Terra pode estar à beira do auge do calor em 1 milhão de anos

 
Terra registra maior aquecimento em 12 mil anos
25.09.2006 - O rápido aquecimento da Terra deixou as temperaturas em seu nível mais alto em cerca de 12 mil anos e, a continuar neste ritmo, transformará radicalmente o planeta, adverte um estudo da agência espacial americana (Nasa).

Ao ritmo de 0,2 grau suplementar por década nos últimos 30 anos, as temperaturas da Terra alcançaram e superaram níveis nunca vistos ao longo do último período interglacial, que durou quase 12 mil anos, segundo o estudo presidido por James Hansen, eminente climatologista do Instituto Goddard de estudos espaciais da Nasa.
O estudo foi publicado nesta terça-feira no jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
"Isto significaria que o aquecimento planetário acima de um grau Celsius atingiria um limiar crítico. Se mantido deste lado, seus efeitos permanecerão relativamente administráveis", avalia Hansen.
"Se o aquecimento alcançar 2 ou 3 graus Celsius, corremos o risco de assistir a mudanças que farão da Terra um planeta completamente diferente do que conhecemos", acrescenta.
O climatologista e sua equipe lembraram que o último aquecimento destas proporções ocorreu no Plioceno, há três milhões de anos, quando o nível dos oceanos superou em 25 metros seu nível atual, segundo estimativas.
Os cientistas também evocaram um estudo publicado em 2003 na revista científica Nature, segundo o qual durante a segunda metade do século XX, 1.700 espécies de plantas, animais e insetos migraram para o Norte ao ritmo médio de 6 km por ano.
Segundo as previsões do Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução do Clima (Giec, IPCC na sigla em inglês), estabelecido pela ONU e cujo próximo relatório deve ser publicado em 2007, o país pode aquecer de 1,8 a 5,6 graus Celsius até 2100.

Fonte: Terra notícias

25/09/2006

Por Deborah Zabarenko
WASHINGTON (Reuters) - A Terra pode chegar ao momento mais quente em 1 milhão de anos, especialmente na parte do Pacífico onde costuma surgir o fenômeno El Niño, disseram meteorologistas na segunda-feira.

Isso não significa necessariamente que o El Niño --que provoca alterações no clima de todo o mundo-- será mais freqüente, mas provavelmente que será mais violento quando acontecer, segundo James Hansen, do Instituto Goddard de Ciências Espaciais, da Nasa, em Nova York.O El Niño pode elevar as temperaturas acima do normal, como ficou evidente no "super Niño" de 1998, quando o calor na Terra bateu recorde.

O que é significativo, de acordo com os cientistas, é que 2005 ficou na mesma faixa térmica de 1998, e provavelmente foi o ano mais quente da história, sem que houvesse o aquecimento das águas do Pacífico equatorial, como é característico do El Niño.As águas no oeste do Pacífico equatorial são mais quentes que no leste, e a diferença pode produzir variações maiores de temperatura entre o clima normal e o El Niño, escreveram os cientistas.Eles atribuíram esse fenômeno ao aquecimento global que afeta a superfície do Pacífico oeste antes de afetar as águas mais profundas.

No geral, a Terra está a menos de 1 grau Celsius da sua maior temperatura em 1 milhão de anos, escreveram Hansen e outros. Mas, de acordo com eles, nos últimos 30 anos houve um aquecimento acelerado de aproximadamente 0,2 grau Celsius por década.Os cientistas atribuem o aquecimento às atividades humanas, especialmente à poluição ambiental por monóxido de carbono, que cria uma espécie de estufa que impede a liberação do calor da superfície da Terra.

"Reduzir a taxa de gases do efeito estufa deveria diminuir a probabilidade de 'super niños' e das tempestades tropicais mais intensas", relataram os cientistas.


Atualmente há um fraco El Niño no Pacífico, que pode ganhar força nos próximos meses conforme os meteorologistas do governo dos EUA.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2006/09/25/285832826.asp