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Terceira Guerra Mundial - Revista Super Interessante |
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OBS-fimdostempos.net: É necessário se fazer uma observação antes de expormos a matéria na íntegra da Revista Super Interessante ( edição 230 - setembro 2006), avisando desde já que o texto a seguir não reflete a opinião do site fimdostempos.net, apesar de a revista ter acertado em muitos dos pontos expostos no artigo! Na parte onde a revista expõe Bush como cristão, o site fimdostempos.net se opõe tendo em vista que George W. Bush é MAÇON, e a maçonaria é totalmente contrária a fé cristã, sendo um culto e devoção ao demônio e a serviço da Nova Ordem Mundial que visa a implantação de uma Religião e Governos Únicos no Mundo inteiro. Quanto a Bush, e a maçonaria clique aqui e saiba mais! George W. Bush foi eleito de forma fraudulenta! Quanto a Nova Ordem Mundial e a Maçonaria ser demoníaca clique aqui para ler matérias - clique aqui para ler mensagens sobre a Maçonaria e a Maçonaria Eclesiástica passadas por Nossa Senhora à Padre Gobbi e sobre as Bestas do Apocalipse. Sobre o 11 de setembro de 2001, foi uma grande Farsa Maçônica para se criar um clima anti-terror no mundo e para os EUA criarem argumentos para atacarem o Iraque, Afeganistão, Irã e outros países do chamado "eixo do mal" em busca de petróleo e outras conveniências e também visando a Nova Ordem Mundial, onde a 3º Guerra Mundial é a grande meta, assim como a maçonaria engenhou as 2 primeiras guerras mundiais! Al-Qaeda é uma farsa, Bin Laden foi treinado pela CIA, e a família Laden teve contatos com a família Bush em negócios, tudo fachada rumo a Nova Ordem Mundial, nos links expostos assima se tem mais sobre isso. Sobre a Farsa do 11 de Setembro de 2001 clique aqui. Em alguns canais de TV, e debates, muitos foram cortados de explicar a Farsa do 11 de Setembro. O meio midiático secular, como Rede Globo no Fantático do dia 10 de setembro de 2006, tentaram desmentir que o 11 de Setembro de 2001 foi uma farsa! Na rede Record, em um programa da parte da manhã, até um repórter disse que o 11 de Setembro está mal contado, pois vários prédios ao redor do WTC vieram ao chão também e nada tinha os atingido ( na verdade foram implodidos ). No SBT cortaram o repórter que começava a falar sobre a Farsa do 11 de Setembro. A mídia secular fica remoendo isso, e será assim todo ano, a data comemorativa do 11 de Setembro, e era exatamente isso que o plano da Maçonaria queria. Marcar bem essa data, e muitos atentados, como do metrô em Londres e Madri, os supostos terroristas que iriam seqüestrar aviões na Inglaterra, tudo FARSA ! Tudo isso para criar o caos, se criar um clima de controle, câmeras , falta de privacidade, futura marca da besta (microchip) rumo a Nova Ordem Mundial, desculpas, fraudes, farsas e mentiras! Blocos irão ser formar, segundo as mensagens passadas à Padre Gobbi: 1ª Besta do Apocalipse = Maçonaria ( age por trás dos panos, por autos graus maçônicos pelo mundo, rumo a Nova Ordem Mundial ) 2ª Besta do Apocalipse = Maçonaria Eclesiástica ( age por trás dos panos, no clero da Igreja Católica, nos mais autos postos da Igreja, com muitos cardeais maçons, inclusive o Anti-Papa, ou futuros Anti-Papas irão ser Maçons. Em Fátima Nossa Senhora disse que Satánas iria penetrar na Igreja, e nas mensagens passadas ao Padre Gobbi , Nossa Senhora diz que é a Maçonaria Eclesiástica, o que Ela dizia em Fátima ). O Anti-Papa irá abrir o caminho para a manifestação do Anticristo! Dragão Vermelho do Apocalipse = Comunismo Ateu Marxista ( Age abertamente, países comunistas em geral ) Podemos nos direcionar para um futuro assim:
Maçonaria - com os Eua e seus paises aliados, e o Ocidente X Dragão Vermelho - com paises comunistas em Geral , como Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, podemos incluir Rússia, China, e ainda tendo como aliados os povos mulçumanos como Irã, Iraque, Síria, Líbano e etc X Israel - que segundo a Bíblia irá ter o apoio de Deus por trás, como prova , vemos que Israel venceu todas as Guerras no passado, inclusive a famosa Guerra dos 6 dias , para saber mais leia o artigo a seguir > Israel meu eleito. Israel em breve irá se voltar contra os Eua, em uma profecia passada ao Profeta Cláudio Heckert é dito que um Avião espião norte-americano irá cair em Israel e culminará com a explosão da 3ª Guerra Mundial. Pelas noticiários diários nos jornais, principalmente os impressos e on line, vemos que estes blocos já estão se formando, inclusive com um possível RACHA na ONU, pois Rússia e China não estão querendo por sanções ao programa nuclear do Irã. Hugo Chavez, já se "amasiou" com quase todos os países mulçumanos, inclusive dando apoio ao programa nuclear iraniano, Chavez também já se "amasiou" com Rússia e China e por ai vai, o cenário está praticamente montado, só falta Israel se voltar contra os Eua. Uma Guerra dos Eua contra o Irã é só questão de tempo, se Bush pede que a ONU faça algo contra o Irã e ainda diz que é necessário até usar a força contra o Irã, assim como foi feito contra o Iraque, onde os Eua passou por cima da ONU, um ataque ao Irã é só questão de tempo, e não tem ONU, ou qualquer reenvidicação do mundo, pois os Eua e seu governante Bush quer a Guerra, e Bush já disse isso explicitamente! E fica também uma pergunta no ar, porque a revista Super Interessante colocou a capa totalmente NEGRA mal dando para enxergar o que estava escrito ( Terceira Guerra Mundial )? Será que é para não chamar a atenção?
