
"VAI E
ANUNCIA AO MUNDO INTEIRO E DIZ-LHE SEM MEDO QUE TRABALHEM PELA
UNIDADE"(1)
Foi em Novembro de 1982,
quando Myrna rezava junto de um familiar doente, que as suas mãos se
cobriram de óleo. Alguns dias mais tarde, também
uma estampa reproduzindo o ícone de Nossa Senhora de Kazan começou a
exsudar o mesmo óleo.
Para esta jovem recém
casada de 18 anos, humilde, de educação cristã, residente em
Soufanieh, (um antigo bairro da cidade de Damasco – Síria) era
demasiado surpreendente e inexplicável o que lhe estava a acontecer.
Assim, juntamente com os
pais (pai católico, mãe ortodoxa) e o marido Nicolas, ortodoxo e
bastante mais velho do que ela, decidiu guardar segredo do que
dificilmente conseguiria explicar.
Porém, desceu até ela uma
Voz Feminina que lhe disse: "Não temas. Eu estou contigo. Abri as
portas e deixai que todos vejam". A partir desse instante as portas
de sua casa mantiveram-se abertas e foram muitas as pessoas que começaram
a orar junto do ícone.
Cinco espécies de fenômenos
se observaram, desde então em Soufanieh: - exsudações de óleo a
partir de reproduções do ícone (contam-se mais de mil reproduções)
e do corpo de Myrna (nas mãos e no rosto, em diversas ocasiões,
sobretudo no período das festas cristãs mais significativas) - aparições
da Virgem, êxtases, estigmas e mensagens.
Após terem sido realizadas
análises em laboratórios de vários países, os resultados são unânimes
e irrefutáveis: trata-se de azeite 100% puro que, em circunstância
alguma, poderia ser produzido pelo corpo humano ou pelo papel.
As aparições da Virgem
foram em número de cinco, nos primeiros quatro meses, sempre no terraço
da casa. A partir de 28 de Novembro de 1983, Myrna teve trinta e três
êxtases, tendo-lhe aparecido Jesus e a Virgem.
Recebeu os estigmas pela
primeira vez, no dia 25 de Novem-bro de 1983, uma sexta-feira e ainda
mais três vezes nos anos de 1984, 1987 e 1990, coincidindo sempre com a
simultaneidade da Semana Santa das Igrejas Católica e Ortodoxa.
A mensagem de Soufanieh
releva a necessidade da Unidade da Igreja e a importância da família
(será pertinente relembrar que estas manifestações se revelam no seio
de uma família cristã "mista").
O fenômeno é, desde o início,
acompanhado pelos padres católicos Elias Zahlaoui e José Malouli (Lazarista),
este último conhecido pelo seu cepticismo em relação a manifestações
deste tipo.
O próprio Núncio local
encara os acontecimentos de forma muito positiva e, sempre que Myrna se
desloca em missão, fá-lo com o seu conhecimento, fazendo-se acompanhar
do padre Elias Zahlaoui ou do padre Paul Fadel.
Em Dezembro de 1982, a
Igreja Ortodoxa (grega) considerou o ícone miraculoso e, no Congresso
Teológico de Munster, em 1991, foi realizado um estudo das mensagens
tendo-se concluído que estas se revelavam consonantes com os
ensinamentos da Igreja e dos Santos Evangelhos, adaptadas ao nosso tempo
e circunstâncias.
"Não escolhas o
caminho porque Eu já to tracei" diz Cristo a 10 de Outubro de
1988.
O caminho trilhado por
Myrna, desde então, é aquele que é traçado pela Mão do Pai e, é
Esse caminho que a traz até nós, numa atitude simultânea de
caminhante e de mensageira da Unidade, do Amor e da Fé, instrumento de
Cristo Vivo entre os Seus filhos e que permanecerá em nós para sempre.
"MEUS
FILHOS, VÓS ENSINAREIS ÀS GERAÇÕES AS PALAVRAS DE UNIDADE, DE AMOR E
DE FÉ. EU ESTOU CONVOSCO".(2)
(1) Mensagem de
Cristo em 26 de Novembro de 1987.
(2) Mensagem de Cristo em 14 de Abril de 1990.
Segunda aparição
- Primeira mensagem.
Sábado 18 de Dezembro de 1982 – 23h37 - Virgem Maria
"Meus filhos,
Lembrai-vos de Deus: Deus está conosco.
Conheceis tudo e não conheceis nada.
O vosso conhecimento é imperfeito.
Mas virá o dia em que conhecereis todas as coisas como Deus
Me conhece.
Fazei o bem a quem faz o mal. E não prejudiqueis ninguém.
Dei-vos mais óleo do que pedistes,
e vou dar-vos algo bem mais forte que o óleo.
Arrependei-vos e acreditai, e lembrai-vos de Mim na vossa
alegria.
Anunciai o Meu Filho, o Emanuel.
Quem O anuncia está salvo, e quem não O anuncia , é vã a
sua fé.
Amai-vos uns aos outros.
Não peço dinheiro para as igrejas nem para distribuir pelos
pobres.
Peço o Amor.
Os que dão dinheiro aos pobres e às igrejas, sem ter amor,
nada são.
Visitarei mais os lares(3),
porque os que vão à igreja, nem sempre vão para rezar.
Não peço que Me construam uma igreja, peço um lugar de oração(4).
Dai.
Não deixeis de ajudar nenhum dos que vos pedem auxílio". |
(3) Quando numerosas imagens
do ícone de Soufanieh começaram a deitar óleo, tanto em lares cristãos
como muçulmanos de Damasco e depois um pouco por todo o mundo,
tornou-se bem evidente que a Virgem começava a visitar as nossas
casas de forma tangível.
(4) Mais tarde, durante um êxtase, a Mãe recomendou que, à entrada
exterior da casa, se colocasse um ícone. Junto do ícone há uma
pequena lâmpada acesa dia e noite. Freqüentemente, as pessoas que
passam em frente à casa, param para rezar, e, por vezes, sobretudo à
noite quando a porta está fechada, chegam mesmo a ajoelhar no
passeio. A residência dos Nazzour é conhecida por "A casa da
Virgem".
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