na
continuidade de João Paulo II, e até ouso a dizer, haverá dureza ainda
maior em muitas coisas. Meu grande sentimento é de que – anotem bem isto
para meditar – com a morte de João Paulo II, se cumpriu o que está
profetizado na 2ª Carta aos Tessalonicenses: foi afastado do
trono, aquele que detinha a rebelião! E agora a apostasia se
manifestará mais abertamente, seguindo até que o ímpio tome conta do
trono. Não acredito que o Papa Bento XVI terá condições de deter o avanço
do mal – falo das mudanças que no artigo anterior mencionei, e que querem
introduzir na Igreja – mormente se ele de fato aceitou discutir questões que
sempre foram totalmente vedadas na Igreja. O sentimento é de agora em diante
explodirá a apostasia, exercida pela pressão, tal como prevê São Paulo na
mesma carta, apostasia esta que antecipa o surgimento do falso. Penso que haverá
um confronto entre tradicionais e modernistas, que poderá trazer conseqüências
até para a vida do Papa.
Se olharmos apenas as duas questões acima, que já se levantaram agora,
já teremos um impasse. Para aprovar a comunhão aos divorciados – que contraíram
segundas núpcias no civil ou vivam maritalmente (amasiados) – se teria antes
de considerar que o divórcio já não é mais um pecado. Mas se não é mais
agora, porque era antes? Vejam a confusão! Como a Igreja nada tem a ver com o
poder civil, o simples fato de alguém se divorciar não é pecado em si. E se o
fosse, uma boa confissão resolveria. Porque, se a Igreja não aprova o divórcio,
também não aprova o homicídio. Mas se o homicídio, mais grave, pode ser
perdoado numa confissão, porque não o divórcio? Então, a questão não está
no divórcio em si, mas na união posterior, esta sim em adultério!
Claro, nisso se supõe que a pessoa esteja casada no civil e no religioso! O
fato civil o divórcio pode resolver, mas o religioso somente por processo de Declaração
de Nulidade.
Assim, caso a pessoa divorciada não viva maritalmente
com outra, ou se case formalmente na Igreja com alguém livre e
desimpedido, pela lei civil e divina, não há problema algum. O que jamais
se poderá atender é a questão dos amasiados: este é um pecado grave e
continuado, e nenhuma lei da Igreja o poderá derrubar! Nem agora nem nunca! Se
isso for aprovado, se terá que aceitar junto, milhares de outros pecados como
se não fossem mais. Quem fará isto? O que eles querem mesmo é que a Igreja
caia em contradição, uma vez, porque basta uma porta aberta, e as
outras se abrirão por si só. Então, como já disse, o Papa não terá outra
alternativa a não ser fechar tudo e deixar a discussão rolar, para ódio dos
demolidores da fé e da Igreja. Claro, isso dará força aos adversários e também
forçará a eleição do mau adiante. Porque assim, pela mídia eles jogarão o
Papa contra a opinião pública, taxando-o de ultrapassado e conservador!
O que se pode e deve é instalar, e fazer funcionar são sérios e
verdadeiros Tribunais Eclesiásticos, que atendam rapidamente as demandas
dos casais separados. Em algumas dioceses, isso é um completo desastre, pois
nem ligam para os casais. Hoje em dia, me disse um padre com larga experiência
no Tribunal Regional Sul, que para ele mais de 60% dos casamentos no religioso são
inválidos na raiz, e, portanto, passíveis de obter a “Declaração de
Nulidade”. Este é, por hora, o único caminho possível. Não somente
cuidar dos tribunais, como voltar a pregar a sã doutrina, voltar a preparar bem
os jovens para o casamento, não com os fingidos “cursos de noivos” de hoje,
mas com a firmeza da Lei e a santidade do Evangelho. Só isso salva os
casamentos, e não se falará em divorciados. Não se pode conter um dique,
abrindo-lhe de todo as comportas. I imaginem a imensidão de lama e lodo que
todo este explosivo processo arrasta.
