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Vida após a morte: testemunho de Glória Ortiz relatando sua experiência - Julgamento de sua alma |
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Sob
este título, vou trazer aos leitores um relato impressionante. Ele é ao
mesmo tempo um ato assombroso da misericórdia de Deus, e também um apelo
urgente para a conversão. Agora é, como nunca antes, tempo urgente de
conversão.
E é devido a esta premência, que começo este trabalho. Ontem,
assim que abri a internet, dei com um indicativo de site vindo da Reina
del Cielo, dando um endereço da internet: http://www.gloriapolo.com/testimonio.html
Havia no e-mail um pequeno resumo da história, e mal li a primeira
frase, como que uma voz interior imperiosa me pediu: Traduzir!
E não tive dúvidas! Cliquei no endereço, baixei o arquivo para o word,
e imediatamente passei a traduzir, não me importando e nem querendo saber
se era bom ou não, nem no que ia dar. Apenas obedecei! Nem sequer
respondi aos e-mail, o leitor que me desculpe, mas isso é super
importante.
Eu diria que tais coisas servem para todos nós, até mesmo para os
santos. Elas têm o imenso pendor de nos abrir os olhos, primeiro para a
eternidade, do qual abre alguns dos véus. Depois para a Justiça Divina,
milimetricamente executada, desvendando para nós alguns segredos
ciosamente guardados por Deus, e que constam no nosso Livro da Vida –
todos nós temos um diante de Deus – e que marca fielmente todos os
nossos atos, desde a nossa concepção, até o instante da morte.
Mas, para mim, o grande pendor deste depoimento que segue, é tirar
a nossa máscara. É deixar cair por terra nossos fingimentos, nossa
postura de grande, nosso orgulho, nossas faltas escondidas, em especial
nosso orgulho pavoroso de achar que assim estamos bem, que não temos
pecados, que já fazemos o suficiente pela nossa salvação.
Ó que engano! E à medida que o texto foi progredindo, também eu
passei a fazer um exame de consciência e percebi dezenas de passagens da
minha vida, onde cometi as mesmas faltas – para mim não eram para Deus
sim, agora descobri – e, portanto tudo isso serviu para mim, e servirá
para cada um dos que acompanhar tudo até no fim.
Devo pedir desculpas ao leitor pelo seguinte: Na realidade eu não
conheço a língua espanhola, e se faço estas traduções é de metido.
Mas como este caso se passa não na Espanha e sim em Bogotá na Colômbia,
o idioma de lá já é corrompido, e contém uma série de regionalismos
os quais não consegui tradução perfeita.
Uma coisa é certa, porém: dá para entender perfeitamente, e
seguramente não haverá uma sensível distorção, capaz de subverter o
sentido das frases. Não vou dar nenhuma pista do texto, entretanto é
fantástico. E porque o texto consta de mais de 12 páginas de Word, me
obrigo a fazer os comentários que julgar pertinentes, dentro de cada
texto, onde irei numerando e respondendo a cada um. O comentário irá em
letra itálica.
O texto é um extrato de entrevista dada verbalmente pela
protagonista a uma Rádio e, portanto não é a mesma coisa que se fosse
escrito e pensado na resposta. É, pois, algo mais espontâneo, mas tocará
profundamente a cada coração, pois vem do Espírito Santo.
No site citado se poderá ver os documentos médicos, os atestados
dos sacerdotes que a acompanham e conhecem, e nós cremos em tudo, porque
a experiência adquirida neste campo de salvação, das almas, da
eternidade, nos fez amadurecer bem.
Tudo isso prova sempre a mesma coisa: O imenso amor de Deus por nós!
Prova a Sua Infinita Misericórdia. Prova o seu imenso poder! O sentido é
trazer de volta, é resgatar os seus filhos, mesmo que seja fazendo
arrancar cadáveres dos túmulos. Ele já fez isso com Lázaro! Com Talita!
E fará, se preciso for, com cada um de nós! Só por amor!
Mas pergunto: haverá cadáver mais putrefato que o de um morto
espiritualmente? Haverá túmulo mais negro, mais horripilante, que o
daqueles que se aninham nos braços de satanás? Haverá desgraça maior
que escolher o demônio por pai?
Aqui está um prova de que todo o orgulho será rebaixado.
Especialmente o orgulho daqueles que se pensam, que se dizem católicos,
mas são um mísero espantalho!
Segue o assunto: TESTEMUNHO
DE GLÓRIA CONSTANZA POLO ORTÍZ (Colombia) Tomado
de uma das entrevistas efetuadas pela doutora Glória Polo na Radio Maria Irmãos!
Na verdade é muito fantástico para mim, o estar aqui com vocês,
compartilhando esta maravilhosa graça que me deu meu Senhor, faz mais de
10 anos. Isto se deu na Universidade Nacional de Bogotá. Nos
estávamos nos especializando em odontologia, com um sobrinho, que também
era odontólogo e o meu esposo nos acompanhava. Tínhamos que pegar alguns
livros na Faculdade de Odontologia e era um dia à tarde. Estava chovendo
muito e meu sobrinho e eu nos abrigamos debaixo de um guarda-chuva bem
pequeno, e meu esposo, que tinha uma jaqueta impermeável, encostou-se à
parede da Biblioteca Geral (1). 1
– Chamo a atenção para o ambiente acadêmico e Universitário de hoje.
Nunca, em todos os tempos, houve uma fábrica tão prodigiosa de apóstatas
como as Universidades de hoje. Não há, praticamente, mais nem uma só
onde os comandos delas não estejam nas mãos de satã! Que levam a negação
de Deus, a pregação de teorias heréticas como a evolução e a
reencarnação, além da difusão de mentiras e calunias contra a Igreja
Católica. É neste espírito que se dará a história! Entretanto,
sem nos darmos conta do perigo e para evitar poças de água, passamos por
debaixo de umas árvores. Quando fomos saltar por cima de uma grande poça,
caiu sobre nós um raio. E nos deixou carbonizados. Meu sobrinho faleceu
na hora. Ele
era muito jovem e apesar de sua curta idade, era muito ligado a Deus,
sendo devoto do Menino Jesus que trazia sempre consigo no bolso da camisa
em seu peito, numa pequena imagem de quartzo. Segundo
os peritos, o raio entrou nele através da imagem, e bateu direto no coração,
queimando-o todo por dentro e saindo pelo pé. Mas por fora, seu corpo não
carbonizou, nem sequer queimou. De
minha parte, o raio entrou em meu peito e me queimou de forma espantosa,
por dentro e por fora. De uma forma tal que este corpo que vocês vêem
aqui reconstituído, é por misericórdia de Nosso Senhor. O raio me
carbonizou os dois seios, e praticamente fez me desaparecer toda a carne
ali, também minhas costelas, o ventre e as pernas... E antes de sair pelo
pé direito me carbonizou também o fígado, os rins e os pulmões.