A SEGUIR A MATÉRIA DA REVISTA SUPER INTERESSANTE NA ÍNTEGRA
Super
Interessante,
edição 230 – setembro 2006. Capa:
Terceira Guerra Mundial Terroristas
mais poderosos que nações. Armas
nucleares em mãos perigosas. O planeta dividido. Vivemos
o momento de maior tensão em décadas. Será que o mundo vai entrar em guerra? Ou já entrou?? O
mundo chega a seu momento mais tenso desde o auge da Guerra Fria. Leia
enquanto é tempo. E, de quebra, veja se dá para acabarmos de vez com os
conflitos internacionais. Páginas 50 e 51 E
se o 11 de setembro não tivesse ocorrido? Por
Sergio Gwercman A
primeira duvida é quem seria o presidente dos EUA hoje. Antes do 11/9,
George W. Bush era um governante apagado, rejeitado por quase 40% do
eleitorado. Depois dos atentados, foi promovido a estadista com aprovação
de até 90%. Não é a toa, que, para muitos ativistas, Bush jamais se
reelegeria sem ter a bandeira da luta contra o terror. E, nesse caso, o
atual presidente tampouco seria John Kerry, derrotado por Bush em 2004 –
veterano do Vietnã, ele só foi para a disputa porque o clima bélico do
país exigia candidatos com experiência militar. Se
os EUA não estivessem em guerra, os democratas teriam outro candidato. E
Al Gore seria o favorito. Afinal de contas, ele havia recebido mais votos
que Bush nas eleições de 2000 e só não levara a Presidência por causa
do complicado sistema eleitoral americano. Como
seria a gestão Gore? Ambientalista das antigas, seu governo poderia ser
marcado pela entrada dos EUA no Protocolo de Kyoto. Seria uma mudança
significativa para o planeta – os americanos emitem 25% dos gases que
provocam o efeito estufa. “Gore provocaria um efeito Mas
è bobeira acreditar que Bush entregaria a Presidência de bandeja. Sem o
terrorismo, ele buscaria outras questões capazes de mobilizar a opinião
pública. Em especial, os eleitores do interior, conservadores e
religiosos, que sempre o apoiaram. “A Presidência focaria toda a atenção
em eleitores femininos por ações firmes contra o aborto, a pesquisa com
células-tronco e os direitos gays”, escreveu o analista
político Frank Rich na edição da revista New York dedicada
a discutir como seria o mundo hoje sem os atentados de 2001. Se você se
assustou com a onda conservadora que varreu a América sob Bush, pense que
sem 11/9 talvez ela fosse mais forte ainda. Pior: com um presidente eleito
especialmente para cuidar que as coisas ficassem assim. As
torres estão Deus
na escola – George Bush torce o nariz para quem diz que o homem evoluiu
do macaco. Opinião, aliás, compartilhada por 55% dos americanos. Como
65% do eleitorado, o presidente gostaria de ver as escolas da América
ensinando o “design inteligente”, nome chique para a velha teoria bíblica
de que foi Deus quem criou o homem. Com tamanha capacidade de mobilizar o
publico, é bem possível que o ensino do criacionismo perfilasse como
carro-chefe de um governo “cristão”. Inimigo
público – Que fundamentalismo islâmico que nada. Antes dos ataques,
dizem analistas, eram os chineses que se encaminhavam para vestir a
fantasia de inimigo número 1 da América. “A administração Bush tinha
a crença de que China e EUA estavam destinados a uma guerra fria”,
escreveu Thomas Friedman, colunista do New York Times. Poucos no
governo acreditavam que os dois paises seriam capazes de dividir a
hegemonia mundial em harmonia. Direito
do feto – Bush patrocina campanhas pró abstinência sexual, apoiou
restrições aos métodos abortivos e foi simpático ao estado de Dakota
do Sul, que tenta proibir o aborto inclusive em casos de estupro. Mas a
legislação no EUA continua liberal – com maior ou menor dificuldade,
toda americana consegue interromper uma gravidez. Lutar por uma nova lei,
propondo uma emenda à Constituição, por exemplo, seria essencial para
um Bush comprometido com os religiosos. Instinto
selvagem – Muitos acreditam que Bush inventaria uma guerra. “Se não
contra o Iraque, contra o Irã; se não o Irã, o Hezbollah. Enquanto ele
estiver no poder, existirão guerras”, diz o professor Riordan Roett, da
Universidade Johns Hopkins. Mas não há duvida que sem os atentados,
seria muito, mas muito difícil fazer a opinião publica apoiar uma
guerra. E, sem o conflito, teria sido poupada a vida de cerca de 42 mil
civis iraquianos – algo como 14 WTCs. Choque previsto – Se o 11/9 não acontecesse em 11/9, ele viria em outra data – e hoje se chamaria 26/8 ou 16/12. O confronto entre fundamentalismo e Ocidente parecia inevitável. “O Afeganistão continuaria dominado pelo Talibã e a Al Qaeda estaria tranqüilamente abrigada lá. Clérigos continuariam a fomentar o ódio pelo Ocidente. Milionários sauditas continuariam financiando militantes. E continuariam existindo jihadistas planejando um ataque contra os EUA. A história seria atrasada, mas não negada”, afirmou Fareed Zakaria, editor da revista Newsweek.
