SALVAR ALMAS                                

Nós colocamos já uma série de artigos sobre o projeto Salvai Almas, onde o leitor pode ter uma idéia melhor do que estamos fazendo, do porque – com Deus e por Deus – estamos fazendo isto, e como nós estamos realizando este trabalho a pedido do Céu. Na verdade, esta caminhada é um aprendizado constante para nós, e mesmo que ficássemos aqui por décadas inteiras escrevendo, nunca esgotaríamos este assunto. E de fato, é preciso, justo por isso, que passemos adiante esta nossa escola sobre as almas, porque dela sempre renderão frutos de eternidade. Só isso nos interessa: o Eterno! Afinal, para que estamos aqui nesta vida, senão para produzir frutos de eternidade? Se nós somos de fato filhos de Deus e herdeiros do Céu, somos também cidadãos do Eterno; tudo, então, o que fazemos apenas para este mundo, é sem sentido, é sem valor e não serve para nada.

Muitos mitos se têm criado em torno desta questão dos novíssimos – Céu, inferno e Purgatório – também almas e até do como ser Igreja de verdade, o que fez milhões de cristãos em todo o mundo, desprezarem a seus mortos, até por teologias erradas – as quais reputo de origem totalmente diabólica – que desvirtuam o sentido real de cada uma destas verdades espantosas. Não só por desprezarem os seus mortos, como dar pouco ou nenhum valor à própria alma, à própria salvação eterna, quando uma alma vale mais que todo o universo. A minha pobre alma vale mais do que isso, e não a troco pelo universo inteiro, com tudo o que ele contém, nem que, para ter isso, eu tivesse que passar apenas um minuto dentro do inferno. Imaginem o que significa uma eternidade ali.

De fato, até dentro da nossa própria Igreja Católica, têm sido difundidas mentiras – escandalosas – sobre este tema, que vão aos dois extremos. De um lado a pregação de Deus castigador e cruel, sempre pronto a executar Sua Justiça, de outro um deus covarde e pusilânime, incapaz de penalizar alguém e sempre disposto a perdoar tudo, mesmo àqueles que não Lhe pedem perdão. E existem formadores de catequistas – o diabo escolhe muitos deles à dedo – que chegam a negar a existência do purgatório, o que os torna hereges e passíveis de excomunhão. Nunca vi alguém tomar providência quanto a isto, e pior, sempre aumenta o seu número. Eles escarnecem de quem acredita no diabo, para eles uma figura apenas mítica e folclórica. E estes "catequistas" formados – muitos deles pessoas inocentes e bem intencionados – são os que depois formam nossos filhos. Ou seja, fazem um deus, e uma doutrina a seu gosto, pobre gosto e mau gosto.

Devido a isso – quente ou frio, porque és morno vou te vomitar – temos no meio deste caminho um deus intermediário, criado por eles, um sujeito "importa-me lá", que permite a cada um criar e viver sem a Lei e de acordo com a própria verdade. Importa apenas que "não se ofenda o irmãozinho". Ou seja, um deus também morno como eles! Há, na verdade, neste meio campo uma tão pavorosa maré de amortecidos, de despreocupados com as próprias almas e a sua salvação eterna, que isso cheira já a podridão, permita que use esta palavra mais forte ainda, cheira à carniça. Sim, se nós pudéssemos medir em cheiros, o estado espiritual da humanidade de hoje, penso que já os homens se teriam sufocado num ambiente nauseabundo de auto-repugnância. E se este cheiro exalasse para o exterior delas, com certeza, a vida na terra se tornaria inóspita até para os animais necrófagos: Falo dos urubus!

Conversando ontem, com minha esposa – falávamos sobre o assunto que motiva este texto – a certa altura ela disse: nós também já fomos assim! E fomos sim, ai meu Deus, como Ele abomina isto! Cristãos mortos e fedidos – os mornos – quanto tempo perdido. É claro que temos muito ainda a corrigir, a lavar-nos interiormente, porque o nosso exterior é aquele dos sepulcros caiados dos quais Jesus falou, "lindos e pintados por fora, mas cheios de podridão por dentro". É preciso lutar para se livrar desta crosta abominável, deste fedor insuportável de morte no espírito, deste nauseabundo odor, de almas esmagadas pelo peso dos pecados. Tudo isso aterroriza até aos anjos de Deus – que espantados as vêem – e pasmos, e até com certo medo, aguardam apreensivos o Dia do Senhor, o dia do nosso acerto de conta com o Pai, dia em que seremos postos a nu, diante de nossa imundície interior.

