O GRANDE DILEMA
Quem é um dilema? Dilema é quando uma pessoa chega a um momento, e tem que decidir entre duas ou mais situações, entre dois ou mais caminhos, especialmente quando se é obrigado a tomar uma decisão difícil, e mais, quando esta posição poderá ter reflexos decisivos em seu futuro, em sua vida. Dilema é ter que decidir certo, sem poder errar, porque isso poderá nos trazer prejuízos futuros, que poderão especialmente trazer prejuízos enorme à nossa alma, á salvação eterna. Neste campo, ninguém pode correr riscos, nem errar! Porque errar, pode significar um purgatório de horrores, ou um inferno de tormentos infinitos!
E todos nós hoje – falo dos católicos em geral – estamos exatamente
num tempo deste “dilema”, onde teremos que decidir o futuro de nossas almas,
pois não há três caminhos: somente dois! Esquerda ou direita, qual você
escolhe? Alguém poderá dizer que é fácil: basta seguir ao padre de sua Paróquia
e se estará indo direto para o Céu. E esta mesma pessoa poderá dizer que,
seguindo o padre, mesmo que ele esteja errado, o Céu nos está garantido, com
toda segurança! E poderá ainda alegar que, o católico é sem dúvida obrigado
a obedecer ao padre de sua paróquia, ou ao bispo de sua diocese, sob pena de
cometer um pecado grave.
Bem, se fosse assim, a votação do referendo sobre as
armas, teria inundado este país de tantos pecados, que seguramente não haveria
confessionários capazes de suportar tal volume. Porque a absoluta maioria votou
contra a orientação das paróquias, de seus padres e bispos e se pergunta: que
está acontecendo? De fato, depois de apurada a vitória do NÃO – opção
pela qual sempre pugnei – me senti angustiado com a brutal diferença. Porque,
se nós formos medir em matemáticas o montante proporcional da população
brasileira, e destes os que são católicos, e tirarmos destes os bandidos que
votaram SIM, porque isso facilitava sua vida, e tirarmos os deslumbrados da
besta que querem na realidade nossa morte, o resultado se verificou um desastre
monumental para a Igreja Católica. E isso sinalizou para uma brutal ruptura na
unidade, até porque, se o Edir Macedo tivesse feito campanha pelo SIM,
praticamente ninguém dos seus votaria NÃO.
E posteriormente, meditando, cheguei mesmo a imaginar que, quem sabe, não
teria sido melhor cair sendo obediente à Igreja, que vencer sem ela. Isso é um
dilema! E esta é apenas uma situação a que somos chamados a meditar, porque
está chegando o tempo final, da última e decisiva opção: de que lado nós
vamos ficar! Como, de que lado, se a Igreja á Una, Santa, Católica, Apostólica
e Romana? Bela pergunta e dilemática pergunta! Ficar com qual das Igrejas, se
ela é uma só? Então temos duas Igrejas católicas?
Vejam! Eu não diria que temos duas – apenas duas – Igrejas católicas,
porque na verdade elas são já milhares. Na raiz de nossa divisão dilacerante
está um germe de maldição, que parte inicialmente de duas vertentes que se
criaram dentro da nossa Igreja: direita e esquerda! Ortodoxia, ou modernismo!
Obedecer ao Papa, ou não obedecer! Obedecer ao bispo, que não obedece ao Papa?
Obedecer ao padre, que não obedece ao bispo? Fidelidade perfeita ao Catecismo
de João Paulo II, ou a cartilha marxista de alguns bispos que se dizem católicos?
Ora, baseados nestes parâmetros, nós poderemos descobrir inumeráveis
variantes do “ser Igreja”, e elas passam pelos falsos ecumenistas, pelos
relativistas, pelos modernistas, pelos comunistas, pelos americanistas, pelos
tradicionalistas, e dentro de cada um destes mil “istas” de satanás, iremos
encontrar outros que vegetam e à margem da Igreja – dizem ser mas não são
– como o brumoso neocatecumenato, carismáticos heréticos, segmentos do Opus
Dei, que puxam brasas para si, enquanto apagam o fogo da verdadeira Igreja de
Jesus. Deixemos bem claro: eles não são a Igreja!
