A IMACULADA 

 

     Hoje, desde antes de levantar, senti um desejo imenso de mais uma vez escrever sobre a Mãezinha. Tanto ela tem me ajudado, me acompanhado, me apoiado nesta batalha contra as heresias, contra todos aqueles que estão destruindo a nossa fé, e tentando derrubar tudo aquilo que nós temos de mais precioso, de mais divino e mais sagrado, ou tentando denegrir a imagem de Mãe Imaculada dela, eis que os grandes ataques hoje contra a Igreja, já nem partem dos de fora – seitas e ateus – mais sim dos verdadeiros hereges que se mantém encastelados dentro da própria Igreja Católica.

     Como um Cavalo de Tróia, eis um câncer enquistado no seio da nossa querida Igreja Católica, uma troupe atéia e atoa, que melhor faria, tivesse se bandeado para o lado dos inimigos declarados da Igreja: seu castigo seria menor, sua culpa atenuada. Mas como se mantém dentro dela, porque sabem que se estivessem de fora não seriam ouvidos, eles permanecem encalacrados como aquela crosta maligna, que se fixa no casco de certos navios, o que atrapalha, dificulta e até pode impedir completamente a boa navegação.

     E dentre estes ataques, até mesmo a devoção à Maria tem sido relegada a um plano de inferioridade – por chiliques do falso ecumenismo com os protestantes, que a odeiam – quando não tem sido combatida dentro da própria Igreja. Que maior combate se pode exercer contra a Mãe de Deus senão com o vil desprezo com que ela é tratada, pelos seus filhos prediletos, os padres? Quando um sacerdote combate o Rosário, a devoção ao Santo Terço, quando nega ou dificulta o espaço aos leigos, que querem ocupar as capelas para rezar esta maravilhosa e especial oração, na verdade ele se faz inimigo de Maria, e por tabela, feroz inimigo de Jesus, o Filho divino de Maria nossa Mãe, a Imaculada. 

     Quando retiram das igrejas e das capelas as imagens da Mãe de Deus e Mãe nossa, quando não lhe prestam a Ela nenhuma homenagem nas suas paróquias, todos os ditos católicos que assim agem, na realidade deveriam trocar seus nomes por hereges, daí se bandear diretamente para as seitas protestantes, porque não se concebe uma grande Igreja sem Mãe, nem é possível dizer que se ama a Jesus, sem amar também Maria a Sua Mãe. Mente quem diz o contrário, não sabe o que é ser católico, quem nega isso.

    Na realidade, a gente percebe aqui, já instalada dentro da nossa própria Igreja, a velha e antiga luta entre a serpente e a Mulher. Entre os filhos da serpente, e a descendência da Mulher do Gênesis, Maria Imaculada. Somente os filhos da serpente a combatem, porque preferem dar ouvidos ao ronco odioso da velha serpente, seu pai, para ser mais claro, dar ouvidos a Lúcifer, o anjo negro. Esta luta vem desde o Gênesis, e só me admira que os protestantes não tenham percebido ainda isto: que ao combater e mesmo apenas denegrir a imagem da Mãe de Jesus, nosso Deus e Senhor, fazem apenas coro ao inferno, o odioso inimigo desta Mulher insuperável. Agora ver este combate, da parte dos católicos, é já ver e ouvir o coro dos renegados, dos que se fazem bastardos, não mais filhos Dela.

     Amanhã, dia 08 de dezembro, é dia da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, a puríssima Mãe de Jesus, o Filho de Deus, e também nossa querida Mãe. É dia então, de todos os seus filhos diletos e verdadeiros se voltarem com especial carinho para esta Mãe tão carinhosa, que nos ama tanto, e que tento tem feito pela humanidade. De fato, um dia, não distante dia, até mesmo os mais ferrenhos inimigos dela, até mesmo os seus mais blasfemos algozes, até mesmo os mais urradores atacantes de sua pureza, todos os vivos e mortos, haverão de entender, finalmente, quem realmente é Maria, e tudo o que ela significou no processo de redenção da humanidade. O texto abaixo, é extraído do Portal Paulinas, e fala sobre o Dogma da Imaculada Conceição.

     Leiamos atentamente:

  O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um dos dogmas mais queridos ao coração do povo cristão. Os dogmas da Igreja são as verdades que não mudam nunca, que fortalecem a fé que carregamos dentro nós e que não renunciamos nunca.

