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| Bombardeios
entraram no sétimo dia |
O premiê israelense, Ehud Olmert,
disse que a captura de dois soldados israelenses na semana passada
na fronteira entre Israel e o Líbano foi organizada para desviar
a atenção do programa nuclear do Irã.
Olmert disse que
a investida de militantes do Hezbollah que resultou na captura dos
dois soldados e na morte de outros oito foi coordenada por Teerã.
O presidente
americano George W. Bush acusou a Síria de estar tentando se
aproveitar da crise para retornar ao Líbano.
Cerca de 30 pessoas morreram no sétimo dia do conflito, a maioria
delas no Líbano.
'Inferno e
loucura'
O
primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, disse que Israel
"abriu os portões do inferno e da loucura" no seu país.
Em uma entrevista
à BBC, ele fez um apelo ao Hezbollah para que liberte dois soldados
israelenses capturados na semana passada, mas culpou as políticas
de Israel pelo crescente apoio da população ao grupo militante
libanês xiita.
A ONU está
evacuando todo o seu pessoal não-essencial do país. Dezenas de
milhares de pessoas estão deixando o Líbano por mar ou terra.
Ataques recentes
israelenses mataram 11 soldados libaneses nesta terça-feira.
Foguetes do Hezbollah mataram um israelense em Nahariya.
Israel lançou
sua ofensiva no Líbano na quarta-feira passada, depois que
militantes do Hezbollah capturaram dois de seus soldados.
Cerca de 230
libaneses foram mortos desde então - a grande maioria civis, mas
incluindo cerca de 30 soldados. O número de combatentes mortos do
Hezbollah não é conhecido.
Vinte e cinco
israelenses morreram - 13 civis e 12 membros do exército.
O
primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, reiterou as exigências
do seu governo de que os soldados capturados sejam libertados sem
condições e que Hezbollah seja desarmado.
Olmert
frequentemente acusou a Síria e o Irã por terem dado armas e
suporte ao Hezbollah, mas os comentários desta terça-feira foram
os primeiros a envolver o Irã diretamente na captura dos soldados
israelenses, segundo correspondentes.
Olmert disse que
o momento da captura não teria sido um acidente, e que a reunião
do G8 em São Petersburgo acabou sendo domina da pelo Líbano, e não
pelo suposto programa nuclear iraniano.
A ministra das
Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse não ser o
momento de falar em um cessar-fogo ou no envio de uma força de paz
internacional ao sul do Líbano.
De acordo com
Livni, os primeiros passos para pôr fim ao conflito seriam o
desarmamento do grupo militante libanês Hezbollah e a ampliação
controle do governo libanês até o sul do Líbano - região
dominada pelo Hezbollah e onde o grupo militante mantém uma espécie
de Estado à parte.
Livni afirma que
entre as soluções para o conflito estão a libertação
incondicional dos soldados israelenses capturados pelos ativistas
libaneses e proibir o Irã e a Síria de rearmar o Hezbollah.
Condoleezza
Rice
Surgiram divergências
entre os Estados Unidos e o Egito sobre o momento de um cessar-fogo
entre Israel e o Hezbollah.
O ministro do
Exterior do Egito, Ahmed Aboul Gheit, pediu um cessar-fogo agora,
mas a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que
ele só virá "quando as condições permitirem".
Ambos fizeram
tais declarações em Washington, durante uma visita oficial de
Aboul Gheit.
Rice também
disse que poderá viajar para a região quando for apropriado,
necessário ou útil.
Mas, segundo ela,
qualquer iniciativa terá que ter um valor duradouro.
Hezbollah
O presidente do Líbano,
Emile Lahoud, disse que o seu governo não vai tomar medidas contra
o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.
Falando no oeste
do Líbano, durante uma visita a pessoas que tiveram que fugir de
suas casas por causa dos bombardeios de Israel, Lahoud disse que
apoiava o líder do Hezbollah.
"O Líbano não
vai remover Al-Sayyid Nasrallah. Ele, a resistência e o exército
libanês conquistaram a liberação do Líbano. Não vamos nos
esquecer disso. Isso está escrito nos livros da história, não
importa o que Israel faça", disse Lahoud.
O secretário-geral
da ONU, Kofi Annan, fez, nesta terça-feira, um novo apelo por ação
urgente da comunidade internacional para por um fim à violência
entre Israel e o Líbano.
Ele reiterou a
proposta pelo envio de uma força internacional de paz para a região
da fronteira entre os dois países.
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