PACHI DO EQUADOR

 

 

"Pachi" - apelido de Patrícia Talbot - era uma adolescente pouco ligada a coisas da religião. Quando no colégio de Cueca (Equador), onde vivia com a mãe, se exibiu um vídeo sobre as aparições de Medjugorje, sua reação foi imediata: "Isto é ridículo", O grande sonho de sua vida era ser manequim e dançarina de um grupo folclórico com o qual viajava muitas vezes.

Em 1987, por causa do divórcio dos pais, cai num estado depressivo e tenta o suicídio. A partir de 28 de agosto de 1988, sua vida sofre uma reviravolta: começa a ter aparições de Maria, que se apresenta com o título de "Guardiã da Fé", Suas mensagens insistem no cultivo das práticas básicas da fé católica: Eucaristia, confissão, oração, jejum, consagração aos Dois Corações, devoção ao escapulário e visitas ao Santíssimo Sacramento.

Graves previsões

Em outubro de 1988, durante uma visita ao Santuário de Guadalupe (México) a Virgem lhe fala:

"Coloco em suas mãos a tarefa da conversão dos pecadores. Se essa não acontecer, haverá uma grande catástrofe. O meu Coração lmaculado estará com você, e eu a protegerei sob o meu manto ".

Também lhe confia um segredo em três partes, todas referentes aos castigos que cairão sobre o mundo. "Graves acontecimentos vão ocorrer no mundo, e o que se pede é conversão ". Mas Patrícia não está autorizada a revelá-lo por enquanto, para não "produzir pânico". Um mês antes, poderá comunicar a mensagem ao mundo, através de seu diretor espiritual.

Segue-se um período de locuções interiores, instruindo-a sobre o caminho da santificação. Nasce assim um grupo de oração.

Em 1989, verifica-se outro evento miraculoso: uma estátua de Maria começa a verter óleo, que aplicado nas feridas ou áreas afetadas pelas doenças, provoca uma progressiva melhora e até curas.

No sábado santo do mesmo ano, Nossa Senhora lembra-lhe a necessidade de rezar o rosário e jejuar, para mitigar as catástrofes mundiais que se aproximam. Mas o bispado, sem investigar o caso publica uma proibição de vincular as revelações e aparições da vidente com Cristo e Nossa Senhora.

Este é o meu jardim

Ainda naquele ano, ela recebe do Céu uma nova tarefa: "Vão rezar na montanha". Acompanhada de algumas amigas do grupo de oração, Patrícia chega ao vale de El Cajas, 27 km de Cuenca, quando ouve esta voz interior "Este é o meu jardim".

Um padre que as acompanha benze o lugar e, a partir deste dia, recomeçam as aparições, todas as quintas-feiras e sábados, regularmente. O afluxo dos fiéis torna-se cada vez maior, embora tenham de percorrer vários quilômetros a pé.

A 10 de agosto de 1989 a Virgem volta a falar-lhe em catástrofes. A imprensa logo divulga a notícia e, no dia 7 do mês seguinte, acorre ao "jardim de Maria" uma multidão ilimitada de mais de 100 mil pessoas.

Em 6 de janeiro de 1990, ela acrescenta:

"Filhos, sinto uma grande dor no coração pelas catástrofes que se aproximam... Uma terceira guerra mundial vem aí... Suas orações, penitências e jejuns ajudam a detê-la. Tudo está nas mãos de vocês. De vocês depende que o castigo seja doloroso como a mágoa que sente meu Filho, a qual pode ser aplacada pela oração... O tempo é breve, muito breve. A conversão deve ser cheia de fé. Nestes últimos dias em que estarei presente, pois minha partida se aproxima, vocês devem encher o coração com a luz do meu Filho, para não haver desolação na fé".

Violentas reações

Três de março de 1990 marca sua última aparição, na qual Nossa Senhora adverte para a maçonaria infiltrada na Igreja e pede orações.

"Rezem muito pelos padres, porque Satanás está penetrando profundamente na Igreja. Não permitam que ele se introduza entre vocês. Eu sou a Guardiã da Fé. Filhos meus, Satanás deseja destruir as missões que o Céu lhes outorgou. De igual forma, tentará destruir a Igreja, porém suas tentativas serão infrutíferas, se vocês se converterem. Rezem o terço, que é uma defesa contra o mal. Busquem proteção no escapulário... Coloquem em suas casas o Sagrado Coração de Jesus, afim de que os guarde unidos e em paz. Façam penitência e jejum, e com a oração poderão chegar ao Coração de meu Filho".

A reação da diocese não se faz esperar. A vidente fica proibida de comunicar ao público as suas mensagens. Muitos padres declaram os fenômenos fruto de histeria coletiva. Ao mesmo tempo começa-se a organizar uma pastoral social fortemente orientada contra as aparições. Entre o povo levanta-se uma onda de protestos e ações violentas. Patrícia é perseguida, os caminhos que levam ao 'Jardim de Maria" são barrados, e uma estátua da Virgem, que se encontra no local, é decapitada, num ato de vandalismo.

Todos os sinais sobrenaturais (a mudança radical na vida de Patrícia, o novo impulso devocional, estimulado pelo grupo de oração, as curas milagrosas com o óleo vertido da imagem, etc.) não são levados em conta.

Apesar de todos os esforços do padre jesuíta Júlio Teran, reitor da Universidade Católica de Quito, e do mariólogo Laurentin em favor da vidente e das aparições como fenômenos sobrenaturais, a diocese continua mantendo-se distante dos fenômenos.  

 

 

Fonte: A Profetisa dos Tempos Finais - Olivo Cesca