Nós não iremos aqui entra no mérito de cada um destes segmentos, até
porque em muitos sites se poderá achar a explicação para cada uma destas
coisas danosas. Nosso objetivo, neste texto, é exclusivamente preparar nossos
leitores e amigos, para o grande dia de sua decisão, o dia em que teremos de
optar por um caminho: a verdade de Jesus! O grande problema, é que diante de
tantas variantes – todos dizendo eu sou o Cristo, não os sigais disse Jesus
– nós ficaremos loucos sequer em imaginar que devemos acertar, e quem sabe
teremos de divergir, daquilo que durante nossa vida aprendemos a amar.
Neste momento acabei de receber uma carta, de uma leitora amiga, doutora
formada em universidades da Europa, com PHD, e que nos acompanha sempre e nos
escreve. A carta dela vem a calhar perfeitamente para o ONDE eu quero chegar e
diz assim:
Arnaldo, paz! Hoje pela manhã, ao final da Santa Missa, mostrei a Encíclica
Redemptionis Sacramentum a uma “fiel”, em particular, sobre
abusos que devem ser corrigidos - no momento da saudação de paz (item 72),
onde não devem ser inseridos quaisquer cantos; mas a mulher
envolveu mais 5 pessoas próximas a ela, inclusive uma freira (“religiosa”),
e só faltou me apedrejar, justificando-se que:
1
–
obedece ao Bispo, que mandou ela cantar durante a saudação da paz na
Missa passada;
2
- que minha atitude demonstra meu radicalismo;
3
–
que se eu quero assistir à Missa do Papa, que eu me mude para Roma;
4
- que cada igreja é autônoma (?!) para tomar suas decisões;
5
- que devemos amar a Deus e ao próximo, e que o Papa não é maior que Deus
(?!).
Respondi-lhe que o Bispo não está acima do Papa e é a ele que devemos
seguir. Quando ela falou sobre amar a Deus e ao próximo, disse-lhe que por esta
razão não podia faltar com a caridade em dizer-lhe a verdade e corrigir-lhe.
Depois desta contenda, lembrei da parábola dos talentos: aquele que
recebeu apenas 1 talento e foi infiel no pouco, perdeu até o pouco que tinha.
Fico a perguntar-me, neste terrível tempo de confusão, até quanto mais Deus
ainda suportará de nós católicos que já estamos impregnados do espírito
da rebeldia, e teimamos em seguir igrejas diferentes, como fizeram os
protestantes... a própria Igreja Católica está já bastante dividida!!! E quão
mais esfacelada deverá estar a Santa Igreja ainda, afinal as portas do
inferno não prevalecerão, mas quão infestada de demônios deve estar, para
que reste apenas um pequeno grupo fiel?! (fim da carta)
Eu tenho 58 anos de idade e me lembro bem dos tempos antes do Concílio
Vaticano II, e portanto vivi, bem vividos e atentos, os anos que vieram depois
dele. E lhes posso dizer uma coisa: se antes do Concílio uma mulher destas,
tivesse a coragem de dizer tais heresias como esta “católica” acima falou
– além de pregar abertamente a rebeldia contra o Papa – ela poderia ser
chamada atenção pela Igreja, e se insistisse, ser excomungada como uma herege.
Mas hoje, isso se tornou lugar comum! Milhões de católicos – falo da maioria
arrasadora deles – se julga no direito de ditar as regras de comportamento, se
acha no direito de seguir a própria doutrina, e é capaz de matar aquém não
concorda.
Que disse ela em síntese: que obedece ao bispo e não ao Papa – que é
radical quem segue o papa – que nenhum católico é obrigado a seguir seu
pastor máximo – que cada um é livre para seguir a própria doutrina – que
a religião se resume num pretenso amor à Deus e ao próximo, porque divorciado
e independente da Igreja, sem tudo aquilo que ela tem de mais santo e mais
sagrado, em especial os sacramentos. Enfim, isso resume tudo aquilo que não
devemos ser, e tudo aquilo para o qual devemos alertar. Aliás, esta
é a opinião da maioria dos católicos, eis porque cada um destes, tem já a
sua Igreja. E isso quer dizer, que já ultrapassamos os protestantes em denominações
diferentes.