Mais... Como
se eu usava um dispositivo de contracepção DIU (2) em forma de T, feito
de cobre, e como o cobre é um bom condutor de eletricidade, o raio me
carbonizou, na realidade me pulverizou também os ovários, e tive uma
parada cardíaca. E ali, sem vida, meu corpo, tomado pela eletricidade
ficou imóvel. Mas observem: esta foi apenas a parte física. 2
– Que o leitor preste bem atenção em cada detalhe da vida desta
pessoa. Adiante ela dirá que é mentira que o vento leva as palavras,
porque as palavras que diz, ficam todas gravadas no Céu, e um dia dela
prestaremos conta. Também dos atos que cometemos, e aqui, nesta história,
a protagonista verá acontecer uma espécie de castigo purificador, para
cada ato anterior de sua vida. Prestem bem atenção! Sim, também quanto
ao uso assassino de dispositivos intra-uterinos de contracepção, virá a
lição. Aqui ela já teve a resposta: O DIU que ela usava, fez pulverizar
seus ovários. Mais
o mais belo, o mais maravilhoso é que embora as minhas carnes estivessem
ali carbonizadas, eu me vi imediatamente dentro de um túnel branco, em
gozo, em paz, em felicidade tal que não há palavras humanas para
descrever a grandeza deste momento: era um êxtase imenso (3). E eu ia
feliz, volátil, nada me pesava dentro deste túnel, e olhando bem no
fundo dele, havia como que um sol, uma luz formosíssima. Eu digo que é
branco isso para dar-lhe uma cor, porque nenhuma das cores terrenas é
comparável com esta luz formosíssima. Eu sentia a fonte de todo este
amor, desta paz. 3
– Milhares de experiências iguais já aconteceram em todo mundo, pelos
tempos. E sempre que existe este fato de morte, o desprendimento da alma
do corpo nos é dito que leva a esta sensação inicial de liberdade, paz,
conforto, alegria. Quando
eu ia subindo eu disse: é quarta-feira! Eu morri! E neste instante pensei
em meus filhos e disse: Ó Deus, meus filhinhos!? (4) Que vão dizer aos
meus filhos!? Esta mãe tão ocupada, que nunca teve tempo para eles. Aí
me encontrei com a verdade da minha vida e fiquei triste. Eu saíra de
casa para transformar o mundo deixando minhas crianças ao desamparo. 4
– Também quanto a isso ela receberá uma terrível lição. Mas o
simples fato de ela se preocupar com o que deixou de fazer, já sinalizava
para algo inusitado. Porque quando a pessoa se despede da vida, vai logo a
julgamento, antes ainda de ter contato com os seus entes queridos, até
porque, antes de abraçá-los tem o Purgatório... Ou o inferno! E lá não
tem abraços! Nem tem retorno! E
neste instante de vazio por meus filhos, eu dou uma olhada e vi algo belo;
já minhas carnes não estavam nem nas medidas do tempo de cá. Sem ocupar
espaço, vi a todas as pessoas num mesmo instante, em um mesmo momento a
todas as pessoas. Os
vivos e os mortos! Abracei
aos meus bisavós. Os meus pais que haviam falecido, a todos, e foi um
momento pleno, extraordinário. Aí
me dei conta de que me haviam enganado quanto a reencarnação, porque eu
defendia a reencarnação. Eu ia vendo meu avo, meu bisavô, e os via por
toda parte. Me abraçaram e assim me encontrei com eles por um instante.
Nos abraçamos e também a todas as pessoas com as quais convivi, em
muitos lugares e no mesmo instante. Somente
minha filha, quando a abracei, ela se assustou, porque tinha nove anos e
ela sentiu meu abraço. Passou-se
pouco tempo neste momento tão maravilhoso e lindo. Eu estava sem carnes!
Já não via como via antes, quando meu corpo estava gordo, fraco, negro,
e feio. Eu via agora o interior das pessoas, que lindo ver o interior das
pessoas!.. Ver o interior delas, e seus pensamentos, seus sentimentos! E
as abracei por um instante sem problemas, quanto seguia subindo e subindo,
cheia de gozo. E foi quando senti que ia desfrutar de uma vida
maravilhosa. Ao
fundo eu via um lago belíssimo! (5) 5
– Sim, ela teve uma pequena visão do Céu! Nada como ver antes o céu,
para se adquirir pavor depois do inferno, ainda mais quando se o mereceu.
Mas se verá que ela ainda tinha vínculos com a terra, embora a visão da
própria morte seja atestada por muitos que já passaram por esta experiência
mística. Mesmo os que se perdem! Neste
instante ouvi a voz de meu esposo, que chorava em altos brados, com
profundo sentimento e gritando me disse: Que houve, Glória!? Por
favor, não se vá! Volte, Glória, volte! Os
meninos, Glória! Não se acovarde! E neste instante vejo-o só, chorando
cheio de dor, e foi quando meu Senhor me concedeu regressar, embora eu não
quisesse vir, devido a aquele gozo, aquela paz, aquela alegria que eu
sentia. Então,
lentamente passei a descer, buscando meu corpo, mas me encontrei sem vida.
Estava meu corpo deitado em uma cama da Universidade Nacional de
Enfermagem. Via como os médicos me davam choques elétricos em meu coração,
para fazer sustar a parada cardíaca. (6) 6
– Ela própria atesta que realmente morreu e também os documentos médicos,
entretanto Deus tinha uma lição a nos dar e a usaria para isso. Uma
pessoa não fica por duas horas e meia com o coração parado, tendo o
organismo todo queimado internamente e com falência múltipla dos órgãos,
sem que seu cérebro seja danificado. Somente por milagre de Deus.. Fiquei
duas horas e meia, ali estirada, visto que não me poderiam recolher
devido a corrente elétrica, só então me poderiam atender. Então
passaram a tentar me reanimar. Veja:
Eu cheguei e pus os pés aqui, nesta parte de minha cabeça. E uma faísca,
com toda violência por ali me entrou. Eu entrei em meu corpo e me doeu
muito entrar de novo, porque saiam faíscas por toda parte. Eu o via
encapsular, e sentia dor em minhas carnes. Como tudo me doía! Da carne
queimada saia fumaça e vapor! (7). 7
– Impressionante esta descrição do retorno da alma ao corpo. De como
ela volta a ocupar o lugar antigo, este corpo cheio de dores e
sofrimentos, nosso invólucro externo. Isso nos mostra também o quanto a
alma é livre, leve, e como a eternidade é fantástica para aqueles que
amam a Deus. Mas
a dor mais terrível era em minha vaidade! Eu era uma mulher com visão de
mundo, uma mulher executiva! A intelectual, a estudante, que escravizava
seu corpo, com a beleza e a moda. Fazia quatro horas diárias de malhação!
Escravizava-me para ter um corpo formoso! Massagens, dietas... (8) Bem! De
tudo que se pode imaginar, esta era minha vida! Uma rotina escravizante
por um corpo belo. E eu dizia: Bem, se tenho seios bonitos é para mostrá-los!
Igual as minhas pernas, porque sentia que tinha pernas espetaculares e
seios lindos; e neste instante via aquele horror! Toda
minha vida cuidando de um corpo! Este era o centro de minha vida: o amor
ao meu corpo! E agora não havia corpo, nem seios, apenas uns ocos
impressionantes! Sobretudo o seio esquerdo: tinha praticamente
desaparecido, e minhas pernas, eram mais terríveis ainda: pedaços vazios
e sem carne, como fossem carvões negríssimos! 8
– Aqui começa o verdadeiro julgamento, e serve de lição para todas as
mulheres como esta se descreve. Saem a conquistar o mundo, se esquecem de
seus filhos, e em especial serve para aquelas que fazem do seu corpo uma
arma de sedução. Cada pedacinho de seio a mostra, cada perna insinuante,
cada corte devasso e atrator dos vestidos e calças, tudo está anotado no
Céu. As roupas de Maria testemunharão contra tais mulheres!
Aqui, a protagonista teve os seios que ela adorava expor, como
fulminados pelo raio e secaram. Na realidade, se Deus fosse punir
imediatamente as mulheres que só têm na cabeça a idéia fixa de
seduzir, que perderam o pudor de nem mais ruborizarem quando são medidas
gulosamente por olhares de homens adúlteros, bem, se fosse assim, que me
façam uma estatística de quantas sobrariam, as que nunca seduziram. E não
adianta dizer que é machismo levantar isso, porque esta resposta vem de
satanás. É com ele, que tais mulheres irão acertar suas contas, caso
elas não se arrependam antes, e em tempo! Como disse, para as mulheres
Deus deixou Maria como exemplo! Levaram-me
ao Seguro Social, rapidamente me operaram, e passaram a raspar todos os
tecidos queimados. Como
eu estava? Anestesiada! Mas
desejava sair de meu corpo! Ficava olhando o que estavam fazendo os médicos
com meu corpo. Estava preocupada com minhas pernas, e quando estava
pronto, passei por um momento terrivelmente horroroso. Porque
lhes conto isso, meus irmãos? Eu fora uma “católica dietética” em
toda minha vida. Pois minha relação com o Senhor era de uma Missa aos
Domingos, por 25 minutos, onde torcia para que o padre falasse menos, senão
ficava tomada de desespero e angustia. Esta
era minha relação com Deus! E como esta era minha relação! Só isso,
pois todas as correntes do mundo me arrastavam para uma sarjeta, ao ponto
de que, quando em estava me especializando, e quando estava nos estudos,
eu ouvi de um sacerdote que o inferno não existia e que os diabos
tampouco (9). Quem mais falou em medo? Para minha tristeza agora, olhei
para o padre e vergonhosamente lhes confesso que a única coisa que me
mentinha na Igreja era o medo do diabo. 9
– Aqui um horror a mais! Um sacerdote do Altíssimo, pervertendo uma
alma. Mesmo que ela estivesse ali apenas por medo do diabo, o que não é
bom e correto, mas esta seria a forma de ela acabar se salvando. Mas
quando o padre lhe disse que o diabo não existe, naquele momento o demônio
passou a tomar posse mais profunda dela. Porque isso a fez justificar
todos os pecados, mesmo os mais abomináveis. Ai do padre que fizer isso!
