ÚLTIMA SEMANA                              

 

     Já escrevi antes sobre esta profecia, e está bem explicada no livro Mateus 24. Como nós estamos chegando a cada dia mais próximo do termo deste tempo, penso que é bom não deixar morrer a idéia, para isso reavivar a nossa mente é a chave. Quem sabe esta seja a profecia mais abrangente, entre todas as outras, porque seu ciclo já tem 2.700 anos, a ainda não terminou. E tudo consta de um simples versículo – Daniel 9, 27 – que aqui o anjo Gabriel vem “explicar”, ao profeta.

 

     Toda esta grande saga – aventura – começa por volta do ano 600 antes de Cristo, com o profeta Jeremias, que traz o seguinte oráculo: Jr 29, 10Eis o que diz o Senhor: Quando setenta anos tiverem decorrido para Babilônia, eu vos visitarei a fim de realizar a promessa que vos fiz de aqui vos reconduzir. 11Bem conheço os desígnios que mantenho para convosco - oráculo do Senhor -, desígnios de prosperidade e não de calamidade, de vos garantir um futuro e uma esperança. 12Invocar-me-eis e vireis suplicar-me, e eu vos atenderei. 13Procurar-me-eis e me haveis de encontrar, porque de todo o coração me fostes buscar. 14Permitirei que me encontreis - oráculo do Senhor; e vos trarei do cativeiro e vos irei buscar em todas as nações e em todos os lugares por onde vos dispersei - oráculo do Senhor - para reintegrar-vos no lugar de onde vos exilei.

 

     Ora, o profeta Daniel vivia no cativeiro da Babilônia, 100 anos depois e como conhecia o texto de Jeremias, sentiu-se motivado a invocar a Deus pela libertação de seu povo, e queria saber quando Deus cumpriria a promessa de os tirar da escravidão. Entretanto, pelo que vem descrito nos versículos 12 a 14 – que fiz questão de colocar junto – Deus não falava a Jeremias da libertação do cativeiro físico da Babilônia real, daquele tempo, mas para nosso tempo de hoje, onde o mundo inteiro virou uma Babilônia. Estes versos - eu vos atenderei > permitirei que me encontreis > lugares por onde vos dispersei – se referem ao tempo atual, onde Deus está recolhendo o povo novamente nas terras de seus ancestrais, e valem apenas para depois de sua conversão total. Na época os judeus não andavam dispersos, como hoje, sendo para hoje, portanto, este arcano.

 

     Mas veja o que aconteceu com o profeta Daniel, primeiro sua prece:

 

Dn 9, 18Ó meu Deus, ficai atento para ouvir-nos; abri os olhos para ver nossa ruína e a cidade que ostenta um nome vindo de vós. Não é em nome dos nossos atos de justiça que depositamos a vossos pés nossas súplicas, mas em nome de vossa grande misericórdia. 19Senhor, escutai! Senhor, perdoai! Senhor, ficai atento! Agi! Por vosso próprio amor, ó meu Deus, não demoreis, pois vosso nome foi dado à vossa cidade e a vosso povo! Daniel era uma pessoa muito estimada de Deus. Era um homem íntegro e fiel, e Deus estava com ele. Quem leu todo seu Livro, viu como foi protegido dos leões, e também de seus inimigos. Entre outros, ele tinha o dom de revelar profecias e sonhos. E ele explica:

 

20Eu falava ainda, pedindo, confessando meu pecado e o de meu povo de Israel, depositando aos pés do Senhor, meu Deus, minha súplica pelo seu monte santo; 21não havia terminado essa prece, quando se aproximou de mim, num relance (era a hora da oblação da noite), Gabriel, o ser que eu havia visto antes em visão. 22Deu-me, para meu conhecimento, as seguintes explicações: Daniel, vim aqui agora para te informar. 23Apenas havias iniciado a tua oração e uma palavra foi pronunciada; eu venho desvendá-la a ti, porque és um homem de predileção. Presta pois atenção a este oráculo e compreende bem a sua revelação:

 

