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Nome:
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Antonio
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Enviada em:
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25/08/2005
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Local:
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Fortaleza
- CE,
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Religião:
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Protestante
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Idade:
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30
anos
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Escolaridade:
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2.o
grau concluído
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A MÃE DE DEUS??
Imaginei de início que o titulo "Mãe de Deus" atribuído
à humilde mãe de Jesus fosse apenas uma demonstração de carinho.
Com o passar dos anos, notei que se tratava de algo mais sério.
Muitas crianças, jovens e adultos estão convictos de que Maria é mãe
do Altíssimo. Sei que estas palavras escritas não alcançarão a
massa de 30 milhões de analfabetos, 30 milhões de alfabetizados, 30
milhões que têm medo de confrontar suas tradições e crenças com a
verdade.
A Palavra de Deus incomoda. A Bíblia causa uma certa inquietação e
até temor. O temor do confronto. A Palavra é como um espelho: quando
nos miramos nele percebemosnossas imperfeições, nossas rugas, nossos
pecados. E, em face disso, somos movidos a tomar uma decisão.
Desprogramar de nossa mente o que foi armazenado durante cinco séculos
é tarefa árdua. Bom, para muitos, é deixar rolar, na onda do
"me engana que eu gosto".
A Bíblia nos revela, de Gênesis a Apocalipse, que Deus é o nosso
Pai, o Criador de todas as coisas. A oração-modelo ensinada por
Jesus começa assim: "PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS". Todos
os que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador passam a ser filhos de
Deus: "PORQUE TODOS SOIS FILHOS DE DEUS PELA FÉ EM CRISTO
JESUS" (Gl 3.26). "Vós sois filhos do Deus vivo" (Os
1.10c).
Maria sempre foi temente a Deus; era justa aos olhos de Deus; creu em
Jesus, nas suas palavras, na Sua morte e ressurreição. E, assim, ela
foi constituída filha de Deus. Quando Jesus disse a Nicodemos que era
necessário nascer de novo para ver o reino de Deus, Ele não excluiu
sua mãe do processo (Jo 3.3). Também, a declaração de Jesus, a
seguir, confirma que sua família - mãe, pai e irmãos - necessitava
de submissão a Deus e obediência à Sua Palavra para ser salva:
- "Chegaram então seus irmãos e sua mãe e, estando de fora,
mandaram-no chamar". "A multidão estava assentada ao redor
dele, e lhe disseram: "Tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão
lá fora".
- Jesus lhes perguntou: - "Quem é minha mãe e quem são meus
irmãos?" Então, olhando em redor para os que estavam assentados
junto dele, disse: -"Aqui estão minha mãe e meus irmãos.
Portanto, "QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE DEUS, ESTE É MEU IRMÃO,
IRMÃ E MÃE" (Mc 3.31-35). São palavras de Jesus a respeito de
sua própria família.
A Bíblia diz que os que morreram em Cristo ressuscitarão, na Sua
volta, num corpo celestial e incorruptível (1 Ts 4.16-17). Logo, de
acordo com esta Palavra, a Santa Maria aguarda, como todos, esse dia
glorioso. Como, nesse estágio, poderia ser mãe de Deus? Por outro
lado, para ser mãe de Deus a Santa Maria, por óbvias razões,
deveria possuir os mesmos atributos do Altíssimo, ou seja, ser
onipresente, onisciente e onipotente. Sabemos que estes atributos são
exclusivos de Deus. São absolutos e incomunicáveis. Em resumo, para
ser mãe de Deus ela teria que ser igual a Deus. E mais: se admitirmos
a hipótese da existência de uma mãe para Deus, seria válido
esquecermos a tese da Santíssima Trindade e, em seu lugar, ensinarmos
a do Santíssimo Quarteto, assim compreendido: Deus Pai, Deus Mãe,
Deus Filho e Deus Espírito Santo, o que seria um absurdo, além de se
contrapor ao que ensina a Bíblia.
Deus é eterno, não teve começo, não foi gerado, e não terá fim.