Ai de quem fazer perder uma alma! E esta quase se foi. Mas
quando me disseram que ele não existe, foi uma luta. E disse para mim
mesma: bom, se é assim então para o Céu vamos de qualquer jeito, não
importa como somos! (10) E isso acabou por alijar-me completamente do
Senhor! Com isso, comecei a falar mal sobre o pecado, e isso piorou sempre
mais a minha relação com o Senhor. Comecei a dizer a todo mundo que os
demônios não existem, que são invenção dos padres, que são manipulações
da Igreja... Bem! 10
– Mais um erro diabólico que põe a perder imensidões de almas. Claro
que elas não terão justificativas, mas o erro de uns abre as portas para
o de outros. A aceitação da heresia por muitos, leva a impressão de que
passou a ser regra geral, e, portanto Deus tem que se sujeitar a ela. Milhões
de intelectuais passaram a pensar assim, dizendo que Deus é Bom – e é
– e não condenaria a ninguém – e não condena! Quem se condena são
as pessoas que pensam e pregam o erro doutrinário. E este é um terrível!
Deus não seria Bom, se fosse injusto! E injustiça seria premiar quem
vive na terra a devassidão! Para que então a pureza, a humildade, a oração
e a obediência? Para o sarcasmo dos intelectualóides? Comecei
assim! E estudando com muitos companheiros da Universidade Nacional,
comecei a me dar conta de que Deus não existia e que éramos produto de
uma evolução. E, vejam, quando me aconteceu este acidente, que susto
terrível eu tive quando vi os demônios, que vieram me recolher, já que
o pagamento era eu! (11) Neste
instante, vejo como das paredes da sala de operações, começaram a
brotar muitíssimas pessoas. Aparentemente pessoas comuns, porém todas
tinham olhos de um ódio tão imenso, um olhar tão espantoso, que me dei
conta naquele instante, de que minhas carnes saía uma sabedoria especial,
e me dei conta de que a todos eles eu devia algo. Que meu pecado não fora
gratuito, e que a principal infâmia e mentira do diabo foi dizer que ele
não existia, mas vi como vinham me rodear para me recolher. 11
– Deus lhe proporcionava estas visões dos demônios – não eram uma
realidade viva – porque senão já teria havido condenação eterna e o
processo era irreversível. Nem Deus consegue salvar os que se querem
condenar! Mas a visão mostrava o que aconteceria com esta mulher, caso
ela tivesse sido já julgada e condenada. Ela iria para o inferno, e
adiante o leitor entenderá os mil motivos. Vocês
não fazem idéia do susto, do terror, ao saber que esta minha sabedoria
científica não servia para nada (12). Eu me revolvia contra o piso, me
revolvia em minhas carnes para que elas me recebessem, mas elas não me
recebiam. Neste susto terrível, eu saí correndo e não sei em que
momento, atravessei a parede da sala de cirurgia. Eu desejava me esconder
entre os pacientes do hospital, entretanto saí através das paredes, zaz,
e dei um saldo no vazio! 12
– Eis aqui um truque magistral do demônio para ganhar almas: saber
científico! Os tais títulos de doutor! Já disse muitas vezes, sem medo
de errar: no céu não existe um só doutor! Nenhum doutor! Nenhum teólogo!
Nenhum grande deste mundo! Sim, o inferno está cheio deles! Assusta?
Pensam que é loucura minha? Nada disso: quem não se despe de seu título
e volta a ser criança antes de entrar no Céu – nem que seja na hora do
seu julgamento particular, jamais entrará ali. Os títulos deste mundo,
por mais pomposos e valiosos que sejam, não servem de nada na eternidade.
Mas são uma pavorosa arma de perdição eterna. Cuidado, doutores deste
mundo! Vejam o que lhes acontecerá: E
entrei por uma quantidade de túneis que desciam abaixo. No princípio
tinham luz e eram luzes como enxame de abelhas, donde saía muitíssima
gente. Mas à medida que eu ia descendo as luzes se iam apagando, e
comecei a andar por uns túneis envoltos em trevas espantosas, destas que
não existe comparação na terra. Na verdade, mesmo o mais escuro na
terra, jamais chega perto do que é lá. Nada se lhe pode comparar. As próprias
trevas em si, já causam dor! E causam horror! Vergonha, e causam mal
estar! E
quando terminei a descida, por todos aqueles túneis, desesperada cheguei
a uma parte mais plana. E havia esta força terrível, que me obrigava a
sempre descer, mesmo contra toda minha vontade, pois eu não conseguia
parar. Minha vontade de nada servia! Eu queria subir, e sair logo, mas
permanecia ali. E
então vi como o chão se abriu como uma bocarra enorme e neste instante
senti um imenso vazio em meu corpo, e caí num abismo inenarrável. Porque
o mais espantoso deste oco, deste vazio, é que eu não sentia nem um
pouco do amor de Deus, nem uma gota de esperança, e por isso eu gritava
aterrorizada enquanto aquele vazio imenso me sugava, e sugava. Eu
tinha perfeita noção de que se havia entrado ali: é porque minha alma
estava morta. E neste horror tão imenso, quanto estou entrando, me
agarraram pelos dois pés. Meu corpo mergulhou naquele vazio, porém meus
pés estavam seguros por alguma força acima. Foi um momento muito
doloroso e terrificante. E veja: com a ausência de Deus em meu caminho,
comecei a gritar: Almas do Purgatório, por favor, me tirem daqui!
Quando
eu estava gritando, passei por um instante de dor intensa, porque me dei
conta de que hoje milhares e milhares de pessoas se encontram neste mesmo
oco, sobretudo os jovens, e com dor me dei conta de que começara a ouvir
o ranger de dentes, com alaridos e lamentações que me estremeciam
inteira. Muitos
anos me haviam custado para entender isso, porque eu me punha a chorar
cada vez que me dava conta do sofrimento destas pessoas, que em um momento
de desespero se haviam suicidado, e estavam nestes tormentos, e tantos ali
se encontravam. Mas o mais terrível de todos os tormentos deles era a ausência
de Deus (13). Não se sentia o Senhor! 13
– A ausência de Deus! A sensação de perda, e perda eterna! Muitos são
os casos de santos e de pessoas que passaram por esta experiência
misteriosa. Por força do amor do nosso Deus. Sentir que se perdeu Deus
para sempre, é certamente o sentimento mais pavoroso, mais terrificante,
mais esmagador que uma alma pode sentir. Saber que se O desprezou vezes
sem conta, que se cuspiu na salvação até o último e renegado instante,
tudo isso só pode consumir-se num remorso assustador, mais doloroso que o
fogo, mais terrível que as trevas, mil vezes uma criatura assim não ter
nascido. E
no meio desta dor, comecei a gritar: Quem errou? Olhem como sou santa!
(14) Jamais roubei, nunca matei, eu dava alimentos aos pobres, eu extraia
dentes de graça aos que necessitavam... Que faço aqui? Eu ia a Missa aos
Domingos e apesar de me considerar atéia nuca faltei e se em minha vida
inteira faltei cinco vezes a Missa foi muito. Eu era uma alma que sempre
ia a Missa! Que falo então aqui? Eu sou católica, por favor: eu sou católica,
tirem-me daqui! 14
– Olhem aqui – também na Colômbia – e no mundo inteiro, o velho
ditado que satanás ensinou a dizer entre risos de escárnio: não
matei, não roubei, portanto sou um cidadão sem pecados! Viu
presidente? Ou não viu nada? Esperto o demônio! Se somente matar e
roubar fossem pecados, quem sabe gente como nosso presidente estaria entre
os santos. Mas mentir também é pecado gravíssimo! Enganar toda uma nação
é crime! E também ser um católico de fachada, de mentira, uma podridão
ambulante, também isso pesa na balança. E a nossa protagonista logo verá
que pesa, e como pesa! Não adianta brandir diante do demônio o título
de católico: somente os que vivem
a fé católica o espantam! Não os que a dizem viver! Quando
eu estava gritando que era católica, vi uma luzinha, uma luz em meio a
aquelas trevas é o máximo que uma pessoa poderia receber naquele
momento. Vejo agora uma escada por cima deste oco, e vejo ali meu pai, que
havia falecido cinco anos atrás, quase no fundo do vazio, e tinha um
pouco de luz. Quatro lances mais acima, eu vejo minha mãe, com muito mais
luz, porque ela está em posição como de oração (15). Quando
eu os vi, me deu uma alegria tão grande, que comecei a gritar: Papai,
mãezinha, por favor, me tirem daqui, eu lhes suplico, tirem-me daqui! Quando
eles me olharam e meu pai me viu assim, não imaginam a visão de dor tão
grande que havia em seus olhos. Porque ali, um sente o sentimento do
outro, e cada pessoa vê isso, esta dor tão grande, tanto que meu pai
começou a chorar, e punha suas mão na cabeça e balbuciava: minha
filha! Minha filha! E minha mãe rezava, porém me dei conta de que
ela não me podia tirar dali, e a minha dor era maior ao saber que eles
compartilhavam esta dor comigo. 15
– Pela descrição dela, da posição e do estado de seu pai e sua mãe,
e também pelo que se verá a seguir, é possível saber que o pai dela
estava ainda no purgatório e sua mãe já no céu. O que está muito
claro aqui, é o sentimento das almas, e a comunhão dos santos. Na
verdade, as almas como que interagem, elas se vêem umas as ouras, também
aos seus pensamentos, tudo é um livro aberto. Fantástico! Assombroso!