 A convicção da pureza completa da Mãe de Deus, Maria, ou seja, esse dogma foi definido em 1854 pelo Papa Pio IX, através da bula "Ineffabilis Deus", mas antes disso a devoção popular à Imaculada Conceição de Maria já era extensa. A festa já existia no oriente e na Itália meridional, então dominada pelos bizantinos, desde o século VII.

 A festa não existia oficialmente no calendário da Igreja. Os estudos e discussões teológicas avançaram através dos tempos sem um consenso positivo. Quem resolveu a questão foi um frade franciscano escocês e grande doutor em teologia, chamado Beato João Duns Scoto, que morreu em 1308. Na linha de pensamento de São Francisco de Assis, ele defendeu a Conceição Imaculada de Maria, como início do projeto central de Deus: o nascimento do seu Filho feito homem para a redenção da humanidade.

 Transcorrido mais um longo tempo, a festa acabou sendo incluída no calendário romano em 1476. Em 1570 foi confirmada e formalizada pelo Papa Pio V, na publicação do novo ofício e, finalmente, no século XVIII, o Papa Clemente XI tornou-a obrigatória a toda a cristandade.

Quatro anos mais tarde, as aparições de Lourdes foram as prodigiosas confirmações dessa verdade, do dogma. De fato, Maria proclamou-se explicitamente com a prova de incontáveis milagres: "Eu sou a Imaculada Conceição".

 Deus quis preparar ao seu Filho uma digna habitação. No seu projeto de redenção da humanidade, manteve a Mãe de Deus, cheia de graça, ainda no ventre materno. Assim, toda a obra veio da gratuidade de Deus misericordioso. Foi Deus que concedeu à Ela o mérito de participar do seu projeto. Permitiu que nascesse de pais pecadores, mas, por preservação divina permanecesse incontaminada

 Maria então foi concebida sem a mancha do orgulho e do desamor que é o pecado original. Em vista disso, a Imaculada Conceição foi a primeira a receber a plenitude da bênção de Deus, por mérito do seu Filho, e que se manifestou na morte e na Ressurreição de Cristo, para redenção da humanidade que crê e segue seus ensinamentos.

Hoje não comemoramos a memória de um Santo, mas a solenidade mais elevada, maior e mais preciosa da Igreja: a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, a Rainha de todos os Santos, a Mãe de Deus.

     Nós católicos, temos sido acusados injustamente, por um exército infindável de filhos da serpente, de que adoramos a Maria, que lhe devotamos um culto de “latria”, isto é, não uma simples, mas amorosa devoção e amor fiel e filial, mas como se ela fosse Deus. Sabem, mesmo o menos instruído dos católicos que já tive oportunidade de conhecer, mesmo aquele dotado de uma catequese mínima, mesmo infantil, jamais vi alguém entre nós que de fato adorasse a Maria, como eles dizem. Usando também o fator inteligência, não entendo como é que os protestantes não percebem a bobeira de sua atitude.

     Sabem o motivo real desta falta de entendimento? A sujeira das almas inconfessas! Eu chego a conclusão de que a sujeira das almas protestantes é tal, que eles simplesmente não conseguem suportar a presença puríssima de Maria, porque são como água e óleo, não podem se misturar. Vejam o pecado! Se uma criança nasce, de pais e mães aidéticos, muito dificilmente virá sem a mesma doença já inoculada em seu organismo. Basta que mãe o seja, e esta possibilidade já é enorme.

     Ora, o pecado, mesmo o mais pequeno, é milhares de vezes pior, e bem mais infeccioso que a AIDs. Assim, se a Mãe de Jesus, estivesse contaminada por algum tipo de pecado, por menor que fosse, mesmo pelo pecado original, JAMAIS poderia nascer dela um Deus Puríssimo, Perfeitíssimo e Santíssimo. Ele se iria contaminar pelo pecado dela em seu seio, e jamais poderia ser digno de cumprir Sua Grande Missão. Ele se contaminaria na “aids” do pecado, e não poderia ser Deus, permanecendo apenas homem.

