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A ESPANTOSA REALIDADE DO INFERNO EXPERIMENTADA, EM ESPÍRITO, POR SOROR JOSEFA MENENDES DE JESUS. (Mística espanhola, falecida em 1923) |
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Visão do Inferno
COMO
É O INFERNO?
Nossa
luta contra as trevas deve ser incessante. Para compensar aos que não
mais acreditam nesta espantosa realidade, pessoas cuja falsa teologia é
de perdição, devemos nós continuar a trazer estes textos de revelações
visões de pessoas e de santos de nossa Igreja, para que todos finalmente
acreditem e tenham tempo de conversão. Nem que seja pelo medo de cair lá.
Acreditem, é horrível. Eu já vi...
A ESPANTOSA REALIDADE DO INFERNO EXPERIMENTADA, EM ESPÍRITO, POR
SOROR JOSEFA MENENDES DE JESUS. (Mística espanhola, falecida em 1923).
Sóror Josefa escreveu muito sobriamente sobre este assunto. Só o
fez por obediência e para entrar nos Desígnios de Nosso Senhor, como lhe
dissera a Santíssima Virgem, no dia 25 de outubro de l922:
- “Tudo o que Ele (Deus) permite que vejas ou que sofras das
penas do inferno é... para que o dês, a saber, às tuas Madres, sem
pensar em ti, mas unicamente para Glória do Coração de Jesus e para
salvação de muitas almas”. Alguns
extratos destas notas foram citados na presente biografia (Capítulo V,
entrada nas trevas de além-túmulo). Aqui vão muitas outras. Nota
Josefa, em primeiro lugar e freqüentemente o maior tormento do inferno: NÃO
PODER AMAR. -
Uma das almas danada gritava: Eis aí o meu tormento... querer amar e não
mais poder. Não me resta outra coisa senão ódio e desespero. -
Se algum de nós, que aqui estamos, pudesse fazer um só ato de amor, isto
já não seria inferno!... Mas não podemos; nosso alimento é odiar e
abominar! (23/03/22) É
ainda uma dessas desgraçadas almas quem fala: -
O maior tormento aqui é não poder amar Aquele que devemos odiar. A fome
de amor nos consome, mas é tarde demais... Tu também sentirás esta
mesma fome: odiar, abominar e desejar a perdição das almas... É este o
nosso único desejo! (26/03/22) Josefa
escreve o seguinte, por obediência, e apesar das repugnâncias de sua
humildade:
“Todos estes dias em que sou arrastada ao inferno, quando o demônio
ordena aos outros que me martirizem, eles respondem:“Não podemos...
Seus membros já foram martirizados por Aquele... (designam a Nosso Senhor
com uma blasfêmia). Então ele manda que me dêem enxofre a beber...
Reparai também que, quando eles me acorrentam para me levar ao
inferno, nunca podem atar-me pelo lugar em que usei instrumentos de penitência.
Tudo isto escrevo para obedecer: (0l/04/22)
Também nota Josefa as acusações com que a si mesmas se increpam
aquelas almas infelizes. Alguns rugem pelo martírio que sofrem nas mãos.
Penso que roubaram porque dizem: Onde está o que tiraste?... Malditas mãos!...