No nosso primeiro livro já explicávamos que pela bondade de Deus, muitas almas do purgatório são mostradas ao Cláudio – falaremos nisso adiante – e são mostradas com o aspecto repugnante que tinham em vida. Então, por exemplo, um senhor lhe era mostrado envolto por uma grossa casca negra e visgoza, a qual o fogo do purgatório, dia a dia purificava, até lhe dar aspecto de gente, lhe deixando ver as feições normais. Isso significava o aspecto real de uma alma, com milhões de pares iguais andando por aí. E assim, outros lhe foram mostrados com as mãos amarradas nas costas, suados e sujos; outros secos e desidratados; como se fossem esqueletos, apenas pele e ossos. Na verdade, ossos secos como diz Ezequiel. E muitos se tornam seres repugnantes, porque de alma repugnante, e desta forma impossibilitados de apresentar-se diante de Deus. Quando se vêem, e sentem-se assim, tão sujas e medonhas, muito envergonhadas, elas aceitam o fogo purificador do purgatório, a única forma de as tornar lindas de novo. Não, nem queiram saber do inferno! Lá não existe mais purificação; mortos não vivem mais!

Numa das passagens mais incríveis de minha vida, rezei sem parar, durante quase 48 horas, duas noites seguidas sem dormir um só minuto – mas sem sentir sono ou cansaço – para a libertação de um irmão meu. Quando iniciei a rezar, eu não sabia que o motivo era por causa de meu irmão, apenas uma espécie de compunção poderosa me conduzia a rezar sem parar, alucinadamente. Só na última hora entendi! Este meu irmão, se havia contaminado com um velho macumbeiro, doente e asqueroso, não por maldade, mas "para tentar converte-lo". Tempos atrás, em visita a ele, eu implorei que não se metesse com aquele homem repugnante – a gente sentia isso ao passar perto dele – e lembrei que faltava suporte espiritual para que ele o convertesse. Algo assim, é preciso de muita fortaleza interior, proteção do Céu, e muita oração!

Então, somente nos momentos finais é que percebi que se tratava de meu irmão. Foi quando me apareceu na frente, um monstruoso King Kong, um macaco enorme e preto e à medida que as Ave Maria, saíam, abriu-se uma fenda de alto abaixo naquele monstro negro, ao correr da testa, e se abrindo e fechando me permitiu ver meu irmão envolto por aquele aterrador macacão. E foi assim, pulsando, até que aquela envoltura negra, gosmenta e asquerosa escorreu pelo seu corpo, caiu-lhe aos pés, e ele ficou livre. Depois comprovei tudo isso, como já está escrito em histórias no site, quando ele me telefonou apavorado, apenas algumas horas depois de liberto. Ele me disse que o diabo queria levar ele, mas teve sempre a certeza de que ia se livrar, porque a "TV" passou a noite interia rezando Ave Maria. Assim é uma alma tomada pelo mal – naquela época meu irmão não rezava, hoje, depois daquela terrível experiência, reza e com toda a família – e existem bilhões iguais pelo mundo! E é sobre elas, e para elas e em favor delas que podemos e devemos agir. Para as libertar do jugo do pecado, e as libertar do purgatório.

Também, quem leu nosso livro "Os Demônios no Caminho dos Filhos de Deus", pode ver a descrição do estado aterrador das almas, especialmente as que chegam ao extremo da morte, indo procurar ajuda em terreiros de macumba e em centros espíritas, com passem mediúnicos e "cirurgias" espirituais. Para a pessoa que viu estas realidades, somente pela graça de Deus não morreu de terror ao ver o estado daquelas pobres almas. Toda pessoa que recebe o "passe" de um médium, recebe o carimbo de um demônio e com ele o selo de posse da alma para o inferno, eis que pediu ao demônio um favor e ele irá cobrar isso. Então, dali por diante, ela nunca mais terá sossego; será atormentada e voltará para lá sempre, compulsivamente. Pior, quem recebe uma cirurgia espírita, recebe no corte o implante ou – se poderia dizer – o enxerto de um demônio, que se fixará ali e nunca mais a deixará, a não ser à custa de muita oração e exorcismo verdadeiro.

