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EUA dizem que Irã compra milícia iraquiana com armas e dinheiro |
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28 de setembro de 2006 O Irã está fornecendo armas e dinheiro a grupos armados no Iraque para comprar sua lealdade, mas a tendência é que a influência iraniana diminua no país, conforme os iraquianos se concentrem mais em seus próprios interesses, disse uma autoridade militar norte-americana que não quis ser identificada. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha já acusaram o Irã de alimentar a violência no Iraque, mas a República islâmica nega. A fonte deu vários detalhes e disse que as mais recentes apreensões de armamentos — entre eles explosivos com marcas de que vêm do Irã — mostram que a política de armar a milícia iraquiana conta com o apoio do alto escalão do Irã, não sendo o resultado da ação de agentes iranianos isolados. "Dá para ver que eles estão armando todo mundo", disse ele. "Aliás, ninguém neste país é comprado, mas sim alugado." A fonte discutiu a questão com jornalistas em Bagdá na quarta-feira, sob a condição de não ser identificada, e a transcrição das declarações foi divulgada na quinta-feira. Ele avaliou que o Irã enviou "milhões de dólares" para a milícia do Exército Mehdi, comandada pelo clérigo xiita Moqtada al-Sadr, e também para elementos isolados que escaparam ao controle direto de Sadr. Entre as armas iranianas encontradas no Iraque estão mísseis terra-ar e foguetes antitanque como os usados pelo Hizbollah no Líbano contra Israel, além de projéteis explosivos (EFP) que são comumente usados nas bombas de beira de estrada contra soldados norte-americanos e britânicos. "Quando se fala de EFP, eles são quase que só iranianos." Segundo ele, um conjunto de 4 a 6 EFP foi encontrado há alguns meses em Bagdá, junto com explosivos militares C-4 com etiquetas em inglês, e os códigos de fabricação batiam com material iraniano que Israel diz ter apreendido a caminho do Líbano. Etiquetas semelhantes apareceram em explosivos encontrados por soldados britânicos no sul do Iraque, disse ele. "O controle de explosivos militares no Irã é feito pelo aparato estatal. É uma decisão deliberada da parte de elementos associados ao governo iraniano afetar esse tipo de atividade." Os iranianos são xiitas, assim como a maioria dos iraquianos. Na época do domínio do sunita Saddam Hussein, vários partidos religiosos xiitas que hoje fazem parte do governo iraquiano tinham sede no Irã. Mas a fonte disse que os partidos vistos como pró-Irã estão perdendo terreno no Iraque para grupos como o de Sadr, que se apresentam como nacionalistas iraquianos. "Para que eles atuem efetivamente dentro do Iraque, têm de tomar a decisão de ser iraquianos", disse ele. Ele disse que o Irã vem fomentando a violência no Iraque, especialmente em regiões como Basra, no sul, mas que isso pode ser contraproducente por causa da preocupação iraniana de que possa haver instabilidade entre as minorias árabes e curdas do próprio Irã. "Não é bom para eles ter um Iraque desestabilizado, e sabe por quê? Há árabes no sul (do Irã) e curdos no norte, que representam ameaças significativas à estabilidade interna do Irã", disse. "Mas, mesmo assim, eles não sabem bem quem vai ficar por cima. E então basicamente financiam todo mundo."
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Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1163450-EI294,00.html |
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