     Eis a chave central da profecia: Dn 9, 24Setenta semanas foram fixadas a teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e expiar a iniqüidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Vamos explicar cada trecho deste versículo:

 

Setenta semanas foram fixadas > Aqui não se trata de 70 semanas reais, ou seja, um tempo de 490 dias, mas de 70 semanas de anos, conforme a contagem que é feita em Levítico 25, 8Contarás sete anos sabáticos, sete vezes sete anos, cuja duração fará um período de quarenta e nove anos. Assim, a conta se refere exatamente a 490 anos, de um período histórico, que entretanto – como veremos a seguir – será dividido em partes.

 

A teu povo > Povo judeu! É o povo da promessa, o povo da aliança. A profecia se destina ao povo judeu em síntese, mas ela abrange na realidade, todos os povos da terra.

 

E à tua cidade santa > A cidade santa, sempre será Jerusalém, que muito recentemente foi devolvida ao domínio do povo judeu. Ela pertence a eles, e ninguém a tirará jamais.

 

Para dar fim à prevaricação, > para acabar com as distorções e do egoísmo deste mundo, que visa sempre o benefício próprio antes do coletivo.

 

Selar os pecados > O sentido é acabar com os pecados, ou seja, chegar a um tempo onde não haverá mais pecados, porque o demônio será expulso e os homens serão santos.

 

E expiar a iniqüidade, > Refere-se ao nosso tempo, tempo ímpar de expiação, onde uns poucos bons e que reza, e sofrem e se sacrificam, pagam a conta de milhões de pessoas que assim se salvam, sem mérito algum. Isso está para acabar.

 

Para instaurar uma justiça eterna, > Quando tudo tiver se cumprido, Jesus instalará seu Reino Glorioso e Universal, e nunca mais haverá mal em toda a terra.

 

Encerrar a visão e a profecia > Um tempo onde acabarão as visões, sonhos e profecias, porque todos conhecerão os planos de Deus. Ou seja, na Nova Terra, para onde toda esta profecia se desemboca.

 

E ungir o Santo dos Santos. > Ungir Jesus, o Filho de Deus, como Rei do Universo, como está em Daniel 7, 14A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído.

 

     Assim, vemos que esta profecia , para se cumprir integralmente, exige um longo tempo histórico, e na realidade ainda não se cumpriu. Tanto que o anjo Gabriel já o previne dizendo: 4Quanto a ti, Daniel, guarda isso secreto, e conserva este livro lacrado até o tempo final. Muitos daqueles que a ele recorrerem verão aumentar seu conhecimento. De fato já milhares de pessoas tentaram decifrar estes versos de Daniel e muito se descobriu. Mas realmente, só agora, nas últimas décadas, que os padres e teólogos levantaram as luzes sobre esta obscura profecia.

 

     Aliás, o profeta Daniel, certamente será testemunha ocular do final desta profecia, pois está dito: 13Quanto a ti, vai até o fim. Tu repousarás e te levantarás para (receber) tua parte de herança, no fim dos tempos. Ou seja, o livro dele seria aberto apenas nos tempos finais da história da redenção, e ele Daniel, se levantará do pó da terra neste fim dos tempos, para testemunhar a vitória final de Deus sobre os maus. Veremos isso!?

 

     Mas agora, precisamos saber a questão da divisão do tempo, dos 490 anos, porque desde Daniel até hoje já se passaram 2.400 anos. Como fica então. Disse o anjo a ele e vamos descrever por partes:

 

 25Sabe, e compreende isto: desde a declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido, haverá sete semanas; > Sete semanas de anos, são pela conta acima, 49 anos. O Decreto do Rei Dario, para a libertação do povo Judeu, para que voltasse para reconstruir Jerusalém, foi editado no dia 03/03/444 antes de Cristo. Não devemos fazer entretanto esta conta com dado milimétrico, porque não sabemos qual o fator determinante de Deus, do início e fim de cada período. Consideremos para facilitar, que este período se encerrou no ano 400 antes de Cristo. O Ungido que aqui se fala, deve ser o grande sacerdote Esdras, cuja história a Bíblia relata em livro próprio. Foi pelas mãos dele que o templo de Jerusalém foi restaurado.