     Por outro lado, os protestantes e desafetos da Mãe de Jesus – volto a repetir, eles, ao combater Maria se fazem filhos da serpente – na realidade combatem Maria, ou a fazem mínima e insignificante, porque é mínima ou nula a sua fé, porque sua religião é farsa, uma vez que – nas trevas do erro – não conseguem viver um Deus Infinito. Na realidade, sua falsa igreja é mínima, seu deus é mínimo, seu jesus é mínimo, porque nasceu para eles de uma mulher comum. Mas para nós católicos, um Excelso Deus, um Eterno, um Onipotente e Onisciente Deus, jamais poderia nascer de uma mulher mínima, alguém insignificante, principalmente de uma pecadora comum, quem sabe até mulher vulgar, e mãe de muitos filhos. Jamais seria este um Deus..

     De fato, os protestantes negam, com isso, a Onipotência de Deus. Se eles acreditam que Deus é o Criador de todas as coisas, e se acreditam que Jesus, o Filho deste mesmo Deus, é Deus com Ele, embora pessoa diferente, mas com atributos de poder iguais, devem, então, acreditar que Deus constituiu o Universo inteiro, em Sabedoria e perfeição.

E se fala em 200 bilhões de galáxias, cada uma com 200 bilhões de astros, todos eles funcionando em perfeição, sem se chocarem todos uns aos outros, percorrendo o infinito em nome da Ordem criadora, em distâncias incomensuráveis. Será que acreditam nisso? Se não acreditam, então o Deus deles é outro, e perco meu tempo defendendo Maria de seus ataques e incompreensões.

     Mas, se acreditam num Deus assim, eu pergunto: que lhes parece mais fácil, criar e coordenar a rota de todos estes gigantes – alguns milhões de vezes maiores que a terra – ou fazer com que a Mãe Dele, tenha um Filho Único, por parto normal, permanecendo ainda plenamente virgem e Imaculada depois do parto? Que lhes parece mais fácil? Ou no seu conceito Deus é sim, o Criador de tudo isso, mas não tem jamais o Poder, de fazer com que uma Mulher nasça sem a mancha do pecado original, para que assim passasse ser a Virgem Mãe Imaculada de Seu Divino Filho?

    Acaso o profeta Isaías não anunciou assim: Por isso, o Próprio Deus vos dará um sinal: Eis que uma VIRGEM, conceberá e dará a luz a um Filho, e O chamará Deus Conosco (7,14). E esta palavra é pronunciada pelo anjo que diz a Maria: Eis que conceberás e darás a luz a um Filho, e o chamarás com o nome de Jesus (Lc 1, 31). E mais: O Espírito virá sobre ti, e o Poder do Altíssimo vai te cobrir com a Sua Sombra. Ora, que disse o profeta Isaías: Uma VIRGEM conceberá! Que quer dizer isso? Quer dizer perfeitamente que se trata de algo extraordinário, único, que servirá de sinal para a humanidade no futuro. Sim, porque uma VIRGEM, pela via normal, jamais poderá conceber. Porque se concebeu, já não é mais virgem!

     Vou adiante: vejam, se a concepção de uma virgem, se referisse a qualquer mulher, já nos minutos que seguiram ao anuncio deste verso de Isaías, e veríamos alguma mulher que era virgem, estar concebendo. Como isso poderia ser um SINAL para a humanidade? E quantos milhares de mulheres virgens, comuns, conceberam depois de Isaías, até que se chegou a aquela VIRGEM, real, a predestinada por Deus, para ser a Mãe VIRGEM, de Seu Divino Filho? Para servir de SINAL, como previu Isaías, este evento deveria ser algo singular, e único em toda a história do homem, até porque, nem seria sinal digno de um Deus. De fato, se Isaías tivesse falando de algo comum, corriqueiro, que acontece todos os dias aos milhares, diria assim: eis que uma mulher conceberá e dará a luz a um filho, a quem chamará deus conosco. Quantos milhares delas, teriam então este mesmo direito?

     De fato, pela lógica, a mulher que concebe de forma normal, já não é mais virgem, porque o ato da defloração – que lhe retira em definitivo a virgindade, mesmo que ela tenha hímen rebelde – acontece ANTES da fecundação. Então, ao conceber ela já não é mais virgem, e sim mulher comum. Sua virgindade, perde-se no exato momento em que se rompe o hímen, e assim no instante em que ocorre a fecundação – algum tempo depois do ato sexual, quando o espermatozóide fertiliza o óvulo – sua virgindade já terá se ido. Mas o profeta diz: Uma Virgem conceberá. E isso quer dizer que, ela permanecerá VIRGEM na concepção, durante toda a gestação, e continuará VIRGEM depois do parto.