Nos últimos anos de seu prolífico pontificado, o Papa João Paulo II,
nos legou alguns dos documentos mais necessários para este tempo final e de
trevas.
Declaração
Domius Iesus
16/08/2000 > Este documento, assinado pelo então cardeal Ratzinguer e atual
Papa Bento XVI, também pelo papa João Paulo II, em síntese proclama uma
verdade absoluta: Somente a Igreja Católica salva,por estar na Unidade e ter a
Eucaristia. Condena implicitamente o falso ecumenismo, a disposição de muitos
teólogos em achar que existe igualdade entre as religiões, como se cada uma
dela tivesse parte da verdade. Quem pois, em qualquer lugar do mundo contesta o
que está escrito nesta declaração, não está em unidade com o Papa Bento
XVI, e não deve nem ser seguido, nem ouvido, sob pena de rebeldia.
Carta
Apostólica Misericórdia Dei
– de 02/05/2002 > Esta carta apostólica veio incentivar a prática da
confissão, e veio restabelecer algumas coisas, colocando tudo nos devidos
lugares. Entre outras coisas, acaba com a confissão comunitária salvo os casos
definidos, exige o restabelecimento dos confessionários em todas as Igrejas,
pede aos padres pelo menos uma hora por dia para que estejam dispostos á
confissão, e incentiva os fiéis a buscar amiúde este precioso sacramento, não
apenas nas condições de praxe, uma vez por ano como exige o mandamento da
Igreja. Quem, pois, desobedece a estas normas, está fora da unidade, não
deve ser seguido, nem ser ouvido caso pregue em contrário. E fazem já
quatro anos desta carta, e ainda nenhuma diocese deste país implantou em todas
as suas paróquias o que nela está disposto.
Carta
Apostólica Rosarium Virginis
Mariae
– de 16/10/2002 > esta carta preciosa foi aquela que instituiu os mistérios
luminosos, a segunda série de cinco, que veio preencher uma lacuna há muito
tempo verificada. É que o objetivo central do Rosário é meditar no
nascimento, a vida, a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus, e ficavam de
fora, no Rosário antigo, de apenas três Mistérios, partes de Sua vida Pública,
que culminou na instituição da Eucaristia. Nesta carta, o Papa incentiva os fiéis
a meditarem – não só isso, a viverem – o Rosário de Maria, como uma das
mais perfeitas formas de meditar e praticar toda a Doutrina de Jesus. Quem,
pois, dentro da Igreja Católica, não incentivar a prática do Rosário, não
abrir espaço em suas paróquias e dioceses para esta oração preciosa, está
fora da verdade, é desobediente ao Papa, e não deve ser seguido.
Encíclica
Ecclésia de Eucharistia -
de 17/04/2003 > Esta encíclica, verdadeiro tesouro da Igreja, veio em hora
bem oportuna para acabar com todas as distorções que estavam – e estão –
havendo, em relação à Santa Missa e a Eucaristia. Ela denuncia uma série de
abusos, que estavam sendo cometidos em diversas partes do mundo, e estabelece
bem claramente toda a verdade sobre este mistério. Com este maravilhoso
documento, João-Paulo
II quis reafirmar a doutrina católica tradicional sobre o Mistério eucarístico,
largamente esvaziado, tanto na prática como na pregação, reafirmando a sua
natureza de sacrifício, contrariamente ao quem muitos querem transformar em
simples “fast-food”, ou em “self-service”, quem sabe num teatro, num
covil de experimentos modernistas e satânicos. E a partir dele, nem
um só bispo ou sacerdote, ou leigo, poderá ignorar esta carta, sob pena de
rebeldia, até mesmo de excomunhão, caso se verifique a contumácia. Na
realidade, e se nós formos observar bem, embora passados já um ano e meio
desta Encíclica do Papa, até agora nenhum bispo ainda, pelo menos que eu
saiba, a colocou totalmente em prática. Tudo continua igual, no teatro, na
abominação em muitos lugares.
