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Os Trans-humanistas |
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leiam o artigo
— Wesley J. Smith, National Review Nos últimos anos, os cientistas misturaram o DNA de uma
água-viva ao de um macaco, criando um animal "transgênico" que
brilha no escuro. ("Transgênico" é qualquer organismo que
possui em seu genoma mais de um gene proveniente de outra espécie.) Também
inseriram o DNA de uma aranha em uma cabra, criando animais capazes de
produzir leite contendo seda como de uma teia de aranha. Outros pesquisadores estão criando animais transgênicos com quantidades minutas de DNA humano. A equipe que surpreendeu o mundo com Dolly, a ovelha clonada, espera produzir animais clonados geneticamente alterados que produzam enzimas e proteínas humanas em seu sangue ou leite que possam ser posteriormente extraídas - um processo conhecido denominado "pharming" - para a fabricação de medicamentos humanos.
Estariam as empresas e pesquisadores de biotecnologia
inserindo DNA animal em embriões humanos? Ninguém sabe. Mas por incrível
que pareça alguns biotécnicos e filósofos endossam abertamente a prática,
como um método de produzir uma raça "pós-humana". Bem-vindo ao mundo surreal do "trans-humanismo",
uma filosofia que defende o controle da evolução humana por meio da
modificação genética. Os trans-humanistas esperam não apenas melhorar a saúde,
mas alterar as características humanas. Na verdade, Stock prevê que, em
algumas gerações, os pós-humanos serão tão diversos que precisarão
de recursos artificiais para a procriação, pois sua constituição genética
será incompatível com a reprodução natural. Isso inclui substituir os cromossomos naturais por outros
artificiais, aumentando ou diminuindo o número de cromossomos nos filhos
ou clones e até, nas palavras de Hughes, "atravessar os limites
entre as espécies usando as tecnologias transgênicas". A teoria trans-humanista coaduna muito bem com a óptica
absolutista da ideologia dos direitos dos animais, que não faz distinção
moral entre seres humanos e "seres não-humanos". Afinal, se
a raça humana é meramente outro tipo de animal, por que não a "melhorar"
eugenicamente utilizando as novas tecnologias da administração genética
- como fazemos com os porcos e as vacas? É a abordagem do Gregory E. Pence, bioeticista da
Universidade do Alabama, um proponente entusiasta da clonagem reprodutiva.
No seu livro, Who's Afraid of Human Cloning? [Quem Tem Medo da Clonagem
Humana?], escreve: "Em análise final, os humanos são maravilhosos e
simples macacos compassivos." Pence assegura que "enfraquecer o
limite ético entre animais não-humanos e humanos" facilitaria
"fazer aos humanos algumas das coisas que consideramos muito razoáveis
que sejam feitas aos animais", começando pela clonagem e passando
para a modificação genética. Depois disso, para os trans-humanistas, iniciaria a longa
marcha rumo à pós-humanidade.
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Fonte:www.afamilia.org |
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