Isso nós veremos! Então
comecei a gritar novamente: por favor, olhem, me tirem daqui, eu sou católica!
Alguém se enganou! Por
favor, saquem-me daqui! E
quando estava gritando pela segunda vez escutei uma voz, uma doce voz, uma
voz que a cada vez que escuto estremece minha alma e me inunda de intenso
amor e de paz. E todas as criaturas fugiram espavoridas (os demônios que
ali se achavam) porque elas não resistem ao Amor! Sem Ele não há paz, e
havia paz para mim!
Então
me perguntou aquela doce voz: Muito
bem, se tu és católica, diga-me quais são os dez mandamentos da Lei de
Deus! (16) 16-
Começa aqui o verdadeiro sentido de toda esta história. A abertura do
Livro da Vida dela, diante de Deus e das testemunhas, para sua vergonha,
para a demolição interior de cada um dos artifícios
mentirosos sobre os quais ela constituíra sua vida. Milhões de
pessoas moldam suas vidas sobre estes dísticos
satânicos – Deus não existe! Tudo é evolução! Pecado não
existe! Todos se salvam independentemente de serem bons! O demônio não
existe, é invenção dos padres, a Igreja católica é assassina, os
padres estão ricos, e por aí vai – agora, todos estes argumentos
mentirosos que o diabo lhe ensinou, começam a cair por terra, um por um
diante do Juiz! E ela só pode chorar e se envergonhar. Que
rajada tão terrível se ouviu! Eu nem sabia que eram dez, e mais que isso
nada. E agora, que vou fazer? Não sei o que fazer! Minha mãe sempre me
falava do primeiro mandamento do amor! Enfim me serviu! Enfim me serviu de
algo aquela ladainha de minha mãe. E aqui me obrigo a fazer uso daquela
ladainha de minha mãe! Para
me sair desta, como sempre me saí das demais, eu pensava manejar as
coisas, como quando estava em terra e me defendia de tal maneira que nada
me embaraçava quando não sabia alguma coisa. Então
me empertiguei toda, e comecei a dizer:
O primeiro é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si
mesmo. Muito
bem, me disse a voz: E acaso tu O
tens amado? Ao
que respondi: eu sim, eu sim, eu
sim! Foi
quando ouvi forte: Não!
E quando Ele me disse não,
eu senti como se fosse passada por um raio, porque me dei conta de que na
parte em que me pegou o raio – nos seios – eu não sentia nada, pois não
tinha mais nada ali, nem carnes. E
a voz me disse: Não! Tu não tens
amado ao teu Senhor sobre todas as coisas, e muito menos ao teu próximo
como a ti mesma. Tu criaste um deus para ti, para que te amparasse nos
momentos de necessidade. Tu te prostravas diante dele. Quando eras pobre!
Quanto tua família era humilde, quando tu querias te tornar uma
profissional. Aí, sim, todos
os dias tu rezavas, te prostravas horas inteiras suplicando ao teu Senhor.
Pedindo a Ele que te tirasse daquela miséria, te desse uma profissão e
te fizesse alguém na vida. Quando
tinhas necessidade e interesse, quando querias dinheiro, aí tu rezavas até
o Rosário ao Senhor, porém, onde
está a prática? Esta era a relação que tinhas com teu Senhor! E eu
ouvia esta verdade com imensa tristeza! Eu
lhes comento isso, para dizer-lhes que a minha relação com Deus era como
um caminho automático. Era como se eu rezasse um Rosário, e Ele tivesse
que logo despejar a prata, esta era minha relação com Ele! E
vejam, mesmo assim o Senhor permitiu que logo eu estivesse formada. E logo
tinha um nome! E começava a ter dinheiro, e logo me esqueci do Senhor,
pois me achava o máximo. E passei a não ligar mais a mínima para o meu
Senhor! Ser-Lhe
agradecida! Jamais! Nem
sequer abria os lábios para dizer: Senhor, te agradeço por tudo o que me
tens dado, te agradeço por minha saúde, pela vida dos meus filhos,
porque tenho um teto quando tantos pobres não têm um teto, nem comida,
Senhor! Nada! Ele
continuou: Ingratíssima! E, além
disso, tu puseste tão abaixo o teu Senhor, que acreditavas em Vênus e
Mercúrio (17) para
dar sorte, andavas cega pela astrologia dizendo que os astros manejavam
tua vida. Começaste a andar atrás de outras doutrinas que o mundo te
oferecia. Começaste a crer que simplesmente morrerias e irias voltar a
terra reencarnada. E te
esqueceste da graça! Que tu sabias bem ter custado o Sangue de teu
Senhor. Faz um exame dos dez mandamentos. Verás que apenas dizias que
amavas e adoravas a Deus. E
com toda a dureza das minhas palavras lhes digo: eu adorava a satanás!
Porque se em meu consultório vinha uma senhora que me trazia um objeto
bento, um sacramental, eu dizia: não
creio nisso, porque servem para encher-se de moscas! E em seu lugar
enchia o meu consultório de objetos
para dar sorte! Eu os havia posto em algum canto escondido onde não
conheciam meus pacientes: era uma penca de arruda com uma ferradura, que
dizia: é
para afastar as energias negativas! 17
– Está aí outra mistificação do diabo: acreditar em astrologia! Crer
que os astros podem reger a vida das pessoas! Isso é uma blasfêmia
imperdoável contra Deus e Senhor de todo o Universo. Agora, por exemplo,
os astrônomos rebaixaram Plutão da ordem de planeta, entretanto os
“mapas astrológicos” estão todos montados sobre ele. Como é que
fica agora, “astrólogos” de araque? Que desculpa dar aos iludidos?
Acaso deixarão de ser regidos e terão eclipse total? Que lorota astronômica!
Também este negócio de “energia negativa” que nada mais é que
influxo satânico. Coisa da Nova Era! Demônios não se afastam com arruda
e ferraduras, somente com oração, fé, crucifixo, estado de graça e água
benta.
Assim como a lorota da reencarnação. Lorota espírita de quem se
deixa guiar por satanás. Vejam: conforme o depoimento acima, esta foi a
primeira constatação de Glória: que a reencarnação é um blefe diabólico!