A guerra já começou Conflitos
pipocam nos 4 cantos do mundo, árabes e ocidentais passam por sua maior
crise em 50 anos, o terrorismo cresce como nunca. Bem-vindo à 3.ª Guerra
Mundial. Aqui
está a receita: para acabar com as guerras, só mesmo com a própria
guerra. Nada como uma boa dose dessa experiência traumática para o mundo
aprender que a paz, afinal, é o melhor negócio. Bom, pelo menos era o
que alguns dos nossos antepassados achavam quando estourou a 1.ª Guerra
Mundial. Veio o conflito mais sangrento da história até então e, apenas
20 anos depois, estourava outra guerra ainda mais arrasadora. O “remédio”
se mostrou inócuo. É
assim desde o início dos tempos: basta as coisas se acalmarem um pouco
para os países voltarem a resolver seus problemas na pancada. Em julho de
2006, o alerta vermelho voltou a acender. Os conflitos no Líbano
dispararam uma reação em cadeia que ainda pode incendiar vários cantos
do planeta. A popularidade do Ocidente entra em queda livre no mundo árabe,
enquanto a de extremistas atinge níveis inéditos. A milícia
fundamentalista Hezbollah já disputa a preferência do povo com a sunita
Al Qaeda. Massas saíram às ruas do Egito e da Arábia Saudita em apoio
ao Hezbollah, embora os governos de Cairo e Riad também sejam alvo de
suicidas. O governo inglês diz que há mais de 20 células terroristas
prontas para atuar em seu território. O presidente iraniano fala
abertamente Para
completar, a Turquia já não esconde sua intenção de invadir o norte do
Iraque para desmantelar bases de terroristas curdos. Afegãos acusam os
paquistaneses de dar abrigo a membros do Talibã e os confrontos entre os
dois lados são cada vez mais freqüentes. A Índia acusa o Paquistão por
atentados e fala em retaliação – briga de cachorros grandes, com
bombas atômicas no lugar de dentes. Será que o ciclo está fechando de
novo? Estamos nos aproximando de um novo conflito global? Para encontrar a
resposta, precisamos ver que o cenário de hoje é bem diferente daquele
do século 20. Se antes os protagonistas das pelejas eram as superpotências,
os novos atores às vezes nem chegam a ser nações, como a Al Qaeda.
Outros são países capengas, tipo o Congo, que têm pouco controle sobre
seu território e viram solo fértil para o terrorismo e a proliferação
de armas. (leia quadro ao lado (abaixo – Celeiros do
Terror). O
estilo de violência também mudou. A maior parte dos conflitos armados já
não ocorre entre países, mas dentro deles. O front de batalha está
migrando das fronteiras internacionais para dentro das cidades, em
disputas geralmente acirradas por extremismo religioso. O conflito entre
Israel e Hezbollah serve de exemplo, mas talvez seja só a parte mais visível
de um fenômeno mais amplo: o crescimento do fanatismo em lugares onde
antes as disputas eram apenas éticas ou nacionalistas. E hoje o
extremismo alimenta confrontos nas Filipinas, Indonésia, Chechênia, Bósnia,
Sri Lanka, Argélia e China, para citar alguns exemplos. Mais:
nos últimos anos, grupos terroristas passaram a fazer parte de Estados.
No Sudão, tomaram o poder via revolução. Na Palestina, o Hamas venceu
pelas urnas. No Líbano, o Hezbollah arrebatou 10% das cadeiras do
Parlamento em 2005. E seu líder, Hassan Nasrallah, está entre os políticos
mais queridos do país. Se
a moda pega em outros lugares, quer dizer que teremos mais bombas pela
frente? Pode ser, mas o fanatismo não é a única variável da equação.
