Presidente do Líbano diz que a ofensiva de Israel estava planejada antes de 12 de julho

 

Agência EFE

 

18/08/06

O presidente do Líbano, Émile Lahoud, disse hoje que seu país venceu Israel e os complôs para dividi-lo

"O Líbano está diante de duas alternativas. Aceitar a conspiração ou enfrentá-la", afirmou Lahoud, que declarou que a ofensiva militar israelense contra o Líbano estava planejada antes de 12 de julho, data na qual membros do Hisbolá capturaram dois soldados de Israel, episódio considerado o estopim dos ataques.

O presidente libanês afirmou que existia um complô contra seu país para "minar a unidade, a terra, o povo e as instituições" e aplicar o plano do "Novo Oriente Médio", patrocinado pelo Governo de Washington.

"Hoje provamos para nós mesmos e para o mundo que o Líbano não apenas triunfou sobre as agressões israelenses, mas também sobre os planos para dividi-lo. Ressuscitou forte graças a sua união, a seu apego à soberania, à independência e à liberdade", declarou.

Lahoud disse ainda que graças à resistência, o país está agora em uma situação na qual "pode reivindicar seus direitos".

Além disso, o presidente do Líbano pediu aos cidadãos do país que apóiem ao Exército nacional, que se posiciona no sul do país como exige a resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU.

Segundo ele, o Líbano "não está sozinho na batalha pelo retorno à vida, pois vários países próximos e amigos o ajudarão a apagar as seqüelas da agressão".

No entanto, "o mais importante é que tenhamos confiança em nós mesmos e assumamos nossas responsabilidades", afirmou.

"Chegou o momento de trabalhar. Não tenham medo do futuro, os próximos dias trarão paz, tranqüilidade e prosperidade ao Líbano. Como combatemos e vencemos, agora temos que sair vitoriosos no processo de reconstrução", afirmou em seu discurso o presidente libanês.

Lahoud homenageou "os mártires, vítimas da barbárie e das atrocidades israelenses, o heroísmo dos combatentes da Resistência Nacional e seu grande líder, o xeque Hassan Nasrallah, que obteve uma vitória para os libaneses e para os povos árabes".

 

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2492501-2493000/2492958/2492958_1.xml