Quanto à questão da autonomia dos bispos – já citamos antes – este
é o maior desastre que poderá ocorrer para a unidade da Igreja. Não entendo
aos cardeais, como Martini, que defendem esta posição: não percebem que isso
seria fatiar o bolo do poder, seria fragmentar o trono em milhares de pedaços,
seria estilhaçar com a cadeira de Pedro, sendo que imediatamente o Papa ficaria
sem voz alguma? Se hoje já não o ouvem, nem o obedecem, que se dirá quando
isso acontecer? Porque cada país passaria a fabricar uma Igreja a seu gosto, de
acordo com as suas vontades, sua cultura, sua tradição. E logo os ritos seriam
alterados, de acordo com os regionalismos e as tradições, primeiro pelos
bispos, depois pelos padres, depois pelos paroquianos... Vejam: Eu não acredito
que Bento XVI cederá nisto, entretanto, se ele não ceder, pode
ser exatamente este o fator que poderá encurtar seu mandato, como previsto, não
sua avançada idade.
Vejam que, naquela mensagem, Jesus falou que “o trono se multiplicará”
e isso pode ter uma outra interpretação: a de que adiante isso será realmente
aprovado, e de que o trono de Pedro explodirá em milhares de frangalhos pela
divisão de poder, cada um fazendo como bem entende. Ele lembra até que
realmente esta será a causa do desacerto inimigo, devido à ganância,
a sede de poder que atormenta e obceca alguns daqueles purpurados. Na verdade,
muitos deles querem liberar tudo porque parecem já não acreditar no próprio
Evangelho, pois, se fossem fiéis a Jesus, não julgariam que a manutenção da
Doutrina pela Igreja Católica seja a causa da fuga de muitos fiéis, antes
veriam nesta apostasia o sinal dos tempos e buscariam o caminho da
santidade, esta sim a verdadeira Igreja.
Ademais, se alguém está descontente aqui, que procure uma seita, onde há
comida podre para todos os gostos. Para que apodrecer a nossa também? Isso nos
leva a crer, então, que esta ânsia de divisão, de fragmentação seja obra do
diabo, ele o que divide, porque divididos e separados do Corpo de Cristo somos
presas fáceis do inimigo. Se tal coisa for feita, não deveremos duvidar da
integridade do Papa Bento XVI como o verdadeiro e maior Guardião da Doutrina da
Fé, que sempre foi, desde antes de ser feito Papa, mas é porque já estamos
sob o domínio de forças das trevas. Na
verdade, há muita coisa hoje que vem do Vaticano, mas que de forma alguma vêm
do Papa.
De fato, se os bispos do mundo inteiro tiverem opções diferentes, se
tiverem poder de decidir sobre questões de fé – e como sabemos a maioria
deles não foi eleito como prova de santidade ou de graça divina, por aí se
deduz – a pressão sobre eles será imensa e milhares deles acabarão por
ceder. Por certo o poder de alguns gabinetes de Roma, que querem justamente isso
– provocar a confusão e a divisão da Igreja para assim a poderem destruir
– se manifesta já hoje em tantos movimentos fortes, que nem sempre pertencem
a Igreja, que não são aprovados pelo Santo Padre, mas que vegetam ou até
vicejam dentro dela, embora sejam plantas absolutamente daninhas, como o “Neocatecumenato”,
e outros, cada um dizendo: Eu sou Jesus! Há movimentos, que estão fincados em
Roma, mas nunca foram da Igreja Católica. São cânceres que se incrustaram
nela. Mas o maior câncer da Igreja, hoje, com certeza é a desobediência do
clero às cartas do Papa.
E todos estes movimentos, e todos aqueles que os apóiam e aprovam,
exercem pressão sobre Pedro. Cada qual quer ver feita sua vontade.