 

Depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição >  Estas 62 semanas correspondem a um novo período de 434 anos, tempo de grande aflição para aquele povo, onde foram reconstruídas as muralhas da cidade e outras edificações. Isso porque depois de tantos anos fora no cativeiro, tudo estava devastado, e foi preciso a eles recomeçar quase do zero, primeiro restabelecendo as plantações, o comércio, para gerar os recursos necessários para as obras de reconstrução. E isso levou mais de 400 anos.

 

26 Depois dessas sessenta e duas semanas, um ungido será suprimido, e ninguém (será) a favor dele. > Ora, se contarmos desde o ano 400-AC, este 434 anos nos levará ao tempo da morte de Jesus, em 34 DC, certamente Ele o Ungido de que fala a profecia. Ele foi suprimido do meio do povo, isto é, assassinado, e ninguém foi a favor Dele. Essa história da morte de Jesus, todos já sabem. Mas continua a profecia...

 

A cidade e o santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá. > De fato, 33 anos após a morte de Jesus, o templo de Jerusalém foi destruído pelo exército de Roma, tempo em que 2/3 partes do povo judeu morreu, entre indizíveis tormentos. O Sangue do Ungido, caíra realmente sobre eles e sobre seus filhos, conforme o haviam pedido no momento da condenação de Jesus. Sangue continua pesando até hoje, e ainda tingindo suas vestes de vermelho, pelas constantes guerras que os cercam. Esta, talvez, uma prova da palavra de Jesus que falou: Não julgueis que Eu vim trazer a paz, e sim a espada! Seguindo...

 

Seu fim (chegará) com uma invasão, > Israel fora já antes invadido pelas tropas de Roma, entretanto, devido aos constantes levantes deste povo, sua rebeldia contumaz, a cidade deles foi arrasada e o povo judeu conheceu a “diáspora”, a dispersão deles por toda a terra. Isso persistiu assim, por mais de 1900 anos, pois somente a partir de 1950 eles foram aos poucos sendo trazidos por Deus para sua terra de origem, como se vê hoje. Isso cumpre aquele verso inicial de Jeremias que diz: Quando setenta anos tiverem decorrido para Babilônia, eu vos visitarei a fim de realizar a promessa que vos fiz de aqui vos reconduzir. A promessa de Deus assim, não era tirar o povo da Babilônia antiga, mas desta de hoje. Tudo se encaixa perfeitamente.

 

E até o fim haverá guerra e devastação decretada. > Bem, isso não resta dúvida. Desde que os judeus foram dispersos pelo mundo, depois da ruína de Jerusalém, nunca mais o mundo teve paz. Por todos os povos onde eles se misturaram, houve confusões causadas por eles, e também contra eles. Nenhuma nação na terra, nenhum povo até hoje, como o judeu, conseguiu manter a linhagem de sangue, a integridade como povo, mesmo distante de sua pátria e até nem tendo uma. Este por si só, é um verdadeiro milagre de Deus, prova de que ele continua sendo o povo da aliança.

 

     Antes de seguir, é preciso de uma explicação sobre o tempo da profecia. Vimos até aqui, dois períodos, um de 49 anos – 7 semanas – e outro de 434 anos – 62 semanas de anos – o que dá um total de 69 semanas, ou 483 anos. E isso menos 490 = 7 anos. Falta então definir o tempo de uma semana de anos, ou os últimos SETE anos finais, desta espetacular profecia. Mas o grande problema é definir quando ela começa a contar. Já disse isso: quem tem a data inicial dela, tem a chave do final dos tempos. Ela o abre com certeza! E o fecha também, pois Daniel diz: feliz de quem espera e alcança os 1335 dias.