Por que aquela ambição de ter o que não era meu e que não poderia
guardar... senão alguns dias?... Outros acusam as próprias línguas, os
próprios olhos... Cada um aquilo que lhe havia sido motivo de pecado:
“Bem pagas estão agora as delícias que tomavas, meu corpo!... e foste
tu que quiseste!... (02/04/22)”. Parece
que as almas se acusam principalmente de PECADOS CONTRA A PUREZA, DE
ROUBOS, DE NEGÓCIOS INJUSTOS e que a maioria dos condenados por estas
causas é que estão pagando.(06/04/22). Vi muita gente do mundo cair
naquele abismo e não se pode explicar, nem compreender o grito que lançavam
e como rugiam assustadoramente. -
Eterna maldição!... Enganei-me, perdi-me... Estou aqui para sempre... não
há mais remédio... Maldito sejas! Alguns
culpavam tal pessoa, outros tal circunstância e todos a ocasião da sua
própria queda (Setembro de 1922). Hoje vi cair no inferno grande número
de almas, creio que eram pessoas do mundo. O demônio gritava: ”Agora o
mundo está em ponto de bala para mim... Conheço o melhor meio de agarrar
as almas!... É excitar nelas desejos de gozar! Eis o que me garante a vitória,
o que as traz aqui em abundância”
(04/10/22). Ouvi o demônio ao qual uma alma acabava de escapar, forçado
a confessar a sua impotência: “Confusão! Confusão!... Como escapam
tantas almas?... Eram minhas!... (e ele lhe enumera os pecados)!”(
01/01/23). Na
noite passada, não estive no inferno, mas fui carregada para um lugar
onde não havia luz, somente um fogo ardente e vermelho no centro. Fui
estendida e amarrada, sem poder fazer um só movimento. Em volta de mim,
estavam sete ou oito pessoas sem roupa, e os corpos negros eram iluminados
apenas pelos reflexos do fogo. Estavam sentados e falavam. Dizia
um: “É preciso grande precaução a fim de que não conheçam nossa mão,
pois, somos facilmente descobertos”. O
demônio respondia: “Podeis entrar pelo sentimento de indiferença...
Sim, creio que a estes, dissimulando-vos a fim de que não percebam,
podeis torná-los indiferentes ao bem e ao mal e, pouco a pouco, inclinar
a sua vontade para o mal. A esses outros, tentai-os com ambições; que só
procurem os seus próprios interesses... o aumento da fortuna sem se
inquietarem se é ou não legítima. Excitai naqueles o amor do prazer, a
SENSUALIDADE. Cegue-os o vício (Então ele dizia palavras obscenas).
Aqueles outros... entrai-lhes pelo coração. Sabeis para onde se inclinam
os corações. Ide... Ide... com firmeza!... que eles se apaixonem...
Trabalhai sem repouso, sem pena, é preciso perder o mundo... não me
escapem essas almas!” Os
outros respondiam, de vez em quando: “Somos teus escravos...
trabalharemos sem descanso. Sim, muitos nos combatem, mas nós
trabalharemos dia e noite, sem trégua. Reconhecemos teu poder... Etc” Assim,
todos falavam e aquele que creio ser o demônio dizia horríveis palavrões.
Ouvi ao longe um ruído, como de taças e de copos e ele gritava:
“Deixai-os embriagarem-se, depois tudo nos será fácil.. Acabem seu
banquete, já que tanto gostam de gozar. É a porta pela qual
entrareis”. Acrescentou coisas tão horríveis que não se podem dizer
nem escrever. Depois como que mergulhando na fumaça, desapareceram
(03/02/23). O
demônio gritava com raiva por que uma alma lhe escapava: “Excitai-lhe o
temor! Desesperai-a. Ah! Se ela confiar na Misericórdia Daquele (e
blasfemava de Nosso Senhor) estou perdido! Mas, não! Enchei-a de medo, não
a deixeis um só instante e, sobretudo desesperai-a”. Então,
o inferno se encheu com um só grito de raiva e, quando o demônio me lançou
fora do abismo, continuou a ameaçar-me. Dizia, entre outras coisas:
“Será possível... será verdade que criaturas fracas tenham mais poder
do que eu que sou tão poderoso! Mas esconder-me-ei para passar
despercebido!... O cantinho mais pequeno me basta para colocar uma tentação:
Atrás de uma orelha, nas folhas de um livro, de baixo de uma cama...
algumas não fazem caso de mim, mas eu falo, falo... a custa de falar
ficam algumas palavras... Sim, hei de esconder-me em lugar onde não me
encontrem (7-8 de fevereiro, 1923) Josefa
nota ainda, voltando do inferno: Vi caírem muitas almas. Entre elas, uma
menina de 15 anos que amaldiçoava os próprios pais, porque não lhes
haviam ensinado o temor de Deus, nem que existia o inferno. Dizia que sua
vida, embora curta, tinha sido cheia de pecados, porque se considera a si
mesma todas as satisfações que seu corpo e suas paixões exigiam dela.
