O Magistério da Igreja


Texto - Padre Dênis O. P. Silva, OSJ

1- “Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mateus 28, 20).

Com estas palavras, o Senhor Jesus, antes de Sua Ascensão, deu aos Apóstolos a autoridade de ensinar, garantindo a Sua Presença permanente junto a eles. Este múnus (missão) de ensinar em Nome Cristo, recebido pelos Apóstolos e passado aos seus Sucessores (os Bispos), é chamado de Magistério da Igreja. Por Magistério da Igreja, entende-se seja o oficio de guardar, interpretar e ensinar autenticamente a Palavra de Deus, seja aqueles por instituição divina, detém, na Igreja, este ofício, ou seja, o Papa, Bispo de Roma, Sucessor do Apóstolo São Pedro, e os demais Bispos, Sucessores dos Apóstolos, em união com o Papa.

O Sagrado Depósito da Palavra de Deus, contido na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradição da Igreja, foi confiado, como tesouro precioso, a toda a Igreja Católica, Apostólica, Romana. Mas, para que tal depósito permanecesse íntegro e incorrupto ao longo dos tempos, o Senhor encarregou o Magistério da Sua Igreja de tomar conta dele, e de ensiná-lo com autoridade. Eis o que ensina o Catecismo da Igreja Católica, no n° 100: “O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado exclusivamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos Bispos em comunhão com ele” (Disponível em www.vatican.va).

Para que o Magistério bem exercite a sua missão de ensinar a todos a Verdade que liberta, o Senhor lhe concedeu e lhe concede o dom da Infalibilidade. Este dom significa que, pela Presença de Cristo e pela especial assistência do Espírito Santo, o Papa e os Bispos com ele (não os Bispos separadamente!), não podem errar ao definirem como Doutrina revelada por Deus e a ser aceita por todos, alguma matéria referente à Fé e à Moral.

O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, na questão 185, pergunta e responde: “Quando se exerce a Infalibilidade do Magistério?". Resposta:

“A Infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio dos Bispos em comunhão com o Papa, sobretudo reunido num Concilio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à Pé ou à Moral, e também quando o Papa e os Bispos, em seu Magistério ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da Fé” (Disponível em www.vatican.va).

2. “Quem vos ouve, a mim ouve;..." (Lucas 10, 16).

É importante que jamais nos esqueçamos destas palavras de Jesus aos Seus Apóstolos. Elas se desdobram sobre os Sucessores dos Apóstolos. Num mundo pluralista, repleto de teorias, ideologias, doutrinas e erros, é importante identificar a verdadeira voz do Senhor, que ressoa nos ensinamentos e diretrizes do Magistério vivo e autêntico da Igreja. Importa acatar com humildade e docilidade estes ensinamentos e diretrizes. Particularmente, devemos prestar atenção ao Magistério do Papa, que é o Sucessor de São Pedro e o Vigário de Cristo na terra. Ele, de maneira especial, goza do dom da Infalibilidade da qual falamos anteriormente. Quando o Papa, ensinando com autoridade apostólica, como Pastor Supremo e Mestre Supremo, define verdades de Fé e de Costumes, ele é infalível.

Sejamos bons alunos na Escola do Magistério da Igreja! E a Escola de Cristo! 

 

 

Fonte: Revista Brasil Cristão - Nº 108 - Julho 2006 - www.asj.org.br