JÚLIA KIM

 

 

 

Outra mística. extraordinária, que começa a se impor à atenção do mundo, é a coreana Júlia Kim, casada, quatro filhos. Em Naju, onde vive, dirigia naquele tempo um salão de beleza, trabalho que devia interromper freqüentemente por problemas de saúde. De repente, depois de receber alta do hospital para ir morrer em casa, experimentou uma dramática cura física.

No dia 30 de julho de 1985, após uma série de visitas a pessoas idosas e doentes, chegou em casa pouco antes da meia-noite. Apesar de cansada, pôs-se a rezar o terço diante de uma estatueta da Virgem, quando viu descerem lágrimas dos olhos da imagem Acordou o marido, que constatou o fato. O fenômeno continuou nos dias seguintes. Mal a notícia se espalhou, começaram a afluir pessoas às dezenas, depois às centenas e aos milhares, o que demonstra o interesse suscitado num país onde pouco mais de quatro por cento da população é católica.

Mas o espanto aumentou ainda mais quando em 19, 20 e 21 de outubro do ano seguinte, as lágrimas passaram a ser de sangue e, posteriormente, de sangue e água misturadas.

 

Numa reunião do clero, o pároco Johan Park Tonitti a foto da Virgem com o rosto ensangüentado, acrescentando: "Eu acredito, porque vi diversas vezes a estátua derramar lá grimas". Os cépticos pediram que a imagem fosse recolhida uma sala da casa paroquial. As lágrimas foram enxugadas e o pano entregue à polícia, para a devida análise do sangue. Mas esta, simploriamente, mergulhou o pano em água com sabão e, por fim, o fez desaparecer.

 

Em 1987, a estátua foi reconduzida ao apartamento de Júlia, onde recomeçou a lacrimação: ora lágrimas naturais, ora de  sangue. No dia 10 de maio, a Virgem chorou das 22 horas até as oito do dia seguinte. Em princípios de julho, as lágrimas começaram a aparecer diariamente. Eis a explicação de Júlia:

 

"A Virgem se queixa porque as pessoas, depois de demostrarem sinais de arrependimento, não perseveram, não fazem penitência, não se mortificam, não reparam, não rezam mais ou rezam pouco... Ela sofre também por causa dos erros que invadem o clero e contaminam as almas".

 

Essa imagem já chorou água e sangue durante mais de 700 dias, e recentemente transpirou óleo perfumado.

 

Júlia tem os estigmas visíveis nas mãos, e um acentuado perfume de rosas (que não raro permanece por vários meses) se desprende dos objetos por ela tocados.

 

Carne e sangue

 

A notoriedade maior de Júlia, porém, decorre do fato de a hóstia se transformar em verdadeira carne e sangue sobre sua língua. Um desses episódios nos vem assim relatado pelo Padre Laurentin. Em 1995, quando de uma peregrinação a Roma, ela participou com seu grupo de uma Missa celebrada pelo Papa em sua capela particular. Ao receber a comunhão, o insólito fenômeno se renovou. Sentindo que na boca a hóstia se transformara em carne e sangue, dirigiu-se ao secretário geral do bispado da Coréia, ali presente. Abre a boca e lhe mostra o que acontece, Ao lado encontra-se também um dos secretários do Papa. que discretamente a convida a se retirar para o fundo da capela, a fim de evitar qualquer agitação, justamente na hora da ação de graças. Depois da Missa, João Paulo II, como de costume, saúda a cada um dos presentes. Ao passar por Júlia, ela abre a boca, onde a carne e o sangue continuam visíveis. O Papa olha com surpresa, lhe estende a mão e continua adiante. De Júlia ele apenas sabia da imagem que chorava sangue, embora o fenômeno da hóstia se transformando em carne e sangue vivos já fosse conhecido na Coréia. (Sobre estes fenômenos existe um vídeo. com um relato completo sobre Júlia. Interessados podem pedi-lo a Maria do Socorro C. Cerchiari. Cond. Parque Encontro das Águas. Q. J. - Lote 5 - Estrada do Coco. Km 55 CEP 42700-000 Lauro de Freitas. BA. Tel (071) 379-3228.)

 

Com lágrimas nos olhos

 

Como outros videntes, também Júlia recebeu mensagens de extrema gravidade quanto ao futuro do mundo.

 