Se o leitor pensa que exagero, ou que estes exemplos não cabem, não se espante se aumento ainda mais o som do diapasão: De fato, não precisa ir a terreiros para ficar neste estado, nem buscar cirurgias com médiuns a serviço do inferno. Mesmo fora disso tudo, já estão por aí os andróides, os humanóides, que de filhos de Deus têm apenas o aspecto exterior, mas cuja alma é apenas um espectro aterrador daquela primeira, pura e límpida, que receberam de Deus, e que foi lavada pelo Sacramento do Batismo. O que resta para muitos é apenas um simulacro nefando, eis que mais e mais deles se entregam a satanás. Então suas almas se tornam iguais a ele: Negras! E assim morrem!

E do mesmo modo que acontece quanto às pessoas, também acontece com toda a comunidade. Quando morta espiritualmente, a comunidade aceita com festa a heresia e se delicia com as mentiras das frases de efeito. Que é uma "frase de efeito"? É um dizer jactancioso, que se quer fazer engraçado, e que nem sempre encerra uma verdade. De fato, quando diabo quer enganar muitas pessoas, ele inventa uma frase de efeito, um ditado torto, e com isso os tolos ficam rindo, e são enganados. Um exemplo, o dos fumantes, quando se diz: O cigarro mata devagar!... Eles respondem: não tenho pressa de morrer! Então o tolo fumante ri, e se embala durante toda a vida na doce ilusão de que é espertalhão quando é um paspalho – e então morre, e é duramente responsabilizado diante de Deus por atentar contra a própria vida, pecando contra o 5º mandamento: não matar!

Então, por causa desta igreja morta, deste dilúvio de gente apenas preocupado com o mundo, com as coisas daqui e não com o Céu, com a eternidade da alma e a própria salvação é que temos de agir depressa. Esta igreja e esta gente – na qual por tanto tempo me incluí – foi aquela que por muitas décadas, especialmente nos últimos 40 anos, após o Concílio Vaticano II, deixou de rezar pelas almas, deixou de pensar na salvação eterna, e com isso permitiu que o purgatório fosse se abarrotando de almas padecentes, chegando a casa dos bilhões e bilhões. E assim chegamos a esta igreja, cujos pastores começaram a imaginar, erradamente, que o seu compromisso com as ovelhas termina com a morte e o enterro delas, quando seu vínculo com as almas permanece até a eternidade.

É desta falsa igreja que procede a seguinte instrução: Ninguém pode falar com os mortos! E quem fala com os mortos? Os demônios é que são mortos! Aqui em nosso trabalho, não existe isto e vamos provar. Acaso não está dito que o nosso Deus, é um Deus dos vivos e não dos mortos? De fato, na parábola do pobre Lázaro e do rico Epulão está escrito que existe um abismo intransponível entre os vivos e os mortos (Lc 16, 26) e concordo com isto, porque está certo. Mas aqui está também uma grande mentira, dependendo apenas do ângulo pelo qual você analisa a questão. Quem é um morto para Deus? Morto para Deus é somente aquele que se perdeu para sempre. Aquele que foi para o inferno! As almas dos que se perderam eternamente, foram riscadas do Livro da Vida, e portanto morreram. Destes Deus esquece, e por isso não existem mais! E se até Deus as esqueceu, quem poderá falar com elas se não existem?

Ora, todas as manifestações das almas, somente acontecem pela permissão de Deus. Da mesma forma, acontece com as manifestações dos espíritos caídos, dos anjos negros, que se rebelaram contra Deus. Sem a permissão do Criador, eles nem saem do lugar. E assim, as almas perdidas, JAMAIS se poderão comunicar com os homens. E isso vale então, também para os terreiros de macumba e centros espíritas. O que se manifesta ali, pelos tais médiuns, são somente os demônios delas. E Deus permite isso, porque deu aos homens a liberdade, até para escolherem ao diabo como mestre e senhor. Mas até estes estão vedados de se manifestarem aos homens livremente. Está claro então, que com os mortos é impossível a comunicação, embora Deus possa usar Seus anjos para servirem de intermediários, quando isso resultar em grande bem para as almas benditas e vivos. E hoje, até a isso Deus se obriga a permitir, para tentar amorosamente salvar a todos.