     Se não fosse desta forma, não serviria de sinal para os homens. Então surgem aqueles apóstolos do impossível, os diminuidores de Deus Onipotente e dizem: Ninguém poderá ter um filho de parto normal, e continuar virgem depois dele. Isto cientificamente é impossível! Então Deus cria o Universo do nada, e para Ele é impossível que uma mulher conceba virginalmente, e tenha um feliz parto normal deste filho, sem que se toque, sequer por uma ínfima fração de tempo – nem o homem na fecundação, nem o filho no parto – em seu tálamo virginal? Bem se me negam isso, então não falamos do mesmo Deus da Igreja Católica. De forma alguma! Eu, de fato, não sirvo nem creio neste deus incompleto deles, incapaz, que nem coisa tão simples consegue executar. Para mim isso não seria um Deus de verdade. Seria um deus merreca e impotente.

     Para os que acreditam em nossos mensageiros, vejamos como Madre de Agreda , em seu Livro Mística Cidade de Deus, descreve a concepção virginal de Maria:

     Profundamente compenetrada da dignidade de Mãe de Deus, que lhe era pedida, e vestida de fortaleza mais que humana, a humildíssima Maria pronunciou aquelas palavras que foram o início da nossa reparação: Eis aqui a serva do senhor, faça-se em mim, segundo a tua palavra.

     Ao mesmo tempo, com a força destes movimentos e afetos soberanos, foi seu espírito elevado em sumo e intensíssimo amor de Deus, e Seu castíssimo Coração, quase prensado e comprimido, com uma força tal que fez destilar três gotas de seu Puríssimo Sangue (Sangue de Deus) às quais postas no lugar natural (no útero de Maria), nele e delas, foi formado o Corpo de Cristo, Senhor nosso, por virtude do Divino e Santo Espírito.

     Ao pronunciar o “fiat”, obraram-se num instante, quatro coisas: Formou-se o Corpo de Cristo, Senhor nosso; foi criada a sua Alma;  uniram-se Alma e Corpo, compondo-se a sua humanidade perfeitíssima; finalmente, uniu-se hipostáticamente a Divindade, na pessoa do Verbo, com a humanidade, sendo formado Cristo, Deus e homem verdadeiro, Senhor e Redentor nosso. Aconteceu isso, numa quinta-feira, 25 de março, à mesma hora em que foi formado nosso primeiro pai, Adão, e no ano da criação do mundo de 5.199.

    Um ato impossível para os homens, uma expressão de facilidade para Deus. Se hoje até os mortais fazem clones, como não aceitar que Aquele que os criou, já formados e vivos, e que os poderia ter, tanto tirado o nada, como extraído das pedras, possa ter formado o Corpo de Seu Filho no seio Imaculado de Maria, a partir daquelas três gotinhas de sangue? Se Deus criou o Universo do nada, conforme está no Gênesis, como não poderá criar um simples corpo humano? Só os filhos da serpente negam isto!

    Vejamos agora como esta santa descreve o nascimento do Menino Deus. Na chegada a Belém, São José havia batido em mais de 50 casas em busca da hospedagem, e pelas nove horas da noite chegou cansado e desiludido, sem ter achado lugar. Então disse para Nossa Senhora, com grande tristeza, que fora da cidade, numa estrebaria, se instalava o gado e que ali poderiam ter acomodação por uma noite. Eles realmente foram para lá, e se acomodaram da melhor forma possível naquelas circunstâncias.

     Então a Santíssima Mãe, sabendo da iminência de seu parto santo, pediu a José seu casto esposo que descansasse, mas ele se retirou para um canto à entrada, e se manteve sublimado em oração. Foi quando aconteceu o que segue, segundo madre de Agreda:

     Por sua vez, Maria puríssima, no lugar em que estava, foi chamada pelo Altíssimo, entrando num dos êxtases mais raros e admiráveis de sua vida santíssima. Correu-se-lhe a cortina, e viu intuitivamente o Próprio Deus. Declarou-lhe o Senhor que era tempo de sair ao mundo, de seu virginal tálamo. Rogou a divina senhora, à Sua Majestade, luz e graça para trabalhar dignamente no serviço, obséquio e educação do Verbo humanado. O Altíssimo ordenou-lhe que, como Mãe legítima e verdadeira, exercesse este ofício e ministério. Que O tratasse como Filho de suas entranhas.