É na realidade a negação da Cruz de Cristo, porque se uma alma
precisasse voltar indefinidas vezes para se aperfeiçoar, então o mistério
da Cruz seria em vão? Deus seria maluco, pedindo o Sangue Precioso de Seu
Filho, em troca da redenção do homem, caso os homens tivessem que voltar
à terra e se danarem. Sem sequer saber o que, quais faltas, deveriam
expiar! Aqui ela via de cara, que a morte acontece um só vez e para
sempre, assim como a vida aqui é uma só! Continua:
Olhem o quanto tudo isso é vergonhoso! Façam uma análise de toda a
minha vida baseada nos dez mandamentos, e verão que o meu próximo fui eu
mesma! Eu dizia a Deus que O amava, quando, todavia já o tinha
abandonado, não Ele a mim! Quando
comecei a andar pelo ateísmo eu dizia: Deus meu, te amo! Da boca para
fora. Porque com esta mesma língua eu maldizia ao meu Senhor! Com esta
mesma língua dava garrotes em toda a humanidade! Criticava a todo mundo,
para todos apontava meu dedo, sempre me achando uma santa Glória. E como
Ele me mostrava, eu apenas dizia que amava a Deus, quando na realidade era
invejosa e mal agradecida. O
Senhor continuou: Jamais
reconheceste todo o esforço e o amor e a entrega de teus pais, para te
dar uma profissão, para te fazer crescer, e por tudo isso é que tu logo
te formaste. Mas eles continuaram pequenos! A tal ponto que chegaste a te
envergonhar de tua mãe, por causa de sua humildade e pobreza! (18) 18
– Atenção aos jovens! Atenção queridos universitários! Eu lição
esplendorosa! Quantos de vós jamais fizestes um gesto de agradecimento
aos vossos pais pelo esforço tremendo que muitos fizeram com vistas ao
vosso estudo. E quantos jovens têm vergonha de seus pais humildes – um
horror isto – coisa que pagarão duramente quando virem aberto o seu
Livro diante do Juiz. Nenhum gesto escapa, nenhum pensamento, nem um só
gesto de rebeldia contra eles ficará impune. Deus é quem se envergonhará
de vocês! E
Ele falou:
Olha-te agora como esposa: quem és? Como
eu era? Todo dia renegada, desde que me levantava! Quanto meu esposo me
dizia pela manhã: Bom
Dia! Que bom dia que nada, veja que está chovendo! E ficava o
tempo inteiro arrenegada com meus filhos! (19) 19
– Atenção mães executivas! Atenção mães profissionais! Atenção mães
políticas! Atenção mães economistas! Atenção outras tantas mães,
que não são mães conforme o sublime plano de Deus. Gritos e lamentos
saem aos mil, do Tribunal do Altíssimo, choro e lágrimas de
arrependimento, por haverem sido mães
ausentes. E todas estas são! Deus não criou mães juízas para o
Tribunal dos homens, e sim para que os filhos evitassem o Tribunal de
Deus. Deus não criou mães para a política e os cargos de chefia, e sim
para serem as regentes do mundo,
pela via dos lares felizes. Este é o caminho de Deus!
Vossos filhos vos julgarão! Mesmo estando vivos, a presença deles
é certa, diante do Tribunal Maior, como testemunhas de acusação! Mãe,
eu chorei muito quando não vinhas! Mãe eu me perdi por causa da TV e da
pornografia da internet, enquanto tu estavas fora! Mãe eu me tornei
prostituta, porque tu não me ensinaste a ser como Maria! Mãe eu me
tornei adúltera porque tu me ensinaste a vestir o indecente, o imoral, o
indecoroso! Eu fui causa de condenação de outros, porque tu não tiveste
tempo de me ensinar a Doutrina de Jesus. Porque não me ensinaste a rezar,
só a seduzir! Ai da mãe ausente, que chegar diante do Juiz sem seus
filhos! Tendo um só já perdido, ou que irá se perder por culpa de sua
ausência do lar. Ela dificilmente se irá salvar. Vejam
que também eu jamais tive amor e compaixão pelo meu próximo, por meus
irmãos. E me dizia o Senhor: Nunca
pensaste: Pobrezinhos, Senhor, os doentes! Dá-me a graça de acompanhá-los
na dor e na solidão! Aos pequeninos que não têm mãe, aos órfãozinhos,
quantos pequenos sofrendo, Senhor! Meu
coração era de pedra! Totalmente de pedra! Num exame dos 10 mandamentos
eu não passava nem da média. Terrível
e espantoso! Vivia um verdadeiro caos! Como
não havia eu assassinado e havia matado a tanta gente? Por
exemplo: eu dei muitos alimentos a pessoas necessitadas, porém não dava
por amor e sim por minha imagem, porque era muito bom que todos me vissem
sendo pródiga, mas para mim o bom era manipular com as necessidades das
pessoas! (19) E
então eu dizia: toma, lhe dou este alimento, mas faz o favor e me
represente nas reuniões do colégio de meus filhos, porque eu não tenho
tempo de ir a reuniões pessoais, e de colégios. E assim a todos eles eu
dava coisas, mas as manipulava! Ademais, me encantava ver a muitos ao meu
redor me dizendo o quão era santa e boa eu era. Criei uma imagem falsa ao
redor de mim. 20
– Falsa caridade! Manipulação das pessoas! Faz dar aparência de santo
a quem nada tem dele. Faz a pessoa se autojustificar! Pensa que por dar
umas migalhas depois, isso justifica seu roubo, sua exploração, suas
maracutáias até coletivas para enganar. Primeiro assaltam os e exploram
os outros, e depois lhe atiram algumas migalhas! Que esperem! E
a voz me dizia: És tu que tinhas
um deus e este deus era o dinheiro! E por causa dele te condenaste! Por
causa dele te atiraste no abismo, e desprezaste o teu Senhor. (21) Sim,
nós havíamos tido muito dinheiro, mas agora estávamos quebrados, cheios
de dívidas. E se nos havia acabado o dinheiro. Então, quando me dizem
que deus é o dinheiro eu grito: qual dinheiro se lá na terra eu deixei
muitas serpentes, foi isso que eu falei! 21
– Maldito dinheiro, este o deus de milhões de pessoas que correm em sua
busca e não se importam de perder as almas por causa dele. Aqui também,
depois de uma infância pobre que ela odiava e amaldiçoava, a busca do
enriquecer se tornou sua mola mestra. E depois que conseguiu o dinheiro,
então ela deu um chute no traseiro de Deus. Cuspiu-O e sua boca e somente
O invocava de forma cínica ou blasfema! Ninguém vai ao céu com um só
centavo no bolso. Assim como esta não chegou lá com seu DIU. Ambos serão
antes fulminados como lixo imundo. Antes de chegar lá! E
quando me dizem, por exemplo, no segundo mandamento que tristemente eu
aprendi apenas para evitar os castigos de minha mãe, que eram bastante
severos, mas eu mentia de modo excelente e assim comecei a caminhar com o
pai da mentira, satanás. E comecei a me tornar mentirosa, e na medida em
que meus pecados iam crescendo as mentiras se iam tornando sempre maiores. Eu
me dava conta de que minha mãe respeitava muito ao Senhor e para ela o
nome do Senhor era Santíssimo, e então pensei e disse: aqui tenho uma
arma perfeita e comecei a jurar falso, e me dizia: mama,
por Cristo lindo te juro! E assim evitava castigos! Imaginem em minha
mentira eu colocava o nome Santíssimo do Senhor, em porcarias, na minha
imundícia, porque estava cheia de tanta sujeira e de tanto pecado (22). 22
– Aqui a mentira, começa com as pequenas, delas se vai as grandes, até
que a gente mesmo é uma mentira ambulante. Porque a mentira envolve a
pessoas como uma casca. Ela se livra de milhares de situações embaraçosas
em vida, sempre dando desculpas furadas, que na verdade são mentiras.
Mente que vai a um lugar, quando vai a outro. A criança faz isso quase
que instintivamente. Se os pais não coibirem isso desde cedo, a pessoa se
torna um mentiroso contumaz e cínico. Que pode chegar a ser presidente! E
então, meus irmãos, eu aprendi que as palavras o vento
não as leva. E quando minha mãe me deixava nervosa que lhe dizia: Mãe!
saiba que mesmo que me parta um
raio, te estarei dizendo mentiras. E a palavra se foi com o tempo, porém
vejam que só por misericórdia de Deus estou aqui, porque na realidade o
raio entrou e me atravessou no corpo inteiro, e praticamente em 2/3 me
queimou (23). Mostrava-me
que, eu, que me dizia católica, nunca tive uma palavra em que não
antepunha o nome Santo do Senhor. Impressionou-me agora ao ver que o
Senhor passava, e todas as criaturas, com todas estas coisas espantosas,
se voltavam ao chão em adoração impressionante. Vi a Santíssima
Virgem, prostrada aos pés do Senhor, orando por mim, em uma extrema adoração,
e eu pecadora, embora minha extrema imundícia, estava ali frente a frente
com o Senhor. Eu, tão boa que me achava, estava de fato renegando e
maldizendo ao meu Deus. 23
– Como lembrei acima, é mentira que o vento leva as palavras e elas
morrem. Pode até ser aqui na terra, mas não na eternidade. Somos
seguidos como por uma filmadora e um gravador – toda pessoa o é – e
isso mais dia, menos dia, virá a tona. Nada escapa ao olho perfeito e
justo do Juiz Eterno. E servirá como contra prova ao nosso testemunho.
