|
por Côn. José
Geraldo Vidigal de Carvalho**
O respeito à Religião, seja ela qual for, e a seus símbolos e imagens
sagradas é o mínimo que se pode esperar de uma sociedade civilizada.
Multiplicam-se em nossos dias os maiores absurdos. Os mulçumanos
ficaram ultrajados com o que fizeram com a figura de Maomé e, mundo
todo, protestaram contra tal atitude. Em todos os tempos os cristãos
também têm visoto o que eles têm de mais valioso na sua crença
objeto de chacota de indivíduos sem ética e sem nenhuma sensibilidade.
O que aconteceu no Rio de Janeiro com a exposição da obra
“Desenhando com Terços” de uma ímpia artista plástica foi
simplesmente horripilo e chocou profundamente os devotos de Nossa
Senhora e do divino Crucificado. Há sites terríveis injuriosos. Um
deles, no lugar da Virgem de Fátima, Marilyn Moroe de vestido levantado
e os videntes a seus pés. Está na internet: “Nildão e Renatinho são
os criadores da série São Será o Benedito e Outros Santos
Geneticamente Modificados. A coletânea, com 12 postais, será lançada
no próximo mês de Maio na cidade do São Salvador da Bahia, onde a
dupla reside e opera”. Cumpre aos católicos veementemente protestar.
No caso dos Terços jovens católicos da “Opus Christi” propuseram o
boicote do Banco do Brasil, se houver a exposição desta satânica
representação em Brasília na apresentação erótica “Os Sentidos
da Arte”. No dia da comemoração do dia de São Jorge, no Rio de
Janeiro, em Quintino, foram coletadas 850 assinaturas para compor petições
individuais que serão encaminhadas ao Ministério Público Federal, em
Brasília, com o intuito de impedir mais este acinte à religiosidade do
brasileiro, na sua maioria povo católico e temente a Deus.Cumpre parar
com estas ofensas à Religião. São necessárias preces de penitência.
É preciso, mais do que nunca, que se reze o Rosário Reparador. Nas
suas aparições aos pastorizinhos em Fátima, Maria pediu diversas
vezes, atos penitenciais e muita oração para desagravo à honra do
Criador que a insanidade humana ousa desprezar. O site ACI digital
publicou, há dias, o seguinte: “Arcebispo de La Plata, Dom Héctor
Aguer, exortou os católicos a deixar o descuido e responder com o
testemunho da verdade e com "nobre firmeza" à onda
"prepotente e impudica" de ódio a Jesus Cristo e à Igreja
que se levantou em nível mundial. "Ultimamente tem se desatado em
todo o mundo uma onda prepotente, impudica de desprezo e ódio a Jesus
Cristo, não só à Igreja ou aos cristãos, mas ao próprio Cristo. Não
se trata de episódios isolados, vários fatos recentes –basta
mencionar agora alguns deles– indicam em sua simultaneidade que se
avança contra o cristianismo quanto tal, atacando seu centro vital com
as características de uma conspiração", disse o Prelado durante
a Missa do Domingo de Ramos na catedral. Em sua homilia, o Arcebispo
argentino enumerou alguns exemplos recentes deste ataque contra o
cristianismo. "Na revista ‘Rolling Stone’ aparece um conhecido
rapper com uma coroa de espinhos; em um curta cinematográfico sobre o
espírito de Natal apresenta uma briga a tapas entre Jesus e Papai Noel;
um jornal francês mostra uma caricatura obscena do Senhor e na mesma
linha se localizam pinturas com alusões sexuais exibidas em uma exposição
em Londres; o logotipo uma famosa marca de calças de origem sueca é um
crânio com uma cruz invertida. Foram vendidas cerca de duzentas mil peças
e o estilista declarou que quis se pronunciar ativamente contra o
cristianismo". Mais adiante, o Prelado acrescentou que "às
fabulações infames do Código Da Vinci, que cobrarão novo impulso com
o filme que estréia em breve, junta-se agora o assim chamado
‘Evangelho de Judas’, um escrito da seita gnóstica dos cainitas, já
refutado por São Irineu por volta do ano 180. Acaba de ser apresentado
pela National Geographic Magazine como se fosse uma novidade,
aproveitando a proximidade da Semana Santa; promete ser, também esta,
uma frutífera operação econômica". "Pode-se acrescentar a
esta listas as repetidas profanações da Sagrada Eucaristia, as blasfêmias
contra a Santíssima Virgem e as pressões crescentes para retirar dos
locais públicos as cruzes e outros sinais cristãos", acrescentou
o Arcebispo platense. Finalmente, Dom Aguer exortou aos cristãos a
"oferecer um testemunho sereno e cordial da verdade, que não
exclua quando corresponde uma nobre firmeza para fazer que se respeite,
de acordo à decência, a justiça e as leis, o sagrado tesouro da
catolicidade". Que os católicos brasileiros atendam ao apelo deste
sábio Arcebispo!
* Professor no Seminário de Mariana - MG
|