     Quando saiu deste êxtase, sentiu Maria Santíssima que o Corpo do Menino-Deus se movia em seu ventre virginal, soltando-se e despedindo-se do natural lugar onde havia estado por nove meses. Estes movimentos não só não lhe causaram dor alguma, como sucede com as demais filhas de Adão, mas antes renovaram-na toda, com júbilo incomparável, causando-lhe no corpo e na alma efeitos divinos. No corpo ficou formosa, refulgente e espiritualizada, que não parecia criatura humana e terrena. O rosto despendia raios de luz, com semblante de admirável majestade e afeto inflamado.

     Ela estava ajoelhada no presépio, olhos levantados para o céu, mãos juntas e rentes ao peito e o espírito enlevado na Divindade. Foi com esta disposição que a eminentíssima Senhora deu ao mundo o Unigênito do Pai, e seu, e nosso Salvador Jesus, Deus e homem verdadeiro. Era meia-noite de Domingo, no ano da criação do mundo, de 5.199.

     Jesus nasceu limpo e formosíssimo, refulgente, puro e sem a túnica chamada secundina * na qual nascem envolvidos os outros meninos, pois saiu milagrosamente do ventre da Mãe, deixando-a em sua virginal inteireza e pureza. Este parto divino não pagou à natureza os tributos de menos pureza, com que contribuem os demais, pela ordem natural. Não era justo que o Verbo humanado passasse pelas leis comuns dos filhos de Adão.

     (* Esta pele que se chama de secundina, que envolve naturalmente os fetos antes que nascem, ficou toda e inteira dentro do corpo de Nossa Senhora, e nele se consumiu de forma perfeita e santa, de modo que Jesus nasceu limpinho, sequinho, e sem qualquer vestígio de sujeira natural, nem de líquido ou sangue. Somente Maria e Jesus nasceram desta forma, e ambos já nasceram falando e sabendo das coisas.)

     Ou seja, tudo aconteceu de uma forma sobrenatural e admirável. Algo que embora tenha acontecido na simplicidade inominável de uma manjedoura, no campo espiritual foi algo digno do Poder Superior de um Deus. Foi um milagre estupendo, pois como um raio de luz atravessa um cristal puríssimo, sem sequer toca-lo em sua integridade, assim também nasceu JESUS, nosso Deus e Salvador. Filho de Maria, Virgem e Mãe, que era VIRGEM antes, continuou IMACULADA durante a gravidez e depois do parto, E QUE SERÁ para sempre e eternamente, a Imaculada Mãe do Filho de Deus.

     A divina concepção de Maria Santíssima, o momento sublime da encarnação do Verbo de Deus em seu seio virginal, foi certamente o momento mais assombroso que jamais se viu na face da terra. Mais até que a própria morte, a Ressurreição ou a Ascensão de Jesus no momento em que Jesus tomou Carne, no seio puríssimo e imaculado de Maria, Deus Vivo tocava a terra, não mais somente Espírito, mas carne humana, se abria enfim, o palco de um novo tempo para a humanidade, agora firme à caminho da redenção. Ali se confirmava a esperança dos patriarcas antigos, que haviam recebido de Deus a certeza de que nasceria para eles um Redentor.

     Em verdade, naquele momento se confirmavam as profecias, e se dava um primeiro, mas gigantesco passo, há milênios já esperado: o nascimento Daquele que haveria de remir a humanidade, perdida por conseqüência da inveja de satanás. Por qual motivo Deus quis nascer numa manjedoura? Justamente para enganar a serpente maldita. Há muitos mil anos que Lúcifer e seus asseclas malditos, vasculhavam toda a terra em busca de se antecipar e frustrar o nascimento do Messias prometido, Daquele que os derrotaria e para sempre. Mas, orgulhosos como eram, procuravam apenas nos palácios reais, e só neles buscavam achar esta virgem especial, que seria certamente mãe de um rei.