Aqui, porém um caso extremo: ela desde criança brincava com o raio, até
que ele a pegou! Todo cuidado com o que se diz, seja para quem for, seja
dizendo alto, seja nem mesmo falando uma só palavra. A máquina de Deus,
grava também os pensamentos. Ele revela com toda clareza, todos nossos
cinismos, nossos muxoxos, nossos desprezos, nossos ódios! No
mandamento: santificar os dias de
festas foi espantoso, e senti uma imensa dor! A voz me dizia que eu
dedicava quatro a cinco horas para meu corpo, e nem sequer dez minutos diários
a um profundo amor com meu Senhor, em agradecimento na oração. E se
pegava o rosário, rezava a uma velocidade tal que dizia: nos
comerciais da novela alcanço rezar o rosário! Mostrava
como nunca fui agradecida com o Senhor, e também me mostrava o que eu
dizia quando me dava preguiça de ir a Missa: veja,
mamãe, se Deus está em todos os lugares, que necessidade tenho de ir na
igreja? Claro, me era muito cômodo dizer isto! E
a voz me repetia que o Senhor me havia dado vinte e quatro horas a cada
dia e que eu não rezava nem um pouquinho, nem aos Domingos para lhe das
graças! Fazia-me ver que eu achava que era muito agradecida em meu amor
por Ele, e me achava grande. Porém o pior deste caso é que a entrada da
Igreja era o restaurante de minha alma: me dediquei a cuidar de meu corpo
(24), me tornei dele escrava! Só me esqueci de um pequeno detalhe: tinha
uma alma, porém jamais cuidei dela, nunca a alimentei com a Palavra de
Deus, porque mui comodamente dizia que quem
lê a Bíblia fica louco! 24
– Eis aqui o espírito mau de Narciso, a auto-adoração a que se
submetem milhões de pobres criaturas. Agora mesmo acabei de anotar o nome
de uma moça que me mandaram. Ela cometeu suicídio porque se achava feia.
Há dois meses fez uma cirurgia plástica, mas não gostou do resultado, e
agora cometeu este ato tresloucado. Vale isso para os escravos da moda,
para TODOS os que fazem cirurgias plásticas, para todos os que malham em
academias compulsivamente, para os que vivem de dietas para emagrecer –
antes fizessem como jejum – enfim, para todos os que divinizam seus
corpos. Todos os descontentes com seus corpos, são descontentes com Deus
que os criou. Isso é blasfêmia! E
dos Sacramentos nada! Eu nem queria saber de me confessar, como estas
velhas que eram mais más do que eu! Porque para mim, na minha porcaria,
era melhor não me ir confessar, pois o maligno sacou a confissão de mim,
e com isso me tirou a possibilidade de sanar e limpar minha alma. Porém,
cada vez que eu cometia um pecado, não ficava de graça: satanás punha
dentro da brancura de minha alma a sua marca, uma marca de trevas! Jamais,
e somente na minha primeira comunhão fiz uma boa confissão, e daí em
diante nunca mais recebi ao meu Senhor senão sempre indignamente. Chegou
a tal ponto minha blasfêmia, a incoerência de minha vida que eu cheguei
a dizer: Que Santíssimo? Que tal
um Deus vivo em um pão? Estes sacerdotes deveriam ter outro argumento se
querem ficar ricos! Até este ponto chegou a degradação de minha
relação com Deus! Jamais
alimentei minha alma, e para rematar nada mais fazia que criticar aos
padres (25), mas sabendo o quanto me dei mal com isto. E minha família,
desde bem pequenos, criticávamos os sacerdotes, começando pelo Papa,
dizendo que eles eram mulherengos, que tinham mais dinheiro que nós, e
repetíamos isso sempre. 25
– Um apelo a todos, vale para mim, vale para você leitor: tomemos por
capricho, de nunca mais criticar a
algum sacerdote! Eles são escolhidos por Deus, e claramente todo
sacerdote é o espelho do povo, da comunidade. Se todos os católicos
efetivamente rezassem pelos seminários, se cobrassem dali santas vocações,
jamais o demônio iria neles adentrar com maus formadores, com teólogos
hereges e apostatas. Dos pecados nossos, o padre cuida!! Dos defeitos e
dos pecados dos padres cuida Deus! Quantos deles são acusados
injustamente, e sofrem horrores nas mãos de mentirosos. E
Nosso Senhor me dizia: Quem tu
pensas que és, para fazer-te Deus, e julgar os meus ungidos? Dizia-me
mais: São de carne, e pela
santidade de um sacerdote é que existe a comunidade, que por ele deve
rezar, e o amar e o apoiar! Então, quando um sacerdote cai em pecado, não
perguntem isso ao sacerdote e sim a comunidade. E
o Senhor me mostrava que a cada vez que eu criticava aos sacerdotes, se
grudavam em mim alguns demônios. Fora disso, quanto mal ainda fiz quando
eu chamei a um sacerdote de homossexual, e toda a comunidade ficou sabendo
disso, mal imaginando quanto dano lhe causei. Do
quatro mandamento: honrar pai e mãe, o Senhor me mostrava o quanto eu
lhes fui mal agradecida, como os maldizia e renegava, porque eles não me
podiam dar tudo o que tinham minhas amigas. E como fui uma filha que não
valorizava o que tinha, chegando ao ponto de dizer que esta não era a
minha mãe, porque ela se parecia muito pouco comigo. Foi espantoso ver o
resumo de uma mulher sem Deus, e como uma mulher sem Deus destrói tudo
que se lhe acerca (26). E, além disso, o pior mesmo, é que ainda assim
eu me sentia uma santa! 26
– Esta é uma verdadeira palavra de sabedoria. A mulher foi criada para
o maior papel que existe na terra: ser mãe! Gerar dentro de si! E este
ato tão sublime, transfere para ela uma das mais assombrosas
responsabilidades diante do Criador. O grande erro delas foi sair de casa,
tentando gerir o mundo. Ali, algumas crescem entre tapas, e chegam ao Céu
de mãos vazias. É dali que elas destroem o mundo, subvertendo o plano do
Eterno. À elas foi destinado sim, gerir o mundo, mas não tendo as rédeas
deles nas mãos, e sim gerando filhos, e moldando maridos, capazes de
dirigir o mundo para Deus. Tudo está nas mãos delas! Quando deixam seus
lares, começam a perder o domínio. Maridos fracos, filhos mal
preparados! Sim, a mulher tira tudo isso de sua fraqueza! Maria é vosso
exemplo! Também
me mostrou o Senhor como eu pensava
ter cumprido este mandamento, pelo simples fato de ter pagado os médicos
e os remédios de meus pais, quando eles ficaram doentes, e também como
eu analisava tudo pela ótica do dinheiro. E como os manipulava, quando
passei a ter dinheiro, basta dizer que assim eu endeusei o dinheiro e
pisoteei meus pais. Sabem
o que mais me doeu? Ver o meu pai chorando de tristeza, apesar de tudo o
quanto ele tinha sido um bom pai, que me havia ensinado a ser uma
batalhadora, uma mulher empreendedora, pelo que eu deveria honrá-lo,
porque somente quem trabalha pode crescer na vida. Mas
eu esquecera um pequeno detalhe: que eu tinha uma alma e que meu pai era
um evangelizador pelo seu testemunho,
e de como em toda a sua vida ele se empenhara em colocar em mim tudo isto. Vi
meu pai, com muita dor, quando antes ele era mulherengo. Ele era feliz em
dizer para minha mãe, que era muito macho, porque tinha muitas mulheres e
que podia com todas. E ademais, ele tomava e fumava! Com
estes vícios, que o faziam sentir-se orgulhoso – pois ele pensava que não
eram vícios e sim virtudes – fiquei chocada quando minha mãe se cobria
de lágrimas quando meu pai começava a falar de outras mulheres. E
comecei a me encher de ódio, de ressentimento, e comecei a ver como este
ódio e este ressentimento me levavam a morte espiritual. Eu sentia uma
raiva espantosa de ver como ele humilhava a minha mãe diante de todos. E
isso iniciou minha rebeldia, tanto que disse para minha mãe: eu nunca vou
fazer como você! Por isso é que como mulheres nós não valemos nada,
por causa de mulheres como você, sem dignidade, sem orgulho, que se
deixam pisotear pelos homens. E
eu dizia ao meu pai: quando eu for grande, jamais – pode crer nisso
papai – jamais vou permitir que um homem me humilhe assim como você o
faz com minha mãe. Se um homem me for infiel, eu me divorcio dele, papai! Meu
pai me pegou e disse: como te atreves? Ele era muito machista e eu lhe
respondi: Sim papai, me mate, mas se eu chego a me casar e meu marido me
for infiel, eu me divorcio dele para que os homens entendam o quanto sofre
uma mulher quando um homem a pisoteia. E
permaneci cheia deste ressentimento, desta raiva, e quando comecei a ter
dinheiro disse para minha mãe: Sabe de uma coisa mãe? Separe-te
de meu pai! Justo ela que adorava meu pai! É imposible que você aguente
um tipo assim! Seja digna! Faça-se
valer, mamãe! 27
– Aqui ela se valia do comportamento em parte negativo do pai, para
justificar sua rebeldia e suas mentiras. E mentira, diante de Deus, não
funciona como argumento válido de defesa! Porque ali, cada um paga por
seus atos, não pelos dos outros! Paga pelo seu testemunho de vida, não
pelo dos outros. Mais que isso, incitava a mãe à rebeldia, ao divorcio,
quando a nossa missão é acertar os casamentos e não destruí-los! Imaginem,
que eu queria divorciar meus pais! E minha mãe dizia: minha
filha, não é que não me dói, a mim sim, me dói, porém me sacrifico
porque vocês são sete filhos e não sou mais que uma. Sacrifico-me
porque finalmente seu pai é um bom pai e eu seria incapaz de ir-me e deixá-los
sem pai. Ademais, se eu me
separo dele, quem vai rezar para que seu pai se salve? Sou a que posso
rezar para que seu pai encontre a salvação, porque as dores que ele me
causa, eu as uno a cruz de cada dia e digo ao Senhor: esta dor não é
nada, mas unindo-a a Tua Cruz, me permita que sejam salvos meus filhos, e
meu esposo! Eu
não entendia isso! E sabem que isso me deu tanta raiva, que este rumo que
a minha vida tomara me fez tornar uma rebelde, e me enchia do desejo de
defender a mulher. Como seqüência, passei a defender o aborto, o ficar
junto sem casar, o transar, o divórcio e a defender a Lei do Talião:
quem me fazia mal com mal eu pagava. Nunca fui infiel fisicamente, porém
prejudiquei muita gente com meus maus conselhos!