Imaginem isso: se João Paulo II, que tinha cacife moral para deter a rebelião,
já estava sendo trucidado e esmagado por eles, que não acontecerá agora com
nosso novo Papa? Se eu tivesse que chutar agora uma decisão dele, penso que sua
única saída será fechar ainda mais a Igreja, defender ainda
mais a Doutrina Tradicional, simplesmente abafando qualquer vento de mudança.
Mas a pressão virá de todos os cantos, para sem dúvida explodir um dia.
Muitos não acreditam que este germe de rebelião já esteja posto dentro da
Igreja, e por isso não conseguem perceber que é fraudulenta, a luz que
alumia alguns corredores do Vaticano. Ali as pessoas não têm placa na testa,
identificando seu coração, mas há sim algumas raposas vermelhas, que lutam
alucinadamente para explodir com a Igreja e com o papado.
Aqueles que não estão nas trevas sabem que a maioria dos sacerdotes católicos,
por exemplo, em surdina torciam para que João Paulo II desaparecesse de uma
vez, para que viesse outro para “mudar os tempos e a lei, transgredir
as regras e violar a aliança eterna” (Is, 24, 5), introduzindo
nela seu grande sonho: poderem se casar! Esta pressão existe, e temos
hoje no mundo mais de 100 mil sacerdotes que já largaram a batina, para viverem
o matrimônio & outros. São os que não querem saber de sacrifício, de
imolação, apenas viver o bem bom do sacerdócio – vida farta, casa, comida,
roupa lavada – e o sexo do casamento. Haveria vida melhor? Haveria “profissão”
mais insigne? Que bom o mundo se não houvesse inferno! E justo por isso sonham
voltar, porque perceberam – tardiamente – a tremenda besteira que fizeram!
Sim, querem voltar com suas esposas e seus filhos. E é absolutamente falso
pensar que com o casamento a pedofilia diminuiria!
Ou seja, um desastre que somente aumentará de proporções indo à
hecatombe! E tal como os sacerdotes, assim as freiras e também outros setores
da Igreja aguardam um papa diferente, moderno e permissivo aberto a todo tipo de
blasfêmia doutrinária. Mas o próprio Papa Bento XVI já anunciou que o
pecado tem limites, e este limite é a Lei de Deus: se sempre foi
pecado, não deixará de sê-lo, nem porque ficou moderno, nem porque as pessoas
hoje o acham normal, nem mesmo que o decrete uma bula pontifícia. Se isso fosse
aprovado, então o uso de contraceptivos, o aborto, a eutanásia, o casamento
gay, o uso de células tronco embrionárias em pesquisas, tudo passaria a não
ser mais pecado.
As pessoas que exigem tais coisas, não sabem o mal que causam à Igreja!
E tal como não acreditam que isso fomenta a rebelião interior da Igreja, não
terão duvidas em aceitar as mudanças que o falso virá a introduzir. Falo da
imensa maioria dos católicos, de todo mundo, em especial aqueles que querem uma
igreja a seu gosto, mas não querem migrar para seitas, por vergonha, não
porque amam sua Igreja. Estes são os “fantoches” que Jesus aponta na
citada mensagem, que são manipulados pelos escultores da besta.
Ela prepara e constrói uma falsa igreja ecumênica – o ídolo de que
fala o Apocalipse – com a união de todas as religiões num só caldo
venenoso, tudo isso sob o comando de um só pastor: Lúcifer! Quem nega isso,
nega a Bíblia! E mesmo o padre, mesmo o bispo, quando perceber o ardil será
tarde, estará então mais perdido do que cego em tiroteio.
Também sabemos que milhares de católicos – e neles incluo o clero em
geral – até aceita que estas coisas acontecerão um dia. Mas eles – por
pura conveniência – insistem em jogar para bem adiante, para daqui há séculos,
para no mínimo daqui há mais uns dois mil anos como disse recentemente um
sacerdote, quando na verdade tudo está às portas. O nosso sentimento é então,
de que este Papa, veio apenas a cumprir a parte que faltou da missão visível
de João Paulo II, mudando apenas o homem, não a doutrina. E se ele veio para
cumprir apenas a parte que faltou, e se tudo o mais terá pleno curso, devemos
ter sempre em mente que tudo o que faltou acontecer com o Papa anterior, irá
acontecer com este... Ou com o outro Pedro que virá depois. Acaso Nossa Senhora
não disse de João Paulo II: quando virdes sua nau sair por mares desertos, contai
sete meses...? Quem tem discernimento que explique.