Instrução
Redemptionem Sacramentum
25/04/2004 > Esta instrução, prevista já na Encíclica Eclésia de
Eucharistia, veio colocar claramente o que são e quais são os abusos cometidos
contra a Eucaristia e a Santa Missa, de modo que, munido destes bem claros e
explícitos documentos do Papa, ninguém poderá alegar ignorância em relação
a este santo Sacramento. Este documento vem assinado pelo Cardeal Francis Arinze
denuncia a tendência verificada nos últimos anos de dessacralizar este culto
divino.
Esta instrução mostra como as Missas
estão sendo transformadas em shows pessoais do celebrante, com
verdadeiros teatros tendo até padres fantasiados de palhaço, como os textos da
liturgia são “improvisados” de acordo com o clima da celbração, além do
que e são modificados livremente fugindo da litrugia. Também como as leituras
da Bíblia são substituídas por afirmações de Gandhi, ou Luther King, ou
outros pacifistas, quando não revolucionários comunistas e ateus. Como os
altares similares a banquetes convivais, com mesas redondas onde todos as
rodeiam. Os cantos que tudo fazem exceto suscitar no fiel a
oração,
o sentido do sagrado pela participação no Mistério que se realiza na Santa
Missa. Isso, sem falar das homilias relegadas à improvisação dos fiéis
leigos, da representação de prestigiadores no momento da consagração, de
padres inebriados por fantasias e extravagâncias litúrgicas, tudo para agradar
platéias e adquirir palmas.
Vejamos
o que diz esta carta em síntese:
-
Condena o abuso de realizar concelebrações com hereges a título de ecumenismo
> Ainda recentemente se fez isso no Santuário de Aparecida tendo um
pastor protestante dado a homilia. Isso é proibido frontalmente. Missa é Jesus
quem celebra não rebeldes!
-
Lamenta o abandono do culto a Jesus eucarístico, com Horas Santas e bênçãos
do Santíssimo > Em todo o país isso foi quase abandonado, e não fosse a
insistência de alguns abnegados fiéis, já teria morrido se dependesse da
maioria de bispos e padres.
- Condena a perda do sentido de Sacrifício, na Missa, transformada em encontro amistoso > Tenta-se odiosamente descaracterizar a Santa Missa tirando dela o sentido de sacrifício pondo em seu lugar a idéia de ceia de confraternização e despedida. Isso é ABOMINÁVEL!
-
Condena a noção da necessidade do sacerdote estendendo a leigos, algumas funções
exclusivas dos padres > Padres que ficam sentados nos bancos, enquanto os
ministros distribuem a comunhão, fazem as abluções, tomam diretamente o
sangue do cálice, até mesmo fazem homilias.
-
Condena todo tipo de abusos ecumênicos > São Missas concelebradas com
pastores, até com gente de outras religiões que nada têm a ver com o
cristianismo. Missa não é local de exercer o diálogo ecumênico e sim apenas
para quem acredita que ela é Sacrifício.
-
Condena a idéia de que o Padre, por sua criatividade, pode desrespeitar as
rubricas impostas pela Igreja, quando quiser > Trata-se de mudar a
liturgia a qualquer pretexto, alterar partes da Missa, deixar outras de fora, além
de celebrar Missas seguindo uma falsa liturgia que não consta do Missal como
missa crioula, dos sem terra etc.
-
Afasta totalmente a idéia falsa de quem celebra a Missa é a comunidade, e não
o sacerdote > Missa quem celebra é o sacerdote na pessoa de Cristo. A
comunidade assiste e vive a Missa e a Eucaristia, em estado de graças para se
apropriar das graças e dos méritos infinitos da Paixão de Cristo.
-
Proíbe os abusos que estão sendo cometidos ao dar a comunhão a pecadores públicos,
como, por exemplo a pessoas amasiadas > Casos que acontecem principalmente
nos casamentos e Missas de exéquias, onde se reúne todo tipo de vândalo
espiritual, com a alma inconfessa, além de gente das seitas secretas, do próprio
satanismo.
-
Proíbe formalmente os abusos ao dar a comunhão a hereges > Na mesma
linha do anterior, a proibição de dar a comunhão aos que renegam a fé católica,
aos que duvidam da presença real de Cristo,e aos que combatem a Igreja Católica.