Quando
chegamos ao quinto mandamento, o Senhor me mostrou que eu era uma
assassina espantosa, e que cometera o mais abominável de todos os crimes
diante do Senhor: o aborto!
(28) Vejam o poder que me deu o dinheiro! Ele me permitiu financiar vários
abortos, porque eu dizia: a mulher tem o direito de escolher quando quer
estar grávida ou não. Olhei o Livro da Vida e me doeu quando o vi: Uma
menina de 14 anos abortando, porque eu lhe havia ensinado! Porque, sabem,
quando um tem veneno, todos os que se acercam dele saem prejudicados. 28
– E Deus mostrou a ela! Está gravado no Livro da Vida! Quem fez o
aborto é criminoso, quem o praticou é assassino, quem o incentivou é
bandido. E diante de Deus não tem outro nome. O dono da clínica é também
assassino, a parteira que o fez é criminosa, e todos os que criam leis
para instituí-lo “legalmente”, diante de Deus é igual a um que mata
sem dó nem piedade. O aborto é um hino em louvor a Lúcifer! Ele é
regido a gritos de inocentes que são extraídos criminosamente dos
ventres maternos: os homens não os ouvem, ao Céu diante deste som treme
de espanto, mas para o inferno o aborto é uma sinfonia! Todos os que não
se arrependerem, passarão pela eternidade ouvindo estes gritos. Umas
meninas, três sobrinhas minhas, e a noiva de um sobrino abortaram. Eles
as mandavam para minha casa, porque eu era a que tinha o dinheiro, e as
convidava, enquanto falava de moda, de glamour, e de como exibir seu
corpo. E minha irmã as mandava para lá - vejam como as prostituí – e
as prostituí ainda menores, que foi outro pecado espantoso depois do
aborto. Porque eu lhes dizia: não sejam bobinhas, porque se suas mães
lhes falam de virgindade e de castidade é que elas estão fora da moda.
Elas falam de uma Bíblia que tem dois mil anos e os padres não a tem
querido modernizar, porque falam pelo Papa, mas este Papa é também fora
da moda. Imaginem
o meu veneno, e eu ensinava a estas meninas que elas tinham que desfrutar
de seus corpos sem culpa, porém nada de planejamento! Eu lhes ensinava os
métodos de “planejamento de uma mulher perfeita”, e esta menina de
quatorze anos, a noiva de meu sobrinho, chegou um dia ao meu consultório
– eu vi isso no meu Livro da Vida – chorando e me disse: Glória
sou uma criança e estou grávida! E
eu lhe disse: burra! Eu não te
ensinei a planejar? Então
ela falou: sim, mas não funcionou!
(29) 29
– O DIU não funcionou! Quer dizer que funcionar significa quando mata,
assassina? Estes dispositivos intra-uterinos são todos abortivos, e
criminosos, porque eles apenas impedem que o óvulo, já fecundado nas
trompas, se fixe às paredes do útero. Mas quando chega ali já é uma
vida humana! E esta mulher verá a morte, o assassinato de cara criança
dela que já estava fecundada e com um grito morre envenenada pelo cobre. Então
olhei para o Senhor, que me mostrava ali esta menina, que na verdade pedia
apoio, para que não se atirasse no abismo, para que não abortasse!
Porque o aborto é como uma cadeia, que pesa tanto, que arrasta e que
pisoteia, é uma dor que nunca se acaba, é o vazio de se saber assassino!
E
o pior: a um filho da gente! E
sabem o que foi o pior com esta menina? É que no lugar de falar-lhe de
Deus, eu lhe dei dinheiro para que fosse abortar, em um lugar bem novo,
para que depois não viesse a se prejudicar. Assim,
com este patrocínio, fiz vários abortos! Cada vez mais sangue de um bebê
sendo derramado em holocausto a satanás, um holocausto que o Senhor lhe
concedeu. E ele acontece, a cada vez que se mata uma criança, porque no
Livro da Vida, vi como a nossa alma se funde com uma chama formosa, tão
logo se tocam o óvulo e o espermatozóide, numa luz como que colhida de
Deus. O ventre de uma mãe tão logo fecundado se ilumina com o brilho
vindo desta alma. E quando se aborta, esta alma grita e geme de dor, assim
como se vê aos olhos da carne, e se escuta seu grito quando a estão
assassinando. E o Céu estremece e no inferno se escuta um grito de júbilo.
E de imediato do inferno se abrem umas brechas, por onde saem como larvas
para seguir assediando a humanidade, para que siga se fazendo escrava da
carne e de todas as coisas que acontecem, e ficam a cada dia pior. E
pergunto: quantos bebês se matam diariamente? E esse é um triunfo real!
Como será que este preço de sangue inocente atrai um demônio? Lavada
neste sangue inocente, vi que minha alma branca começou a ficar
completamente escura. Depois dos abortos, já não tive mais noção de
pecado, para mim tudo isso estava bem. E
o triste era ver como estes pagamentos me uniam ao demônio, e ele me
mostrava todos estes bebês que eu ajudara a matar, e sabem por quê?
Porque eu própria os evitava, usando no útero um dispositivo “diu”
em forma de “T” feito de cobre! E me foi doloroso ver quantos benditos
haviam sido fecundados, já se haviam instalado no útero e agora eram
desprendidos dali. E com um grito desgarravam-se das mãos de Deus Pai. Com
razão eu vivia amargurada, de gênio sempre mau, fazendo cara feia,
frustrada devido a muita depressão e dizia para mim: Por que isso? Claro,
eu me havia tornado em uma máquina de matar bebês! E
isso me afundou mais ainda no abismo. Como que eu não as havia matado? E
o que dizer de cada pessoa gorda que me aparecia, e que eu as odiava, as
detestava? Também nisso eu era assassina. Porque não somente com um
disparo se mata uma pessoa, basta odiá-la, basta lhe fazer mal, ou
ter-lhe inveja que já com isso se mata, ou ter-lhe inveja! Com isso também
se mata! E
quanto ao sexo mandamento que diz: não fornicar? Aqui
eu disse: não, aqui não me vão levantar suspeitas, nenhum amante,
porque em toda a minha vida fui mulher de um homem só, que é meu esposo.