Ou seja, podemos estar mais próximos destas coisas do que jamais
imaginamos. Na verdade mesmo, sinto que a decepção de muitos de nossos
leitores, do Livro Mateus e o Ele Vem, onde mencionamos João Paulo II como a
chave – e não Pedro como deveria, quem sabe, ser – é devido ao fato de que
as coisas não começaram já. Eles queriam a pressa, mal sabendo
que o mundo não está preparado para o caos que advirá – nem eles estão
preparados – quando alguém que não for Pedro de verdade, tomar aquela
cadeira. A estes peço que leiam no site, em “Histórias”, a visão sobre os
demônios vermelhos. Já disse e insisto, já falei, mas suplico a todos
que ainda têm dúvidas em seu coração: não lamentem que as coisas não se
cumpriram por João Paulo II, mas agradeçam, do fundo do coração, mais este
tempo que Deus nos deu com este adorável golpe da misericórdia. E o aproveitem
para conversão, falo a sua também, pois se desejam a Justiça rápida
pensando já estar salvos, estão faltando com a caridade cristã para com os
demais irmãos infelizes que caminham nas trevas e que ainda não foram tocados
pela Graça!
Na verdade, os maus purpurados tinham certeza de que já agora as coisas
cairiam em seu colo. Por isso o sorriso zombeteiro do inferno. Mas ele foi
barrado! Deus venceu mais uma vez e vencerá sempre. É preciso entender agora,
acalmar os ânimos e voltar a reler os livros. Que cada leia e ensine o leitor a
colocar – nos livros – sempre o nome de Pedro ao invés de João Paulo II,
porque tudo se cumprirá, com aqueles mapas e tudo. Não acreditem que, por
causa deste simples detalhe, o resto também não tem valor. Estes livros
converteram milhares de pessoas, e precisam ser levados adiante, porque todos nós
temos ainda, em nossa família, membros que estão afastados da verdade e que
serão tomados de roldão. O inferno ao se derramar sobre a terra, não perdoará
os incautos e tomará de assalto a quem não estiver ligado em Deus. Nós
veremos o inaudito, porque as trevas virão com todo poder de sedução, e com
todo artifício enganoso do mal.
Há profecias outras – não ao Cláudio – que falam até do
assassinato de um papa. Nós sempre anunciamos que João Paulo II não seria
assassinado e não foi. O próprio 3º Segredo de Fátima, na parte já
revelada, fala de um Papa sendo martirizado e isso pode acontecer doravante, não
tenham dúvida, até com este. Bastaria que os maus sentissem que não têm
condições de dobrar este Papa, pela força do convencimento – introduzindo
as modificações que visam derrubar a Igreja – para que eles forçassem sua
saída. E num périplo pelo mundo, tudo poderia vir a acontecer, como estava
previsto.
Vejam, para a Irmã Elena Aiello (Século XX, Itália)... A Santíssima Virgem mostrou-lhe outras visões durante 1959-1961: "Ó, que visão horrível eu tive! Uma grande revolução está acontecendo em Roma! Eles estão entrando no Vaticano. O Papa está sozinho; ele está rezando. Eles estão segurando o Papa. Eles o pegam à força. Eles o derrubaram no chão. Eles o estão atando. Ó, Deus! Ó, Deus! Eles o estão chutando. Que cena horrível! Quão terrível!" "Nossa Mãe Santíssima está se aproximando. Como cadáveres, aqueles homens diabólicos caem ao chão. Nossa Senhora ajuda o Papa a levantar e, tomando-o pelo braço, Ela o cobre com Seu Manto dizendo: Não tema!' "(Albert J. Hebert, Prophecies! The Chastisement and Purification!, P.O.Box 309, Paulina, LA 70763). (gentileza: uma pessoa a quem Deus muito ama). Claro que até isto pode ser mudado, mas não se duvide que possa acontecer.