-
Condena formalmente os abusos em matéria arquitetônica, construindo igrejas
que mais parecem salões de festa do que um templo sagrado > Isto está
acontecendo muito, com as igrejas novas e com as antigas. Nas novas os
arquitetos hereges tratam de introduzir conceitos modernos e motivos satânicos,
pintando imagens retorcidas e quase ininteligíveis. Nas reformas das novas, estão
tirando as imagens de culto, além do que alguns introduzem na igreja imagens
repugnantes, retorcidas como retrato de bandidos.
-
Lamente a condena, os abusos em matéria musical, adotando músicas profanas,
impróprias para acompanhar as cerimônias sagradas, também instrumentos
profanos em impróprios > Milhares de músicas que são cantadas na
realidade estão cheias de erros litúrgicos, os cantos são de música profana,
as letras são dúbias, além do que se abandona quase de todo as musicas
antigas e indulgenciadas.
-
Condena fortemente o abuso de ensinar que se pode dar a comunhão a quem sabe
que está em pecado mortal, e sem ter se confessado > Esta atitude deveria
ser tomada em todas as Missas, alertando antes da Eucaristia: Quem estiver
inconfesso, em pecado grave, não pode comungar. Se o padre não faz isso, ele
pagará pelos que comentem os sacrilégios recebendo Jesus assim.
Embora isso, na maioria das paróquias tudo continua igual e se ignora
totalmente aquilo que nosso pastor maior pede. O Novo Missal, já está pronto há
anos! Alguém já o viu em alguma paróquia daqui do Brasil?
Carta
Apostólica Mane Nobiscum Domine
07/10/2004 – Ano da Eucaristia! Esta carta, ainda do saudoso João Paulo II,
instituiu o ano da Eucaristia, com término em 16 de outubro de 2005. Neste
documento a Santa Sé nos convida para um ano inteiro de meditação e de
encontro mais profundo com o Mistério da Eucaristia, com sugestões e propostas
a serem acolhidas pela Igreja, em todo o mundo. Estabeleceu, também, uma indulgência
especial para as horas de adoração ao Santíssimo, fato que traria sem dúvida
um infinito em graças para a nossa Igreja. Acaso houve resposta à altura? De
forma alguma! A maioria das dioceses simplesmente ignorou ou fez um caso
diminuto. Eles acham que há coisas muito mais importantes como a fome do povo
para cuidar, sem compreender que da adoração adviria o fim de toda a fome na
terra, também de pão.
Noutro dia, naquele texto sobre a adoração coloquei a situação da Índia,
onde acontece a adoração permanente em muitos locais. Sabemos que também no
Brasil, em algumas dioceses acontecem trabalhos esplêndidos neste sentido, e
ainda recentemente – numa comunidade que já visitamos – onde o padre fez
cercar toda a cidade com sacrários, que são colocados em salinhas abertas ao público,
nas casas de pessoas, quis o bispo mandar este padre embora. Mas a comunidade se
levantou em peso, fez um protesto diante desta situação, e fez manter seu
estimado sacerdote ali. Com certeza é somente da adoração ao Santíssimo que
virá a salvação do mundo. Mas quantos entendem isto?
Hoje existem um espírito maldito que ronda as sacristias e casas
episcopais, que não mais se pauta pela obediência perfeita e a imediata aplicação
dos documentos papais. Eu não consigo entender como é que uma determinação
do papa, que em 15 dias poderia já estar sendo implementada – em vista da
rapidez dos meios de comunicação – entretanto passam dois, até três anos,
sem que as burocráticas sacristias se atirem a cumprir o que Sua Santidade
pede. Como obedecer aos desobedientes, chefe? E vai como disse aquela senhora da
carta acima: eu obedeço ao bispo e não ao Papa. Em vista disso a Igreja
morre, a vida na terra morre pois toda a natureza está dando sinais de que não
aceita esta rebeldia generalizada contra as ordens do Criador, em especial as
voltadas à sua Igreja.