Foi
quando me mostraram que cada vez que eu estava com meus seios descobertos,
e meu corpo com seus detalhes à mostra estava incitando outros homens a
me olharem, e eles tiveram maus pensamentos comigo, eu os fazia pecar, então
percebi que desta forma que eu também cometia o pecado do adultério! Eu
também aconselhava mal as mulheres, a que fossem infiéis com seus
esposos e lhes dizia: não sejam
bobas! Desquitem-se!
Não os perdoem e se divorciem!
E
com isso eu estava cometendo um outra abominável forma de adultério! E
me dei conta de que os pecados da carne são espantosos e condenatórios,
embora o mundo lhes diga que somos livres e que podemos seguir agindo como
os animais. Tristemente me soltei das mãos do meu Senhor, porque os
pecados estavam em meus pensamentos, na minha alma e na minha ação. Foi
muito doloroso ver como todos estes pecados, por exemplo: o pecado do
adultério de meu pai, prejudicou e desgarrou a seus filhos e a mim me
tornou uma ressentida com os homens. E fez dos meus irmãos três fotocópias
fiéis de meu pai, felizes por serem muito machos, mulherengos e beberrões!
Não se davam conta de como prejudicavam aos seus filhos! (30) Por isso é
que vi meu pai chorando, com tão violenta dor, por causa de seu pecado,
que havia transferido por herança a eles, e que com este ato danificava
toda a obra de Deus. 30
– Importante saber que o adultério do pai ou da mãe, também a bebida
e o cigarro, são causa de degeneração e prejuízo das gerações de
filhos. Até isso se paga! Um pai que gera seu filho estando em estado de
porre, nunca terá um filho perfeito. Porque sempre será um espermatozóide
degenerado que alcançará o óvulo. E o pai pagará por isso, e verá em
seu livro tudo registrado. Para sua vergonha e pranto! No
sétimo mandamento, não roubar, eu me considerava honesta. Então o
Senhor me mostrava que eu desperdiçava comida em minha casa, enquanto
tanta gente padecia de fome no mundo. E Ele me dizia: Eu
tinha fome e olha o que fazias com tudo o que Eu te dava, tu desperdiçavas.
Eu tinha frio e olha o que fazias como escrava da moda, e das aparências,
gastando muito dinheiro em tudo o que te fazia aparecer magra. Escravizada
pelo corpo, em poucas palavras fizeste um deus de teu corpo e me
mostrava que eu era culpada da miséria de meu país, quando eu achava que
nada tinha a ver com isto (31). 31
– Tudo o que as pessoas gastam em bijuterias, em futilidades, em
excessos de pintura e perfumaria, em produtos caros de embelezamento –
dinheiro que poderia ser bem aproveitado para a prática da caridade –
será causa de condenação. E pagaremos sim, como nação, por não
termos olhado para aqueles que passam fome, o
órfão e a viúva – como diz a Palavra de Deus – claro, não se
trata aqui de dar comida de graça para quem não luta nem se esforça. Quem
não trabalha, não tem direito de comer, diz a Palavra! Também
me mostrava que, cada vez que falava mal de alguém, eu lhe roubava a
honra e quão difícil é devolvê-la. Que teria sido mais fácil reparar
que roubar-lhe um bilhete, porque isso se poderia devolver com dinheiro, o
que não pode ser feito roubando a honra de uma pessoa. Ele
me apontava meus filhos, que pediam a graça de uma mãe presente, terna,
uma mamãe que os amasse de fato, e não uma mãe ausente, que sai de casa
deixando seus filhos sozinhos com o papai televisor. Uma mamãe computador
com jogos de vídeo, que para acalmar sua consciência lhes comprava
roupas de marca. O
que mais me horrorizou foi quando vi minha mãe, que se questionava disso
tudo e isto que ela foi uma mulher santa, que nos corrigia e nos amava,
igualmente meu papai, tal que e eu disse: que será de mim, que nada disso
dei a meus filhos? Que espanto! Que dor tão grande! Deu-me
uma enorme vergonha, porque o “Livro da Vida” me mostrava tudo como um
filme, e meu filho dizia: ai como a
mãe se demora! E falavam com raiva: porque minha
mãe é uma cansona, que nada faz senão xingar? Que tristeza ouvir um
filho de três anos, e uma menina um pouco maior dizendo isso. E eu lhes
roubei a sua mamãe, lhes roubei a sua paz, lhes roubei a vida que lhes
deveria dar como mãe de verdade, em minha casa! E não fiz que eles
conhecessem a Deus. Também não lhes ensinei a amar ao próximo, e é tal
que se não amo ao meu próximo, nada tenho a ver com meu Senhor. Se eu não
tenho misericórdia, nada tenho a ver com Deus. Deu-me
uma vergonha imensa, porque no “Livro da Vida”, cada um vê como o
outro é. Porque Deus é amor! É Bom! E eu lhes vou falar um pouco sobre
não levantar falso testemunho. Nem mentir, e nisso sim eu uma fui
especialista! Viram?
Porque
Satanás se tornou meu pai, e eu troquei a Deus por satanás! Se
Deus é o Amor, eu sou ódio! Quem é meu pai então? Não era tão difícil
entender isso. E se Deus me fala de perdão, de amar
aos que me causam dano, eu Lhe dizia que quem me faz aqui, me paga
aqui. Quem era então meu pai? E Se Deus é a verdade e Satanás é a
mentira, que era meu pai? E não existe mentira pequena, nem verde nem
amarela: todas são mentiras! Então satanás é teu pai! Tão
terríveis foram os pecados de minha língua!... Eu vi quanto mal eu
causava com ela! Quando eu depreciava, quando eu enganava, quando chamava
alguém pelo apelido, como não se sentia esta pessoa? Como lhe doía o
apelido? Que lhe podia trazer complexo de inferioridade, como caso de uma
pessoa gordinha, ou quando estava engordando, quanto mal eu lhes causava,
sempre com uma palavra ferina que terminava aquela ação (32). 32
– Coisas tão corriqueiras, tão comuns em nosso meio: os apelidos, as
gozações! São coisas que depreciam o irmão! Que enquanto o fazem
menor, nos fazem engrandecer! E este ato é abominável! Criticar a
beleza, a gordura, a magreza, o modo de falar, de se vestir, de andar,
como agente faz isso! O apelido, sempre é mau! Sempre! Enquanto
eu fazia o exame dos 10 mandamentos, vi a cobiça com que executei todos
os meus desejos loucos. Eu pensava que ia ser feliz tendo muito dinheiro,
e para mim virou uma obsessão ter muito dinheiro! Uma lástima! Porque
quando tive muito dinheiro, foi o pior momento que viveu minha alma, até
o ponto de me querer suicidar. Com
tanto dinheiro, e só, e vazia! Amarga!
Frustrada!
Esta cobiça de desejar ter dinheiro, foi o caminho que me levou a
extraviar-me e a me soltar das mãos do meu Senhor. Depois
deste exame dos 10 mandamentos, me mostraram por fora o meu Livro da Vida:
Formoso! Eu quisera ter palavras para descrevê-lo! O meu Livro da Vida
começou desde a minha concepção, desde quando se uniram o par de células
de meu pai e minha mãe. Assim,
num zás! Uma centelha! Uma
linda explosão (33) e se me formou a alma! Minha alma, colhida das mãos
de Deus Pai, este Deus tão maravilhoso! Por 24 horas do dia me cuidando,
buscando-me, tudo isso eu via. Nada mais que o Seu amor, porque Ele não
me olhava na carne e sim em minha alma. 33
– Para mais pessoas o Bom Deus tem mostrado o momento mágico da concepção,
o momento mágico e único da vida das pessoas, onde a alma entra no corpo
da criança. É ali que começa a vida. Dizem que um clarão extraordinário
ilumina todo interior da mãe, e isso se poderia chamar a explosão do
amor criador, o amor e um Deus. Frustrar isso com um aborto, é um crime
sem nome! E
agora me mostrava como fui me desviando de minha salvação! Este Livro da
Vida, para terminar, lhes vou dar um exemplo de como é formoso este
livro: Eu era muito hipócrita, e muitas vezes eu dizia para uma pessoa: Fulana,
como estás linda com este vestido tão precioso, como te aparentas bem!
Mas
por dentro eu dizia: Ui! Que pinta
tão asquerosa! E
ainda pensa que é rainha! Isso
em meus pensamentos! Pois neste livro se vê exatamente o que eu dizia interiormente! Como seu eu estivesse falando com minha boca, embora viesse do meu pensamento! Eu via como do interior de minha alma! Todas as minhas mentiras tornaram-se um raio vivo! Fic |