“As convicções que levam as pessoas à guerra podem ser seculares
(esquerda, direita), nacionalistas (separatismo, expansionismo), culturais
ou religiosas. Talvez o ponto central não seja um extremismo cego, mas o
cálculo de que ‘provavelmente venceremos se escalarmos esse conflito à
violência’”, diz o cientista político Peter Wallesteen, do
Departamento de Pesquisas sobre Paz e Guerra da Universidade de Uppsala,
Suécia. Esse
raciocínio tem dado bons frutos para o Hezbollah, cujo ibope cresce a
cada civil morto no Líbano. Segundo muitos analistas, porém, quem tem
mais se beneficiado com a crise é o Irã. Há 3 anos, ele emergiu como
potência regional no Oriente Médio após a derrubada de Saddam Hussein
no vizinho Iraque. Sua influência aumentou no ano passado, quando a Síria
se retirou do Líbano cedendo a pressões internacionais, e dando espaço
aos iranianos. O ex-agente da CIA Robert Baer deixou isso claro em agosto
de 2006, ao revelar uma conversa que teve com um empresário sírio ligado
ao presidente Bashar Al-Assad. Baer lhe perguntou o que pensava sobre o Líbano.
“Isso não é problema da Síria”, disse o informante. “Vocês nos
tiraram de lá. Entregamos o Líbano para o Irã”. Agora
o governo de Teerã gera temor no Ocidente por seu programa nuclear, que
pode colocar o país no clube das nações com armas atômicas nos próximos
anos. Mas não é de hoje que ele vem mexendo seus peões. Nos anos 80, o
aiatolá Khomeini ajudou a fundar o Hezbollah durante a ocupação
israelense no sul do Líbano, e desde então vem financiando e armando o
grupo via Síria. Em 1993, membros da Guarda Revolucionária Iraniana
estavam bem longe de casa, presenciando na Coréia do Norte o teste do míssil
Nodong, que serviria de base para o Shahab- Assim,
alguns analistas consideram que a própria crise no Líbano não se resume
a um confronto em Hezbollah e Israel, ou entre esse país e o Irã. Ela
iria além: seria uma disputa entre EUA e Irã pelo controle do Oriente Médio
(leia-se petróleo). Nesse contexto, Israel serviria como um braço armado
dos americanos. E o Hezbollah, como um do Irã. “Esse grupo terrorista
é o maior obstáculo aos planos de domínio dos EUA na região”, diz o
jornalista iraniano Emadeddin Baghi. “Se a guerra continuasse, o Irã
começaria a dar apoio ao Hezbollah por meio dos radicais do Iraque. Há
150 mil soldados americanos lá, e eles poderiam virar reféns”. A
crise no Líbano também mostrou o fortalecimento da frente contra a existência
de Israel. O discurso é o mesmo dos líderes árabes nos anos 60, mas a
inspiração é diferente. Em vez do nacionalismo puro e simples, ele vem
mais do que nunca insuflado pela ideologia islamita – que pretende
derrubar governos ocidentalizados e instaurar regimes que sigam uma
interpretação extrema da sharia,a lei islâmica. Mas,
se o extremismo religioso e o apetite bélico movem os radicais de um
lado, eles também alimentam os do outro. O presidente americano sempre
justifica suas ofensivas militares citando o nome do Todo-Poderoso.
Pesquisas recentes mostram que cada 2 em 5 americanos acreditam que Deus
entregou Israel aos judeus. Sem falar que 42% dos filhos do Tio Sam
concordam que a guerra é algo necessário sob certas condições, contra
apenas 11% dos europeus. No
fim das contas, quem mais se beneficia da postura radical dos dois lados são
líderes como o iraquiano Moqtada Al-Sadr, que semanas atrás liderou a
maior manifestação anti-EUA já feita, e no coração da ocupada Bagdá. “Essa
combinação de elementos inflamáveis coloca a maior ameaça à
estabilidade global desde a crise dos mísseis em Cuba, em
Os
4 atos da guerra Você
pode achar a hipótese da 3.ª Guerra um disparate. Mas, quando as outras
duas começaram, ninguém fazia idéia da dimensão que elas ganhariam.
“Pensava-se que a 1.ª Guerra Mundial seria um conflito que duraria 3,
no máximo 6 meses. Quando os primeiros líderes declararam guerra uns aos
outros, não imaginavam que estavam acendendo o pavio do maior conflito
internacional até então”, diz o historiador australiano Geoffrey
Blainey no livro The Causes of War (“As Causas da
Guerra”, inédito em português). O jornalista e escritor americano
Edwin Black, especialista no assunto, aplica esse raciocínio aos nossos
tempos: “Estamos nos aproximando da 3.ª Guerra. Mas, ao contrário das
anteriores, esta não vai começar de repente. Não vai estourar às 6h de
1.º de setembro de 1939, como a 2.ª. Tudo começou há décadas”. Segundo
ele, a primeira semente da pendenga atual foi lançada em 1920, quando as
potências vencedoras da 1.ª Guerra lotearam o Oriente Médio para
satisfazer interesses petroleiros. Até então, as tribos árabes locais
viviam sob domínio dos turcos otomanos. Um personagem famoso da época
foi Lawrence da Arábia, enviado pelos ingleses para ensinar guerrilha aos
clãs árabes na luta contra os turcos. Com a vitória, os europeus
criaram ali Estados árabes e puseram líderes para endossar as concessões.