Acusava-se principalmente de ter lido maus livros (22 de março, 1923).
Ela escreve ainda: Certas almas amaldiçoavam a vocação que tinham
recebido e à qual não haviam correspondido... a vocação que haviam
perdido, por que não tinham querido viver escondidas e mortificadas (18
de março, 1922). Uma
vez em que fui ao inferno, vi muitos padres, religiosos e religiosas que
amaldiçoavam seus Votos, suas Ordens, seus Superiores, e tudo o que teria
podido dar-lhes a luz e a graça que haviam perdido... Vi também
prelados... Um se acusava a si mesmo de ter usado ilegitimamente de bens
que não lhe pertenciam (28 de setembro, 1922). P Padres
amaldiçoavam a própria língua que consagrara, os dedos que tocaram Um
padre dizia: “Comi veneno, servi-me de dinheiro que não me
pertencia...” e se acusava de ter usado o dinheiro que lhe haviam dado
para missas, sem as dizer. “Outro dizia que pertencia a uma sociedade
secreta na qual traíra a Igreja e a religião e que, por dinheiro,
facilitara horríveis sacrilégios e profanações”. .......................................................................................................................................... Como
nas descidas precedentes ao inferno, Josefa não acusa em si pecado algum
que tenha podido conduzi-la a tal desgraça. Nosso Senhor só quer que ela
experimente as conseqüências, como se ela própria as tivesse merecido. Continua
ela: Instantaneamente, achei-me no inferno, mas sem ter sido arrastada
como das outras vezes. A alma aí se precipita por si mesma, como se
desejasse desaparecer da vista de Deus para poder odiá-lo e amaldiçoa-Lo!
A minha alma deixou-se cair num abismo cujo fundo não se pode ver, pois,
é imenso!... Imediatamente, ouvi outras almas se regozijarem vendo-me nos
mesmos tormentos. Ouvir aqueles horríveis gritos já é um martírio, mas
creio que nada é comparável em dor à sede de maldição que se apodera
da alma e, quanto mais maldizemos, mais aumenta a sede. Nunca tinha
experimentado aquilo. Outrora, a minha alma ficava cheia de dor diante
daquelas horríveis blasfêmias, embora não pudesse produzir nem um ato
de amor. Mas, hoje se dava o contrário! Vi o inferno como sempre, longos
corredores, cavidades, fogo... ouvi as mesmas almas a gritar e a
blasfemar, pois - como já escrevi muitas vezes – embora se vejam as
formas corporais, sentem-se os tormentos como se os corpos estivessem
presentes e as almas se reconhecem. Gritavam “Olá, aqui estás! Como nós!...
Éramos livres de não fazer aqueles votos (religiosa)!... mas agora... e
maldiziam seus votos”.Então fui empurrada para aquele nicho inflamado e
esmagada como entre duas tábuas ardentes e como se ferros e ponta em
brasa se me enfiassem no corpo. Aqui
Josefa torna a descrever os múltiplos tormentos que não lhe poupam um só
membro. Senti como se quisessem, sem o conseguir, arrancar-me a língua,
tormento que me reduzia a extremos de dor. Os olhos pareciam sair-me das
órbitas, creio que por causa do fogo que tanto os queimava! Não havia
uma só unha que não sofresse horríveis tormentos. Não se pode nem
mover um dedo para buscar alívio, nem mudar de posição, o corpo fica
como que achatado e dobrado pelo meio. Os ouvidos são acabrunhados com os
tais gritos de confusão que não cessam um só instante. Um cheiro
nauseabundo e repugnante asfixia e invade tudo; é como se carne em
putrefação estivesse queimando com piche e enxofre... mistura que não
se pode comparar a coisa alguma deste mundo. ..........................................................................................................................................
Tudo
o que estou escrevendo, conclui ela – não é senão uma sombra ao lado
do que a alma sofre, pois, não há palavras que possam exprimir tormento
semelhante (4 de setembro, 1922).
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Fonte:www.recados.aarao.nom.br |
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