Como estas visões e revelações se repetem e se intensificam no correr dos últimos séculos, nós devemos acreditar que não se tratam de ilusões coletivas, ou loucuras, mas que se trata realmente do Céu nos avisando e alertando. Se fossem apenas de leigos, mas muitas coisas foram ditas por santos, já canonizados ou beatificados, coisas que constam de seus processos de beatificação. De mesma forma a profecia de São Malaquias, que fala que teremos apenas um Papa depois deste tem sido combatida por muitos como uma farsa, entretanto não há como negar a evidência dos fatos. Não dá mais para esconder que estamos chegando ao limiar de um tempo horrível, onde a mão de Deus pesará forte sobre esta humanidade corrompida, que não tendo mais como esconder seus vícios e crimes exige agora que a Igreja Católica os aprove como se não fossem. Esta inversão de valores é a tal de ditadura do relativismo, a que se referiu o Papa Bento XVI em sua primeira homilia no dia seguinte após o conclave. Eu diria, ditadura do erro, que obriga todos a aceitar e a viver o pecado, sob pena de crime contra a sociedade.
Nesta semana, a pedido da mesma pessoa acima citada, num site em espanhol, num “chat”, onde o assunto era a profecia de São Malaquias, li o comentário feito por um anônimo, em 23 de março passado. Ele dizia: Para que seja considerado como “Glória da Oliveira”, não é preciso que o próximo Papa seja um Beneditino, basta que ele adote o nome de Bento XVI. Ou seja, sem querer ele acertou na mosca, 27 dias antes da eleição. Mas vejam, outra coisa que o poderá levar a ser definido assim, se refere à conversão do povo judeu. O Papa João Paulo II havia já estabelecido um diálogo bastante proveitoso com este povo, e já este Papa deixou claro que quer continuá-lo. Se isso levar à conversão do povo judeu, seria um sinal claro, porque a oliveira é também ligada a este povo. Aliás, esta conversão é indispensável e sem ela não se fala em 2ª Vinda de Jesus.
São estas as ponderações que poderemos ir fazendo, para que todos as meditem em seus corações. Tanto tudo pode acontecer daqui a sete meses, quanto imediatamente. E quanto depois disso também! Só o Pai sabe! Deus tanto nos poderá dar mais tempo, quanto encurta-lo. Vou dar-lhes um exemplo de como os tempos estão enlouquecidos. Toda quarta feira, nós aqui rezamos o Rosário pelos sacerdotes, que iniciamos sempre uma hora e meia, antes da Santa Missa. Há duas semanas atrás, rezamos junto com uma senhora de idade, que reza bem devagar, e quando acabamos faltavam apenas cinco minutos para o início da celebração. Nesta semana, começamos exatamente no mesmo horário, com as mesmas pessoas, mas acreditem, quando terminamos faltava ainda meia hora para começar a Missa. Como se explica uma coisa destas? Deus tem este poder, tanto no curto tempo, quanto no longo. Isso acontece diariamente e poucos percebem!
Em verdade, sinto que muitas confusões nos esperam. Pessoalmente eu conto sete meses a partir da saída de João Paulo II e aguardo a chegada de novembro, no final deste mês. Vamos ver primeiro o que aconteceu até lá, uma coisa de cada vez. Se nada aconteceu, sigamos rezando que virá a seu tempo. Durante estes meses, devemos estar atentos à doutrina do Papa. Se a pressão for muita por mudanças, ele poderá endurecer e fechar de vez. Se ele não ceder, os maus tratarão de se livrar dele e não é de se duvidar que então aconteçam já ali, as visões de Irmã Elena Aielo. Também já colocamos no site, no artigo “Trombeta de Sofonias”, as revelações de Elena Leonardi, onde ela fala no martírio de milhares de sacerdotes, numa perseguição terrível que se moverá contra a Igreja, a começar por Roma. Na mensagem “Martírio da Igreja”, isso também fica claro.
