Presidente iraniano critica Bush em programa de TV

 9 de agosto de 2006

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por não responder-lhe a uma carta e por sua conduta no conflito causado pelo desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

Em entrevista à rede de televisão CBS, Ahmadinejad se referiu à carta enviada em maio passado a Bush, e diante da falta de uma resposta, afirmou que "aqueles que recusam um convite não terão um bom destino". A entrevista será transmitida pela CBS no domingo, mas a rede de televisão divulgou hoje trechos da conversa.

No primeiro momento de diálogo entre ambos os governantes em 27 anos, Ahmadinejad afirmou em maio que o liberalismo e a democracia haviam fracassado, e criticou o governante americano pela forma como agiu após os atentados de 11 de setembro de 2001.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, menosprezou a importância da carta, e afirmou que não ajudava a resolver o conflito causado pelo programa nuclear iraniano. "Eu quis abrir uma janela para que o presidente pudesse ver que se pode observar o mundo de uma perspectiva diferente", disse Ahmadinejad.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, se referiu à carta de Ahmadinejad, e explicou que "o presidente não responde publicamente a correspondências privadas". O governante iraniano também acusou os Estados Unidos de fazerem pouco caso dos esforços iranianos para encontrar uma solução negociada para o problema do desenvolvimento nuclear de seu país, e insistir na intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

No final de julho, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução na qual exige que o Irã suspenda suas atividades nucleares antes de 31 de agosto. Segundo o líder iraniano, essa resolução é um exemplo das intenções imperialistas dos Estados Unidos. "Querem construir um império, e não querem viver em paz com outras nações. O Governo dos EUA -para mim é muito claro- tem que modificar seu comportamento. Se o fizer, tudo se resolverá", disse.

EFE

 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,17561,OI1092822-EI6800,00.html