Então, isso quer dizer que as almas benditas, as que ainda estão no purgatório, não são mortas, e sim vivas! Elas existem para Deus e são amadas por Ele, que as quer para sempre junto de Si. Elas fazem parte da Igreja Católica, sim! E se fazem parte da nossa Igreja, também participam do Corpo Místico de Cristo! Acaso o Corpo Santíssimo de Cristo tem partes mortas e podres? Impossível, pois não seria Deus! E se pertencem ainda à Igreja viva, então Deus pode muito bem mostrar a esta mesma Igreja, realidades sobre as almas. E se poderia até dizer que estas realidades são de ordem natural e normal, e não sobrenatural. Quem pode proibir a Deus de fazer uma coisa assim? Ou acham isso impossível para Ele? Quem acha isso impossível, faz idéia de um deus miserável e sem poder. Como se poderá rezar: Deus Todo Poderoso, se lhe nego o poder para uma coisa tão simples? E assim, todas as almas que estão a caminho do Pai, estas continuam fazendo parte da família de Deus. Estão, pois, VIVAS e são estas que se manifestam por permissão divina. Elas nem precisam de anjos como intermediários.

Ora, também entre a terra e o Céu existe um grande abismo. Entretanto, Deus na sua bondade permitiu que cada um de nós, pudesse construir uma ponte sobe ele, e é tal que, somente os que a têm pronta quando vierem a morrer, podem ir ao Céu diretamente. Os que não a construíram, dependem de outros que os ajudem – são as almas do purgatório. Já os que a destruíram em vida, por sua livre vontade, são os que se perdem para sempre. São estes os mortos! E assim, como a Igreja esqueceu das almas padecentes, é preciso que Deus mostre estas realidades aos homens, é preciso que Ele nos lembre novamente, aquilo que sempre foi doutrina da Igreja, para que nos imbuamos do desejo de libertar aquelas almas, eis onde entra o Salvai Almas. Eis onde entra cada um dos que participa deste trabalho, seja rezando, seja divulgando os livros, seja divulgando o site.

E por qual motivo Deus se obriga a fazer estas coisas acontecerem, e hoje com tanta freqüência? Ele hoje se obriga a agir, assim – mostrando insistentemente estas realidades sobre as almas sofredoras – exatamente porque aquela igreja morta de que falamos, não está mais cumprindo seu papel único de salvação eterna. Ela está preocupada – até isso com uma falsidade descarada – apenas com o bem estar material dos homens, terra, casa, comida e trabalho, quando todas estas coisas são apenas aquele acessório, aquele pequeníssimo "acréscimo" que será dado a todos os que "amam a Deus sobre todas as coisas". Agir desta forma, jamais será "amar ao próximo como a si mesmos", até porque a grande prova de amor que alguém poderá dar ao outro é salvar-lhe a alma, ou seja: dar-lhe a vida! Tira-lo do buraco negro deste mundo insano, podre e mau, e devolve-lo aos braços de Deus. E aqui chegamos a outro ponto que eu gostaria de comentar:

Salvar almas! Dizem por aí, que nós homens não salvamos almas, que somente Jesus salva! E isso também é frase de efeito, mas tem igualmente duplo sentido! Porque isso é dito? Por dois motivos: Primeiro para que as pessoas se sintam desobrigadas de rezar pelas almas, uma vez que Jesus já fez tudo. E depois, para que se esqueçam de rezar para si mesmas, sob a falsa idéia de que já são remidas, o que é deslavada mentira. Isso coisa de crentes, protestantes e outros, jamais de católicos que conhecem sua doutrina.

Ó como se enganam todos estes! Ora, isso não deve ser entendido no sentido rígido e absoluto, mas sim no sentido real e prático. De fato, Deus não precisa de nós para coisa alguma. Melhor, Deus nem precisaria ter nos criado! Ele não precisaria ter criado o homem, ainda mais "à Sua Imagem e semelhança", e, aliás já se arrependeu disto. Poderia ter criado seres melhores, menos rebeldes, para Seu deleite pessoal! Mas como nos ama acima de todas as criaturas, nos deu Jesus, Seu filho! Que veio apenas para nos libertar do pecado e da morte eterna, dando com isso condições para nos salvarmos. Mas isso, apenas para os que assim querem! Deus não força ninguém a nada, mas permite que nós mesmos, lutemos uns pelos outros. E se Deus permite que salvemos uns aos outros, como negar isto?

