TUMACO                                    

Recebi um e-mail do Frei Antony Trimakas, do México onde me indicava o relato do acontecido em 1906 numa localidade da Colômbia, que abaixo vou relatar. Tive que traduzir eu mesmo, espero ter sido o máximo fiel. Junto Ele acrescentava uma carta de agradecimento, enviada da Tailândia pelo Padre Phillip Pornchai C.S.S, que também traduzo no final. Tudo tem a ver com a onda. Vamos ao primeiro texto!

As ondas do mar retrocedem diante do Santíssimo Sacramento.

O seguinte fato aconteceu em 31 de janeiro de 1906 no povoado de Tumaco, pertencente à República Sul Americana da Colômbia, que está situado em uma pequena ilha na parte ocidental daquela República, banhada pelo Oceano Pacífico.

Achava-se ali naquele tempo o missionário, reverendo Frei Gerardo Larrondo de São José, tendo como auxiliar na cura das almas o Frei Julian Moreno de São Nicolau de Tolentino, ambos párocos.

Eram quase dez horas da manhã, quando começou a sentir-se um espantoso tremor de terra, sendo este de tanta duração que, segundo o Padre Larrondo não devia ter sido por menos de dez minutos, e tão intenso, que fez com que as imagens sacras da capela caíssem por terra. Não é preciso falar no pânico de todo aquele povo, que se dirigiu em peso para as proximidades da igreja, chorando e suplicando que os padres organizassem imediatamente uma procissão e foram levantadas as imagens que em pouco tempo foram colocadas pela população em seus nichos.

Parecia aos sacerdotes ser mais prudente animar e consolar seus paroquianos, assegurando-lhes que não havia motivo para tão terrível espanto, como aquele que se havia apoderado de todos. E disto se ocupavam os fervorosos ministros do Senhor, ao redor da Igreja, quando foram advertidos de que, como efeito daquele contínuo abalo da terra, o mar havia recuado deixando exposta a areia há cerca de um quilômetro, distante do ponto em que antes a praia era coberta pelas águas. As águas iam se acumulando mar adentro, formando uma montanha que, ao descer de nível, se haveria de converter numa formidável onda a qual, provavelmente sepultaria todo o povoado de Tumaco, que por acaso ficava abaixo do nível do mar.

Então, cheio de terror, o Padre Larrondo lançou-se precipitadamente para a Igreja e, chegando-se ao sacrário, consumiu com toda pressa as hóstias menores, reservando apenas a Hóstia grande. Em seguida, chegou-se junto do povo e levando o Cálice em uma mão e na outra Jesus Sacramentado exclamou: Vamos, filhos meus, vamos para a praia e que Deus se apiede de nós todos.

Como que eletrizados com a presença de Jesus, e ante a imponente atitude de seu ministro, marcharam todos chorando e clamando a Sua Divina Majestade, para que tivesse misericórdia deles. O quadro deve ter sido por demais terno e comovedor, mais do que se pode imaginar, por ser Tumaco uma povoação de muitos mil habitantes, todos os quais se achavam ali, com todo o horror de uma morte trágica gravado de antemão em suas faces. Acompanhavam também ao divino Salvador as imagens de santos da capela que eram trazidas nos ombros, sem que os padres houvessem pedido isso, somente por um irresistível impulso de fé e de confiança daquele povo fervorosamente cristão.

Pouco tempo se havia passado, e já o Padre Larrondo se achava na praia e aquela montanha formada pelas águas começava a mover-se em direção ao continente. E as águas avançavam como um impetuoso aluvião, sem que poder algum da terra fosse capaz de deter aquela arrasadora onda, que num instante ameaçava destruir o povo de Tumaco.

Não se intimidou nem retrocedeu o fervoroso pároco, antes desceu intrépido para a areia e colocando-se dentro da área onde normalmente as águas alcançavam, no mesmo instante em que a onda estava chegando e crescia até o limite do último terror e da ansiedade da multidão, levantou a mão firme e com o coração cheio de fé na Sagrada Hóstia, na vista de todos, traçou com ela o sinal da cruz. Ó momento solene! Espetáculo horrivelmente sublime! A onda avançou um pouco mais e sem tocar no sagrado Cálice que permanecia elevado, veio a estatelar-se diante de Jesus Eucarístico, alcançando somente até a altura da cintura do sacerdote.