     Conheciam Maria e ela os intrigava, de certa forma, porque não conseguiam se aproximar dela como gostariam. Sua pureza os confundia e acabrunhava. Eles porém, jamais imaginavam que aquela criaturinha tão insignificante exteriormente, mulher de um simples carpinteiro, fosse aquela Mulher predestinada por Deus, para lhes esmagar a cabeça orgulhosa. Eles desprezavam a Maria, exatamente como os protestantes a desprezam ainda hoje. Achavam-na uma mulher comum, até ordinária, nada de especial. Os demônios não conseguiam penetrar em seu seio, e não sabiam que ela fora conservada sem pecado original, sem a marca maldita, que a inveja de satanás nos fez legar. Deus lhes escondeu este artifício de extrema perfeição, artifício que continua a enganar aos protestantes, que não conseguem penetrar na imensidão deste mistério. 

     Hoje, até os demônios aprenderam a conhecer Maria, e sabem – embora neguem com toda a força de seu ódio – que Ela será a Mulher que lhes irá esmagar a cabeça, coisa que os protestantes e inimigos humanos de Maria, nem sabem quem ira cumprir. Quem sabe acham que será a mulher de seu pastor? A mulher do fundador de sua igrejola de lucrar?

     Ó como denigrem a imagem Imaculada da Mãe Santíssima do Filho de Deus. Ó como cospem em seu Deus e Senhor, o Jesus que dizem seguir! Um grito de lamento por eles, fende os ares, incita os mares em ondas que vêm. A tsunami vem sobre todas esta igrejas sem Maria e sem Jesus Eucaristia! Em breve, no site, poderão ver como isso se dará.

     Uma última idéia me acudiu agora: Vejam, Jesus, em diversas passagens, fugia, ou desaparecia da frente dos fariseus que O queriam pegar. Ele também, por diversas vezes, apareceu de súbito diante dos apóstolos e discípulos, o exemplo de Emaús é clássico. Jesus fazia isso porque é Deus, e tem poder para isso. Ora, o menino Jesus também já era Deus. Se Jesus adulto passava por entre paredes do Templo e sumia da vista dos seus perseguidores, acaso o Menino Jesus não tinha poder também de sair, de transpor-se para fora do útero materno, sem tocar na virgindade de sua Mãe? Deus TUDO pode!

    De fato, na anunciação, o anjo Gabriel termina dizendo assim: “para Deus, com efeito, NADA É IMPOSSÍVEL”. Só os protestantes não entendem este recado. Que deusinho mixuruca o deles. Ou: que cabecinha tão estreita para não entender uma coisa tão simples! Ou: por qual motivo denegrir aquela que Deus tem por a maior e a mais perfeita de todas as criaruas? Só a filiação da serpente é que explica isto, quando o Criador diz: Porei inimizade entre ti e a Mulher, entre a tua desendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, tu lhe ferirás o calcanhar (Ge 3, 15). Nós somos o calcanhar desta Grande Mulher, somos seu ponto fraco, seus filhos. Ai de quem rejeitar esta filiação maternal!

     Está muito perto o triunfo da Imaculada Mãe de Jesus, nosso Deus e Senhor. Logo o Papa Bento XVI  deverá promulgar os dois dogmas faltantes sobre a Grande Senhora, há tanto tempo e tão ansiosamente esperados: Maria Medianeira de todas as Graças! Maria, Co-redentora do Gênero Humano. Quando isso se fizer, estará muito próximo o triunfo que ela previu em Fátima: no fim o MEU IMACULADO CORAÇÃO, triunfará. Este triunfo predito por ela virá mais fácil, porque mais célere correrá o canal das graças que ela media, entre nós e seu Filho Dileto, e que flui para as mãos do Pai. Por Jesus, sempre por Jesus, mas nada, absolutamente NADA, sem Maria Imaculada. Quem não entender, ou acolher isso, não entrará na Nova Terra. Querem apostar? Então se aprontem para perder!

      Gritemos:   Viva Maria, nossa Mãe Imaculada! Viva Maria Medianeira! Viva Maria, Co-redentora!

Que Ela nos abençoe, e cubra com seu manto! Também aos protestantes!

Aarão    

Fonte:www.recados.aarao.nom.br