A verdade é que, em síntese, Jesus apenas abriu a porta dos Céus que estavam lacradas pelo pecado de Adão e Eva – pelo nosso também – e nos indicou os caminhos de salvação pelo Evangelho. Mas Ele nos deixou livres para agir e "completar na nossa carne o resto que falta para que a redenção se complete" com diz São Paulo. O resto, cabe a nós, por decisão, como apelo de nossa grande liberdade. E é neste momento que entramos no processo, quando Deus permite que nos ajudemos uns aos outros a chegar ao Céu. De fato, como poderíamos falar em Maria como "Co-redentora" e como "Medianeira", se ela – sendo apenas criatura como nós também, embora especial – não salva almas? Se pelas mãos dela, se pelas graças que ela dispõe, não fossem libertos os cativos das prisões da alma, não fossem quebrados os grilhões que prendem as almas a satanás?

Então, Maria, de certa forma influi no processo da salvação, e portanto salva almas também! Quantos milhões de almas se salvaram, por causa da intervenção direta de Maria, sem o que se perderiam? Então como dizer que ela não salva? Da mesma forma, também nós, simples mortais comuns. Se pelas nossas orações e nossos sacrifícios, se pela nossa caridade e especialmente pelo nosso amor, nós podemos influir positivamente no processo da salvação – óbvio que negativamente também – então Deus nos deu a graça de também salvar. Que outro verbo se poderá usar neste caso? Livrar? Na verdade, o processo da redenção somente terminará quando acabar o Velho Reino. Ora, se uma alma fosse se perder, caso nós não rezássemos por ela, então se confirmaria de pleno a tese de que somente Jesus salva, porque os homens são livres para se perder também.

É então porque Deus quer precisar de nós, para salvar sim, aos outros. Quer nos dar este carinho, quer nos ajudar a crescer em graça e santidade, e é por isso que Ele nos permite participar diretamente do processo de salvação. E assim, Salvar Almas é a nossa missão maior! Nada que fizermos nesta vida é mais importante e glorioso. É somente isso que nos dará um Céu, não somente um Céu qualquer, mas um Céu especial, na medida exata de nosso amor as almas e a Deus. Na medida em que, amorosamente participamos deste processo. Ou seja, se não pudéssemos ajudar uns aos outros e cada um se salvasse sozinho, ou apenas pela ajuda de Deus, o Céu seria exatamente igual para todos, sem distinção de mérito, salvo raríssimas exceções! Que graça haveria então? Aí, quem sabe, estaria explicada a igreja dos mortos!

Na verdade, até mesmo a grande Igreja está salvando poucas almas. Porque aqueles que fazem a Igreja, não amam com verdadeiro AMOR cristão a esta parte sofredora do Corpo Místico de Cristo. E mais, porque as pessoas, quando rezam, quando assistem a Missas, não pedem as coisas pelas almas, ou por intercessão delas. Não somente por intermédio delas, mas com verdadeiro amor, e pedindo com o desejo ardente de salva-las. Pedir com AMOR! Ora, que pedem as pessoas nas intenções de orações e Missas? Pedem bem estar financeiro, pedem saúde para si e os seus, pedem emprego e bom salário, pedem dinheiro, pedem para ganhar na mega sena sozinhos, pedem boas notas para filhos, pedem para passar em concursos públicos e em vestibulares... Tudo coisa do mundo!

Vejam, Deus é o autor e dono de todas estas coisas, mas isso Ele deixou ao príncipe deste mundo para que as administre. Seria, então, mais fácil conseguir do maligno. Seria o caminho mais lógico. Não é que não possamos pedir, também, estas coisas. Mas isso é tudo um acréscimo miserável, diante do assombroso processo da redenção, este que não passa, este que jamais morrerá por toda a eternidade. Porque, empregos, salários, dinheiro, cursos, formaturas, especializações, tudo isso passará, porque no Céu e pelo eterno, ninguém conhecerá as pessoas pelo que foram ou pelo que fizeram para este mundo finito, mas sim pelo fizeram pelo eterno. E salvar as almas tem sentido eterno! Aliás, é a única coisa que vale a pena neste mundo! Um dia todos entenderão isto!