"Os pés que deveriam dirigir-se para o serviço de adoração de Deus, correm em direção oposta, pelo caminho largo da maldade e da destruição. Os lábios que deveriam louvar e bendizer a Deus, o blasfemam e insultam. Esta é a razão pela qual o mundo se vai rodeando lentamente de trevas, uma condição que não deixará de provocar o aborrecimento do Todo¬poderoso. Se meus filhos não levarem uma vida evangélica, não derem atenção às minhas mensagens e não fizerem todo o possível para aliviar minhas lágrimas e angústias, não terão como escapar dos sofrimentos causados por toda sorte de males e desastres"( 14/10/1990).
"Oh, a multidão dos meus filhos que provoca a justa ira de Deus! Para que o fogo do céu não caia sobre a terra, eu rezo continuamente por meus filhos sucumbidos nos vícios, sofro em lugar deles e ofereço os sacrifícios que eles deveriam fazer. Mas se não aceitam as mensagens que lhes dou, se continuam acomodados às coisas do mundo, sem procurar as do céu, será tarde para evitar o desastre... O que aconteceu no tempo do dilúvio, acontecerá de novo, se não houver uma reforma geral e uma radical mudança na vida dos homens"( 14/10/1990).
                                                                                              "Dentro de pouco tempo, o mundo se verá frente à frente com um desastre extraordinário. Meus filhos devem abandonar o caminho do mal e pôr em prática as mensagens que lhes estou dando... Com lágrimas nos olhos peço-lhes, do mesmo modo como Deus, através de Moisés, chamou o povo judeu a segui-lo no caminho da liberdade e longe do paganismo e da escravidão. Qual teria sido o destino da humanidade se Noé, que recebeu instruções de Deus para construir a arca de sua própria salvação, não tivesse obedecido à ordem divina? Tomem a sério os meus urgentes pedidos e imprimam-nos em seus corações, porque o faço com sangue e lágrimas nos olhos. Meu coração está inflamado de tristeza e preocupação pelas famílias, pela Igreja e pela sociedade, porque todos foram enfraquecidos pela maldade e a corrupção" (14/10/1989).

 

Numa vigília de oração do dia 11 de agosto de 1985, por volta da meia-noite, Júlia sente uma forte lufada agitar as chamas das velas que circundam a imagem. Elas, entretanto, não se apagam. Ouve então uma voz interior, que lhe repercute na boca.

 

Maria lhe fala:

 

"Não chorem à vista das minhas lágrimas, porém, contemplem e consolem meu filho Jesus, que sua sangue e tem uma coroa de espinhos na cabeça. Rezem sem cessar pelos padres. Agora eles são como velas expostas ao vento. Estão enfrentando tentações... Tomem-se vítimas pelos padres. Defendam-nos até o fim, pois são meus filhos prediletos, que eu amo ternamente".

 

Maria também alerta para as famílias, que "estão muito doentes" e deplora o elevado número de comunhões sacrílegas. Para reparar os ultrajes e os sofrimentos infligidos ao seu divino Filho, insiste na importância da confissão e da comunhão.

 

"A cólera de Deus - repete - está no auge. Não julguem os outros e façam penitência, porque muitos estão caminhando para o inferno, por terem julgado mal os outros".

 

O que mais dói

 

Uma das mais fortes mensagens, transmitidas ao mundo desde Naju está relacionada com o aborto. Por determinação de Deus, Júlia experimenta em toda sua intensidade a agonia de um bebê sendo assediado, queimado com produtos químicos e por fim esquartejado no ventre da mãe e dali extraído aos pedaços. Às vezes essa agonia se prolonga por horas.

Como em Oliveto Citra, também em Naju, Maria se mostra preocupada com o alastramento desta prática monstruosa.

"A Virgem me tem dito - explica Júlia - que estas pequenas vítimas gritam diante do universo. Que sofrimento poderá ser mais atroz do que ver essas vidas inocentes condenadas a penas monstruosas, sendo arrancadas do ventre de suas mães? Nossa Senhora sente-se triste diante de tanta ignorância e indiferença dos pais que matam seus filhos. Estas vidas são sagradas. O mundo avança desabaladamente para a ruína, e Satanás empenha todo o seu poder para destruí-lo. Eu desejo salvá-los. Se rezarem comigo e tomarem minha mão com confiança, o meu Imaculado Coração com certeza triunfará".

 

Em junho de 1989, a Virgem retoma ao assunto:

 

"O que mais me dói é ver criancinhas morrerem logo depois de concebidas, ver como se as mata por meio dos produtos químicos usados por muitas mulheres para extinguir a vida em seu começo. Suplico-te que alivies a minha angústia com sacrifícios e orações de reparação".

 

Embora, no momento, não se possa vislumbrar o fim do aborto, Nossa Senhora não se cansa de nos advertir, e com toda a sinfonia de orações que se eleva do mundo inteiro, mais a intercessão dela e de seu Filho, certamente o flagelo do aborto será afastado, como o foram os sacrifícios humanos entre alguns povos antigos. No entanto, devemos salientar que ela disse: "Juntos vamos pôr um fim ao aborto". O que significa: com nossas orações e sacrifícios.

 

Finalmente, uma recomendação aos sacerdotes:

 

"Por favor não permitam que as minhas lágrimas sejam derramadas em vão. Gostaria que os meus amados sacerdotes se convertessem em almas vítimas pela conversão dos pecadores e a salvação da humanidade. Satanás se oculta debaixo de vários disfarces de aspecto bom e caritativo, de aparência intelectual e santa, porém, no fundo, o que ele tem em vista é criar divisão, heresia e confusão. A melhor maneira de resistir a estes esforços do maligno para debilitar a Igreja é pôr em prática minhas mensagens".

 

 

Fonte: A Profetisa dos Tempos Finais - Olivo Cesca