A
imposição desagradou ao mundo islâmico. Com a derrocada do poder turco,
a vontade era reconstruir o império árabe de 1000 anos antes, cuja influência
se estendia da península Ibérica à fronteira com a China e que tinha
peitado a Europa ao longo das Cruzadas. Virar uma colônia do Ocidente? De
jeito nenhum. Tanto
que em 1928 o egípcio Hassan Al-Banna fundou o grupo Irmandade Muçulmana,
que acusava os ocidentais de serem a fonte de decadência do Islã. Banna
organizou um exército terrorista e tentou tomar o poder no Egito, mas
acabou enforcado pelo governo. Sua ideologia, no entanto, se propagou pelo
mundo e hoje sobrevive em grupos como Hamas, Al Qaeda e Hezbollah. O
terceiro ato dessa seqüência veio nos anos 40, quando a Inglaterra
estava com uma batata quente nas mãos: conter os crescentes
enfrentamentos entre árabes e judeus na Palestina. Ambos reivindicavam
aquelas terras para a construção de um lar nacional. Em 1947, os
ingleses abriram mão da colônia e passaram a bola para a ONU, que votou
pela partilha da Palestina Quando
veio o cessar-fogo, no ano seguinte, o Estado de Israel controlava um
território 20% maior do que o estabelecido pelas Nações Unidas. O
conflito expulsou milhares de palestinos de suas casas. E eles passaram a
viver em campos de refugiados da ONU na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Líbano
e Síria. Era só a primeira das 6 guerras que os dois travaram. O
colonialismo europeu e a criação de Israel ainda provocam ressentimentos
e são usados por líderes extremistas para promover suas idéias. Em
entrevista à imprensa americana em julho de 2006, o primeiro-ministro
palestino, Ismael Haniyeh, disse que “o importante é resolver as questões
essenciais de 1948 [criação de Israel] antes das secundárias, de
1967 [quando Israel ocupou outros territórios árabes durante um dos
maiores quebra-paus da região, a Guerra dos 6Dias]”. Esse raciocínio
torna mais difícil a política de trocar “territórios por paz”, como
Israel fez com o Egito ao devolver a região do Sinai, ocupada nos anos
60. O
quarto ato desse entrevero global começou em 1979 com a Revolução Islâmica
no Irã, que derrubou o líder pró-americano Reza Pahlevi e instaurou uma
teocracia disposta a exportar seu modelo ao mundo islâmico. Já no ano
seguinte, durante a guerra Irã-Iraque, ela inaugurou o uso de suicidas em
larga escala – repetido depois em lugares como Nova York, Bali, Madri,
Londres e Bagdá (nesse caso, nas lutas entre sunitas e xiitas). O
conflito no Líbano é o mais novo elo dessa corrente. Depois de resistir
ao Exército israelense com uma milícia formada por algumas centenas de
homens, Hassan Nasrallah virou herói. “O líder do Hezbollah ganhou
admiração em todo o mundo árabe e islâmico, inclusive entre
inimigos”, diz o jordaniano de origem palestina Samer Abu-Taha,
traduzindo o clima na região. “Seus combatentes fizeram o que os exércitos
árabes não conseguiram em 50 anos: em 32 dias, os israelenses não avançaram
mais do que poucos quilômetros de fronteira”. O
contra-ataque massivo de Israel contra alvos civis, que deixaram 806
libaneses mortos (contra 157 israelenses), e centenas de milhares de
refugiados, despertou a ira mesmo entre os mais alinhados com o Ocidente.
“Éramos o único povo árabe que realmente acreditava no programa
democrático dos EUA”, afirmou Osama Safa, presidente do Centro Libanês
de Estudos Políticos e tradicional crítico do Hezbollah, à revista britânica
The Economist. “Agora fomos jogados contra um muro a Do
ponto de vista de quem vive em Israel, o contra-ataque era uma questão de
sobrevivência. “Acho que não há ninguém aqui que não tenha
pesadelos com a guerra. Todos querem a paz em suas casas”, diz o
brasileiro Daniel Waisberg, que se mudou para o país recentemente.
“Acho até que o Hezbollah quer a paz, mas só depois que Israel for
apagado do mapa. E, se alguém quer destruir Israel, não vamos esperar
sentados até que algum intelectual pacifista o convença de que a paz é
boa”. Israel,
diga-se, não é o único alvo dessa onda. “Que Deus inflija sobre as
crianças da Jordânia, Egito e Arábia Saudita o que Ele impôs sobre as
crianças do Líbano”, dizia o cartaz de um manifestante “A
Europa e os EUA têm pavor de que uma eventual vitória do Hezbollah se
reflita no mundo inteiro. Eles sabem que podem ser os próximos alvos”,
diz o jornalista israelense Aaron Klein, especialista em assuntos
militares e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Edwin
Black concorda: “Não é nossa política no Oriente Médio que eles
abominam, mas nossa presença. O desfecho desse confronto será apocalíptico,
como diz o próprio presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad”. Diz
e escreve. Em agosto, o iraniano postou uma pesquisa em seu blog, (sim, até
ele tem um blog, o www.ahmadinejad.ir).