 

     Há, porém, mais um fator complicador nesta última semana. É que a profecia a divide em duas metades de três anos e meio cada uma, e assim, mesmo que tenhamos a data inicial dela, quem duvida que entre as duas metades de três anos e meio, Deus nos possa contemplar com mais uma dilação de tempo? Sim, como houve 1900 anos entre a semana 69 e esta última, poderá haver um lapso de tempo de entremeio, o que nos confundirá.

 

    Ora, Deus tem seus desígnios e precisa usar destes estratagemas, até porque Lúcifer sabe de muitos dos segredos de Deus – do tempo em que era amigo Dele – e então o Pai precisa usar de formas e meios para engana-lo também, senão estragaria tudo. Mas depois volto a isso! Vamos ao que acontecerá nesta última semana. Quais são os sinais que nos avisariam de que ela estaria acontecendo? São em síntese quatro coisas:

 

27Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana > Quem concluirá aliança com quem? Se formos ler o livro inteiro de Daniel, veremos que claramente ele se refere à pessoa do anticristo, o inimigo mortal de Deus. Já falamos sobre o que acontece hoje na Igreja, no mundo, na Globalização, e devemos crer que esta aliança do maldito, é com setores da própria Igreja Católica, feita nos bastidores, por gente que se infiltrou dentro dela, no sentido de a destruir. Isso já foi denunciado e não resta dúvida de que existe este conluio com as trevas. Isso então, nos faria acreditar que já estamos dentro desta ÚLTIMA SEMANA de anos, há tanto tempo esperada.

 

     Vejam: Depois da queda das torres do WTC, nos Estados Unidos, Nossa Senhora nos pediu para marcarmos aquela data: 11/09/2001. Por qual motivo nos mandaria olhar para ela? Porque ela antes havia previsto a queda das torres, e falou que depois da queda daquela primeira e maior, porque detinha o comando financeiro das outras, também as outras torres do mundo cairiam uma após outra e que isso seria a nossa libertação. Ora, isso foi o prenuncio então da queda da Babilônia. Foi o sinal precursor. Pode muito bem, então, significar a data inicial desta última semana.  Não acham? Mas continuemos:

 

E no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; > Diversos outros versos de Daniel falam sobre este sacrifício. Os padres da Igreja, e mesmo os profetas atuais, têm dito que este Sacrifício aqui apontado por ele, se refere ao Santo Sacrifício da Missa. Ele diz que este sacrifício será eliminado, isso é, se deixará de rezar a Santa Missa, e isso virá por opressão de uma força tirânica mundial, que está dentro do projeto dominador da besta. Muito já se discutiu sobre isso, e não resta mais dúvida. Algo de muito grave está sendo cometido contra a Missa, e até mesmo a Nova Missa, a que está sendo celebrada, já pode ser um sinal grave da presença do assolador, do destruidor, do maldito.

 

Sobre a asa das abominações virá o devastador, > A Abominação desoladora, a que Daniel se refere, é apontada por Jesus no Evangelho de Mates, 24. E Jesus ali fala que, quando isso acontecer, quando esta abominação for introduzida, é preciso fugir, porque começará uma Grande Tribulação em toda a terra, aliás também apontada por Daniel (12, 1). Esta tribulação aqui anunciada, será protagonizada por uma falsa missa, que virá em lugar do Sacrifício Eterno, da Missa Verdadeira. De certa forma isso, já está acontecendo, dado o descaso e a enormidade de profanações que se comete contra ela. Sim, também devido ao assombroso número de sacrilégios que são hoje cometidos nas Missas.

 

     O devastar aqui mencionado, é sem dúvida o anticristo, que surgirá apenas depois que for eliminado o Sacrifício da Missa. Em verdade é preciso que o mundo esteja impregnado de intensa maldade, para que o anticristo possa se manifestar. A Santa Missa é obstáculo que ele não consegue transpor, então, é preciso que ela seja retirada e assim seus passos se ouvirão, e a terra tremerá. O povo, que não sabe da importância da Missa, que não entende – falo em 99% dos católicos – o seu verdadeiro sentido, aceitará de bom grado trocar a rememoração do Santo Sacrifício da Cruz, pela simples ceia de confraternização, numa boa. E achará bom! E não mais haverá consagração, nem mais transubstanciação, caindo quase todos os sacrários da terra. A Eucaristia continuará sendo celebrada às escondidas, por pouquíssimos padres fiéis, e será mantida nas famílias. Até que...