Porque, com certeza, as almas que foram salvas pelas nossas orações, nos serão eternamente gratas pelo que fizemos por elas, quer seja tirando-as, ou das garras de satanás quando vivas, ou do purgatório antes de cumprido seu tempo real. Isso é possível e é por isso que as almas, especialmente hoje em dia, têm conseguido de Deus a licença para se manifestarem (Joel 3) aos homens – únicos que aqui na terra, com as suas orações as podem tirar de lá, antes do tempo a que foram condenadas – porque desejam ardentemente chegar a Deus para o abraço eterno. Este desejo as queima por dentro – ver a Deus para sempre – tal que elas não medem esforços para conseguirem as orações, e as graças que salvam. Isso acontece com as almas, e acontece também quanto aos homens. Vejamos:

Jesus e Maria têm dito que os homens não conseguem as graças, porque pedem mal. E é verdade! O grande sentido do pedir alguma coisa para Deus, não é mencionar o que se quer, mas abrir o coração para receber aquilo que Deus nos quer dar. Nisso que se constitui a grande sabedoria, dom do Altíssimo. É ficar feliz com aquilo que se recebe, é entender humildemente como graça, tudo aquilo que se tem – desde comida, água, ar para respirar, calor que aquece o corpo, saúde – não só isso, e mais que isto, achar-se indigno da graça. Achar-se sempre não merecedor. Mas se eu pedir humilde e confiante pelas almas, através delas tenho tripla chance de sucesso, porque elas são desprendidas de si mesmas, enquanto os homens vivem ao redor do próprio umbigo. Os homens são em geral egoístas. E é a este pedido egoísta que Deus não atende, de forma alguma!

Muitos santos da nossa Igreja, revelaram que conseguiram as maiores graças, não pedindo através de santos, mesmo os mais poderosos, mas sim através das almas. É que os santos, em tese não precisam de mais nada, pois gozam da plenitude em Deus. Mas ajudam, se têm graças – eles as recebem pelas orações que por eles fizemos daqui, não sabendo que já estão na glória – porque isso agrada a Deus. As almas benditas, porém, elas são completamente desprendidas de si, porque sua salvação, a sua remissão, não depende delas e sim dos vivos. Sim, porque foi aqui, na terra, que deixaram de fazer sua parte, então é da terra e dos vivos que devem receber as graças que salvam. Claro que o próprio Deus as pode libertar livremente, no momento em que quiser, mesmo antes de elas terem cumprido seu tempo de purificação. Mas este não é o processo normal!

Por isso, no purgatório, sua oração e suas dores são constantes, e se oferecidas pelos vivos, retornam para elas em graças que salvam – isso acontece por via indireta – graças estas, que elas apanham como crianças atrás de guloseimas. É então, da maior valia, pedir as graças a Deus, através das almas, rezando e sacrificando-se por elas. Deus ama que se faça assim, e sensibiliza-se mais facilmente concedendo a graça pedida. E quanto maior amor você colocar nesta oração, neste pedido que salva, maior será o mérito e maior a graça. Tanto a delas, quanto a nossa! Justo porque você não pede, egoisticamente como a maioria faz, para si somente, e sim para os outros. Na verdade, não existe maior caridade que esta! No sentido maior, é este o verdadeiro cumprir o Evangelho, dando a vida pelo seu irmão. Vida da graça. Vida eterna! Vida em Deus! Só esta vale a pena!

Na verdade, basta o amor. Basta as pessoas amarem de verdade as almas, para que as manifestações delas aconteçam, através de mil maneiras. Deus tem Seus caminhos, os mais inusitados, às vezes! Recentemente faleceu uma artista da TV, que criava gatos e que morreu de uma doença causada por estes animais. Quando sabemos de uma coisa assim, logo procuramos rezar por elas, porque – já falamos isto – quem se preocupa em vida com gatos e não com almas, quando não se perde eternamente, precisará de muitas orações para sair do purgatório. Você acha que algum fã irá se preocupar com a salvação eterna de seu astro? Então, ele precisará fatalmente de alguém que se preocupe com a sua alma, senão poderá ficar até por séculos condenado a um purgatório horrendo, como o caso daquela outra mulher que viveu a vida no meio dos gorilas.