Afinal, isto é parte do 3º Segredo de Fátima! E por falar nisso, eis aqui mais um sinal: em 1917, o Papa era Bento XV e Nossa Senhora veio até Fátima anunciar castigos e uma terceira guerra para o final do século XX, por iniciativa da Rússia, caso esta não fosse consagrada ao Seu Imaculado Coração. De acordo com o artigo O Tempo Voa, estamos ainda no tempo correspondente ao ano de 1998, o Papa agora é Bento XVI e vivemos num mundo com armas nucleares nas mãos de terroristas. Então peçamos a Deus, por intermédio da Virgem Maria (o Rosário), que a mensagem do 3º Segredo – uma III Guerra do tipo nuclear – não se cumpra, pois nações inteiras serão exterminadas em segundos.
Hoje, em seu discurso anual no Parlamento, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, descreveu o colapso da União Soviética como “a maior catástrofe geopolítica” do século XX. “Somos uma nação livre, e nosso lugar no mundo moderno vai ser definido apenas pelo quanto nós formos bem-sucedidos e fortes”, disse Putin. Estará a Rússia planejando recuperar o poderio geopolítico de antes? Com toda certeza. Já falei que o comunismo não morreu – apenas dorme – a Putin tem dado demonstrações de que não veio para brincar. Impossível que todos os profetas estejam enganados, e que todos nós estejamos sendo enganando por eles. Os milhares de acertos que já aconteceram nas mensagens diárias ao Cláudio tornam quase impossível que os outros deixem de ocorrer, só pelo fato de haver-se alterado o nome, pois caem os homens, continuam as profecias.
O fato é que a besta imaginou que tomaria o trono já. Os demônios também já se preparavam para invadir a terra, tão logo ela tomasse o trono de Pedro, mas o terem sido paralisados no ar, antes de chegar na terra na totalidade, significa que a eleição de Bento XVI sustou este derrame infernal, prova de que temos ainda um Papa verdadeiro, por um tempo. E se estamos contando os sete meses, devemos estar cientes de que é pouco tempo, diante da imensidão do que está por fazer. Também devemos entender que a besta o aproveitará com fúria e ao máximo, para tomar ainda mais posições e aumentar seu poder. O terrível disso tudo é que eles trabalham muito e organizadamente sob o domínio de satanás, e enquanto isso, nós católicos ficamos divididos e até furiosos – como o profeta Jonas – porque Deus mudou seu modo de executar as profecias.
Um dia entenderemos tudo. Até aqueles que no início foram mais duros conosco, já começam a entender porque passou a ira inicial. Nós sabemos que os fiéis são poucos e ficarão menos ainda até no final. E aos que querem sempre mais explicações, aos que não se contentam com nada, nós pedimos que atentem para esta frase de Nossa Senhora, ao se referir que nenhuma explicação será dada e que os fatos falarão por si só. Disse ela: Por mais argumentos que o Céu nos desse agora, não teríamos como justificar este ato de Deus. Do mais profundo do meu coração, com o risco de minha alma eu digo: quando o Papa João Paulo II morreu e aquilo que eu imaginava para ele ruiu, naquele momento, eu não pensei no Cláudio, nem em mim – tanta certeza eu tinha e tenho, de que ele ouviu certo e anotou correto o que o Céu lhe falou – e sim pensei como justificar este ato de Deus! E pela mesma certeza e segurança, acredito que tudo se cumprirá.