Mal se havia dado conta, o padre Larrondo de perceber o que sucedia, quando viu o padre Julian a seu lado, e logo todo o povo em massa começou a gritar como enlouquecido de emoção: Milagre! Milagre!

Com efeito, como que impelida por invisível poder superior a todo poder da natureza, aquela onda se havia contido instantaneamente, e a enorme montanha de água que ameaçava submergir toda a terra do povo de Tumaco, iniciou um movimento de retrocesso para desaparecer, mar adentro, voltando a recobrar seu natural equilíbrio.

Há de compreender o leitor quanta deve ter sido a alegria, e qual a santa algazarra daquele povo, a quem Jesus sacramentado acabava de livrar de uma tão pavorosa hecatombe. Às lágrimas de terror sucederam-se as lágrimas do mais íntimo alvoroço; aos gritos de angustia e desalento seguiram os gritos de agradecimento e de confiança, e por todas as partes, de todos os peitos brotavam calorosos vivas a Jesus Sacramentado.

Mandou então o Padre Larrondo que fossem buscar na capela a custódia e colocando nela a Sagrada Hóstia, organizou em seguida um soleníssima procissão, que foi percorrendo as ruas e arredores do povoado, até retornar com Sua Divina Majestade, com toda a pompa e esplendor ao santo templo, de onde tão precipitadamente havia saído momentos antes.

Como aquele tremor de terra não havia acontecido somente em Tumaco e sim em grande parte da costa do Pacífico, foram grandes danos e transtornos causados por aquela onda, rechaçada em Tumaco. Entretanto pelo que aconteceu em outros pontos da costa menos expostos que este a serem destruídos pelo mar, se pode calcular a importância do benefício que Jesus dispensou a aquele povoado cristão, o qual, por estar, como já dissemos, a um nível mais baixo que o mar, provavelmente teria desaparecido com todos os seus habitantes.

E isso que temos aqui escrito, foi confirmado pelo reverendo missionário Frei Bernardino Garcia da Conceição, que por aquele tempo se encontrava na cidade do Panamá: "No Panamá estava na maior baixa-mar quando de repente vi a maré alta submergir o porto, entrando no mercado e elevar-se a todo tipo de casa. As embarcações que estavam em terra, foram lançadas à grande distância, tendo acontecido muitas desgraças".

O sucedido em Tumaco teve grande repercussão em todo mundo, e de vários países da Europa escreveram ao Padre Larrondo, pedindo-lhe um relato do ocorrido ali.

Texto de P. Pedro Corro, en "Agustinos amantes de la Sagrada Eucaristía".Do site: http://webcatolicodejavier.org/Tumaco.html

Eis agora o e-mail que padre Antony me enviou com a resposta dele ao Padre Phillip.

Louvado seja nosso Senhor Jesus cristo, agora e sempre!
Querido Padre Philip Pornchai, C.S.S.,

Muitíssimas graças ao Senhor por seu e-mail e sua comovedora descrição do maremoto – tsinami – em Krabi, Península de Malaca na Tailândia.

Providencialmente os católicos assistiam ao Sacrifício da Santa Missa, foram salvos como a família de Noé na Arca, quando tantos outros que estavam fora da igreja morreram. Não há salvação para as almas sem Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua divina graça. Buda, o falso profeta Maomé, todos os ídolos pagãos não podem salvar as almas. São enganos de satanás. Se em sua diocese existem 8 milhões de pessoas e somente 7 mil católicos, tendes um grande campo de evangelização. Sigam o exemplo de São Francisco Xavier que se encontra com o corpo incorrupto em Goa, Índia!

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Eis aí dois exemplos claros de que os deuses pagãos não salvam, somente o Altíssimo. Se os povos que circundam as aldeias católicas não se deixassem iludir tão fortemente por satanás, entenderiam que existe algo de errado com os deuses deles. Porque somente onde temos Nossa Senhora e o Santíssimo Sacramento as localidades são salvas? Pena que somente os católicos entendem isto! Aliás, poucos católicos entendem

Fonte: Recados do Aarão