Mahmoud perguntava: “A intenção de Israel e dos EUA ao atacar o Líbano
é detonar outra guerra mundial?”. Até o fechamento desta edição o
“não” ganhava com 71% dos 565 mil votos. O
inimigo invisível Se
estamos ou não à beira de um confronto global, o certo é que os embates
deste início de século já deixaram várias lições. A primeira é a
falência da guerra virtual no estilo da de Kosovo, na ex-Iugoslávia,
onde pilotos da Otan despejavam bombas seguindo decisões tomadas por
videoconferência. Na euforia dos anos 90, muita gente chegou a proclamar
o fim das vítimas civis. O presidente americano Bill Clinton falava em
operações cirúrgicas com “morte zero”. Pois
bem-vindos à realidade. Os americanos ensaiaram uma guerra virtual no
Golfo Pérsico, mas agora estão afundando o pé no lamaçal do Iraque. Os
israelenses começaram pelos ares a contra-ofensiva ao Hezbollah, mas
joysticks não serviram para combater a guerrilha. Para isso, é preciso
botas no chão. Quanto
ao programa “morte zero”, não poderia haver fracasso maior. Até
1950, metade dos mortos em guerras eram civis. Nos anos Essa
é a novidade: enquanto a guerra tradicional apontava para um adversário
com território definido e forca concentrada, as ameaças agora são
difusas. E às vezes chegam ao absurdo. Em alguns países da África, por
exemplo, a linha entre militar e guerrilheiro já deixou de existir. “ “A
globalização contribuiu para dissolver as distinções entre guerra e
crime organizado”, diz Mary Kaldor, diretora do Centro de Estudos de
Governança Global da London School of Economics e autora de As Novas
Guerras. Hoje é também cada vez mais freqüente a figura do warlord,
ou “senhor da guerra”, uma alusão a militares como os que instauraram
feudos na China dos anos 20. os warlords modernos entram onde há
vazios de poder e precisam da guerra para se perpetuar, usando crianças
em exércitos financiados por comércio de armas, petróleo e diamantes,
como O
Iraque também é palco de um fenômeno crescente: a privatização da
guerra. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo
(Sipri), a terceirização da violência mais do que dobrou nos últimos
15 anos e movimentou 100 milhões de dólares em 2004. “Há mais de 100
companhias realizando serviços ligados a conflitos armados, como
treinamento e logística em zonas de combate”, diz a pesquisadora
Caroline Holmsqvist, do Sipri. E tudo isso acaba invertendo a ordem das
coisas: as nações ficam mais vulneráveis à ação de grupos
independentes do que o contrário. Tanto
que, para os EUA, o termo “guerra contra o terrorismo”, não é mera
retórica. No livro Contra Todos os Inimigos, Richard Clarke,
ex-chefe do Conselho Nacional de Segurança Americano, chega a traçar um
paralelo entre ela e a Guerra Fria, dizendo que ambas são conflitos
mundiais, com embates regionais, células secretas e ideologias em
disputa. “A
Al Qaeda declarou guerra aos EUA. Podemos classificá-la como um Exército?
Não, mas ela tem membros, liderança, estratégia e objetivos
definidos”, diz o especialista em relações internacionais Francisco
Doratioto, da Universidade Católica de Brasília. O desafio agora é
guerrear com um inimigo invisível, cujos soldados nem esperam voltar
vivos. Segundo
analistas, esse conflito nas sombras será longo e sem vitórias
decisivas. Não haverá lugar longe de batalha nessa virtual 3.ª Guerra.
Para William Wechsler, ex-diretor do Conselho Nacional de Segurança dos
EUA, o melhor jeito de derrotar a Al-Qaeda é bloqueando suas transações
financeiras. “Ela não se abastece só dos 300 milhões de dólares de
Bin Laden. Tem outras grandes fontes de recursos: investimentos legais em
setores como agricultura e construção, cultivo de drogas e doações –
algumas de simpatizantes da causa e outras de pessoas que dão dinheiro a
ongs de caridade sem saber o real destino dos fundos. Cortando essas
fontes, vamos estrangular a hidra”, diz ele num artigo da coletânea Why
did it Happen? (“Por que Isso Aconteceu?”, inédito em português). Polícia
Global Afinal,
será que algum dia poderemos viver sem guerras? Em geral, existem duas
frentes que tentam responder a essa questão: a dos realistas e a dos
idealistas. Os primeiros dizem que a guerra sempre vai existir porque os
países necessitam dela para garantir sua sobrevivência, já que não há
nenhum governo acima deles para cuidar disso. Sem recorrer à força,
ficariam à mercê dos demais. É uma posição pessimista: ela diz que os
conflitos sempre existiram, continuarão existindo e, o que é pior, não
há muito o que possamos fazer. “Poderíamos pensar em acabar com a
guerra, mas teríamos que reinventar a forma de organização da sociedade
humana. É possível viver sem guerra, tanto quanto é possível viver sem
água, desde que você invente uma outra maneira de hidratar os organismos
vivos”, diz o especialista em relações internacionais José Augusto
Guilhon. Já
os idealistas, afirmam que, tudo bem, não conseguimos acabar com as
guerras hoje, mas um dia elas vão terminar de vez graças ao progresso da
sociedade e à cooperação entre os países. Com mais leis e regras em
comum, os interesses nacionais tenderão a convergir e reduzirão os
atritos que causam as guerras. Mas
o excesso de idealismo não tem ajudado. No início do século 20, muitos
achavam que a 1.ª Guerra Mundial tinha sido um mal-entendido, pois ninguém
a queria, e que chegara o momento da paz definitiva. A tarefa ficou a
cargo da Liga das Nações, que, capitaneada pelos EUA, conduziria os países
ao novo mundo remando sobre a liberdade, a economia de mercado e a
democracia. Quando a Alemanha começou a agitar as águas nos anos 30, os
líderes ocidentais pensaram que bastaria fazer algumas concessões aos
nazistas, como a Tchecoslováquia, que eles responderiam de bom grado.
