Profecias de São Malaquias e Monge de Pádua
| As
profecias de São Malaquias e do Monge de Pádua são sobre a Igreja Católica.
As duas consistem em uma lista com poucas palavras atribuídas a cada
Papa. Malaquias O'Morgain (1094 ou 95-1148) nasceu em Armagh, na Irlanda.
Foi Arcebispo de Armagh e ficou conhecido como São Malaquias.
Segundo a tradição, ele teve uma visão ao visitar o Papa em Roma em
1139. Ele passou a profecia ao Papa Inocêncio II. Ela desapareceu e
foi reencontrada somente em 1590 por um monge beneditino nos arquivos do
Vaticano, tendo sido publicada poucos anos mais tarde. Para alguns, a
profecia de São Malaquias não é verdadeira. Mesmo que a profecia não
tenha realmente sido escrita por ele, isso não é muito importante, já
que ela vem sendo confirmada. Sua profecia se trata de uma lista em latim
que descreve a existência de 111 papas desde 1143 até o último, com
pequenos nomes latinos atribuídos aos papas.
De acordo com Daniel Réju (Les propheties de Saint Malachie), até o século XIX, quando foi feita uma restauração, a Basílica de San Pablo de Extramuros, em Roma, possuía há séculos, 263 imagens que estavam, cada uma delas, associadas a um Papa, começando pelo apóstolo Pedro, coincidindo assim com o número de Papas da profecia de Malaquias. O número de Papas da profecia do Monge de Pádua também concide com o número da profecia de São Malaquias. As últimas seis descrições da lista de São Malaquias são: Pastor et Nauta (Pastor e
Navegador) - João XXIII foi pastor de ovelhas quando criança e foi
Patriarca da Cidade de Veneza, uma cidade onde é preciso movimentar-se
através de pequenos barcos. Depois do nome De Gloria Olivae, a profecia termina com o seguinte trecho: "Na perseguição final à Santa Igreja Romana, reinará Pedro o Romano, que apascentará suas ovelhas entre muitas tribulações, e depois disto, a cidade entre sete montes (Roma) será destruída e o juiz terrível julgará o povo". Pode indicar que o último Papa escolherá o nome Pedro e será, assim como o primeiro Pedro, martirizado. |
As
profecias do Monge de Pádua foram publicadas pela primeira vez em
Veneza em 1527 sob o título De magnis tribulationibus et Statu
Ecclesiae. Sua publicação é, portanto, anterior à publicação
da profecia de São Malaquias, encontrada no Vaticano. Assim, como a lista
de Malaquias, a lista do Monge de Pádua associa poucas palavras a cada um
dos Papas, mas é menor, possuindo apenas 20 nomes. Os últimos seis Papas
da lista receberam as seguintes palavras:
"Homem de grande humanidade que
fala francês" Ele falava francês e foi núncio apostólico em Paris antes de se tornar patriarca de Veneza, além de ter sido um homem de grande humanidade. Iniciou seu pontificado visitando prisioneiros em Roma e os pobres nos hospitais. "A sombra do AntiCristo começará
a obscurecer a Cidade Eterna" Em um discurso em 7 de dezembro de 1968, o Papa Paulo VI disse que "a fumaça de Satanás" tinha penetrado na Igreja por alguma fenda. "O pastor da laguna; seu
reinado será tão rápido como a passagem de uma estrela cadente." João Paulo I faleceu um mês depois de sua eleição. "Virá de longe e manchará a
pedra com seu sangue" O Papa João Paulo II vem da Polônia (a grande maioria dos Papas é italiana) e a pedra (igreja) manchada com seu sangue se refere ao tipo de morte, assassinato, que ele sofrerá - conforme outras profecias indicam. "Semeador de paz e de esperança
em um mundo que vive suas últimas esperanças". Semeador da paz, após a guerra, no último momento de paz da humanidade até a chegada do abominável AntiCristo e do fim. "Ele chegará a Roma de uma
terra distante para encontrar tribulação e morte". Também não deve ser italiano e será
assassinado pelo AntiCristo, em uma época que será marcada pelas
perseguições finais aos cristãos e o fim da Igreja Católica como
instituição, poucos anos antes do "fim do mundo". |