Os Trans-humanistas


Antes leiam o artigo A Nova Ordem Mundial - não terá êxito


Os Trans-humanistas
— Wesley J. Smith, National Review

Nos últimos anos, os cientistas misturaram o DNA de uma água-viva ao de um macaco, criando um animal "transgênico" que brilha no escuro. ("Transgênico" é qualquer organismo que possui em seu genoma mais de um gene proveniente de outra espécie.) Também inseriram o DNA de uma aranha em uma cabra, criando animais capazes de produzir leite contendo seda como de uma teia de aranha.

Outros pesquisadores estão criando animais transgênicos com quantidades minutas de DNA humano. A equipe que surpreendeu o mundo com Dolly, a ovelha clonada, espera produzir animais clonados geneticamente alterados que produzam enzimas e proteínas humanas em seu sangue ou leite que possam ser posteriormente extraídas - um processo conhecido denominado "pharming" - para a fabricação de medicamentos humanos.


Estariam as empresas e pesquisadores de biotecnologia inserindo DNA animal em embriões humanos? Ninguém sabe. Mas por incrível que pareça alguns biotécnicos e filósofos endossam abertamente a prática, como um método de produzir uma raça "pós-humana".

Bem-vindo ao mundo surreal do "trans-humanismo", uma filosofia que defende o controle da evolução humana por meio da modificação genética.
Os trans-humanistas vêm dos mais elevados níveis acadêmicos, dentre os quais encontram-se nomes como James Hughes, professor na Faculdade de Trinity, em Hartford, e Gregory Stock, diretor do Programa de Tecnologia, Medicina e Sociedade, da Faculdade de Medicina da Universidade UCLA, na Califórnia, e autor do livro recentemente lançado Redesigning Humans [Reprojetando os Humanos].

Os trans-humanistas esperam não apenas melhorar a saúde, mas alterar as características humanas. Na verdade, Stock prevê que, em algumas gerações, os pós-humanos serão tão diversos que precisarão de recursos artificiais para a procriação, pois sua constituição genética será incompatível com a reprodução natural.
Os trans-humanistas afirmam que o ser humano não deveria ter apenas o direito de se modificar por meio de cirurgias e técnicas assim, mas deveriam ter o direito de controlar o destino de seus genes.

Isso inclui substituir os cromossomos naturais por outros artificiais, aumentando ou diminuindo o número de cromossomos nos filhos ou clones e até, nas palavras de Hughes, "atravessar os limites entre as espécies usando as tecnologias transgênicas".

A teoria trans-humanista coaduna muito bem com a óptica absolutista da ideologia dos direitos dos animais, que não faz distinção moral entre seres humanos e "seres não-humanos". Afinal, se a raça humana é meramente outro tipo de animal, por que não a "melhorar" eugenicamente utilizando as novas tecnologias da administração genética - como fazemos com os porcos e as vacas?

É a abordagem do Gregory E. Pence, bioeticista da Universidade do Alabama, um proponente entusiasta da clonagem reprodutiva. No seu livro, Who's Afraid of Human Cloning? [Quem Tem Medo da Clonagem Humana?], escreve: "Em análise final, os humanos são maravilhosos e simples macacos compassivos." Pence assegura que "enfraquecer o limite ético entre animais não-humanos e humanos" facilitaria "fazer aos humanos algumas das coisas que consideramos muito razoáveis que sejam feitas aos animais", começando pela clonagem e passando para a modificação genética.

Depois disso, para os trans-humanistas, iniciaria a longa marcha rumo à pós-humanidade.

 

Fonte:www.afamilia.org