“O desejo de paz era tão grande que, em lugar de conter Hitler, os
europeus buscaram a conciliação. Com isso, ele pôde se fortalecer e
provocar a 2.ª Guerra Mundial”, diz Doradiotto. Em Para
o cientista cognitivo Steven Pinker, da Universidade Harvard, EUA, a lógica
das relações entre os países é igual a dos traficantes de drogas que
disputam pontos-de-venda, já que nenhum dos dois pode recorrer à polícia
para se proteger dos rivais. Nos dois casos, o jeito é se armar até os
dentes e esperar pelo pior. “Em um meio hostil, pessoas e países têm
de apregoar sua disposição para retaliar, e isso significa manter a
reputação de vingar qualquer deslize, por menor que seja”, diz Pinker
no livro Tábula Rasa. Moral da história: “Enquanto não houver
uma autoridade mundial dotada de meios de coerção próprios para
garantir a eficácia da lei internacional, as guerras continuarão”, diz
o coronel Geraldo Cavagnari, do Núcleo de Estudos Estratégicos da
Unicamp. Então, imagine-se que houvesse uma polícia global, com monopólio
sobre o uso da força. Bastaria discar 190 e as nações agressoras seriam
“presas”. Mas, pensando bem, será que ela funcionaria? Certa vez, o físico
Albert Einstein refletiu sobre a possibilidade de criar um órgão para
arbitrar os conflitos entre as nações. Mas reconheceu que, em última
instância, esse tribunal seria uma instituição humana. Uma instituição
tão vulnerável às nossas falhas quanto qualquer outra. E você? O que
acha? (fim
do artigo) Tópicos
laterais: Celeiros
do Terror Até
os anos 80, países debilitados como Somália e Serra Leoa eram sinônimos
de fome e doença. Desde o fim da Guerra Fria, porém, a coisa ficou ainda
mais séria. Muitos deles viraram fontes de terroristas, crime organizado
e genocídios. “O 11 de setembro deixou claro um novo problema. O
Afeganistão era um país tão fraco que podia ser seqüestrado por um
ator não estatal, a Al Qaeda”, diz o cientista político americano
Francis Fukuyama, da Universidade Johns Hopkins, EUA. No jargão político,
eles são chamados de failed states (Estados fracassados) ou failing
states (Estados em vias de fracassar). Em geral, não têm pleno
controle sobre seu território nem o monopólio do uso da força. Pesquisadores
sugerem que o fim da Guerra Fria abriu terreno para uma erupção de
conflitos étnicos, religiosos e sociais em países que antes estavam
engessados pelas superpotências. O resultado foi sua fragmentação, como
aconteceu na Iugoslávia. O fato é que os failed states andam
tirando o sono dos países ricos. A Estratégia de Segurança Nacional dos
Eua conclui que os americanos sofrem menos ameaças dos países fortes que
dos em vias de fracassar. Organizações até criaram índices de Estados
assim. Um deles é o Failed States Index, elaborado pelo instituto Fund
for Peace. O Sudão lidera, seguido por Congo, Costa do Marfim, Iraque e
Zimbábue. O Haiti ocupa o 8.º lugar e é o único latino-americano entre
os 10 primeiros. Guerra
Fria Por
4 décadas, o mundo acabava toda semana. A paranóia começou no final dos
anos 40, quando americanos e soviéticos iniciaram uma disputa econômica,
geopolítica e ideológica: comunismo x capitalismo. Para que ninguém
precisasse baixar a cabeça para o outro lado, era preciso manter o poder
de fogo pau a pau. Resultado: mais de 30 mil bombas nucleares de cada lado
do planeta. Com
tanto poder, eles dividiram o mundo em áreas de influência. Europa
Ocidental e Américas orbitavam ao redor de Washington. Europa Oriental,
Cuba e parte da Ásia batiam continência para Moscou. Os gigantes nunca
entravam em confronto direto. Mas
esse desastre chegou perto uma vez. Foi em 1962, quando os soviéticos
instalaram mísseis nucleares em Cuba, a meros Os
presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev trocaram mensagens tensas, até
que o soviético decidiu tirar os mísseis de lá. Em retribuição,
Kennedy prometeu nunca invadir a ilha comunista. E o mundo, veja só, não
acabou. Parece contraditório, mas isso não aconteceu justamente porque
as duas superpotências se armaram demais. A abundância atômica dos dois
lados fez com que nenhum deles se metesse a besta de dar o primeiro tiro.