Deus não tem mãe, nem pai. Maria não pode ser mãe do seu Criador,
do seu Salvador. Maria não pode ser mãe do seu próprio Pai. A
criatura não pode ser mãe do Criador. A Santa Maria foi mãe de
Jesus, homem, escolhida que foi por Deus para que em seu ventre o
Verbo se fizesse carne. Mas o Verbo, o Deus Filho, este sempre existiu
porque é eterno. O Verbo não foi gerado por
Maria. Leia-se:
"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram
feitas por Ele... e o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vemos
a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e
de verdade" (Jo 1.1-3, 14). Esta é uma afirmação da eternidade
de Jesus: Ele estava no princípio, esteve presente na Criação,
estava com Deus, era Deus. Logo, um ser humano, finito e limitado (a
Santa Maria) não poderia gerar um ser eterno, divino, infinito e
ilimitado.
Outra afirmação e prova da eternidade de Jesus:
"PORQUE UM MENINO NOS NASCEU, UM FILHO SE NOS DEU; O PRINCIPADO
ESTÁ SOB OS SEUS OMBROS, E O SEU NOME SERÁ: MARAVILHOSO,
CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ"
(Isaías 9.6).
Maria teria condições, como humilde serva do Senhor, de ser mãe do
Deus Forte, do Pai da Eternidade, Aquele que sempre esteve com Deus,
Aquele que é Deus? Vejamos as palavras de Maria:
"EU SOU A SERVA DO SENHOR. CUMPRA-SE EM MIM SEGUNDO A TUA
PALAVRA"(Lucas 1.38). Maria não desejava outra coisa senão ser
serva de Deus. Jamais
passou por sua cabeça ser mãe do Altíssimo. Seria completamente
impossível uma mulher ser mãe de Deus. Mais adiante ela declara,
dando ênfase à sua condição de serva:
"A MINHA ALMA ENGRANDECE AO SENHOR, E O MEU ESPÍRITO SE ALEGRA
EM DEUS MEU SALVADOR, POIS OLHOU PARA A HUMILDADE DA SUA SERVA. DESDE
AGORA TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO BEM-AVENTURADA" (Lucas
1.46-48).
Vê-se que a Santa Maria não almejou nada mais nada menos do que
colocar-se na posição de serva do Senhor. E assim ela fez por toda a
sua vida.
Ainda podemos dizer: Maria é a mãe de Deus?
Atenciosamente,
Valmir
Salve Maria, Mãe do
meu Senhor! (Lc I, 43)
Os católicos rezam,
no Credo:
“(...) [credo]
in unum Dominum Jesum Christum, Filium Dei unigenitum. Et ex Patre
natum ante omnia sæcula (...)”
([creio] em um só
Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai
antes de todos os séculos)
Note Francisco, que a
crença na maternidade divina de Nossa Senhora não altera o fato de
que Cristo seja eterno, junto com o Deus Pai e Deus Espírito Santo.
A Santíssima Trindade é incriada, não teve começo nem terá
fim.
Não obstante isso,
Cristo, pelo Mistério da Encarnação, assumiu
definitivamente a natureza humana, unido-a com Sua natureza divina em
uma só pessoa. Em Cristo existem duas naturezas, uma divina
e outra humana, mas somente uma pessoa.
Dessa forma, não
existe um Cristo Deus e um Cristo homem, mas um único Cristo Deus
verdadeiro e homem verdadeiro.
Sendo Nossa Senhora Mãe
da pessoa de Cristo, e sendo Cristo Deus, Nossa Senhora é Mãe de
Deus.
Negar a maternidade
divina de Nossa Senhora é negar que as duas naturezas de Cristo, a
divina e a humana, estejam presentes em uma só pessoa, o que é um
absurdo.
“De onde me vem
esta honra de vir a Mãe do meu Senhor?” (Lc
I, 43).
Santa Isabel se refere
a Nossa Senhora como sendo Mãe do seu Senhor, ou seja, Mãe do seu
Deus, ou você acha que Santa Isabel tinha outro Senhor senão Deus?
Fica, portanto,
explicado: Apesar de Jesus Cristo ser eterno, Ele, pelo Mistério da
Encarnação, assumiu a natureza humana unido-a com Sua natureza
divina em uma só pessoa. Sendo Nossa Senhora Mãe da pessoa de
Cristo, que é Deus, é a Mãe de Deus, a Theotokos, em grego.
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