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ZEITOUN |
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Um caso totalmente
incomum na história das aparições ocorreu na periferia do Cairo
(Egito). O local desses extraordinários eventos foi Zeitoun, que em árabe
significa oliveira, bem próximo a Mataria, onde, segundo a tradição,
teria vivido a Sagrada Família no tempo em que esteve no Egito.
Os fatos tiveram início
na noite de 2 de abril de 1968 - dia da Páscoa - e seus primeiros
protagonistas foram alguns mecânicos e motoristas de uma garage de ônibus,
fronteiriça à igreja. De pé sobre a cúpula central, a mão apoiada na
cruz que a encima, eles viram uma "freira vestida de branco".
Temendo que pudesse escorregar e cair, pois se encontrava sobre uma superfície
arredondada, gritaram-lhe que tivesse cuidado e aguardasse a cli1egada de
socorro. Um deles, temendo tratar-se de uma suicida, correu a avisar a polícia,
enquanto outro atravessou a rua e bateu à porta da casa paroquial. Logo
uma considerável multidão se reuniu ao redor da igreja, interrompendo o
trânsito.
Espetáculo indescritível "Pelas
10 ou 11 da noite - conta o muçulmano Moshen Taher, descrevendo as aparições
dos próximos meses, começou a gritaria. Levei um choque ao ver Nossa
Senhora. Era uma pessoa que ali estava em plena luz. Mas tão real, tão
linda, que não existe nada mais bonito do que aquilo. Era uma pessoa,
via-se, sentia-se que estava ali, que sorria, que desejava falar,
comunicar alguma coisa, conceder alguma coisa... uma bênção, sei lá. Mas
não se esvaia bruscamente, como uma lâmpada que alguém acende ou apaga,
e sim fazendo gestos de despedida. As aparições duravam boa parte da
noite, geralmente até a aurora". Aqui no bairro já não se
dormia... Às vezes ela deixava de aparecer, digamos, por uma semana. Mas
quando reaparecia, era um mar de gente. Não imagina, não pode imaginar.
Toda a redondeza reboava com as aclamações da multidão. Uma gigantesca
multidão em estado de... crença, As
multidões eram realmente algo espetacular: em média, 50.000 pessoas, mas
quantas vezes chegava a 100.000 ou mais. Em Absolutamente
silenciosa Na
mesma linha via o testemunho do bispo Athanasios Matan: "Ela
aparecia muito nítida. Não era uma simples imagem plana, era um corpo
cheio e brilhante. Um espetáculo galvanizante, indescritível... Antes da
aparição, viam-se duas pombas brancas, que largavam da cúpula como
foguetes. Depois, como uma nuvem que se transforma numa luz fluorescente,
e era ali que aparecia a Virgem. Uma silhueta muito clara, uma pessoa que
parecia querer falar. Deslocava-se lentamente por cima da igreja, afim de
que todos pudessem vê-la de frente. Fazia mesuras e inclinava-se para
saudar a multidão. Traçava sinais de bênção com as mãos. Seus
deslocamentos, porém, não eram os de um caminhar comum e sim de um
deslizar no espaço". Às
vezes aparecia com véu e uma longa veste branca e O
curioso é que nunca disse uma palavra. Limitava-se a sorrir e acenar para
aquelas multidões, vindas de todo o Egito, onde 80 por cento são muçulmanos,
e os outros 20 são coptas ortodoxos, coptas protestantes, coptas católicos
e de outras confissões. A todos abanava e sorria, como a dizer: sejam bem
vindos, todos vocês são meus filhos. Milhares de enfermos incuráveis foram improvisa e prodigiosamente sanados. Curas que foram depois atestadas como milagrosas por uma comissão de médicos e professores, constituída pela autoridade eclesiástica. Sinais
misteriosos A
aparição era geralmente anunciada por luzes misteriosas. Às vezes, um
globo luminoso, tão deslumbrante que os olhos precisavam de alguns
minutos para distinguir a figura da Virgem que dele surgia. Outras vezes,
descargas de relâmpagos silenciosos, ou então ainda o que parecia ser
uma chuva de estrelas ou diamantes. Muito freqüentemente a luz aparecia
numa das cúpulas, e logo se estendia a todo o telhado e à parte superior
das cúpulas. Outro
fenômeno especial era - como dissemos - a presença de seres semelhantes
a pombos, porém, muito maiores, de um prateado luminoso. Surgiam de
repente e sumiam da mesma forma. Voavam mais velozmente que os pombos, sem
bater as asas, parecendo mais deslizar do que voar. Ora vinham em número
de dois, ora de três, de seis ou mais, e voavam em formação triangular,
em cruz ou em linhas paralelas. As
aparições de Nossa Senhora foram em número de cem, ao longo de 14
meses. A respeito delas encontramos esta surpreendente explicação do
patriarca capto local, que justifica a sua inclusão neste livro sobre os
tempos finais: "Junto à catedral (sobre cujo telhado a Virgem
aparecia) existe uma pequena capela, construída no século X. Em suas
portas de madeira encontram-se esculpidas duas profecias. Num dos painéis
se lê: 'A
Virgem virá a este lugar, aparecerá durante um ano inteiro, e este será
o fim dos tempos, dos tempos do mal´" (O
relato pormenorizado das aparições de Zeitoun foi publicado em "Le
monde capte", n°
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Fonte: A Profetisa dos Tempos Finais - Olivo Cesca |
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