Uma das pessoas que nos questionou mais duramente no início, nos fez agora, bem ponderadas colocações, quando nos pede desculpas. Em primeiro devo dizer que jamais culpamos alguém por não compreender este ato de Deus – que levou a aceitar agora o sacrifício de João Paulo II – até porque se nós próprios ainda não o entendemos, como poderemos culpar os outros que também não atinam? O que pedimos é um pouco mais de paciência, vamos aguardar os próximos lances. Pela semente lançada saberemos de que árvore vem. Se forem sementes da árvore de João Paulo II, teremos certeza de que a “Oliveira” é santa e produzirá bom azeite. Se a semente for de modernidade, saberemos que é podre, e, portanto, joio doutrinário. A boa semente virá do Papa Bento XVI. A má semente – se vier – virá das trevas que comandam por trás, não deste Papa.
Sinto que Bento XVI tentará caminhar no meio das trevas, mas será quase
impossível. Esta pressão que começa agora a ser exercida sobre ele dá uma idéia
do que virá. Alguns jornais já dão estas coisas como favas contadas, e fremem
alguns ante a possibilidade de a Igreja aprovar tais coisas. Principalmente os
maus, não os interessados. Mas isso seria o fim, ou o princípio dele. A
verdade é imutável e nem mesmo um decreto do Papa a pode mudar. Que os
divorciados – também fui – tenham um pouco de paciência; eu esperei 14
longos e sofridos anos, até poder voltar a receber Jesus Eucarístico.
Lembremos de uma última coisa: o alvo imediato e maior dos que querem
ver a Igreja aprovando pecados é consumar a conspurcação da Sagrada
Eucaristia e a destruição da Santa Missa. Eles sabem seguramente, que pelo acúmulo
de sacrilégios se conseguirá a ruína deste grande Mistério de nossa fé. Os
bons fiéis ficariam escandalizados com esta aprovação, e seria o início de
uma verdadeira guerra na Igreja Católica.
Mas enquanto isso nós devemos manter os joelhos cravados, vivendo em oração,
porque somente a oração pode mudar tudo, até o mais perfeito plano de
Deus. Se a oração não tivesse este poder, se tudo o que nos dissesse respeito
estivesse já lacrado e selado pelo Eterno, seria loucura rezar. Na verdade deve
ser alegria para nós, imensa alegria, poder participar, com nossa oração e fé,
deste grande mistério da salvação das almas. É por causa das almas que Deus,
na Sua infinita misericórdia, fez executar este ato. Mesmo que mil profetas caíssem
em vista dele, ainda valeria a pena.
Que Ele abençoe a todos, especialmente aqueles que nos têm enviado
mensagens de carinho e incentivo – embora, felizmente e pela Graça de Deus
jamais tivéssemos pensado em desistir. Que Maria Santíssima, nossa querida Mãe,
nos ampare nestes tempos negros que se avizinham. A maioria dos que se dizem católicos,
não perceberá nada, mas os filhos da Luz sentirão em seus corações a mesma
angustia que estará sentindo o Papa.
Do futuro, somente Deus sabe. Sinto que é ilusão querer saber dele! Mas
os sinais da proximidade das catástrofes são claros, eis porque tanto este
quanto o outro Papa perceberam as negras nuvens pairando sobre a Igreja. No
mundo, por hora, se sucederão as catástrofes. Trens se chocando, minas
desabando, pessoas explodindo em bombas, guerras, igrejas queimadas... Este é o
pequeno reflexo dos poucos demônios “vermelhos” que aqui chegaram. Quando o
exército inteiro – agora dos negros e poderosos – pisar o nosso planeta,
estará lançada a sorte de milhões de almas. Então, ai dos desgarrados! E ai
dos que defendem o pecado! Ai dos insanos, que querem ver a ruína da Igreja Católica!
Mas
quem estiver com Deus, estará bem! De qualquer forma, se estamos nos sete
meses, devemos considerar este tempo como catastrófico para a Igreja, não
ainda para o mundo. Os mapas se modificarão, somente depois da guerra, no
momento do Aviso.
Arnaldo
Fonte: www.recados.aarao.nom.br