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Rússia critica sanções dos EUA por fornecimento de material militar ao Irã |
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AFP
04/08/06
O ministério das Relações Exteriores
russo qualificou nesta sexta-feira de "inadmissíveis" e de
"anacronismo histórico" as sanções anunciadas pelos Estados
Unidos contra companhias estrangeiras, como a sociedade aeronáutica
russa Sukhoi, por ter fornecido material militar ao Irã.
"Consideramos que estas ações do Departamento de Estado americano são inadmissíveis", escreveu o ministério numa nota."Tais sanções, decididas de forma unilateral pelos Estados Unidos contra países terceiros e suas organizações constituem um anacronismo histórico e jurídico evidente", acrescentou.Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira que aplicarão sanções contra sete firmas estrangeiras por fornecer ao Irã material que poderia ser usado para desenvolver armas de destruição em massa.As sanções, que entram em vigor a partir de 28 de julho, também afetam a exportadora russa de armas Rosoboronexport, duas companhias da Índia, duas firmas norte-coreanas e o cubano Centro de Engenharia Genética e Biotecnología (CIGB), disse o Departamento de Estado.Além disso, na quinta-feira passada o presidente venezuelano, Hugo Chávez, assinou com Sukhoi um acordo para adquirir 24 caças Sukhoi SU-30 e 53 helicópteros.A medida americana, imposta inicialmente por um período de 2 anos, obriga as agências governamentais a não comprarem, contratarem serviços ou darem assistência a qualquer uma das sete companhias. Também proíbe a venda de equipamento militar sensível, de serviços ou de tecnologia a essas firmas ou a qualquer de suas subsidiárias.As sanções se basearam no acordo de não-proliferação do Irã de 2000, que tenta prevenir a venda ao Irã de materiais e tecnologia "que tenham o potencial de contribuir materialmente para o desenvolvimento de armas de destruição em massa ou sistemas de mísseis".Além da Sukhoi e Rosoboronexport, que monopolizam as exportações de armas russas, as sanções recaíram sobre as empresas Balaji Amines e Productos Prachi Poly, da Índia, o cubano CIGB, e as norte-coreanas Corporação de Desenvolvimento Industrial e Mineiro da Coréia e a Corporação de Comércio Pugang.
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Fonte: www.folha.com.br |
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