O câncer da Guerra Fria acabou extirpado com o fim da União Soviética,
em 1991. Mas o das bombas atômicas, você sabe, não teve cura: o planeta
ainda carrega mais ou menos 12.500 ogivas nucleares em suas entranhas. Páginas
com fundo preto no meio da matéria: WAR
III O
planeta gastou 1,11 trilhão de dólares com despesas militares em 2005.
mais de 80% dessa bolada saiu dos países que estão nesse mapa – só os
EUA são responsáveis por quase metade dos gastos bélicos mundiais. Veja
quem é quem no jogo da guerra. ·
EUA
– gastos militares em 2005: 507 bilhões de dólares. Eles
gastam 45% de todo o dinheiro aplicado em armas, equipamentos e soldados
no mundo. E podem mobilizar tropas em qualquer lugar do globo: há 702
bases americanas em 132 países. O que não falta é estrela no arsenal
deles: são 2506 caças de 1.ª linha, 20 bombardeiros “invisíveis”
B-2, de 2,1 bilhões de dólares cada... Mas o que deixa clara a
supremacia ianque é o poder atômico. Das 128 mil bombas atômicas já
fabricadas desde 1945, 55% foram construídas nos EUA. ·
Otan
– gastos militares em 2005: 271 bilhões de dólares. EUA,
Canadá mais 24 países europeus formam a maior aliança militar da história:
a Organização do Tratado do Atlântico Norte, criada em 1949. O 5.º
artigo do tal tratado que batiza a aliança deixa claro seu propósito:
“Qualquer ataque a um país membro será considerado uma agressão a
todos os outros”. Reino Unido e França (os países nucleares da
Europa), mais Alemanha e Itália respondem por 67% do orçamento militar
da Otan, quando tiramos os EUA da conta, claro. ·
Israel –
gastos militares em 2005: 10 bilhões de dólares. O
país é do tamanho de Sergipe, mas tem tantos veículos de guerra quanto
Inglaterra e Alemanha juntas. O trunfo ali é a tecnologia: seus tanques
Merkava, de fabricação própria, estão entre os melhores do mundo. Sem
falar que desenvolve, com ajuda dos EUA, um sistema de defesa anti-mísseis
à base de raios laser, que deve estrear em 2007. O
material humano também é de elite. Os homens cumprem 3 anos de serviço
militar; as mulheres (também obrigadas a servir) ficam 21 meses. ·
“Eixo do Mal” –
gastos militares em 2005: 16 bilhões de dólares. Irã,
Líbia, Síria e Coréia do Norte são os países mais fortes do grupo que
os EUA chamam de “eixo do mal” – que também inclui os militarmente
irrelevantes Cuba e Iraque. Juntos, os 4 formariam o 2.º maior
contingente do mundo. A Coréia do Norte é a potência ali: tem 1 milhão
de homens, bombas atômicas e, entre os países com Exército grande, é o
que mais compromete seu orçamento com gastos militares: 12% do PIB,
contra 7,7% de Israel, o 2.º colocado, e 4% dos EUA. ·
China –
gastos militares em 2005: 45 bilhões de dólares. Apesar
de ter o maior Exército do mundo em número de homens, o aparato militar
chinês é defasado. A Força Aérea, por exemplo, se sustenta em modelos
de fabricação própria que não passam de clones de aviões jurássicos
da ex-URSS. Mas o governo de Pequim quer mudar essa história logo: nesta
década, o país aumentou seu orçamento militar em 12,5% ao ano – 3%
acima do crescimento anual do seu PIB. Na agenda, consta aumentar o número
de mísseis nucleares. ·
Rússia
– gastos militares em 2005: 30 bilhões de dólares. No
auge da Guerra Fria, Moscou gastava pelo menos 300 bilhões de dólares
(em valores de hoje) para manter o status de superpotência. Com o fim da
URSS, em ·
Índia
– gastos militares em 2005: 22 bilhões de dólares. Tem
duas vezes mais veículos de combate e o mesmo número de bombas nucleares
que o inimigo Paquistão, com quem disputa o território da Caxemira, no
noroeste da Índia. E conta com o 3.º maior contingente do mundo: existe
tanta gente nas Forças Armadas de lá quanto nas da América Latina
inteira (onde o Brasil lidera, com 300 mil homens e orçamento de 10 bilhões
de dólares). Também é o 2.º maior fornecedor de soldados para as forças
de paz da ONU, atrás dos EUA. ·
Coréia do Sul
– gastos militares em 2005: 21 bilhões de dólares. A
Guerra da Coréia nunca acabou. Apesar do armistício de |
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