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João Paulo II era espionado no Vaticano |
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O falecido Papa João Paulo II era espionado pelo regime comunista polonês dentro do Vaticano, declarou nesta terça-feira à imprensa o cardeal Josef Glemp, primaz da Polônia. "Moscou tinha interesse em saber o que se passava em Roma com um Papa polonês", explicou Glemp. As suspeitas sobre a presença de espiões no Vaticano durante o pontificado de João Paulo II foram aprofundadas depois de sua morte, com revelações na Polônia sobre um sacerdote em função no Vaticano, o padre Konrad Hejmo. Hejmo, chefe do centro de acolhida dos peregrinos polonoses em Roma, tinha contatos freqüentes com os amigos poloneses de João Paulo. "É certo que era um espião, os documentos o demonstram", declarou Glemp, que disse estar convencido de que o religioso transmitia informes regulares. Em julho passado, outro padre polonês, Michal Czajkowski, co-presidente do Conselho Polonês de cristãos e judeus, reconheceu ter sido, durante 24 anos, agente dos serviços secretos comunistas. Segundo fontes polonesas, entre 10% e 15% dos religiosos polonesees colaboraram com os serviços secretos durante o regime comunista. AFP |
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