 

Até que a ruína decretada caia sobre o devastado. > Sim, até que a mão de Deus, até que o braço poderoso do Pai, caia sobre todos os promotores desta ceia maldita. Até que o Espírito Santo – com Seu sopro poderoso – esmague aos inimigos da Igreja Católica, pois isso não durará muito tempo. Deus não permitirá que os seus filhos sejam trucidados pelas feras malditas, que fiquem por muito tempo sem o precioso alimento de suas almas, vindo em socorro dos que choram e gemem. Porque, sem dúvida cairão todos os algozes do Santíssimo Sacramento, eis que Isaías avisa ao devastador, aquele que quer ser mais que Deus e que hoje quer fazer se adorar:

 

9Debaixo da terra se agita a morada dos mortos, para receber-te à tua chegada; despertam em tua honra as sombras dos grandes, e todos os senhores da terra, e levantam-se de seus tronos todos os reis das nações. 10Todos tomam a palavra para dizer-te: Finalmente, eis-te fraco como nós, eis-te semelhante a nós. 11Tua majestade desceu à morada dos mortos, acompanhada do som de tuas harpas. Jazes sobre um leito de vermes e os vermes são a tua coberta. 12Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações! 13Tu dizias: Escalarei os céus e erigirei meu trono acima das estrelas. Assentar-me-ei no monte da assembléia, no extremo norte. 14Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo. 15E, entretanto, eis que foste precipitado à morada dos mortos, ao mais profundo abismo.

 

     Como vimos acima, o grande problema é definir a data inicial deste tempo. De minha parte não tenho mais dúvidas de que estamos vivendo já esta última semana de anos, até porque ainda em mensagem de 24/09/2005, lembrando as almas do purgatório, Nossa Senhora disse: Mas muitos milhares permaneceram ainda no purgatório! Deus quer resgatá-las, antes do término da última  metade da semana... E o tempo corre rápido demais. Ora uma semana normal, nada tem a ver com isso, não tem lógica se falar em três dias normais e mais meio dia, entretanto se colocarmos esta palavra dentro da última semana de anos – sete anos separados em duas metades – então sim, faz sentido.

 

     Ela disse: antes do término da última metade da semana. Uma semana tem apenas duas metades, e isso nos remete novamente à semana de Daniel, que foi dividida em duas metades. Se ela fala “antes do término”, é sinal de que estávamos já dentro da segunda metade, em 24 de setembro passado. E o termo “última metade” confirma isso. Pois agora estamos na Anistia do Amor, que terminará em 19 deste mês de janeiro. Se, por hipótese, se todo o Grande Purgatório fosse mesmo libertado – o que está ficando difícil – então a remissão completa dele estaria próxima, pois a promessa anterior de Nossa Mãe, é de que o purgatório nunca mais cresceria, isso é, sempre entrariam menos gente do que sairiam diariamente. E Deus quer remir todo o Purgatório, antes do final da semana.

 

     Ora, isso nos indica um sinal de proximidade preocupante. Isso nos avisa de que tudo poderá acontecer a qualquer momento. Nas últimas mensagens da Anistia, têm saído nas entrelinhas, algumas instruções que não devemos deixar passar sem prestar a atenção. Veja esta parte de uma mensagem: Este será um ano difícil para toda a Igreja: testemunhareis grandes confusões e grandes cismas acontecerão. As disputas pelo poder... Pelo poder às coisas vãs, se acirrarão e cada vez mais, o ódio tomará conta dos corações e da razão! De fato, muitos agirão como verdadeiros irracionais, a fim de tentarem fazer prevalecer suas idéias ainda mais irracionais. Trarão confusão... E guerra! As profecias se cumprirão, e nada ficará sem que seja descoberto! Tudo virá à luz! Na verdade, será um ano de certo modo, aterrorizante, para a Santa Igreja e para o mundo!