Pois aconteceu que, ontem à noite, quando estávamos rezando em nossa capelinha, minha esposa pediu que eu anotasse num papelzinho, o nome daquela atriz, que está fadada a permanecer no purgatório até o dia 17 de julho de 2005, para começar a rezar por ela. Na verdade, pela vida que viveu, esta escapou com pena leve, porque – tirando os gatos que atraem maldição – era uma pessoa simples e boa. Pelo menos imagino que era! A Dulce não lembrava sequer do rosto desta mulher, porque não vê novelas nem TV.

Pois hoje ao meio dia, quando ela se servia de comida, de repente viu bem claro o rosto desta mulher ali dentro do prato – aí lembrou dela – e ouviu quando ela dizia assim: Ui, Ui, reza por mim! Eu preciso muito de orações! Estes pelos de gato me queimam o tempo inteiro! Vocês dividam? Eu não! Temos milhares de exemplos assim! Acham que existe no Brasil outra pessoa rezando por esta pobre mulher? Nem seus familiares! Então o bom Deus permite que ela se manifeste de alguma forma, e venha pedir orações. E para quem ela virá pedir? Virá pedir somente para aqueles que as amam, para os outros não adiantaria. Procurará aos que se preocupam com elas! Viu no que dá preocupar-se com gatos, com gorilas, com micos, com cobras, com a natureza e não com as almas? E não com seres humanos? Viu no que dá abraçar cães e gatos e não crianças? Isso é coisa de gente morta, preocupação de mortos! Ecologismo é coisa de mortos! Buscar almas, coisa de vivos! Viram como a situação é inversa?

Mas vejam, não é a boa Igreja de João Paulo II, e dos bons bispos e bons padres, a que deixa de se preocupar com a salvação das almas, para dar aulas de ecologia e civilismo, e sim a falsa igreja da terra, das cartilhas do campo e das bandeiras vermelhas. Esta não é a Igreja da Cruz que salva, mas dos estandartes vermelhos da foice e do martelo que matam. O mundo já viu, com seus quase 100 milhões de assassinatos, no que deu seguir a estas bandeiras e a estes símbolos comunistas. Apenas aqui, no Brasil, alguns parecem não ter aprendido a lição. E estes, quando morrem, terão que pastar muito se quiserem chegar ao Reino do Céu, quando não ficam aqui na terra mesmo, com o príncipe deste mundo.

Enfim, porque até a boa Igreja não mais reage, aquela parte má chega a negar o purgatório e o inferno E porque não mais reza pela Igreja Padecente, é preciso que Deus, na sua infinita bondade e misericórdia, suscite profetas e apóstolos das almas benditas, que vivem hoje um quase desespero, pela proximidade deste Novo Reino. Elas sabem que, quando este Reino chegar, o purgatório será fechado, e as que estiverem ainda lá dentro, ficarão ali até o FIM DO MUNDO, quando Deus lhes dará um destino final. E quem quer isto? Mesmo que elas de fato mereçam este castigo – é a Justiça divina que assim exige – mas podemos e devemos ter piedade destas almas

Em síntese, quem não AMA as almas de paixão – como se diz – não retira uma alma sequer do purgatório. E se não fizer isso, se não tiver uma só alma para apresentar diante de Deus, será uma alma morta, com dificuldade enorme de se salvar. Vamos então à luta! E nesta manhã, ao abrir a internet, lá estava um e-mail com nota de falecimento, penso que o primeiro que recebi. Tratava-se da morte de pessoa influente, de poder e prestígio, daqueles de quem a agente deve ter medo de falar alto. Então peguei um papelzinho, anotei o nome dele para o Livro da Luz. E lembrei: O Brasil inteiro divulgando sua morte, preocupando-se com a exterioridade do funeral, a roupa que vão vestir no velório, os convites para a "missa" de sétimo dia... Mas, ninguém está preocupado com a alma dele. Este gesto de anotar seu nome e rezar, vale mais que o resto. O resto não vale nada!

Vamos, então, SALVAR ALMAS, esta a nossa missão maior. Sim, e não importa o que os teólogos digam. Tudo o que dizem, não passam de palavras, meras palavras que o vento leva e nada contam. A realidade é o sofrimento das almas, e a realidade é a sua libertação. A realidade é a pátria celeste, não a terrena. E está apenas em nossas mãos a libertação imediata das almas. Coragem, fé! E AMOR! As almas agradecem!

Arnaldo

Fonte: Recados do Aarão