Ora, quem obedece ao bispo, mas desobedece ao Papa, na realidade obedece
a satanás que manda desobedecer. A unidade deve ser mantida com o Bispo de
Roma, e não com o bispo local se ele é desobediente. Se o bispo é comunista,
como se poderá segui-lo nesta doutrina de malditos e de assassinos? Se o bispo
segue a terra e somente busca a terra esquecendo-se do Céu e de tudo aquilo que
leve a salvação eterna, ele não deve ser seguido. Da mesma forma, se um dia
um papa vier a pregar doutrina diferente daquela que está no Catecismo sob João
Paulo II, e estas cartas apostólicas – entre outras – que mostrei acima,
também não deve ser seguido, e não será réu de culpa quem o combater.
Hoje os grandes temas mundiais são voltados à ecologia e à preservação
das espécies. Ora, que importa ao cristão de fé, se o mussaranho do banhado
está com gripe, ou se o pato-do-brejo está com dor de cabeça? Deus cuida
deles, e se um deles vier a desaparecer – como já outros milhares o foram
extintos – quem mal haverá para o homem, se o mesmo Deus continua
ainda criando novas espécies e as colocando em seus ambientes? Então, estas
coisas não são para serem tratadas dentro das igrejas, nem fazer parte das
homilias. A água, dom de Deus, é importante para a vida, mas que adiantará a
água para mortos em espírito? No inferno não se usa água, e Epulão é a
prova! Mas quem troca uma hora de adoração ao Santíssimo, por uma palestra
sobre água, dirige sua alma para o caminho de Epulão.
Em verdade, hoje parece haver mais gente interessada em saber quantas
pulgas moram na toca de uma raposa, que pessoas interessadas em salvar suas
almas. A dissipação é generalizada! O bestial toma poses de divino! Há muito
mais gente interessada em ganhar dinheiro, seja lá de que forma for, que em
ganhar o Céu. Maravilhoso quando a gente pode assistir a uma homilia de um
padre santo, que se volta para a eternidade, triste é ouvir uma arenga política
carregada de ódio de classes e de inveja aos ricos. Fala-se muito em igualdade
– uma falácia – pois Deus não nos criou na igualdade mas na diversidade,
maravilhosa diversidade, que nos faz únicos. Quem quer a igualdade é o demônio,
pois todos eles são feios e são repugnantes. Eles sim, são iguais!
Assim, só nos resta um caminho: a oração! Manter um vínculo cada vez
mais estreito com nosso Bom Deus. Ligar-se Nele com toda a força de nosso coração,
pelo amor e pela adoração. Esta divergência assombrosa entre os diferentes
setores da Igreja um dia irá explodir numa apostasia generalizada. Os reflexos
são visíveis, fruto da desobediência. E o leigo, que se quiser manter ligado
em Deus, já sabe quais caminhos deve seguir. Podem crer: o tempo será muito
curto, o tempo dos hereges, o tempo da besta insana. Todos os que a seguirem, já
hoje o decidiram, quando descumprem a Lei, quando se fazem a lei.
Adiantarão as espadas? Mete tua espada na bainha, disse Jesus! No
exemplo acima, quando esta mulher tentou fazer ver o erro da outra, ela – a
herege – imediatamente arrumou mais cinco testemunhas de sua sabedoria
doutrinal, e sufocou os gritos da verdade. No coração dela e das outras! E
esta voz cavernosa e abissal não é percebida, senão por um diminuto e seleto
grupo, de filhos e filhas de Deus, nestes onde a fé ainda não morreu, nem
morrerá, eis que ainda rezam. Hoje está voz soa mimosa ao ouvidos surdos de
tantos, amanhã será um berro tonitruante a romper o infinito.
Calma: a Eucaristia vencerá! Calma: o amor vencerá! O Rosário de Maria
vencerá! Ainda nesta última semana, na mensagem ao Cláudio, o anjo lembra os
dois dogmas – Medianeira e Co-redentora – como sinal de que serão
promulgados. Bento XVI nos guarda ainda gratas surpresas: quem se mantiver fiel
a ele e ao Catecismo de João Paulo II, com toda certeza triunfará junto com
Maria. E nós com eles! Esta fantasiosa e mirabolante igreja moderna, terá um
fim inaudito. Leiam o artigo, FOGO do CÉU, e entenderão.
Que
Deus abençoe a todos. Aarão
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