 

     Há uns dias atrás escrevi um texto intitulado: Vem Guerra! Nele mostrei como certas batalhas em curso, certas medidas que estão sendo tomadas – de forma correta – pelo Papa Bento XVI, podem provocar um grave cisma. E agora a Mãe usa a mesma palavra “guerra”, e dentro da Igreja. Na realidade, a cada estocada que Bento XVI dá nos inimigos da Igreja, arruma mais alguns adversários. Eles já são inúmeros entre os da teologia da libertação, que o odeiam e não escondem isso. Ele vetou a comunhão a divorciados e também a ordenação de padres gays, e isso ofendeu a setores poderosos. Também cortou as asas dos franciscanos de Assis, o que o fez arrumar outros inimigos poderosos, entre os falsos ecumenistas.

 

     Seguindo, ainda, nesta semana ele cortou as asas do neocatecumenato, em relação a uma série de desvios do “caminho”, e isso certamente lhe arrumará mais inimigos, pois esta coisa ruim – o neocatecumenato visa à dessacralização da Igreja – tem diversos cardeis e bispos poderosos, que o promovem. E claro, a questão do terceiro Segredo, que é polêmica – pois Nossa Senhora diz que nada ficará encoberto e tudo virá a luz – irá trazer a ele mais inimigos, quem sabe exatamente estes os mais poderosos. Enfim, a decretação dos dois Dogmas marianos que faltam, será sem dúvida um estopim. Claro, nem se fala se Bento XVI conseguir, como deseja, que partes da Missa sejam celebradas em latim. Então um cisma tomará conta da Igreja, mas a verdade está com o Papa, não saiamos de perto dele.

 

    Nós devemos acreditar então que isso tudo poderá acontecer ainda neste ano. Será o ano da confusão na Igreja Católica. A palavra forte é : aterrorizante! E pelas contas da semana de Daniel, se contarmos a partir de setembro 2001, teríamos em tese o ano de 2008, como final de tudo. E pergunto: dá para acontecer todas estas coisas em tão pouco tempo? E eu respondo: óbvio que sim! E sem que aconteça nada de guerra ou o astro ainda este ano. Claro, isso se o mandato de Bento XVI, não for apenas alongamento do tempo entre as duas metades da semana, até porque o Papa João Paulo II, faleceu exatamente na metade da semana: três anos e meio contados a partir de 09/2001. E este papa sempre foi um marco na história da Igreja. Mesmo assim...

 

     A primeira coisa que deveríamos agradecer, caso se confirmasse que realmente estamos já dentro da 2ª metade desta última semana, e caso também tivéssemos ainda todo este anos com o Papa Bento XVI à frente da Igreja, é que isso diminui o tempo de ação do anticristo, porque seu fim está fixado para um dia e uma data. Pois está dito em Habacuc 2, 2 E o Senhor me respondeu assim: Escreve esta visão, grava-a em tabuinhas, para que ela possa ser lida facilmente; 3 porque há ainda uma visão para um termo fixado, ela se aproxima rapidamente de seu termo e não falhará. Mas, se tardar, espera-a, porque ela se realizará com toda a certeza e não falhará. 4 Eis que sucumbe o que não tem a alma íntegra, mas o justo vive por sua fidelidade.

 

     Sim, está chegando ao tempo em que sucumbirão os que não têm alma íntegra, e também um tempo onde seremos provados pela Fé. Nossa Senhora pede entretanto, que não ataquemos os padres e bispos da Igreja, e que muitos se converterão devido a isso. Mas pede que sejamos uma grande pedra de tropeço para os inimigos da Igreja. Está bem difícil, por hora, entender este pedido, porque o grande inimigo da Igreja, está no clero. É dele que partem os mais cruéis ataques ao Papa. Sinal de que chegamos ao fim! Estamos na última semana! (Aarão)

 

Fonte: www.recados.aarao.nom.br